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Como reforçar a imunidade das crianças

29 de dezembro de 2015 0

 

Foto: Genaro Joner / Agencia RBS.

Foto: Genaro Joner / Agencia RBS.

Por Giane Guerra

Ou melhor: Como não estragar a imunidade das crianças, segundo o pediatra José Paulo Ferreira. Profissional da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, ele fala que o bebê, salvo exceções, tem uma imunidade ótima.

- O que temos que fazer é não estragar essa imunidade, que está 100%.

Sou fã da prevenção. Então, comecei a ler sobre imunidade ainda na gestação da Atena, minha primeira bebê. Agora, bati um papo com o pediatra José Paulo Ferreira. Abaixo, algumas informações sobre tópicos que conversamos:

Leite materno:

Segundo ele, não tem algo mais poderoso do que o leite materno. A mãe passa para o bebê os anticorpos que produziu ao longo de toda a vida. A criança começa a ganhar força. O colostro – que a mãe produz para o bebê nos primeiros dias após o parto – é super carregado de anticorpos e, portanto, importantíssimo.

- A mãe gripada não pode deixar de amamentar. Claro que não vai tossir em cima da criança. Mas ela está produzindo anticorpos e já passando de imediato para o bebê pelo leite.

Experiência pessoal – Meu marido pegou uma virose forte quando Gael tinha três meses e Atena, dois anos. Não iria afastá-los. Pensei: Eu não tive sintomas. O bebê estava exclusivo no peito. Então, estava recebendo meus anticorpos. O que fiz foi tirar o meu leite e dar para Atena na mamadeira.

Gestação:

O pediatra faz os alertas já batidos e amplamente conhecidos: sem álcool e sem cigarro. As substâncias provocam danos e criam abstinência. É estragar a imunidade da criança ainda no útero.

Mas um alerta não é tão disseminado ainda: não se deve engordar demais. Em geral, o ganho de peso não deve ultrapassar dez quilos.

- Se a mãe consumir muito açúcar e muita gordura, o bebê terá avidez por estes alimentos.

Inclusive, quando adulto… Já cedo aparece no horizonte da pessoa a obesidade e todas as suas consequências.

Células de gordura:

Esqueça o senso comum que o bebê precisa ser gordinho para ser saudável. Aliás, cuidado com isso.

O pediatra José Paulo Ferreira alerta que há três fases na vida em que produzimos células de gordura: terceiro trimestre da gestação, primeiro ano de vida e adolescência. Elas ficam para sempre na gente. Não conseguimos eliminá-las. Apenas “murchá-las”.

- No longo prazo, a pessoa terá mais dificuldade de perder peso.

Além disso, provocam doenças relacionadas à obesidade.

Parto:

Quando a mulher entra em trabalho de parto, é o sinal do corpo que o bebê está pronto. Isso inclui o sistema imunológico da criança.

- O corpo do bebê manda mensagens para a mãe de que está chegando. As contrações liberam a ocitocina, que libera o aleitamento e dá as pistas para o sistema imunológico.

Esperar o trabalho de parto reduz os riscos de alergia e outros problemas relacionados à imaturidade do organismo da criança. Exceção, é claro, para casos em que há complicações e a cesárea marcada é mais segura.

O parto normal também expõe a criança às bactérias do próprio organismo da mãe. Isso ocorre quando a criança passa pelo canal vaginal. O sistema imunológico começa já a se tornar resistente.

Alergias:

A alergia ocorre quando o sistema imunológico reage em excesso.

- Limpeza extrema prejudica. Crianças sempre com luvas, que não vão para o chão, não preparam a imunidade. Não precisa esterilizar mamadeira e proibir animais. – pondera o pediatra.

Frio:

Situações de frio deixam o sistema imunológico mais propenso a doenças.

- A dificuldade de se aquecer baixa imunidade. Além de ficar em ambientes fechados concentra os vírus em um ambiente e aumenta o contato.

Repouso:

Quando a criança já está com a doença, o repouso é importante. Ficar tranquila em casa ajuda a criança a fortalecer o sistema imunológico, produz anticorpos mais rapidamente e combate a doença.

- Importantíssimo não mandar para a escolinha. Se possível, é claro. Até mesmo para não espalhar a doença.

Alimentos:

A alimentação deve ter menos industrializados e evitar produtos muito processados. A exposição do sistema imunológico a produtos químicos demais pode provocar alergias. Fora que sobrecarrega o sistema imunológico. Não apenas no caso de bebês, mas também de crianças mais velhas.

A fruta fresca tem muito mais nutrientes e mais fibras do que o suco de caixinha, por exemplo. São as vitaminas e sais minerais que fortalecem o organismo da criança.

Particularmente, aposto muito na alimentação para fortalecer a imunidade dos meus filhos. Até brinco que é dia de “avalanche nutricional” lá em casa quando as crianças brincam no frio ou alguém próximo fica doente.

Fora que acho muito bacana pesquisar as propriedades dos alimentos. Quando estava grávida, comprava na feira frutas e legumes que não costumavam ter no restaurante da empresa só para ingerir nutrientes dos mais diversos tipos. E colaborar para um paladar bacana nas crianças.

A nutricionista Fernanda Scheer dá uma dica: evitar alimentos refinados, como pão, macarrão e açúcar branco. Os integrais têm mais nutrientes. Aliás, a introdução alimentar do bebê já pode ser feita com alimentos integrais.

Fernanda sugere incluir na alimentação da criança farelos como linhaça dourada, gérmen de trigo, farelo de quinua, chia e aveia. Nunca ultrapassando a quantidade de uma colher de sopa por dia.

Leite estimula a produção de muco. Se a criança estiver com catarro, evite. A nutricionista sugere até mesmo o iogurte. Sem açúcar e corantes! Bata o iogurte natural com fruta, se preciso.

Alimentos ricos em antioxidantes: abacaxi, cenoura, brócolis, morangos orgânicos, etc. Mas tem muitos por aí! Voltarei a este assunto aqui no blog Fralda Cheia, com certeza.

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