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"Reação da mãe evitou que roubassem o bebê". Consultor dá dicas para segurança de crianças.

05 de janeiro de 2016 0
Menino vítima de tentativa de roubo em Porto Alegre  (Foto: Vitor Rosa / Gaucha)

Menino vítima de tentativa de roubo em Porto Alegre
(Foto: Vitor Rosa / Gaúcha)

 

Por Giane Guerra

A insegurança hoje é uma bola de neve. Crimes ficam impunes e estimulam novos crimes. Estes também ficam sem punição e abrem espaço para mais ocorrências.

Nesta terça-feira, um crime chocou muita gente. Inclusive, as mães-blogueiras do Fralda Cheia. Um casal tentou arrancar um bebê de três meses dos braços da mãe em plena manhã, na Avenida Ipiranga, em Porto Alegre.

A polícia vai investigar a motivação. A mãe se mostrou em estado de choque. O depoimento do pai é triste.

Saiba mais: Criminosos tentam levar criança dos braços da mãe em Porto Alegre

Especialista em segurança e sócio-diretor da Squadra Gestão de Riscos, Gustavo Caleffi faz uma observação muito pertinente sobre isso, seja qual for a motivação:

- Foi uma mulher que desceu de um carro para praticar uma ação contra outra mulher.

São muitas barreiras derrubadas para isso ocorrer. Inexistiu o respeito – que seria até instintivo – entre duas fêmeas. E com o filho de uma delas. É complexo e assustador.

Sequestros

Caleffi afirma categoricamente que há a tendência de aumento dos sequestros no Rio Grande do Sul. Identifica isso por crimes que já estão ocorrendo e pela característica de roubar para melhorar o padrão de vida e não para sobreviver. Mais ousadia e menos receio por parte dos bandidos.

E as crianças são um alvo em potencial.

Proteção

O especialista diz: é imprescindível adotar mecanismos de proteção. A ineficiência do Estado jogou a responsabilidade para o cidadão.

- Neste caso de hoje, há que aguardar poucos segundos a mais antes de fazer algo, como atravessar a rua. Observe, identifique riscos, comportamentos suspeitos.

Jamais fale ao celular ao andar com crianças na rua.

- Mantenha a criança presa pela mão ou no colo. Use aquelas mochilas que são coleiras. É horrível, mas é o que temos.

Redes sociais

Gustavo Caleffi lembra que as informações hoje são abundantes. Quadrilhas com um pouco mais de conhecimento já conseguem saber rotinas inteiras de crianças, ponto forte para sequestradores. É enfático:

*Cuidado com as fotos das crianças. Dizem muito. Até o grau financeiro da família.
*Não coloque na internet o que está fazendo. Não faça check in mostrando onde está com as crianças.
*Monitore os perfis das crianças nas redes sociais.
*Cuidado com as fotos que mostram a rotina das crianças, como aquelas com uniforme das escolas ou do clube.

Reação ao ataque

Como reagir à abordagem? Assunto delicado. No caso de hoje, a reação da mãe evitou uma tragédia.

- Sempre se diz para não reagir. Mas quando o crime é contra a criança, nada é mais importante para os pais. É questão de vida ou morte e transcende as orientações para não reagir.

Abordagem de uma criança

O especialista lembra que as crianças são abordadas, geralmente, com os criminosos passando uma informação real (e que pode ter sido obtida nas redes sociais). Isso cria a confiança.

Crianças arredias X Crianças fáceis

Recentemente, uma reportagem da CNN gerou polêmica ao concluir que forçar as crianças a tocar adultos – beijando, abraçando, etc – as deixa mais vulneráveis a abusadores.

- E tem mais: hoje o leque de crimes é enorme. Se os abusadores são próximos da família, os sequestradores geralmente não são.

Caleffi, então, pede que os pais orientem as crianças a não ter este contato próximo com desconhecidos. Que o comportamento das crianças fáceis fique restrito a pessoas próximas da família.

- O adulto sabe entrar na mente da criança. É preciso também estimular ela a relatar comportamentos de outros.

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Blog Fralda Cheia pergunta – E para quem diz: “Se for adotar tudo isso, a vida ficará horrível!”?

Gustavo Caleffi responde – Não vai ficar. Já está. Não entendo porque as pessoas não aceitam o jeito que a situação está. Têm que saber que este é o risco de viver no Brasil.

Enfatiza:

- “Riscos desconhecidos são riscos assumidos”. A decisão é tua.

 

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