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Nenhuma cadeirinha recebe nota máxima em teste de segurança

02 de dezembro de 2015 0

Por Elisandra Borba

Foto: Tárlis Schneider

Foto: Tárlis Schneider

A PROTESTE Associação de Consumidores realizou pela quinta vez testes em cadeirinhas infantis e o resultado ainda é preocupante: Nenhuma cadeirinha recebeu nota máxima nas avaliações de impactos lateral e frontal, e todas têm falhas nas informações para a correta instalação no veículo. Os produtos que demonstraram maior segurança nos testes são os para bebês de zero a 13 quilos, os bebês-conforto.

O uso de bebê-conforto, cadeirinha ou assento de elevação é Lei no Brasil desde 2010. Os testes servem para ajudar os pais na hora de escolher o produto que apresente maior confiabilidade. Mesmo com falhas, no entanto, é fundamental que os pequenos sejam transportados em equipamento correto. O uso da cadeirinha é atribuído com responsável pela queda de 36% no número de óbitos em dez anos.

Confira o teste:

A Galzerano Futura obteve o pior resultado. Houve grande deslocamento da cabeça do boneco utilizado no teste de colisão e grande carga no pescoço, quando se avaliava o grupo II (15 a 25 quilos). Esse foi um fator limitante para a nota geral de segurança. As cadeirinhas multigrupos devem oferecer a mesma segurança para todos os grupos aos quais se destinam.

A base com Isofix da cadeirinha ABC Design Risus quebrou nos ensaios, demonstrando que é inseguro usá-la fixada com esse dispositivo. No teste de impacto lateral, esse modelo permitiu que a cabeça do boneco se chocasse com a lateral da porta do carro, além de registrar forte aceleração da cabeça e do tórax. Todas as outras receberam avaliação aceitável. Para quem tem este modelo, a recomendação é o uso somente do bebê-conforto preso ao cinto de segurança do carro.

Para a faixa de zero a 13 quilos, foram avaliadas: Bébé Confort Streety Fix e Chicco Key Fit, que foram as mais bem classificadas; além da Burigotto Touring Evolution, Cosco CC 2001 e ABC Design Risus. Para a faixa de zero a 25 quilos, foram testadas: Burigotto Matrix Evolution, Safety 1ST Recline e Galzerano Futura.

O resultado do teste de impacto lateral não passou de aceitável no teste de todas as cadeirinhas, mas não há regulamento obrigando essa avaliação. A PROTESTE reiterou ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), pedido para que torne obrigatória a avaliação de impacto lateral para obtenção de certificação desses produtos.

Nos testes de colisão, os melhores resultados ficaram com os produtos que atendem a crianças de zero a 13 quilos (grupo 0+), os chamados bebês-conforto. Para os testes de impacto frontal e lateral, foi simulado que um veículo estivesse a 64 km/h (impacto frontal) e depois a 28 km/h (impacto lateral). Foram avaliados, entre outros itens, o deslocamento e a aceleração da cabeça, as cargas no pescoço e a aceleração do tórax da criança em casos de impactos frontal e lateral no veículo.

No grupo 0+/1/2, Burigotto Matrix Evolution e Safety 1ST Recline foram considerados ruins no teste de impacto frontal. O primeiro apresentou grande deslocamento da cabeça do boneco durante os testes dos grupos 0+, para crianças que pesam de 0 a 13 quilos, e 1 (de nove a 18 quilos). Além disso, ao final da simulação, a base estava quebrada e a cadeira, rotacionada.

No caso da Safety 1ST Recline, houve grandes cargas na região do pescoço do boneco utilizado no teste para os grupos I (9 a 18 quilos) e II (de 15 a 25 quilos). E o apoio de cabeça da cadeira quebrou.

No impacto frontal, os modelos Burigotto Touring Evolution, Bébé Confort Streety Fix e Chicco Key Fit, todos do grupo 0+, foram considerados muito bons. E o modelo ABC Design Risus foi avaliado como bom. Ainda no mesmo grupo, o bebê-conforto Cosco CC 2001 obteve resultado aceitável para impacto frontal. Essa nota foi resultante de três fatores: deslocamento da cabeça e aceleração do tórax do boneco, além da quebra de um dos “caminhos” por onde passa o cinto de segurança.

Os modelos Bébé Confort Streety Fix e Chicco Key Fit foram considerados os melhores do teste para o grupo 0+, sendo que a primeira é também a escolha certa. Já no grupo 0+/1/2, as cadeirinhas Burigotto Matrix Evolution e Safety 1ST Recline receberam conceito aceitável, não sendo suficiente para serem indicadas como bons produtos.

Mesmo com as falhas, a PROTESTE destaca que é importante que as crianças sejam levadas no carro dentro de um sistema de retenção adequado ao seu peso. Há três tipos de cadeirinhas e o que importa é a indicação de peso e altura da criança a ser transportada.

O bebê-conforto é adequado para os recém-nascidos até alcançarem cerca de 13 quilos. Ele tem uma base que é fixada ao banco do carro. Há também as poltronas reversíveis, que permitem transportar desde recém-nascidos (instalados de costas para o banco da frente) até crianças de cerca de 25 quilos ou mais, dependendo do modelo. E ainda há a poltrona para posicionamento do cinto do carro (boosters). Ela deixa a criança mais alta para poder usar o cinto normal do carro na posição correta. Ela é obrigatória para crianças de até sete anos e meio, ou até que meçam 1 metro e 45 cm.

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