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Bebê gigante não é normal e pode esconder um sério risco à saúde

27 de janeiro de 2017 0

Por Elisandra Borba

Brian virou sensação nas redes sociais

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Muita gente ficou chocada nesta semana ao ler a notícia sobre uma mãe que deu à luz de parto normal a um bebê com mais de seis quilos. Bebês deste tamanho não são comuns e por um motivo importante: isto não é saudável. Quem explica os motivos é o pediatra Marcelo Pavese Porto, Vice-presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul e neonatologista.

O especialista destaca que na maioria das vezes este fenômeno decorre de diabetes gestacional, que pode gerar uma série de problemas no bebê, ou ainda, depois que ele for adulto. Problemas neurológicos, alterações na glicose e até cardiopatias congênitas estão entre as doenças que o excesso de peso na infância pode causar.

O médico salienta que é preciso observar a genética familiar e sobretudo fazer o acompanhamento pré-natal. Claro que têm casos de crianças que nascem maiores, que não tem nenhum problema, desde que observado a idade gestacional, exames de pré-natal, genética e alimentação durante e período gestacional. Bebês que nascem acima de 3,8 Kg com 40 semanas de gestação já devem ser observados.

Minha filha Sara nasceu com 4,005 kg. Eu não tive nenhuma alteração no meu pré-natal. No nosso caso, contou a genética do pai dela, que também foi um bebezão que nasceu com mais de 4kg. Mesmo assim, no hospital ela passou por testes de glicose durante toda estadia. Todos os testes deram bons, o que nos deixou aliviados.

O pediatra Marcelo Pavese Porto chama atenção ainda para os bebês após o nascimento. Mesmo os que são alimentados exclusivamente no peito, não é considerável saudável que seja gordo. Aquele perfil de bebê de propaganda, exemplificou o pediatra. Ele explica que muitas vezes, a quando o bebê chora por qualquer motivo, a mãe dá o peito para acalmar e ele acaba mamando mais que o necessário. Isto cria uma cultura errada de que todos os problemas da crianças serão sanados com alimento, explica Porto.

Precisamos perder o costume de achar que o bebê para ser saudável, precisa ser gordo. A notícia é que é exatamente o contrário disto.

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