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Câmara aprova Lei que proíbe participação de doulas em maternidades de Porto Alegre

31 de março de 2016 32

Por Elisandra Borba

Foto: Marcelo Min/Agência RBS

Foto: Marcelo Min/Agência RBS

A câmara de Porto Alegre aprovou a emenda do vereador Dr. Thiago Duarte que veda a presença de “qualquer outro profissional estranho à equipe de saúde no pré-parto, parto e puerpério”. A emenda foi acrescentada no projeto de Lei do vereador Márcio Bins Ely, que garante, reforçando uma Lei Federal, a presença de acompanhante com as mães.

Segundo vereador Dr. Thiago Duarte, a aprovação inviabiliza o projeto apresentado pela vereadora Jussara Cony, que queria obrigar as maternidade públicas a aceitar as doulas durante o parto. As doulas são mulheres sem formação técnica que acompanham e auxiliam as mães durante o parto. Para o vereador, nas condições atuais das instituições, é impossível acrescentar mais um profissional à equipe. Ele destaca que a privacidade e segurança seriam prejudicadas: “Os quartos são separados por lençóis, a privacidade das demais mães do quarto estaria prejudicada”, explicou o médico obstetra ao Fralda Cheia. Thiago Duarte ainda acrescentou que tudo que acontece com os pacientes dentro do hospital é responsabilidade da equipe médica e que se alguma doula desse uma ordem diferente dos médicos à paciente e isto fosse prejudicial a ela ou ao bebê, quem responderia seria a equipe. O risco de infecções também é aumentado, segundo o profissional.

O vereador defende que a equipe de enfermeiros, que já faz parte do quadro clínico, seja capacitada para fazer o acompanhamento, em vez de receber pessoas de fora. Ele também questiona como seriam pagas estas doulas no Sistema Único de Saúde, já que o SUS não pode cobrar das pacientes.

O projeto agora vai para sanção do prefeito José Fortunati.

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Comentários (32)

  • Ricardo diz: 31 de março de 2016

    É lamentável este retrocesso, mas ele infelizmente se adapta bem a imagem de Porto Alegre como uma das cidades mais conservadoras e atrasadas no debate sobre os direitos reprodutivos e sexuais das pacientes. Ao mesmo tempo em que vemos inúmeras cidades brasileiras acolhendo as doulas no intuito de oferecer mais dignidade às gestantes e um suporte psicológico, afetivo, emocional e espiritual às parturientes, Porto Alegre cria uma lei exatamente no sentido OPOSTO, ao NEGAR o acesso das pacientes às doulas livremente escolhidas para lhes oferecer a ajuda necessária nos momentos mais decisivos do parto. Essa lei envergonha os ativistas do parto, as feministas e todos aqueles que lutam por uma maternidade mais digna e empoderadora. É o momento de unirmos esforços para impedir que uma excrescência como esta não se torne LEI, para que Porto Alegre não fique eternamente marcada como a cidade mais atrasada no debate sobre os direitos reprodutivos e sexuais de gestantes.

  • guilherme diz: 31 de março de 2016

    Que absurdo.. médico sendo médico.. Retrocesso absurgo

  • fobias fobos diz: 31 de março de 2016

    - não vejo retrocesso e sim uma preservação do meio hospitalar, já que há uma histeria de exibicionismo, pois existem hospitais onde os partos tem a presença do pai, entre outros parentes, de fotógrafos, cinegrafistas e algumas mães até fazem selfies no momento do nascimento; só está faltando agora doulas com bandeirinhas de partidos políticos no nascimento da criança, porque precisamos, afinal de contas, colocar tudo na internet.

  • Rosa diz: 31 de março de 2016

    Retrocesso é querer voltar no tempo achando que uma pessoa sem formação possa fazer o trabalho dos profissionais habilitados. A mulher que não confiar na equipe médica de uma maternidade que se aventure e tenha o filho em casa com a doula. E chega de levar tudo para o lado político, pois os comentários que vi até o momento são os mesmo que temos visto em várias questões sociais, e que estão dividindo a sociedade brasileira e levando cada vez mais à intolerância. Não sou médica nem profissional da saúde mas defendo a todos pois é a eles que recorremos quando precisamos. Quem fala mal deve se tratar com curandeiro, que também não é formado e pode ajudar.

  • Larissa diz: 31 de março de 2016

    Por coisas assim que Porto Alegre é conhecida como a capital do retrocesso… Lamentável.

  • Michele diz: 31 de março de 2016

    Concordo com a Rosa. Quer doula, parto em casa. Quer estrutura, parto no hospital. Cada uma naquele meio em que acredita que seja o melhor para parir seu filho. Incluindo os lados positivos e negativos de cada escolha.

  • Larissa diz: 31 de março de 2016

    E desde quando tem médico habilitado? Não estamos vendo um caso de um “conselho” que apóia uma “médica” que se nega a atender por questões partidárias? É na mão dessa máfia que estamos. Dou total apoio as gestantes que queiram ter doulas consigo, mesmo sem a formação, sabem muito mais que muitos médicos por aí.

  • André Almeida diz: 31 de março de 2016

    Doula é coisa de feminista burguesa babaca new age

  • Andrea diz: 31 de março de 2016

    Eu acho muito estranho as pessoas aqui falando em retrocesso
    Qual a segurança de se ter uma pessoa sem formação dando palpite em um bloco cirurgico, influenciando o paciente, medicos e enfermeiros, estudaram, se qualificaram para estar lá e portanto podem responder por qualquer ato, mas um leigo, por favor.
    Essa cultura de sempre criticar sem pensar nas consequencias, quer algo natural, parto em casa, é uma escolha da gravida, por favor gente sem hipocresia

  • milena diz: 31 de março de 2016

    Antes a doula no hospital com os recursos necessários para o caso de alguma intercorrência do que a gestante em casa com a doula. Também acho retrocesso. Países de primeiro mundo como a Inglaterra não só aceitam como incentivam. São pessoas preparadas sim. Que acompanham o pré natal desde o início.

  • Ali diz: 31 de março de 2016

    Doula = cartomante = tudo picareta.

  • Lindaura diz: 31 de março de 2016

    Mais uma vez o Rio Grande do Sul prova que nao está preparado para ser a Europa que os gauchos tanto idolatram. Lamentavel, retrocesso. Bem coisa de medico cesarista.

  • Ana diz: 31 de março de 2016

    Cómo assim Lindaura? moro na Europa e aquí todas as doulas são enfermeiras também , ou seja: já fazem parte da equipe médica. Acho um absurdo que no BR qualquer um pode fazer um cursinho e ser doula.

  • Débora da Silva diz: 31 de março de 2016

    Querida Larissa, quando estiveres doente e com dor procure qualquer um ( doula,pajé ou curandeiro) para te atender. Menos um profissional da saúde. Esses estarão ocupados, como sempre, tentando ajudar pessoas que acreditam em seus conhecimentos. Simples assim. Cada um na sua. A escolha é livre!

  • Rita Mota diz: 31 de março de 2016

    Retrocesso sim!!!!! Sou enfermeira graduada….. e sou gestante!!! Totalmente a favor do acompanhamento da Doula durante os estágios de trabalho de parto, parto e pós parto…. Esta projeto de lei foi criado por alguém que pari??? Não….. Este é um direito da mulher!!!! Um momento único que alguns “sábios” da medicina que pararam no tempo e o conhecimento que são sem nenhum embasamento científico, SEM EVIDENCIAS comprovadas, aliás há sim embasamento, porém que comprovam que procedimentos e técnicas ainda utilizadas não seriam necessárias e ainda contra indicadas. Fazem somente por que “sempre foi feito assim”, “aprendi assim”, sempre fiz assim”…e sempre a mesma história…. Temos o direito de escolher… Por que temem tanto a presença da Doula? ??? Se esta é como dizem, sem preparo?? Ela não entende das técnicas cirúrgicas tão evoluídas para trazer uma criança ao mundo…ela quer ofertar conforto, alívio da dor, segurança e tranquilidade a esta gestante… coisa que com certeza a equipe de enfermagem é capaz, porém não existe em hospital algum, alguém que possa ficar disponível 5, 6, 8, 10, 12 horas ou mais…. exclusivamente com uma única paciente…. eu ainda acredito que o medo seja de perder dinheiro e não preocupação com as futuras mamães.

  • Larissa diz: 31 de março de 2016

    Débora, minha flor, quando precisei, fui consultar um médico cubano. E se precisar de doula, pajé, curandeiro, macumbeiro.. vou atrás sim. Quanto mais longe eu puder ficar dessa máfia de jaleco branco, melhor. Beijos de luz.

  • Débora da Silva diz: 31 de março de 2016

    Cara Larissa, parabéns por seguires teus princípios. Como já disse antes, cada um com suas escolhas.Sem problemas. Há espaço para médicos e curandeiros!! O fato de ter opinião diferente da tua não significa que estejas errada ou certa! Siga com tuas escolhas e eu seguirei com as minhas! Ok? E tem mais…quem se importa com quem tu ou eu vamos consultar?? Sigamos em frente!!!

  • MarcoSantos diz: 31 de março de 2016

    É mais uma profissão inventada pra quem não sabe fazer nada e não estudou porra nenhuma.
    Tipo cartomante, professora de yoga, etc…

  • Caren Reis diz: 31 de março de 2016

    Olha a 4anos atras quando ganhei meu filho no hospital Conceição, o tempo todo esteve ao meu lado uma moça muito querida, me auxiliava em muitas coisa. Exemplo respira de vagar, me fazia massagem na barrida de leve, conversava comigo me fez ate dormir me fazendo uma masagem entre a test e o nariz. E ate me auxiliava no banho que alivia muito a dor das contrações. Enfim foi mt bom sou a favor das doulas nos hospitais sim . Pois mts mulheres não tem o acompanhamento familiar . So tenho a agradecer a essa moca que infelizmente nao lembro o nome dela. Me deixou tranquila ate o momento do parto. Quando eu precisava de algo que nao era do alcanse dela ligeiramente ela chamava a enfermeira. Ou algum outro profissional.

  • Luís Nenung diz: 1 de abril de 2016

    A Oligarquia dos técnicos e suas paranóias conquistadas.
    Assim se constrói uma humanidade menos humana, mais cheia de regras baseadas no medo e na mentira. Como se uma doula quisesse ou tivesse poder de “dar ordens” a uma equipe. “Uma pessoa a mais” seria a que olharia pelos olhos da gestante, aquela que não vê amparo na “praticidade veloz” dos bem formados.
    Patético, triste, lamentável.

  • Tiarlei N diz: 1 de abril de 2016

    Nossa, cada dia que passa, cada notícia que vejo só fico mais feliz em ter saído definitivamente de POA e vindo para Florianópolis, aqui existe um hospital chamado Maternidade da Ilha onde Doulas e Parteiras podem entrar e elas possuem voz ativa durante o parto. Infelizmente ainda o parto é algo mecânico e de produção em série neste nosso país, mas concordo com os comentários. Muito melhor a mãe parir em casa acompanhada de Doula e Parteira em um ambiente familiar do que ficar dividindo sala separadas por uma cortina.

  • sabrina diz: 2 de abril de 2016

    Tive meu bebê com uma doula do meu lado auxiliando todo o momento. Foi com a ajuda dela e do meu marido que consegui chegar ao parto natural, sem recorrer a cesariana, como é de costume no Brasil. Muitos não sabem, mas o trabalho de parto é muito mais emocional do que físico. Só que ninguém tá nem aí para o emocional dos outros, o negócio é praticidade, por isso este é o país das cesarianas que criança nasce com horário marcado para não atrapalhar a agendar do doutor. Ao invés de criar mais uma lei proibindo, proibindo, proibindo… por que não criar uma lei que exija um saber mínimo destad ajudantes, necessário à prática desta atividade? Assim as gestantes teriam opção de escolher se querem ou não alguém a auxiliando e não outros escolhendo por ela. Quanto ao sistema de saúde… Já está na hora de mudar!

  • Camila diz: 2 de abril de 2016

    Excelente, quer fazer parto estudem para isso! Profissão que mais se ganha dinheiro fácil das bobas e mais se põe vidas em risco!

  • ana diz: 2 de abril de 2016

    também por segurança, imagino tenham acrescentado emenda, onde deva constar, partido político de médico e paciente, e ainda, por cuidados com contaminação, uma emenda que proíba usar os aventais, pelo entorno do hospital, é o mínimo!

  • Adriana Stadnicki diz: 2 de abril de 2016

    Absurdo o comentário de algumas pessoas sem saber o que uma Doula realmente faz. A Doula não tem poder de interferir em decisões médicas, ela está ali única e exclusivamente pra dar assistência emocional e física no sentido de minimizar dores e violências obstétricas a mulher. Absurdo dizerem que se querem Doula, tem que ter o filho em casa e não no hospital. Pois quero ter a liberdade de ter minha filha onde eu quiser e com quem eu quiser além da equipe médica. Ainda bem que meu médico e super a favor de Doula e vou ter onde quero, no hospital, com médico e Doula. Sinto muito por mulheres não terem essa liberdade.

  • Flavio Mansur diz: 4 de abril de 2016

    Parabéns ao Dr. Thiago pela iniciativa. Gente leiga na ocasião do parto somente familiares. Os demais devem ser profissionais habilitados E pertencentes ao serviço médico-hospitalar. Ou façam o parto em outro local, do jeito que pretendam.

  • Rita Mota diz: 4 de abril de 2016

    Difícil de entender? ???? Doula não faz parto!!!!!!

  • Juliana Zalamena diz: 5 de abril de 2016

    É um homem legislando para mulheres.
    Olha o projeto da Jussara para mulheres: perfeito. Agora olha o projeto do “ômi”: Uma negação de direitos.
    Vergonha, cara;
    Mas dá para ver toda a aura que ele criou em torno de si, me dei ao trabalho de visitar o site desse infeliz, posa para foto com jaleco e estetoscópio.
    Quem ainda vota nesses tipos?

  • Dandara diz: 5 de abril de 2016

    Ridículo!!!!!!

  • Juliana Zalamena diz: 5 de abril de 2016

    “””Difícil de entender? ???? Doula não faz parto!!”””
    Rita Mota, QUEM FAZ O PARTO É A MULHER, a MÃE, a GESTANTE, não é o médico não.
    Só quando é cesárea, que deveria ser apenas em caso de risco, mas ocorre na maioria dos casos por que os médicos adoram fazer uma cesárea, rápida, rentável, onde eles podem ter o controle de tudo, podem fazer várias durante o dia, com data e horário marcado.
    Acorde.

  • Rita Mota diz: 5 de abril de 2016

    Sim…concordo plenamente contigo… o que quis enfatizar é o fato das pessoas ainda não entenderem que Doula não faz parto… Assim como não é o médico nem a parteira, nem a enfermeira… Quem Faz o parto em si…É a mulher… gestante e o bebê….
    Sou totalmente a favor.. tanto que já tenho a Doula que irá me acompanhar em um parto humanizado. Desculpe se não me expressei bem…

  • DREISI FURTADO diz: 19 de maio de 2016

    Quanta polêmica desnecessária.
    Será permitida a entrada, não obrigatória. Então a mulher que não quiser, que não tenha. Simples.
    E a doula, para os leigos, não substitui o médico que estudou, fez residência e blá blá blá, ela auxilia a gestante.
    O parto eh feito pelo médico. A doula traz conforto e auxílio para a mãe.

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