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Companhia aérea "extravia" criança em voo no Brasil

04 de dezembro de 2016 1

Por Elisandra Borba

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

O caso aconteceu neste fim de semana. Wanderson Romão, de 32 anos, pai do menino, compartilhou o acontecimento no Facebook. Ele contou que mora em Vitória, no Espírito Santo e é pai de um menino de seis anos. Para comemorar o próprio aniversário, promoveu a viagem da criança, que mora com a mãe do Rio de Janeiro, até a cidade capixaba. A passagem foi comprada para a sexta-feira (02), na companhia aérea Gol. Para que o menino pudesse viajar sozinho, o pai executou uma série de protocolos necessários, incluindo o pagamento de uma taxa extra e documentação. Com a passagem, mais a taxa, Wanderson gastou R$ 750. Valor investido para receber o filho. O problema é que a criança não chegou:

“Meu filho foi deixado pela mãe no aeroporto do Galeão as 16 h e entregue aos funcionários da GOL. Nele foi colocado toda a documentação necessária: Identidade, passagens, e o documento do Juiz que permitia que ele viajasse sozinho apenas para os estados de ES, SP e RJ, aonde temos familiares. Pois bem, meu filho, de seis anos, em sua primeira viagem sozinho e desacompanhado de sua vida, incrivelmente e irresponsavelmente havia desaparecido. Frustrante, não? e Quem fez a descoberta desse absurdo, fui eu, o Pai da criança, que ao notar o desembarque do voo que chegava em Vitória as 18:20 h, percebi que meu filho não havia saído do avião e não estava presente no voo. Foi as piores horas da minha vida, pois percebi que meu filho havia desaparecido. De maneira racional, tive a sensação de que seria impossível que ele tenha perdido o voo e continuar ainda no Galeão, aeroporto do RJ. Aliás me lembrei que moramos no Brasil, e esse foi meu primeiro ponto de partida. Daí começou o desespero e tive que descobri, onde o meu filho realmente estava”.

O pai segue o relato e conta como procurou ajuda e ainda como teve que contar para a mãe do garoto o que tinha acontecido: “Entrei na sala de desembarque provocando os funcionários da GOL e INFRAERO que pouco me ajudaram. Quase invadir a pista, mas fiquei receoso de ser preso. Ao questionar os funcionários da GOL, absurdamente, tive que ouvir da atendente me perguntar se eu havia comprado a passagem por Smiles!! Neste caso, eles te direcionariam para o 0800. Já passei por isso antes, quando estava no aeroporto Santos Dumond, em 2013. Bom, havia uma criança desaparecida. Ninguém estava me ajudando. Até que, enfim, acionei o agente da Polícia Federal que estava no local. Veio então o delegado do aeroporto de Vitória que entrou no Voo 2160 e não encontrou a criança. Liguei para mãe para dar a notícia: – Joyce, a GOL sumiu com o nosso filho. Veio então o desespero. Ela imediatamente foi para o Galeão tentar localizar o nosso filho. Ninguém estava acreditando, a vó da criança, eu, a mãe, meus amigos. O mundo caiu! Veio à tragédia de Chapecó imediatamente em minha cabeça”.

Uma hora depois, ele recebeu a informação de que a criança estava em Curitiba, no Paraná. “Ele fez o voo sem nenhuma pessoa ao lado da cadeira. Não havia autorização judicial para ele ir ao Paraná, apenas RJ, ES e SP. O que era para ser um voo de 45 min se transformou em um voo de 1 h e meia e em um filme de terror! A criança estava com medo, havia chorado durante o voo de ida. Lembra do acompanhante da GOL e da taxa extra? não existia acompanhante. Não tinha notícias do meu filho. Não consegui falar com ele. Aliás em nenhum momento, alguém da GOL me ligou de Curitiba para eu falar com o meu filho. E olha que existe um telefone pendurado em seu pescoço!”

No texto postado neste sábado, que já teve mais de 60 mil compartilhamentos até a manhã deste domingo, o pai conclui informando que a criança está bem: “Meu filho está bem! Já está em casa, com a mãe. Mas eu continuo aqui em Vitória, sem montar minha árvore de natal, sem irmos ao Papai Noel e sem vê-lo sorrir, feliz e junto com os priminhos. Aliás, qual o pai que não quer o filho do lado no dia do seu aniversário? Ele não vê a família do pai a mais de um ano, pois estava fora do país. Chegou em Outubro. Ele me ligou e disse que não podia passar o aniversário comigo mas que iria comprar um presente (uma camisa do Flamengo) e me perguntou: como iremos montar a árvore de natal? Disse a ele que quando ele voltar!”

O desabafo termina com Wanderson informando que tomará as medidas legais contra a companhia: “Nunca vi um ser humano, tão inocente, puro, ser tratado com tanto desprezo, despreparo, irracionalidade, como uma espécie de uma MALA, que simplesmente foi EXTRAVIADA”.

Posição da empresa

Em nota, a Gol pediu desculpas aos familiares e a criança pelo ocorrido e esclareceu que houve uma falha no procedimento de embarque da criança, que ocasionou a troca do voo. A companhia reforçou que a todo momento o menino esteve assistido por um colaborador da empresa e que imediatamente manteve contato com a família para prestar a assistência necessária. A empresa esclareceu ainda que adotará medidas para evitar que situações como essa voltem a acontecer.

Comentários (1)

  • Katia diz: 5 de dezembro de 2016

    Tive problemas com o serviço de assistência a menor desacompanhado da Gol também. Reclamei e eles devolveram o dinheiro do serviço que não foi prestado, por 2 vezes. Infraero, Anac e MPF disseram não ter nada com isso. entrei na justiça pedindo danos morais, para custear um acompanhante até que a menor fizesse 18 anos, e o processo foi considerado “improcedente”. Não temos regras cumpridas e nem justiça eficiente.

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