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Brincadeiras que quero ensinar a meus filhos

27 de agosto de 2015 1

Por Elisandra Borba

Não sou do tipo saudosista que acha que o que tinha no passado era mais interessante que a atualidade. Ou que pensa que a geração de hoje é infeliz porque não vai vivenciar o que pude vivenciar nos anos 80 e 90. Penso que cada época é a melhor época para se viver, basta fazer dela a melhor. Porém, tenho na lembrança algumas brincadeiras da infância que gostara de repeti-las com minha filha. Quem se lembra delas?

Fla-i-ci

Eu chamava assim. Pesquisando agora em busca de imagens, achei o nome de “brincadeira de mãos”. Tinha as variações, batendo uma palma e depois batendo nas mãos da amiga, enquanto ela faz a mesma coisa. Ou ainda batendo na transversal na mão da amiga e depois a palma. Super complexo.

E tinham as músicas que acompanhavam as palmas

Fla-i-ci, o ci-o-lai. É isso aí. O fla-i-ci

Vai começar, o tititi. Do Vanderlei, da Vanderleia

A véia caiu. O véio viu. A calcinha dela. Era verde-amarela…

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Ovo Podre

Todos sentados em roda e um caminhado em volta com o “ovo podre” e cantando: “Ovo podre”. A roda responde: “Está fedendo”. Ele pergunta: “Onde eu coloco?”. E o grupo responde: “Na lata do lixo”. Pergunta: “O lixeiro não veio?”. E todos respondem: “Só na semana que vem”. Quando acaba a música ele deixa o “ovo podre” atrás de um dos participantes da roda. A criança escolhida tem que sair correndo atrás de quem largou o ovo, enquanto este tenta sentar no lugar do que está correndo. Ufa! que correria gostosa. Se aquele que estava do lado de fora conseguir sentar, o outro deverá ficar do lado de fora cantando a música. Se não conseguir, voltará a cantar, até que consiga se sentar no lugar de alguém.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Morto e Vivo

Ao gritar vivo a criança levanta e ao gritar morto a criança abaixa. Quem errar paga uma prenda.

Brincadeira de roda

Adorava essas. Tinha viuvinha, atirei o pau no gato, ciranda-cirandinha…

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Nosso rei mandou pedir

Um grupo de pessoas ficava de um lado e os soldados do outro. Os soldados chegavam e pediam uma das pessoas do grupo cantando: “nosso rei mandou pedir uma de suas filhas”. O pai respondia: “minhas filhas eu não dou, nem por ouro, nem por prata, nem por sangue da lagarta”. Os soldados reclamavam: “tão felizes viemos, tão triste voltaremos” e o pai mudava de ideia: “volte, volte cavalheiro, escolhei a que vós quiseres, escolhei a que vós quiseres”. E eles iam cantando e encostando em cada uma das participantes até a acabar a música: “essa sim, essa não. Essa come requeijão. Essa tira o pão da mesa. Vem buscar meu coração”. A última era a escolhida.

São tantas brincadeiras! Não imaginava que lembraria de tantas. Esconde-esconde; pega-pega; amarelinha, pular corda, só nós quatro, o mestre mandou, estátua; stop…

E você, quais brincadeiras da sua infância quer ensinar ou já ensina seu filho?

 

Comentários (1)

  • Éderson diz: 31 de agosto de 2015

    A de fazer cóceguinhas no pé. Não é bem uma brincadeira. Meu pai começou isso e eu ensinei a mãe da Sara e agora quero ensinar a Sara. Fácil, fácil. Um deita no lado da cabeceira da cama e o outro no lado oposto. Inicia-se as cóceguinhas num dos pés até parar de ficar legal, troca de pé e deu. Dura uns 20 ou 30 minutos e é relaxante. Quem não aguenta cóceguinhas(mãe da Sara)pode optar por massagem.

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