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Festa infantil: alegria de uma mãe natureba!

05 de fevereiro de 2016 2

Por Karolina Nogueira

Pietro devorando uma ameixa.

Pietro devorando uma ameixa.

 

O Pietro fez 2 anos em dezembro e prometi que, a partir agora, deixaria ele experimentar as guloseimas que quisesse. Vejam bem: EXPERIMENTAR e não OFERECER, principalmente, nas festinhas de aniversário.

Tivemos nossa primeira prova de fogo neste final de semana. Saio de casa armada: suco na garrafinha, pote com morangos e outro com biscoitos integrais.

Durante a festa, Pietro me pede salgadinhos. Dei dois assados e um muffim de baunilha. Chega a hora do parabéns, doces liberados e as crianças correm para pegar as guloseimas e a mamãe aqui fica tranquila… Ahan, tranquila?? hehehe!

Momento 1:

Todas as crianças, de várias idades, correm para o pote de bala de goma e o Pietro vai junto… Ele tenta pegar uma e por ser pequeno não consegue, me levanto e vou até ele:

Eu: Pietro, tu queres bala?

Pietro: Qué!

Eu: Mamãe vai te dar uma bala, mas já aviso que é ruim (maldade)….

Pietro: (Cara de satisfação ao receber a bala, põe na boca e faz cara de nojo!) Ruim, mamãe, ruim!! Quiqui (apelido que ele se deu) não qué!

Mamãe sai desfilando pelo salão com sorrisão na boca… Me sinto um pavão!

Momento 2:

Uma menina maior “adota” o Pietro durante a festa e oferece a ele marshmallows. Ele pega e joga de volta na menina, ele não sabe que é pra comer gente! ELE NÃO SABE!

De longe, mamãe vibra!

Momento 3:

Muffins de baunilha na mesa, ofereço à ele, e ele quer o de chocolate com confeitos. Torço o nariz, mas dou. Na mesma hora ele tenta comer e diz: Ruim! Tira a cobertura e os confeitos, morde um pedaço do bolo e me devolve! Pontos pra mamãe! :)

Como se não bastasse tanto orgulho, ele me pede o pote de morangos e sai comendo pela festa bem faceiro!

4 x 0 pra mamãe!

Escrevo tudo isso para dividir o quanto vale a pena investir em uma alimentação saudável para os nossos filhos. É muito bom chegar nesta idade e poder dar o poder de escolha para eles, sem forçá-los ao certo e errado.

Conversando com a nutricionista Fabíola Frezza Andriola, ela comenta que há duas formas de contribuir para uma alimentação saudável na infância: pela formação do paladar e pelo hábito.

Na formação do paladar, sensibilizamos as papilas gustativas desde muito cedo, iniciando na gestação e dando continuidade até os 2 anos de idade. Se nesta fase de desenvolvimento e formação do paladar oportunizamos à criança a conhecer alimentos com os sabores mais variados possíveis - azedos e amargos – e evitamos alimentos que acabam, naturalmente, sendo mais bem aceitos por eles – doces e gorduras - as escolhas futuras serão baseadas nessas informações de sabores, comenta Fabíola.

A nutricionista ainda reforça que em relação ao hábito, quando na alimentação da família não se oferta e disponibiliza alimentos ricos em açúcar, gorduras e ultraprocessados, para aquela criança esses alimentos não se tornam comuns. O natural para elas é buscar alimentos como frutas e vegetais, alimentos de verdade. E tendem a comer por prazer, por gostar de verdade daquela comida, e não ser forçada a comer só porque é saudável. Nós adultos, sabemos o que é saudável, e devemos estimular o consumo destes alimentos, por prazer. O errado é pensar em alimentos proibidos e permitidos.

A minha ideia é continuar assim, em casa não entra guloseimas, apenas legumes, frutas e bolos caseiros. Em festas, será o momento de experimentar, se ele quiser.

Pelo jeito ainda vou continuar ganhando os louros dessa guerra, sempre a favor de uma vida mais saudável.

Assinado: A bela Gil dos Pampas, cozinheira Raw Food, a personificação do vegetarianismo, salada ambulante, louca dos potes, A DIFERENTONA!

 

Comentários (2)

  • Bruna Garbelotti diz: 5 de fevereiro de 2016

    Quando eu for mãe quero ser igual a ti! <3
    Quando o Pietro crescer ele vai te agradecer por isso, pode ter certeza!

  • Rosa diz: 28 de maio de 2016

    Gente que mulher maluca , querer que o filho se alimente de forma saudável eu concordo , mas agora falar pra criança que a bala é ruim , vibrar porque ela não sabia que o marshmallow era de comer , levar bolacha integral para festinha infantil , isso é doença , ainda diz que sente orgulho e que não esta forçando nada , por favor , precisa urgente de um tratamento psicológico ou vai deixar o filho com grandes transtornos , ao invés de dizer pra criança que doce é “ruim” é mais racional ensinar que tem dia para comer , que não pode ser qualquer hora , oque parece é que essa mãe acha que ENSINAR a ter uma alimentação saudável é muito difícil e resolveu dizer que tudo é ruim , que tudo faz mal . Sempre a favor de uma vida saudável sim , mas nunca a favor de privar uma criança de “coisas de criança” .

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