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Meu filho não sabe dividir!

19 de outubro de 2015 0

Como os pais devem agir se o filho não quer dividir os brinquedos e brincadeiras com os amigos.

Foto: Fábio Almeida / Agencia RBS

Foto: Fábio Almeida / Agencia RBS

Meu filho mais novo tem 1 ano e 5 meses. Está agora aprendendo a brincar com amiguinhos e com o irmão, de 6 anos. Mas me surpreendeu, na última semana, ao receber uma amiguinha em casa, 11 meses mais velha. Pela primeira vez, ficou brabo, e não deixou a menina pegar os brinquedos dele. Cada brinquedo que ela pegava, ele tirava da mão dela. Aí ela, querida, ia atrás de outro brinquedo. E lá ia o Pedro tirar novamente da mão dela. Mesmo sendo mãe de segunda viagem, fiquei chateada e um pouco sem saber como agir.

Forçá-lo a compartilhar? Explicar a situação e as relações com uma boa conversa? Oferecer recompensa? Apenas esperar ele entender melhor?

Sei que é uma fase, e que vai passar. E principalmente, que ele não faz por mal. Está recém aprendendo como as relações se dão, como se constroem os laços. Mas até passar essa fase, o que posso fazer para não criar uma criança egoísta? Como orientá-lo da melhor maneira para que ele tenha uma relação saudável com os amiguinhos?

Vejam que interessantes as orientações e explicações do médico pediatra Renato Santos Coelho, presidente do Comitê de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul. As relações sociais da criança começam a se formar cedo, a partir da relação com a mãe:

“O modelo se estabelece nos detalhes de como a mãe lida com o temperamento do bebê. Tem aspectos dos dois nesta relação, que vai resultar na maneira como a criança lida com os outros depois.” -  explica o médico.

O pediatra explica que as regras sociais começam a ser importantes para as crianças a partir de 1ano e meio aproximadamente. E nesta hora, a orientação dos pais é fundamental para que a criança aprenda como agir:

Dividir as coisas e não ser tão possessiva, depende do temperamento da criança, que é algo biológico, isto é, resultado da mistura dos gens dos pais, mais a maneira como seus pais e família lidam com estes aspectos.  Nem todos conseguem dividir suas coisas, mas a diferença vai se estabelecer em como vamos ajudá-la neste processo de mudança frente às regras sociais.”

Segundo o médico, distinguir o certo do errado é um processo lento, que começa a ser compreendido e assimilado pela criança por volta dos dois anos. E se completa em torno de quatro/cinco anos. Ele dá algumas dicas aos pais:

- Os pais devem ser honestos: não usar de estratégias de enganar a criança, prometer coisas que sabidamente eles, pais, já sabem que não irão cumprir.

- Não fazer promessas de suprir necessidades emocionais de apoio e segurança com bens materiais, e com presentes em excesso, como forma de chantagem.

- Ser claro! Suportar a frustração que a criança deve passar quando ela não pode ter o que ela quer. E tentar nestes momentos nomear o sentimento, falar para a criança que entendemos que ela está braba, que está triste, e assim por diante. Mas, que mesmo assim, ela não irá ter aquilo que ela gostaria de ter.

 

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