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Prevenção de Acidentes na Infância: dicas e orientações.

08 de setembro de 2015 1
Crédito: arquivo pessoal.

Crédito: arquivo pessoal.

Por Milena Schoeller

Na última semana flagrei meu filho mais novo, de 1 ano e 3 meses, empoleirado no sofá, tentando alcançar a cordinha da cortina da sala. O fato me trouxe um alerta: ele já tem destreza para subir, escalar os móveis em casa. Mas ainda não tem noção alguma do perigo.

Muitas mães estão ou já passaram por esta fase. Acidentes com crianças não são raros. Conforme dados do Ministério da Saúde, os mais comuns são os de trânsito, seguidos de afogamento, quedas, queimaduras e intoxicações.

Colaboradores do Grupo RBS receberam, há um tempo, um Manual de Prevenção a Acidentes na Infância. E reproduzo aqui algumas dicas e orientações deste manual, elaborado por médicos e especialistas em segurança.

 Menores de 1 ano

A prevenção começa logo que a mãe sai do hospital. E o início  da fase oral, onde tudo vai para a boca, merece atenção:

- tenha cuidado na amamentação noturna, para não dormir, e a criança não cair.

- impedir que a criança brinque com embalagens plásticas ou talcos.

- cuidado com fios que prendem brinquedos ao berço ou carrinho.

- verificar temperatura do banho, antes de colocar o bebê na banheira ou balde.

- selecionar os brinquedos conforme a idade.

- recolher brinquedos do chão, evitando tropeços.

- guardar objetos cortantes nos lugares mais altos da cozinha. Da mesma forma, produtos de limpeza e higiene.

- nunca trabalhar na cozinha com o bebê no colo.

- colocar protetores nas tomadas, travas em armários, redes nas janelas.

De 1 a 4 anos

Nesta faixa etária, “a criança apresenta tendência à imitação, vive o momento do pensamento mágico, isto é, pensa que tem superpoderes”. Mas nesta fase também a criança já começa a entender o “não”. Então, algumas dicas para evitar acidentes com nossos pequenos heróis, além das listadas acima, que seguem valendo:

- banho deve sempre ser supervisionado por um adulto.

- inseticidas devem ser mantidos em locais próprios, longe de alimentos.

- na rua, nunca deixe a criança solta. Segure pela mão.

- ensine a atravessar na faixa de segurança, com o cuidado de olhar para os dois lados.

- não permitir que criança manipule garrafa térmica, servindo chimarrão, por exemplo.

- nunca deixe brincar no fogão.

- não deixe a criança provocar cães e gatos de rua.

- não deixe tapetes soltos dentro de casa.

- skates e bicicletas só com equipamentos de segurança.

E um outro dado chama a atenção e preocupa. O Rio Grande do Sul é o estado com o maior número de registros de acidentes tóxicos. E as principais vítimas são crianças de 0 a 5 anos.  Segundo o Ministério da Saúde, a cada cinco casos de intoxicação no país, um é no RS. Alguns dados divulgados pelo Centro de Informações Toxicológicas do RS (CIT):

 - Em 2014, o CIT atendeu 4.894 casos de crianças abaixo de 6 anos intoxicadas.

- De 2005 até 2014, 97.814 mil atendimentos de intoxicação humana. Deste total, 47.640 eram crianças abaixo de 6 anos.

-  39% dos casos atendidos foram intoxicação com medicamentos. 16% com produtos de higienização e desinfecção domiciliar.

- 92% das intoxicações ocorreram dentro de casa.

Comentários (1)

  • Gizelda Rovere Santos diz: 11 de setembro de 2015

    Ui. Foi assim que meu irmão com 1a e 3m caiu do terceiro andar. Nossa foi uma experiência assustadora. A sorte que Anjo da Guarda dele estava de plantão. Estava dormindo no sofá à tarde e sem minha mãe ouvir ele acordou quietinho foi brincar com a cremona da janela, abriu e… ele caiu. Quase perdemos a mãe ,pois ela queria se atirar tb. Mas graças hoje ele está bem, fraturou só a perna ,pois caiu em pé. Se fosse de cabeça teríamos perdido ele. Ficou famoso no bairro o menino da janela! Todo cuidado é pouco criança nos cega.

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