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Bebê gordo não é sinônimo de saúde

20 de janeiro de 2016 0

 Por Giane Guerra

A ciência já está até repetitiva ao mostrar que bebê gordo não é sinônimo de saúde. Mas o blog Fralda Cheia é muito curioso e quer saber mais. E mostrar para o povo aí que segue querendo entupir as crianças de comida e, pior, de porcarias.

Há três fases em que é preciso ter mais cuidado na produção de células de gordura: no terceiro trimestre de gestação (quando o bebê ainda está na barriga), no primeiro ano de vida e na adolescência. O excesso traz junto a ameaça de doenças. São células que a pessoa não consegue se livrar depois. Elas apenas murcham quando o indivíduo emagrece, o que se torna um processo mais difícil, inclusive.

A nutricionista Gisele Berardi destrincha o assunto para a gente:

Blog Fralda Cheia – O que são as células de gordura?

Nutricionista Gisele Berardi – Também chamadas de adipócitos, fazem parte do tecido adiposo. É o principal reservatório energético do organismo. Armazenam gordura (triglicerídeos) no corpo humano. Quando é ultrapassado o limite de armazenamento de uma célula adiposa, é criada uma nova célula no tecido adiposo. O tecido adiposo acompanha o desenvolvimento do ser humano durante toda a vida.

Blog – Elas são sempre do mal?

Gisele - Na verdade, as células não são do mal. Mas o excesso delas é do mal. Há dois tipos: o tecido adiposo branco ou a gordura branca e o tecido adiposo marrom ou a gordura marrom. A gordura branca, quando totalmente desenvolvida, armazena os triglicerídeos em uma única e grande gota lipídica que ocupa a porção central da célula. Apesar de apresentar volumes variáveis, os adipócitos brancos maduros são células grandes que podem alterar muito de tamanho, conforme a quantidade de triglicerídeos. Fica abaixo da pele, na barriga e peito, além de grupos musculares. Faz proteção mecânica, amenizando o impacto de choques e permitindo um adequado deslizamento dos músculos uns sobre os outros. É considerado um excelente isolante térmico. Por isso, os gordinhos sentem menos frio que as pessoas mais magras. A gordura marrom tem como principal característica regular a produção de calor e, consequentemente, a temperatura corporal.

Blog – Como lidar com as células de gordura? Desde a gestação?

Gisele - Sabemos que os bebês gordinhos não são mais sinônimo de saúde como antigamente. Já está bastante claro isso. Engordar muito durante a gestação favorece o desenvolvimento de tecido adiposo no primeiro ano de vida da criança. Mãe diabética é também fator de risco para a obesidade infantil e para o desenvolvimento de diabetes na fase adulta. A hipoglicemia da mãe estimula o pâncreas da criança a liberar mais insulina e a torna mais sujeita a desenvolver obesidade e diabetes.

Blog – Se não cuidar, quais as consequências?

Gisele - A principal consequência que estamos observando atualmente com a falta de cuidados na alimentação tanto da gestante quanto do bebê é a obesidade infantil. Atualmente, temos 39% da população infantil brasileira com obesidade e sobrepeso.

Blog – Qual é a importância da alimentação da mãe na gestação?

Gisele - Com o Projeto Genoma, foi descoberto que nosso DNA – bagagem genética pode ou não se manifestar de acordo com a nossa exposição aos chamados “fatores positivos e negativos” individuais. Ou seja, mesmo que uma pessoa tenha o gene de uma determinada doença, se ela evitar os fatores que estimulam este gene e preferir os seus fatores protetores, além deste gene nunca se manifestar, ela pode passar esta informação genética mais fortalecida ao seu bebê, diminuindo exponencialmente a tendência dele e das gerações futuras manifestarem, por exemplo, o gene do diabetes. É a medicina individualizada. Baseado nisso, eu considero que a alimentação de uma gestante é um dos maiores cuidados que a mãe pode dar ao seu filho.

Blog – E na amamentação?

Gisele - Durante o aleitamento, também estamos reforçando características e fornecendo nutrientes necessários para o desenvolvimento deste bebê.

Blog – E o consumo de açúcar?

Gisele – O açúcar é considerado hoje um dos maiores vilões da nossa dieta e seu consumo continua sendo extremamente exagerado na nossa sociedade. Não estou falando apenas do açúcar de mesa, mas de todas as formas fantasiadas para os nossos pequenos. Há os biscoitos e os suco prontos, sendo quase 80% açúcar. O exagero no consumo expõe sim o seu filho a futuras doenças. Isso tem ocorrido cada vez mais cedo. Até mesmo na introdução alimentar.

Blog – Tu é mãe. Como lida com os pitacos “fralda cheia” sobre a alimentação da tua menina?

Gisele - Se tem um assunto que lido com tranquilidade na educação da minha filha, é sobre a alimentação. Fui muito criteriosa até os 2 anos da Antonia. Realmente me preocupei com a exposição e excessiva a alimentos que considero agressores na alimentaçao infantil, como doces, sobremesas, refrigerantes, corantes. Sobre os pitacos, a surdez seletiva é uma ótima opção. Hoje, ela está mais exposta às porcarias por conviver mais com outras pessoas. Mas já vivi situações em que ela prova e diz: “Eca, mamãe! Isso gruda na boca!” Foi quando ofereceram um pirulito e eu não me manifestei. Em seguida, o pirulito estava no lixo.

A guria da Gisele, a Antonia, comendo e bem.

A guria da Gisele, a Antonia, comendo e bem.

 

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