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"Não é necessário ter um bebê para ter um filho", diz mãe que ampliou perfil de adoção

14 de outubro de 2016 0

Por Maria Eduarda Fortuna

Amor é incondicional Foto: Maria Eduarda Fortuna/Rádio Gaúcha

Amor é incondicional Foto: Maria Eduarda Fortuna/Rádio Gaúcha

Depois de dois anos tentando engravidar, Viviane e o marido, Flávio Lencine decidiram adotar uma criança. Após estudarem sobre o tema e frequentarem encontros de grupos que ajudam pais que querem adotaram, eles resolveram ampliar o perfil da criança pretendida. Queriam duas irmã, de qualquer etnia, de zero a dez anos. A indicação desse perfil específico tornou o processo mais rápido.

Eles ingressaram no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) em 22 de junho de 2015 e uma semana depois foram chamados para conhecer Mariana, de nove anos.

“É claro que inicialmente o perfil era de bebê, só que com tanta informação que a gente foi buscando, vimos que não era necessário ter um bebê para ser pai e mãe”, destaca.

Mariana não esconde no rosto o sorriso de ter ganhado uma nova família “Eu sei que meus pais tem muito amor pra me dar”, diz. A família agora pretende adotar outra menina, com idade acima de dez anos.

O perfil de Mariana é um dos chamados de difícil colocação e que é o tema da Campanha Deixa o Amor te Surpreender do Tribunal de Justiça, lançado nesta sexta-feira. O objetivo é informar e incentivar a adoção de crianças com idade mais avançada, doenças e deficiências ou que integrem grupos de irmão.

“Queremos mostrar essa realidade e chamar os pretendentes à reflexão sobre esse assunto, para flexibilizar o perfil”, explica a titular da Coordenadoria da Infância e Juventude do Rio Grande do Sul, Juíza-corregedora Andréa Rezende Russo.

Ela destaca que os servidores do judiciário também estão fazendo encontros com os pretendentes para esclarecer dúvidas e trocar experiências sobre o tema. Eles ainda fazem buscas de perfis aproximados e tentam fazer o elo entre as famílias e as crianças disponíveis.

Atualmente, segundo o TJ, cerca de 600 crianças e adolescentes estão aptos para serem adotados no Estado e mais de 5,2 mil pretendentes já habilitados pela Justiça. Do total de candidatos, menos de 2% aceitam crianças com mais de 10 anos.

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