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Experiência pessoal: Volta ao trabalho, mantendo a amamentação e sem tirar leite

08 de janeiro de 2016 1
Gael na mamada do reencontro, depois do meu trabalho.

Gael na mamada do reencontro, depois do meu trabalho.

 Por Giane Guerra

Eu voltei a trabalhar, mantive o aleitamento materno, sem precisar tirar leite e sem acrescentar uma mamadeira sequer de fórmula artificial. A colega blogueira Elisandra Borba sugeriu que eu contasse para vocês. Então, não é um post de notícia, está bem? É apenas uma singela (e prazerosa) experiência pessoal.

Tenho dois filhos. Com a Atena, voltei a trabalhar aos quatro meses. Por dois meses, tirei meu leite para minha mãe dar na minha ausência e voltava para casa mais cedo. Com Gael, tirei a licença estendida de seis meses oferecida pela RBS. Quando retornei ao trabalho, ele já estava comendo frutinhas e alguns legumes há dez dias. Queria deixá-lo já prontinho para meus pais, que estão ficando com eles.

Enquanto estou trabalhando, a rotina do Gael é assim:

* Acordo ele (ou ele mesmo acorda) para mamar às 5h e às 6h, aproximadamente.

* Às 6h30, saio para trabalhar e ele já voltou a dormir.

* Às 9h, ele come uma fruta.

* Às 12h, Gael come sua papinha. Já tem diversos legumes, carboidratos fibrosos e carne. As verduras entram no mês que vem. Por um bom tempo ainda, não darei massas, pães e nem arroz. Não uso peneira, nem liquidificador, nem processadores. Cozinho bem e amasso com o garfo, deixando os pedaços maiores conforme sinto que ele é capaz de amassá-los. Para evitar preguiça de mastigar.

* Às 15h, mais uma fruta. Ou direto leite do peito, se consigo chegar pouco depois deste horário e meus pais conseguem distraí-lo.

A avó oferece água com frequência. Da torneira e filtrada em filtro de barro. Não damos suco (isso será assunto de outro post).

Depois disso, leite materno em total livre demanda. Inclusive, uma livre demanda bem oferecida – e estimulada – por mim.

- Eu mantenho sempre a rotina dele. Ele fica tranquilo, então.  – ressalta Guiomar Heidrich, minha mãe e avó do Gael.

A rotina deixa a criança segura de que terá suas necessidades atendidas. Fora que não é preciso todo dia negociar sobre tudo. Deixando, também, os pais mais tranquilos. Lembrando que rotina admite algumas variações de horário, mas requer uma sequência básica. Não é alto limitador. Apenas organiza.

* À noite, ainda, Gael janta. Ofereço menos que no almoço, para estimular ainda mais o consumo de leite do peito.

Atena seguiu esta mesma rotina a partir dos seis meses. Parou de mamar com 1 ano e 1 mês porque eu fiz uma viagem demorada a trabalho e estudos. Se não, talvez estivesse mamando até hoje. Só depois do desmame dela que passei a usar fórmulas artificiais, batidas com alguma fruta. Já usamos do básico mamão e banana até abacate, amoras e nectarina. Somente uma mamadeira pela manhã e outra à noite. Durante o dia, apostamos em uma alimentação  de qualidade e muito variada. Depois dos dois anos, leite de vaca normal.

Mas atenção pessoal: Conversem antes com o pediatra dos seus filhos. É preciso, principalmente, que a criança aceite tranquilamente os outros alimentos. A Introdução Alimentar deve ser tranquila.

Ainda sobre o assunto: É hora de voltar ao trabalho. Pretende continuar amamentando?

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Comentários (1)

  • Milton Martins diz: 21 de janeiro de 2016

    Puxa!!! Que mãezona dedicada e perseverante!!! Essa naturalidade, conhecimento e esse compromisso com a prole é que estão faltando nas duas últimas gerações, pelo menos…Parabéns e vida longa pros rebentos!!!

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