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Diabetes em crianças: como identificar e tratar?

26 de setembro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Tadeu Vilani / Agência RBS

Foto: Tadeu Vilani / Agência RBS

O diabetes é uma doença crônica que afeta 6,9% da população brasileira, entre crianças, adolescentes e adultos. Ela não tem cura e requer uma série de cuidados e tratamento contínuo.

O blog buscou informações sobre o diabetes junto à Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Quem responde algumas questões sobre a doença é o presidente do Departamento Científico de Endocrinologia Pediátrica da SBP, Crésio Alves. Confira:

O que é diabetes?

É uma doença caracterizada pela deficiência de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, que transporta o açúcar dos alimentos para as células, para que possa ser transformado em energia. Sem esse processo, a quantidade de açúcar aumenta no sangue, causando a hiperglicemia (glicose elevada no sangue).

Como identificar o diabetes?

Entre as principais manifestações que fazem pensar que uma criança ou adolescente tem diabetes estão: muita sede, muita fome, perda de peso e aumento da frequência e quantidade de urina.

O diabetes é mais grave quando se manifesta na infância?

Sim, crianças pequenas, como recém-nascidos ou que ainda mamam não conseguem expressar os sintomas clássicos. Por isso, o reconhecimento dos sintomas é mais tardio e muitas vezes o diagnóstico só é feito quando a criança já apresenta uma complicação.

Por isso, os médicos devem estar atentos para manifestações que sugiram diabetes nessa faixa etária. Por exemplo: fome inexplicável, choro ao terminar a mamadeira oferecida no volume habitual, querer beber água do banho ou sugar a toalha molhada, troca mais frequente de fraldas, fraldas que ficam mais pesadas, perda de peso ou ganho insuficiente de peso, etc.

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Quais são os tipos de diabetes?

Existem vários tipos de diabetes, mas os dois principais são o tipo 1 e o tipo 2. O que mais acomete crianças e adolescentes é o do tipo 1. Ele é uma doença autoimune causada pela produção de anticorpos que levam a destruição das células do pâncreas que produzem insulina.

O diabetes tipo 2 é mais frequente em adultos acima de 35-40 anos. Mas, recentemente, tem-se observado um aumento do número de adolescentes com esse tipo de diabetes devido a crescente prevalência de obesidade nessa faixa etária. No diabetes tipo 2 a produção de insulina está presente, mas é incapaz de manter a glicemia normal.

Qual é o tratamento do diabetes?

Como é uma doença crônica, requer tratamento para o resto da vida. A criança deve ter acompanhamento de um endocrinologista pediátrico, junto com uma equipe multidisciplinar composta por nutricionista, psicólogo, enfermeiro e educadores em diabetes.  Esse tratamento é oferecido gratuitamente e com qualidade pelos serviços especializados presentes nos ambulatórios da maioria das faculdades de medicina em todo o país.

O diabetes tipo 1, mais comum em crianças, é tratado pela combinação de: reposição de insulina, atividade física regular, alimentação saudável e monitoração domiciliar da glicemia.

Como o diabetes interfere no cotidiano da criança?

Os principais fatores que interferem no cotidiano da criança com diabetes são: necessidade de checar glicemia várias vezes ao dia, não poder comer “tudo o que quiser na hora que desejar” e ter de aplicar a insulina (injeção subcutânea) algumas vezes por dia.

Quais os cuidados que a escola deve ter?

A direção, professores e funcionários devem receber, por escrito, informações de que aquele aluno tem diabetes e quais as possíveis complicações que podem ocorrer na escola.

Assim, devem ser informados sobre hipoglicemia (açúcar baixo no sangue) e hiperglicemia (açúcar alto no sangue) e também terem os telefones dos pais e de alguém da equipe médica para que possam entrar em contato, se necessário.

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