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Governo estuda aplicar anticoncepcional de longa duração em adolescentes

13 de janeiro de 2016 0

Por Elisandra Borba

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O governo brasileiro está estudando oferecer na rede pública de saúde métodos contraceptivos de longa duração para adolescentes. O tema é polêmico e está em fase de consulta pública. Estão abertas, desde dezembro do ano passado, duas consultas sobre o assunto. Elas recebem, até o dia 02 de fevereiro, contribuições da comunidade. As sugestões serão inseridas em relatórios técnicos para análise dos membros do plenário.

São dois métodos: um deles é um implante subcutâneo, que inibe a ovulação e o outro é um adesivo intrauterino. Os métodos são reversíveis e têm duração de três e cinco anos, respectivamente. O pedido da inclusão dos métodos pelo SUS foi feito pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). De acordo com a Federação, o número de gestações indesejadas no Brasil é de 52%.

As adolescentes, segundo o órgão, são uma população vulnerável e que acabam não utilizando de forma regular os métodos contraceptivos comuns e a gravidez até os 20 anos é considerada de risco, pois registra o dobro de mortalidade em relação às que estão acima dessa faixa etária. Além disso, a mortalidade no primeiro ano de vida chega a ser quatro vezes maior entre crianças fruto de gravidez na adolescência.

Atualmente, o Ministério da Saúde oferece oito métodos contraceptivos para adolescentes e para as demais faixas etárias da população: o injetável mensal, o injetável trimestral; a minipílula; a pílula combinada; o diafragma; a pílula do dia seguinte; o DIU de cobre e a camisinha (feminina e masculina).

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