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Sociedade de Pediatria divulga recomendações sobre tempo de exposição a mídias digitais

07 de novembro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um manual de orientações com foco na saúde de crianças e adolescentes na era digital. O documento se baseou em quase 30 pesquisas científicas nacionais e internacionais para formular recomendações quanto ao uso da tecnologia e traz dicas para médicos, pais, educadores, crianças e adolescentes.

Confira o manual neste link

O documento foi elaborado pela integrante do Departamento Científico de Adolescência da SBP e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Evelyn Einsentein, e mostra alguns dos principais problemas ligados ao uso excessivo da tecnologia por crianças e adolescentes. Entre as consequências, estão:

- aumento da ansiedade;

- dificuldade de estabelecer relações em sociedade;

- estímulo à sexualização precoce;

- adesão ao cyberbullying;

- comportamento violento ou agressivo;

- transtornos de sono e de alimentação;

- baixo rendimento escolar;

- lesões por esforço repetitivo;

- exposição precoce a drogas.

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Tempo de exposição

Para evitar consequências negativas, o manual da Sociedade de Pediatria (SBP) recomenda a limitação do tempo de exposição de crianças e adolescentes às mídias digitais. A SBP pede que o período de uso da tecnologia digital seja limitado e proporcional às idades e às etapas do desenvolvimento cerebral-mental-cognitivo-psicossocial.

Orientações por faixa etária:

Até 2 anos de idade: pediatras desencorajam e pedem para que seja evitado ou até proibida a exposição passiva às telas digitais, com acesso a conteúdos inapropriados de filmes e vídeos, principalmente na hora das refeições ou nas horas que antecedem o sono.

Entre 2 e 5 anos de idade: o tempo de exposição deve ser limitado a, no máximo, uma hora por dia.

Até os seis anos de idade: a partir dessa idade, a recomendação é de uma exposição de no máximo 2 horas por dia; a orientação é que as crianças sejam protegidas da violência virtual, “pois não conseguem separar a fantasia da realidade”. Jogos online com cenas de tiroteios, mortes ou desastres e que ganham pontos de recompensa não são apropriados em qualquer idade, “pois banalizam a violência como sendo aceita para a resolução de conflitos, sem expor a dor ou sofrimento causado às vítimas”.

Até os 10 anos de idade: o uso da televisão ou de computador no quarto das crianças não é recomendado. O objetivo é evitar que as crianças fiquem vulneráveis a conteúdos inapropriados ou, ainda, que tenham acesso facilitado às redes de pedofilia e exploração sexual online, compra e uso de drogas, pensamentos ou gestos de autoagressão e suicídio, além das brincadeiras ou “desafios” online que podem ocasionar consequências graves.

Para adolescentes: a orientação é que não fiquem isolados em seus quartos; os pais devem estabelecer limites de horários e mediar o uso da tecnologia digital, com a presença deles para ajudar na compreensão das imagens. Além disso, é preciso equilibrar as horas de jogos online com atividades esportivas, brincadeiras, exercícios ao ar livre ou em contato direto com a natureza.

Ouça entrevista com a coordenadora do trabalho:

A professora e pediatra que elaborou o manual da SBP, Evelyn Einsentein, concedeu entrevista ao programa Gaúcha Repórter. Ouça aqui:

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