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Obesidade infantil: Um terço das crianças entre 5 e 9 anos está acima do peso

21 de julho de 2015 0

Por Elisandra Borba

Foto: Ricardo Duarte/Agência RBS

Foto: Ricardo Duarte/Agência RBS

Uma em cada três crianças entre cinco e nove anos está acima do peso no Brasil. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde. Quando o estudo fala do total de crianças acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o índice é de 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas.

Para a endocrinologista, especialista em obesidade, Jacqueline Rizzolli, o dado é preocupante. Segundo ela, na década de 1970 menos de 1% das crianças estavam acima do peso. A melhora na condição financeira e a diminuição no tempo disponível dos pais está associada ao ganho de peso. Ingestão de alimentos prontos, embutidos, massas instantâneas, nuggets e fast-foods são os vilões da obesidade infantil. São produtos ricos em gordura e com baixo ou nenhum teor nutricional.

Jaqueline destaca que a alimentação das crianças tende a ser influenciada pela alimentação dos pais. Quando os pais não têm uma alimentação balanceada, os filhos acabam não dando atenção necessária para alimentos importantes de uma boa dieta.

Outro fator que tem estimulado a obesidade infantil é a falta de exercícios físicos. Com a sensação de insegurança, as crianças acabam passando muito tempo dentro de casa, na companhia de jogos eletrônicos e não se exercitam. Andar de bicicleta, patinete, correr, brincar em praças são atividades necessárias para a saúde infantil. A endocrinologista destaca que sempre que for possível, os pais devem levar os filhos para brincar na rua ou em praças.

Pesquisas revelam também que o paladar infantil é formado durante os mil primeiros dias de vida. Por isso a importância de não oferecer alimentos com açúcar até os dois anos de idade, pois vai “viciar” o paladar e será mais complicado convencer as crianças a comer frutas e legumes.

Se a política de saúde das crianças não mudar, a expectativa é que até 2025 o país tenha 75 milhões de crianças com sobrepeso e obesidade. O pediatra é o primeiro profissional que orientará os pais quanto à necessidade de uma atenção ao peso. Nas consultas de rotina o pediatra avalia a curva de crescimento e peso e se estiver fora do padrão, pode orientar os pais a procurarem um nutricionista ou até mesmo outro profissional.

A endocrinologista, no entanto salienta que os pais precisam assumir a responsabilidade da alimentação dos filhos e terem consciência da necessidade de uma boa dieta para a saúde deles. As escolas também têm papel importante e devem estimular que as crianças façam refeições nutritivas. Oferecer água em vez de sucos ou refrigerantes também é fundamental, completa Jaqueline.

Ouça a íntegra da entrevista com Jacqueline Rizzolli no Gaúcha Repórter desta terça-feira (21).

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