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Cuidados com a pele são essenciais para a saúde dos pequenos

18 de novembro de 2015 0

Por Karolina Nogueira

Reprodução

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Difícil seria ver um bebê com a pele linda e macia e não morrer de vontade de apertar! Mas quem tem filho, sabe o quão sensível é a pele deles e que merece muita atenção e cuidados nos primeiros anos de vida.

O Pietro, meu filho, é uma criança bem alérgica, diagnosticado com rinite já nos primeiros meses de vida, herança dos pais. Em crise, além do nariz escorrer e dos espirros, a pele é sempre um dos órgãos que mais se altera, criando pequenas bolinhas avermelhadas, principalmente, no rosto. A pediatra sempre comenta para que nunca esqueça de tratá-la com um bom hidratante, principalmente nessas ocasiões.

Para disseminar esses cuidados, a Sociedade de Pediatria RS lançou o “Consenso de cuidado com a pele do recém-nascido” onde enfatiza que os cuidados com a pele são essências para a manutenção do bem-estar físico e da autoestima da criança.

Para aprofundar o assunto, conversamos com a enfermeira especialista em estética e cosmética, docente do Senac Canoas, Márcia Warken. Ela dá dicas importantes para todos que cuidam dos pequenos. Mestranda em toxicologia e genética, ela lembra que a pele só está totalmente desenvolvida aos 4 anos de idade. Até lá, o cuidado deve ser redobrado.

Confira:

Qual a diferença da pele do bebê e da criança para a pele de um adulto?

Podemos dizer que a pele dos bebês é muito mais fina. Ela tem cerca de metade da estrutura da pele de um adulto, ainda é imatura do ponto de vista das glândulas e da própria estrutura. Dessa forma, absorve muito mais toxinas que possam estar presentes nos diferentes produtos utilizados (para limpeza, hidratação, entre outros).
Quais os tipos de cuidados que se deve ter?

Um dos principais é não pegar muito sol, isso evita muito o surgimento de brotoejas. O ideal é que o bebê tome sol de manhã cedo ou no final da tarde. Em relação aos produtos a serem utilizados diretamente na pele (sabonetes, óleos, hidratantes, shampoos) devem ser adequados ao tipo de pele (geralmente para peles sensíveis); e o menos tóxicos possível. Uma sugestão são os produtos mais naturais possíveis, derivados de argila e Alantoína, por exemplo.

Há cosméticos indicados para essas faixas etárias?

Sim. E deve-se observar os rótulos. É necessário que esteja escrito que são para uso em bebês ou crianças. Geralmente, são feitos a partir de princípios naturais. O mais importante é lembrar que apesar de surgirem novidades no mercado a todo o momento, a maioria tem a mesma base e diferem em fatores secundários relativos a saúde, como perfume, cor, textura e até mesmo embalagem.

Algum conselho para as mamães?

Criança tem que usar produtos de criança. Deve-se ter todo o cuidado de adquirir esses produtos e tê-los sempre à mão. Passar um hidratante da mãe na criança, por exemplo, traz sérios riscos de intoxicação que pode levar a uma alergia ou irritação da pele.  Se não tiver o produto indicado para os pequenos, nada como o tradicional sabonete de glicerina – básico e de baixíssima toxicidade.

Gostaríamos de saber das leitoras do Fralda Cheia, quais são os cuidados que possuem com os seus bebês? Compartilhem com a gente!

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