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Meningite: afinal, há ou não surto da doença no Rio Grande do Sul??

11 de agosto de 2015 1

Por Milena Schoeller

Temos recebido inúmeras manifestações de pais preocupados com a situação da Meningite no Rio Grande do Sul, já que semanalmente novos casos são confirmados. Desde o início do ano, já são 60 registros, conforme o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), no dia 07 de agosto.

Casos de meningite no RS

O que preocupa é que o número de mortes por Meningite é maior do que no passado. Até o dia 02 de agosto de 2014, 5 pacientes morreram vítimas da doença. Neste ano, até o dia 08 de agosto, são 14 mortes confirmadas. E segundo o boletim da SES, “observa-se uma tendência de aumento na circulação do meningococo C a partir de 2013. Se o cenário de 2015 se mantiver como observado até agora, este ano poderá ultrapassar o número de casos dos dois últimos anos.”  De acordo com a SES, os casos registrados desde janeiro são de diferentes tipos, e apesar da elevação, não há epidemia da doença. Apenas em Cachoeirinha foi caracterizado um surto, já controlado com a vacinação da população. Cada caso e local onde ocorre são analisados pela SES, que avalia se há surto, e decide as providências a serem tomadas.

Abaixo um resumo da conversa que tive com a Diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Marilina Bercini.

 

Qual a situação da meningite hoje no Rio Grande do Sul?

Se observa sempre no inverno um aumento no número de casos. Neste ano, o que chama a atenção, é que houve um surto localizado em Cachoeirinha, de Meningite Meningocócica, que é a forma mais preocupante. Mas esta situação já está resolvida. E no restante do estado, temos o registro de um ou outro caso, mas sem se configurar uma epidemia. Então, neste momento, temos que ter bastante calma, pois não há descontrole, a situação está dentro do que é esperado para esta época do ano.

 

Qual o tipo de meningite que está sendo registrada?

A que sempre predomina é a viral. Mas são todas meio parecidas. Se houver suspeita de meningite, (o paciente) vai internar para fazer exames mais aprofundados, para esclarecer qual o tipo de agente que está causando o problema. Temos desde as virais, passando pelos fungos, até as bactérias e protozoários. Mas o nosso foco é a bactéria meningocócica, o qual nós temos ações bem imediatas pra serem feitas. Até alguns anos atrás predominava o tipo B, mas depois de alguns anos, há 5 ou 6, predomina o tipo C, tanto no Rio Grande do Sul, como no restante do país.

 

E quanto à vacinação?

A vacina do tipo B é recente. Foi liberada pela Anvisa há poucos meses, e ainda não foi incluída no calendário de vacinação. Há estudos para isso, mas ainda não há liberação por parte do Ministério da Saúde, que é quem compra a vacina. Como não há surto de B, o que oferecemos na rede pública é o suficiente para dar conta. Em todas as unidades de saúde temos vacina meningocócica C, para crianças de até 2 anos. São duas doses, menores de 1 ano, e reforço aos 15 meses.

 

Quais sintomas os pais devem ficar atentos?

A meningite causa febre, podendo ser alta, 39 ou 40, acompanhada de dor de cabeça nas crianças maiores. Nos pequenos, se nota irritabilidade, choro persistente, às vezes vômitos em jatos, dor no corpo, mal estar. E se nota também um inchaço na moleira. Estes sinais têm que ser averiguados, e procurado local de atendimento mais próximo. Uma febre simples não costuma ser meningite, mas sempre, na dúvida, criança que tem febre, temos que levar ao médico.

Comentários (1)

  • Camila diz: 11 de agosto de 2015

    Eles sempre esperam pessoas morrerem pra tomar alguma atitude, é sempre assim para tudo neste país… Pais estão perdendo seus filhos, filhos perdendo os pais e se preocuparam em vacinar só cachoeirinha e gravatai porque teve surto, vão esperar quantos mais morrerem pra vacinar todo mundo e todas as idades, afinal a meningite pega em adultos tanto quanto em crianças…Para o governos as mortes só são números, para os familiares uma dor que nunca irá passar!

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