Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Adolescentes com depressão pós-parto abandonam amamentação mais cedo

17 de agosto de 2016 0

Por Milena Schoeller

Foto: Jonas Ramos / Agencia RBS

Foto: Jonas Ramos / Agencia RBS

Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) revela que a depressão pós-parto é mais comum em mães adolescentes, e influencia diretamente no abandono precoce do aleitamento materno exclusivo. O estudo foi feito na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. A pesquisadora Juliana Regina Cafer afirma que o estudo também revelou que as mães adolescentes, com sintomas de depressão pós-parto, consideram a amamentação apenas como uma forma de alimentação, não associando essa prática com a criação ou fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê.

Depressão pós-parto: o que é e como ajudar

Os sintomas mais comuns da depressão pós-parto são instabilidade de humor, preocupação excessiva com o bebê, ansiedade grave, ataques de pânico, desinteresse, e medo de ficar só com a criança. Dados da literatura científica na área mostram que uma, a cada duas gestações que ocorrem na adolescência, apresenta depressão pós-parto, e que quanto mais precoce é a gestação, maior a chance de a mãe desenvolver sintomas depressivos.

- Isso acontece devido à tendência das mães adolescentes serem mais socialmente isoladas, presenciar níveis mais elevados de estresse familiar, e terem baixa autoestima e confiança – afirma a pesquisadora Juliana Regina Cafer.

E a alteração emocional causada pela depressão é o que influencia no fácil abandono do aleitamento materno diante das dificuldades iniciais da amamentação:

- As mães que apresentam sintomas de depressão pós-parto tendem a ter disponibilidade prejudicada para amamentar em livre demanda, e sentem-se aliviadas com a introdução da mamadeira – revela a pesquisadora.

No estudo da USP, foram acompanhadas 14 mulheres, com idade entre 12 e 19 anos. A maioria com autoestima baixa. Tanto, que chegam a duvidar da eficácia do leite materno, considerando-o fraco e insuficiente para sustentar o bebê. A partir deste cenário, o estudo comprovou que as mães acabam introduzindo fórmulas lácteas, leite de vaca, e alimentos sólidos antes dos seis meses de vida do bebê.

Mães usam a Internet para tirar dúvidas

A pesquisa também mostra que a maior parte dessas mães usa a internet para tirar dúvidas relacionadas à amamentação e à maternidade. E que, muitas vezes, não se sentem à vontade para tirar dúvidas com um profissional de saúde ou familiar. Mas os especialistas alertam que a internet não substitui o acompanhamento de um profissional de saúde no pós-parto:

- O acompanhamento se faz essencial neste período, ainda mais se for uma gravidez em meio a aspectos de vulnerabilidade, como gravidez indesejada na adolescência, pobreza, violência doméstica, e ausência do parceiro -  reforça Juliana Regina Cafer.

CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

SIGA O FRALDA CHEIA NO TWITTER

SIGA DICAS DE MÃE NO INSTAGRAM

Leia Também

Bebês que mamam no peito ganharão salários maiores quando adultos

Amamentação em público é protegida por lei; entenda

Campanha sobre amamentação gera polêmica no Rio Grande do Sul

Bodas: Saiba em qual estágio da amamentação você está

10 coisas que toda mãe de primeira viagem precisa saber!

Cuidados com a mãe no pós-part0

Rio Grande do Sul tem apenas seis bancos de leite humano ativos

Conheça o Estatuto da Primeira Infância

Para incentivar amamentação, governo proíbe propaganda e promoções de alimentos infantis

Mãe é obrigada a jogar 15 litros de leite materno fora em aeroporto

Envie seu Comentário