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Mães acham que filhos são discriminados por não terem produtos da moda

22 de outubro de 2015 0

Pesquisa mostra a disputa entre famílias com relação aos produtos usados pelos filhos no colégio.

Charles Guerra/Agencia RBS

Charles Guerra/Agencia RBS

Por Milena Schoeller

Uma pesquisa divulgada nesta semana mostra que o consumo afeta também os pequenos: 30% das mães acreditam que os filhos são discriminados por não terem os mesmos produtos dos colegas e amigos. Foram entrevistadas mães das 27 capitais brasileiras, com filhos entre 02 e 18 anos.  O levantamento é do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Interessante que os dados mostram que esta situação preocupa mães de todas as classes sociais, e com filhos de diferentes idades:

 

Fonte: Divulgação

Fonte: Divulgação

 

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, “não importa a idade da criança ou adolescente, e nem se ele pertence à classe A ou C, no colégio sempre existe alguma modinha de produtos específicos, e o aluno que não tiver pode vir a ser discriminado”. Ela ainda orienta que os pais conversem com os responsáveis na escola, para tentar combater qualquer tipo de comportamento discriminatório.

Um outro dado chama a atenção: 40% das mães entrevistadas percebem disputa entre as famílias dos colegas de seus filhos sobre a posse de bens ou serviços, como roupas, calçados, brinquedos e viagens. Segundo o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, o consumo, portanto, parece ser utilizado como um mecanismo para expor e demarcar diferenças.

 

Fonte: Divulgação

Fonte: Divulgação

 

Além disso, 23% das mães afirmam que se sentem desconfortáveis ao ver que os colegas têm produtos melhores do que os dos seus filhos. Por isso, o educador José Vignoli orienta que as mães não devem estimular a disputa: “isso deve ser conversado com os filhos, os diretores da escola, e com os pais dos amigos nas reuniões do colégio. E definitivamente, a família não deve gastar mais do que pode para agradar os filhos, podendo até gerar dívidas por esse motivo”.

A pesquisa consultou 843 mães. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos percentuais, com confiança de 95%. A justificativa para entrevistar somente mães é de que as crianças e adolescentes, dependendo da idade, não possuem fonte de renda. Outro motivo alegado foi para manter um padrão, neutralizando as diferenças que um pai e uma mãe podem ter na relação com os filhos.

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