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Brasil é referência mundial em aleitamento materno

03 de março de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Genaro Joner / Agencia RBS

Foto: Genaro Joner / Agencia RBS

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a revista científica britânica The Lancet reconheceram o Brasil como referência mundial em aleitamento materno.

O reconhecimento ocorre por três motivos:
- o Brasil tem o maior número de doadoras de leite do mundo;
- as brasileiras são líderes no aleitamento de bebês de até seis meses e de até 12 meses;
- o Brasil possui um conjunto de políticas que incentivam o aleitamento materno, como a licença-maternidade de seis meses e a criação de salas de apoio à amamentação dentro do ambiente de trabalho.

Um estudo publicado na revista britânica e divulgado nesta quarta-feira (2) em evento em Brasília demonstrou que, em 30 anos, o Brasil aumentou em cerca de 20 vezes o número de bebês de até seis meses que são amamentados exclusivamente, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

No levantamento, foram analisados dados sobre aleitamento materno em 153 países. Conforme a publicação, as brasileiras amamentam mais que as britânicas, as americanas e as chinesas.

Apesar do dado positivo, 61% os bebês de até seis meses ainda não são alimentados exclusivamente com o leite da mãe.

Rede de doação de leite

O reconhecimento ao Brasil também levou em consideração o fato do país ter o maior número de doadoras de leite humano do mundo!

Entre 2008 e 2014, as brasileiras foram responsáveis por 89,2% da coleta dos 1,1 milhão de litros de leite doados e beneficiaram 79,1% de todos os recém-nascidos atendidos nesses espaços.

Além disso, dos 292 bancos existentes no mundo (instalados em 21 países), 72,9% estão no Brasil.

Benefícios da amamentação

É sempre bom lembrar que a amamentação traz muitos benefícios para o bebê. Estudos demonstram que as crianças que são amamentadas por mais tempo têm melhor desenvolvimento intelectual.

Com o leite materno, o bebê fica protegido de infecções, diarreias e alergias. O aleitamento materno também diminuiu o risco de doenças como hipertensão, colesterol alto, diabetes, obesidade e colesterol.

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