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Campanha arrecada leite, fraldas e itens de higiene para crianças que vivem em presídios

15 de setembro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Sidinei Brzuska, juiz da Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre

Foto: Sidinei Brzuska, juiz da Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre

As crianças que vivem nos maiores presídios femininos do Estado precisam de ajuda! O alerta é da juíza da 2ª Vara de Execuções Penais (VEC) de Porto Alegre, Patrícia Fraga Martins.

Depois de visitar as penitenciárias de Guaíba e Madre Pelletier, na Capital, a magistrada descobriu, pelo relato das detentas, que estão em falta leite em pó para os bebês, alem de itens de higiene e limpeza.

Em reunião com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), a juíza da 2ª VEC, Patrícia Fraga Martins, recebeu o argumento de que as dificuldades financeiras do Estado impedem o fornecimento desses insumos, embora a alimentação básica esteja garantida.

Diante disso, a juíza Patrícia Fraga Martins, começou a falar com diversas pessoas pelo WhatsApp, pedindo a colaboração, e acabou iniciando uma campanha de arrecadação para auxiliar essas mães e seus filhos.

São necessários itens como leite em pó, fraldas, sabonetes, papel higiênico e material de limpeza para o chão.

As doações podem ser entregues na Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), na Rua Celeste Gobbato, 81, ou na 2ª Vara de Execuções Penais de Porto Alegre, que fica no 4º andar do Foro Central 1, na Rua Márcio Veras Vidor, 10. Ambos os locais de coleta de doações ficam no centro da Capital.

Bebês em presídios

A juíza Patrícia Fraga Martins me contou que na maior parte dos casos (cerca de 80%), as crianças que vivem em presídios estão nessa situação porque as suas mães entraram no sistema prisional grávidas. Nas demais situações, a mãe é presa quando a criança ainda muito pequena.

O entendimento do Poder Judiciário, nesses casos, e que o bebê pode permanecer com a mãe por até um ano, para que possa se manter o laço entre eles.

“A partir de um ano a criança começa a ter mais noção do ambiente e isso começa a prejudicar o desenvolvimento dela ”, destaca.

Depois desse período, geralmente a criança fica aos cuidados de avôs, avós ou tios que ainda possam manter o contato com a mãe. O importante é que é feita uma transição nos últimos seis meses.

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