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Sociedade de Pediatria do RS orienta que pais não proíbam acesso a tecnologias

05 de novembro de 2015 1
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Por Milena Schoeller

Deixar ou não deixar os filhos utilizarem tablets, computadores e smartphones? Limitar o uso ou deixar livre? E com qual idade começa o uso? Estas são dúvidas que os pais normalmente levantam. A tecnologia já faz parte da nossa rotina, e não temos mais como deixar os pequenos de fora. Neste sentido, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) divulgou nesta quinta-feira (05) uma série de orientações aos pais. A entidade aconselha que os pais “eduquem os filhos ciberneticamente, e não fujam das novas tecnologias”.

Segundo as orientações, para que o uso da internet não vire dor de cabeça, o ideal é que os pais:

- Conheçam as tecnologias que os filhos utilizam.

- Demonstrem interesse nas atividades do filho na internet.

- Deem exemplo de bom uso na internet e nas redes sociais.

- Estimulem a convivência com a família.

- Estimulem que o horário de dormir seja respeitado.

A presidente da SPRS, Patrícia Lago, afirma que não existe idade para usar os dispositivos. Mas os pais devem ficar atentos: a tecnologia não pode substituir as brincadeiras normais, nem o contato com outras crianças e com a família. A criança precisa exercitar a imaginação para se desenvolver.

Em relação a quantidade de tempo de utilização, a presidente explica que “não há uma regra, mas não adianta os pais restringirem se eles passam todo tempo livre conectados. Crianças precisam de atenção para se desenvolverem adequadamente”.

Conforme a psicóloga terapeuta cognitiva e comportamental, Juliana Potter, a tentativa de afastar a internet dos filhos não é aconselhável. O ideal é ensinar aos pequenos como utilizar os dispositivos corretamente:

- A tecnologia não é boa ou ruim. A tecnologia é a tecnologia. O que diferencia se é algo positivo ou negativo é o uso que cada pessoa faz das novidades tecnológicas. Os filhos necessitam ser educados desde pequenos de como se comportar e agir na internet. Proibir é impossível e ineficaz, pois ninguém vive totalmente sem a tecnologia. -  explica a psicóloga.

Com o tempo, as crianças começam a ficar mais atentas aos jogos na internet. Pois neste sentido, a psicóloga desmistifica o medo dos adultos de que os filhos fiquem violentos, devido aos jogos:

- Meu filho vai ficar violento com os jogos? Não, não vai. Muitos estudos já mostraram que apenas o jogo não faz ninguém ficar bom ou ruim. A violência tem muito mais a ver com a educação. – ressalta Juliana Potter.

A diretora científica da Sociedade de Pediatria, Helena Müller, relata que os pais necessitam se aproximar dos filhos para saber o que fazem na internet. Não vigiar, mas entender como se dá o uso pelos pequenos:

- Os pais precisam se aproximar dos filhos. A tecnologia faz parte da vida de todo mundo. Os jovens têm que ter privacidade, mas os pais têm que saber e perguntar. – orienta a médica.

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Comentários (1)

  • Liz diz: 5 de novembro de 2015

    É tudo muito bonitinho, mas internet é como a porta da casa da pessoa, não dá pra deixar criança atender porta, pq dai vai entrar quem bem quiser.
    Não há nada seguro dentro de sistema eletrônico.
    O que criança quer em rede social, algo que acessa quem quiser e não é possivel de ser visto e analisado realmente? Palco de crimes como as policias CANSAM de avisar!
    Criança não tem discernimento do certo e errado e logo é vitima de crimes.
    Dê brinquedos que não vão trazer problemas e riscos de vida dentro de sua casa. O modismo pode sair caro demais.

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