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7% das crianças brasileiras são desnutridas e 33% estão com sobrepeso

05 de agosto de 2016 0

Evento internacional alertando para os problemas ocorre pela primeira vez no Brasil

Por Milena Schoeller

Foto: Betina Humeres/Agência RBS

A desnutrição e a obesidade são dois problemas que precisam ser combatidos pelos países. No Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional de Demografia – PNDS 2006, os mais recentes, 7% das crianças menores de cinco anos apresentam desnutrição crônica. Na outra ponta, 33,5% das crianças de cinco a nove anos apresentam excesso de peso, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares, POF 2008-2009. O mesmo percentual atinge os adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos com sobrepeso (33,5%), sendo que  8,4% estão obesos, segundo o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes,  de 2015.

Os números preocupam e o assunto dominou os debates da 2ª edição do Evento de Alto Nível da Iniciativa Nutrição para o Crescimento (Nutrition for Growth).

O ministro da saúde, Ricardo Barros, participou da abertura nesta quinta-feira (04) e pediu que todas as autoridades mundiais enfrentem os desafios da desnutrição e da obesidade infantil, com o fortalecimento de políticas de saúde:

- A discussão precisa ser de forma mais ampla, englobar a desnutrição, mas também a obesidade. Temos que discutir o cuidado que precisamos ter na saúde pública. – defendeu.

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O Nutrition for Growth (Nutrição para Crescimento) ocorre pela primeira vez no Brasil. O objetivo é promover o compromisso político global pela nutrição, aumentando os recursos investidos, e trazendo governo e sociedade para trabalharem no progresso das metas e compromissos globais de nutrição. No Brasil, a Iniciativa Nutrição para o Crescimento irá promover discussões sobre formas de alcance das metas globais e melhorias da nutrição, principalmente da infância. O primeiro encontro da iniciativa ocorreu em Londres, em 2012, para apoiar políticas segundo os objetivos internacionais de Desenvolvimento Sustentável 2 e 3 (erradicação da fome e garantia de vida saudável), e o enfrentamento à má nutrição (desnutrição, carências de micronutrientes, e obesidade).

Em julho deste ano, o Ministério da Saúde assinou portaria para garantir que nenhum recurso da pasta seja empregado para aquisição de alimentos não saudáveis. E há a promessa, agora, de ampliar a iniciativa para todas as instituições do Sistema Único de Saúde. A medida prevê o incentivo ao consumo de alimentos in natura, e proíbe a venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados com excesso de açúcar, gordura, sódio, e prontos para o consumo.

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