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Quais são as dúvidas mais comuns sobre parto normal? Confira e esclareça aqui!

18 de outubro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

Quando a “boa hora” se aproxima, o coração da mamãe gestante acelera. Não sei vocês, gravidinhas leitoras do blog, mas a partir das 35 semanas eu já não dormia direito, de tanta ansiedade (ainda bem que o Nícolas nasceu com 36 semanas e 5 dias!).

Para tentar ajudar um pouco as mamães que estão prestes a conhecer os rostinhos dos seus bebês, trouxemos aqui algumas das principais dúvidas das gestantes que estão próximas do parto, respondidas pelo Ministério da Saúde. Confira:

1- Quais são os sinais do trabalho de parto?

Dias antes do parto, a mulher poderá expelir um muco amarelado pela vagina, como uma clara de ovo, com riscos de sangue: é o tampão mucoso, um sinal de que o parto está próximo. Caso venha um sangramento vermelho vivo, em grande quantidade, a orientação é seguir imediatamente para o hospital.

Perto da data do parto, a mulher poderá sentir a barriga endurecer, com contrações que não duram muito tempo. Antes de pensar em sair para o hospital, tome um banho, repouse e veja se essas contrações continuam fortes e regulares. Pode ser que ainda não seja o trabalho de parto, mas só um treino.

2 - O que fazer se a bolsa romper?

Se o rompimento da bolsa estiver acompanhado de contrações regulares, normalmente o parto evolui mais rápido, mas a bolsa também pode romper sem contrações.

Caso a bolsa rompa e o liquido for claro, a gestante pode se organizar, tomar um banho e ir ao local onde planejou ter o bebê com calma. No entanto, se a bolsa rompeu e o líquido for meio esverdeado ou amarelado, ela terá que ir imediatamente à maternidade.

Se o líquido não estiver transparente, essa pode ser uma indicação de uma emergência.

3 – Se a bolsa não romper naturalmente, o médico vai precisar rompê-la?

Essa interferência não necessariamente será feita pelo médico. A própria evolução do parto pode levar ao rompimento e em casos bem raros, pode ser necessário um pique na bolsa pra ela romper.

O bebê pode, inclusive, vir dentro da bolsa, o que é chamado de parto empelicado. A criança sai do ventre da mãe ainda dentro da bolsa gestacional.

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4- Até quando deixar evoluir o parto normal? 

O tempo que dura o trabalho de parto pode variar para cada mulher. Considera-se parto ativo quando a grávida já está com quatro centímetros de dilatação, com contrações frequentes e regulares. No mínimo três contrações, de 30 a 35 segundos cada uma, em dez minutos. Logo, se a mulher estiver com quatro centímetros e uma contração apenas, esporádica, ela ainda não está em trabalho de parto.

Se a mulher já deu entrada no serviço de saúde, está com quatro centímetros com contrações regulares e frequentes, é normal que evolua, mais ou menos, um centímetro por hora. Com o período expulsivo, que é finalmente quando a cabeça do bebê está bem perto de sair, daria um total de 10h às 12h. Mas esse tempo é muito variável conforme o caso.

É importante verificar o coração do bebê a cada meia hora, juntamente com os sinais maternos. Também há outro detalhe: se parou a dilatação e a gestante está há três ou quatro horas sem evolução nenhuma, precisa entender que pode haver a necessidade de intervenção, de uma cesariana por algum motivo. Há mulheres que podem passar por todas as etapas do parto normal em duas horas. Não é tão comum, mas pode acontecer.

5 - Quando é necessário fazer a episiotomia?

A episiotomia é um corte feito na região do períneo (área muscular entre a vagina e o ânus) para abrir o canal de parto. Alguns estudos mais recentes sobre o assunto avaliaram que não há indicação que o procedimento seja benéfico para a mulher, salvo os casos, excepcionais, onde seja preciso fazer alguma manobra para auxiliar a saída do bebê. Por exemplo,  quando nasce a cabeça e o ombro fica preso, nesse caso é necessário ampliar o espaço para ajudar a fazer a manobra que irá virar o bebê.  Não é nem pra tirar o ombro porque a pele do canal vaginal não prende o bebê.

6 - Qual a diferença entre uma contração verdadeira e uma falsa?

Essa contração de treino, chamada de Braxton Hicks, são contrações normalmente indolores chamadas de falsas. A barriga endurece toda, mas a mulher não sente dor ou ela pode sentir um pequeno incomodo, depende da sensibilidade da mulher. A contração esta presente durante toda a gestação, mas são esporádicas, indolores, curtas, irregulares e sem direção.

As outras contrações que estão já estimulando o parto são dolorosas, intensas e regulares. A intensidade da dor depende. Pode ser bem leve, como uma cólica, ou com dores mais intensas.

7 - Quando o fórceps é usado no parto?

O fórceps não é uma prática usual no Sistema Único de Saúde (SUS). A ferramenta pode causar lesões neurológicas graves no bebê.

8 - Como é o parto induzido e quando ele é necessário?

O parto pode ser induzido quando se utilizar de fármacos que estimulem a dilatação e a contração. Podem ser usados medicamentos diretamente na vagina ou intravenosos, combinados ou não. Há indicação quando a mulher chegou a 41 semanas de gestação e ainda não entrou em trabalho de parto. Ou a bolsa rompeu, mas ela não está com contrações eficazes, fortes e aguardou 12 horas, 18 horas e não entrou em trabalho de parto ativo.

9 –  É preciso ficar em jejum para o parto normal?

Não precisa ficar de jejum e nem deve ficar para que não faça a hipoglicemia (que é quando o nível de açúcar no sangue encontra-se muito baixo, levando a mulher a fraqueza, tonturas, enjoos, vômitos e até desmaios). Se ela quiser, pode comer um chocolate ou rapadura, um doce para elevar a glicemia. É importante que ela se alimente, mesmo que esteja com náuseas.

Se a gestante estiver com a pressão alta ou tenha problemas de pressão alta, aí é necessário mais cuidados com a alimentação e ela deva evitar alimentos gordurosos e frituras.

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