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Até quando grávidas podem dirigir?

05 de julho de 2016 0

Por Elisandra Borba

Tadeu Vilani / Agencia RBS

Tadeu Vilani / Agencia RBS

Não há uma determinação do Código Brasileiro de Trânsito e nem uma recomendação padrão. A verdade é que temos que ter atenção às respostas que nosso corpo nos envia. Eu dirigi até na véspera do nascimento da minha filha. Como moro longe do trabalho, preciso ir de transporte e ônibus me parecia muito mais penoso e cansativo que dirigir no meu tempo, no meu ritmo, respeitando meus limites. No final foi um pouco mais doloroso, pois minha filha nasceu com mais de 4 kg e os pezinhos estavam empurrando as minhas costelas. Mas não tive problemas mais graves e foi uma gravidez sem intercorrências ou dificuldades.

Uma pesquisa realizada pelo Canadian Medical Association Journal revelou que grávidas têm 42% mais chance de envolvimento em acidentes graves de trânsito, risco intensificado após o quarto mês de gestação. A explicação é que as grávidas são mais distraídas, além dos desconfortos como as náuseas, cansaço e à ansiedade. Eu, particularmente, me sentia mais concentrada ao dirigir porque tinha em mente que estava carregando um tesouro, mas o sono era constante.

Para o coordenador do Núcleo de Ginecologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Edilson Ogeda, a escolha cabe à própria gestante: “A grávida pode dirigir durante toda a gestação, desde que se sinta segura e confortável para fazê-lo. A partir do momento que isso se torna um problema, ela deve parar. Ficar refém do auxílio de outras pessoas ou mesmo do transporte coletivo, que na sua grande maioria das vezes não privilegia a grávida, pode ser pior”, esclarece. Mas ele ressalta que o ideal é dirigir apenas quando se está em boas condições físicas e emocionais, levando em conta que muitas gestantes sofrem com náuseas e enjoos. Outra situação possível é que o trabalho de parto inicie enquanto a grávida dirige: “Neste caso, ela deve procurar ajuda, pedir para alguém assumir a direção e levá-la ao hospital, ou, em última hipótese, estacionar o carro em um local seguro e ir de táxi à maternidade”, orienta Ogeda.

Uma cartilha elaborada pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) orienta que o cinto de três pontos é o ideal para a grávida, que deve ser ajustado de maneira confortável. É necessário deixar uma distância mínima de 15 centímetros entre o volante e a barriga. Jejum, calor ou frio excessivos devem ser evitados. É importante também cuidar das medicações ingeridas.

O cinto deve passar sobre o ombro, cruzar o peito e se posicionar entre os seios. A parte de baixo do cinto nunca deve ficar sobre a barriga, mas abaixo.

Fonte: Perkons

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