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Álcool na gestação e durante a amamentação: pode? Confira aqui!

13 de setembro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Uma das orientações que os médicos dão para as gestantes é a de não ingerir álcool. O mesmo serve para a lactante, a mulher que está amamentando o seu bebê. Mesmo assim, há quem não siga a recomendação. Eu acredito que um dos motivos para isso é a ausência de estudos que relacionem diretamente o consumo moderado de bebida alcóolica com eventuais malefícios ao feto ou ao recém-nascido.

Eu conversei sobre o assunto com o professor da PUCRS e diretor da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Sul (Sogirgs), Gustavo Steibel, que foi bem claro: não há uma dose de álcool segura recomendada para o consumo. Aliás, a orientação é justamente não beber!

“Na gestação, nunca! Na amamentação, só se estiver realmente com muita vontade, porém com muita moderação, lembrando que o álcool é tóxico, assim como o tabaco. Embora sejam substâncias permitidas por lei, são prejudiciais”, defende.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também recomenda ÁLCOOL ZERO durante a gravidez.

Embora não haja nenhuma pesquisa que dê margem para a ingestão moderada de álcool na gestação, existem estudos científicos que demonstram que o consumo diário de álcool pela gestante causa Síndrome Alcóolica Fetal (SAF). A síndrome, que afeta cerca de 50 mil bebês por ano no Brasil, causa retardo no desenvolvimento, com alterações no funcionamento intelectual.

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Álcool passa a placenta

O obstetra Gustavo Steibel é taxativo ao desaconselhar que mulheres grávidas tomem qualquer tipo de bebida alcóolica:

“O que está bem claro é que o álcool é tóxico, a gente não sabe se há uma quantidade segura. O que se sabe é que ele passa a placenta facilmente. Em duas horas, já há circulação de álcool no bebê”.

Melhor nem tomar um gole

Perguntei a ele se a grávida pode comer bombons com licor. A orientação é a mesma: melhor evitar.

“A grávida tem tantos outros cuidados, evita alimentos que são muito menos perigosos e fica questionando a questão de um gole para um brinde ou um bombom com licor. Provavelmente não vai fazer mal, mas vale a pena correr o risco?”

E na amamentação?

O diretor da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado, Gustavo Steibel, afirma que durante a amamentação também não há dose segura de álcool recomendada para ingestão.

“Não passa tão direto para o bebê como dentro do útero, mas é melhor não beber, não é o momento de ingerir álcool. Talvez um copo não seja problema, mas o quanto vai passar para o bebê depende da velocidade de metabolização do álcool pela pessoa”.

O obstetra pondera que, se a mulher tem muita vontade de tomar uma bebida alcóolica, deve observar os intervalos entre as mamadas, que geralmente ocorrem de três em três horas. Portanto, se for beber, o ideal é que consuma uma dose baixa logo após uma mamada, para que o organismo tenha tempo de metabolizar o álcool

Para finalizar, questionei ele sobre o conselho das avós, de que tomar cerveja preta aumenta a produção de leite: “não, é um mito!”

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