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Alergia à Proteína do Leite de Vaca tem cura!

27 de outubro de 2015 3
Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Por Milena Schoeller

Caros leitores, hoje peço licença para dividir com vocês uma experiência/fato da minha vida: eu tive dois filhos alérgicos à proteína do leite de vaca, a APLV. E quem está nesta situação sabe que não é fácil. Começando pelo diagnóstico: não há exames que detectem com exatidão se um bebê é alérgico ou não à proteína do leite de vaca, ou a outras proteínas. O diagnóstico, na maioria das vezes, é clínico. Ou seja, o médico conclui através do acompanhamento dos sintomas apresentados. Se determinado alimento causa variados sintomas quando ingerido (intestinais, respiratórios e cutâneos, normalmente), e se os sintomas param quando a ingestão é suspensa, provavelmente se trata de alergia àquele produto.

Talvez nem todas saibam, mas quando a mãe amamenta, a proteína do leite passa através do leite materno, causando reações no bebê. Por isso, a mãe tem que fazer uma dieta de exclusão da proteína do leite. E aí começa a confusão: não pode nada nada nada com leite, derivados, qualquer produto que tenha contato com outro produto com leite, ou que foi feito na mesma máquina onde foi processado um alimento com leite. E não se trata da lactose. Há uma confusão neste sentido. Produtos sem lactose não podem ser consumidos por mães em dieta ou por APLVs. Intolerância à lactose é um outro problema.

Eu amamentei meu primeiro filho, o Antônio, até 1 ano e 3 meses. Com 8 meses foi diagnosticado com APLV, e comecei a fazer a dieta de exclusão, que durou 7 meses. Com 1 ano e meio, estava curado da alergia. Meu segundo filho, o Pedro, tem 1 ano e 5 meses, e ainda mama. Por 1 ano, fiz a dieta de exclusão do leite, e por 10 meses fiquei também sem a proteína da soja e da carne vermelha. Foi um período difícil, por muitas vezes pensei em parar de amamentar, e fui até orientada a isso, já que o Pedro só melhorou dos sintomas da alergia após 3 meses de total exclusão das proteínas. Eu emagreci, fiquei anêmica, e alterei completamente minha rotina de alimentação. Tive que reforçar, inclusive, exercícios fonoaudiológicos para não sofrer alterações na voz, devido ao emagrecimento rápido, e a perda de massa. Passei a ser leitora de rótulos, que por sinal, poderiam ser muito mais informativos. Fora que, muitas vezes, algumas pessoas duvidam da alergia, e tratam como se fosse “frescura de mãe”, ou tentam dar algo escondido ao teu filho. Alergia não é frescura. É coisa séria que pode levar à hospitalização de bebês e crianças.  Há dois meses, meu segundo filho está curado da alergia, e eu sigo amamentando até quando ele não quiser mais.

Deixo aqui meu depoimentos para todas a mães que passam por esta situação. Fazer a dieta de exclusão não é fácil, mas é possível. E se tiver que parar de amamentar por algum motivo, também é super compreensível.

Há luz no fim do túnel. APLV tem cura. :)

Comentários (3)

  • Daniela Reckziegel diz: 27 de outubro de 2015

    Milena
    Obrigada pelo teu lindo depoimento de força e superação. É mesmo muito dificil!!! E para quem ainda espera pela cura, tuas palavras são ainda mais importantes! Obrigada!

  • Adriana diz: 27 de outubro de 2015

    Parabéns Milena, em primeiro lugar pela cura de teus dois filhos e por todos teus esforços, para a chegada deste dia.
    Pois como tu diz em teu lindo e bem escrito texto, além de sofrermos com todo este problema, ainda temos todas as dificuldades com rótulos, maquinários, traços, SAC e o pior a falta de entendimento das pessoas e o julgamento.

  • Aline diz: 27 de outubro de 2015

    Seu depoimento nos dá força para seguir! Aqui estamos no início ainda, tem muito chão pela frente, minha bb tem quase 4m e tem dois meses q mama somente Neocate, pois não tive sucesso na amamentação. De fato, se tornou uma outra bebê após iniciar p Neocate. Espero em breve tb poder postar nosso testemunho. Parabéns pela determinação! Vale a pena!

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