Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Bebês que mamam no peito ganharão salários maiores quando adultos

29 de janeiro de 2016 0
Foto: Andressa Gallo / Agência RBS

Foto: Andressa Gallo / Agência RBS

Por Milena Schoeller

A maior análise da história no mundo já feita sobre amamentação foi lançada pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). É um compilado de 1,3 mil estudos feitos em 153 países sobre aleitamento materno. E uma das conclusões chama a atenção:

Bebês que mamam no peito serão mais inteligentes e ganharão salários maiores quando adultos.

Um dos coordenadores do estudo, o Doutor em Epidemiologia César Victora, falou nesta sexta-feira (29) ao Gaúcha Repórter. Ele diz que um destes estudos que faz a ligação da amamentação com a inteligência foi feito em Pelotas, e acompanha crianças que nasceram em 1982 na cidade:

- Hoje estão com mais de 30 anos, e nós seguimos acompanhando este mesmo grupo de pessoas. São 4 mil acompanhadas. Sabendo como foi a infância, quanto tempo mamaram, e uma série de outras variáveis, agora nós conseguimos medir a inteligência deles, medir a escolaridade, e medir o salário destas pessoas, e obter esta diferença.

O professor César Victora afirma que outros estudos em países diferentes também chegaram a mesma conclusão, que crianças amamentadas são mais inteligentes e ganham mais:

- Este nosso estudo foi comprovado por outros estudos realizados em outros países, alguns na Inglaterra, outro na Nova Zelândia. Há 17 estudos no mundo que comprovam que a criança amamentada é mais inteligente, vai mais longe na escola, consegue emprego melhor, e consegue ter uma renda superior. E existem dois estudos no mundo que crianças foram sorteadas em maternidades para receber leite em pó, e outras para receber leite materno. E estas que receberam leite materno ficaram mais inteligentes.

Conforme o estudo da Ufpel, haveria um ganho de 300 bilhões de dólares para a economia global se todos os bebês do mundo fossem amamentados.

Um primeiro artigo com base na análise foi publicado nesta sexta-feira (29) na revista científica The Lancet, na Inglaterra.

Ouça a entrevista completa:

Envie seu Comentário