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Dieta de Exclusão: algumas dicas para quem tem filho APLV

09 de novembro de 2015 1
Foto: Adriana Franciosi/Agencia RBS

Foto: Adriana Franciosi/Agencia RBS

Por Milena Schoeller

Desde que postei aqui a minha experiência com dois filhos Alérgicos à Proteína de Leite de Vaca, e desde que contei da rigorosa dieta de exclusão que fiz, muita gente tem me perguntado: “Mas afinal, o que tu comias?”. Por isso, resolvi dividir com as mamães, e com os demais interessados, as alternativas de alimentos que encontrei, e algumas dicas. Além do leite, cortei também carne bovina, e soja, por 1 ano. Realmente, no início, a situação assusta. Em alguns momentos, eu chorava de fome. Praticamente tudo que estamos acostumados a comer leva leite. E o que não tem leite, contém traços. O mesmo vale para a soja. E a dieta de exclusão tem que ser rigorosa, 100%, o alérgico não pode ter contato com aquela substância, mesmo sendo em quantidade mínima. Ouvi muito “tem leite, mas bem pouquinho, pode comer”. E ao longo da dieta, descobri que não basta apenas cortar estes alimentos, temos é que criar novos hábitos de alimentação, alterar nossa rotina alimentar. Cortei muitos industrializados, a grande maioria. Passei a frequentar lojas de produtos naturais, onde normalmente há alguns produtos feitos especificamente para alérgicos, produtos que não encontramos em supermercados. Passei a frequentar o Mercado Público de Porto Alegre, onde há algumas opções.

CAFÉ DA MANHÃ

Pão: ou eu fazia ou comprava de marcas limpas, ou seja, sem leite ou traços de leite. Para saber se uma marca pode ou não, eu ligava para o SAC de cada empresa e perguntava. Porém, já aconteceu de meu filho reagir a um produto que a empresa garantia o consumo. Passei a usar bastante geleias de frutas. E quando tinha vontade de comer algo salgado com o pão, fritava um ovo.
Bolachas: passei a comer bastante bolachas de arroz e milho, uma das poucas comidas industrializadas que consumia.
Bolos: passei a fazer muitos bolos em casa. Inclusive, descobri receitas tão gostosas, que hoje sigo fazendo, e elas fazem sucesso na minha família: bolo de cacau, bolo de limão, bolo integral de açúcar mascavo, bolo com frutas cristalizadas.
Bebidas: sucos naturais, café preto, chás. Para quem não tem restrição de soja, há alternativa do leite de soja. Eu tentei leite de arroz, mas confesso que não curti o gosto. Fora que não são baratos. Há alternativa também de leites feitos a partir de aveia, amêndoa, entre outros.
E muitas, muitas frutas.

ALMOÇO/JANTA

Passei a cozinhar bastante em casa, e a congelar pequenas porções para os dias em que eu não pudesse cozinhar. Muito arroz, feijão, frango, peixe, porco. Legumes e Verduras em abundância para tentar suprir a falta do que estava deixando de consumir. Por vezes, macarrão de alguma marca limpa de leite. Cozinhava no final de semana em grande quantidade, para ter o alimento ao longo da semana. Não comi mais fora. Não pedi mais tele-entrega. Tinha medo que utilizassem, por exemplo, banha na preparação dos alimentos. Alguns colocam leite para que a banha fique mais cremosa. E também, há quem deixe a carne de molho no leite para que fique mais macia.
Também encontrei, em algumas casas de produtos naturais, congelados feitos para alérgicos. Lasanhas, empadas, totalmente sem leite. Utilizei poucas vezes, mas é uma alternativa.
E nos almoços e festas de família, levava minha própria comida.
Quando eu estava no auge da dieta, a minha colega Sara Bodowsky me convidou para ir a um restaurante, onde a chef responsável faria um almoço especialmente pra mim, com todos os cuidados necessários. A ida rendeu esta matéria bem bacana:
Refeições fora de casa são um desafio para mães com bebês alérgicos

LANCHES

Passei a consumir muitas frutas secas, castanhas, amendoim, amêndoas. Tinha sempre comigo para beliscar quando a fome batesse. Existem algumas barras de cereais que são limpas. Também carregava ainda algumas mariolas, para comer no intervalo das refeições.

SOBREMESAS

Frutas em calda, passas, ou cristalizadas. Chocolates sem leite não me adiantavam, pois boa parte tem soja. Descobri alguns doces de coco, industrializados, limpos. E passei a fazer doces substituindo o leite normal por leite de coco, pudim, por exemplo.

 

O Pedro, meu segundo filho, demorou três meses até melhorar bem, e não apresentar mais reações. Por três meses, tive dúvidas se a dieta estava funcionando. Mas estava. Infelizmente, não há prazo definido. Depende do metabolismo, do funcionamento, de cada bebê/criança. E quando temos algum furo na dieta, e o bebê reage, temos que erguer a cabeça, e começar tudo de novo.

Mães que enfrentam este problema: adorei as mensagens que recebi, e estou à disposição para ajudar vocês. Graças a Deus, para os meus filhos esta situação já passou. E com certeza, vai passar com os bebês de vocês também. S2

Comentários (1)

  • Viviane diz: 10 de novembro de 2015

    Adorei a materia, estou fazendo a dieta e sei o quanto é dificil, tambem nao estou comendo nada fora de casa, preparo e levo a minha comida, ate pq alem do leite, nao posso comer nada que tenha soja, ovo e carne vermelha, nem traços. E qualqier resbalada o bebe que aofre. Como muita fruta, verdura e legumes, nada industrializado pela dificuldade de wnxontrar produtos para alérgicos.

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