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Baleia Azul: Especialistas debatem suicídio entre crianças e adolescentes

19 de abril de 2017 11

Por Elisandra Borba

Foto: Carlos Macedo

Foto: Carlos Macedo

Tem um assunto que vem preocupando muitos pais nos últimos dias: o “jogo da baleia azul”. Para quem nunca ouviu falar no assunto, trata-se de uma lista de tarefas que as crianças ou adolescentes precisam cumprir e a última dessas tarefas é o suicídio. Tem, pelo menos, dois casos de morte sendo investigados no Brasil – um em Mato Grosso e outro em Minas Gerais e quatro tentativas de suicídio no Rio de Janeiro.

O jogo é realizado através das redes sociais e é importante que os pais se informem sobre o assunto para evitar que os filhos sejam levados para este caminho. Os desafios costumam ser macabros e utilizam as fragilidades do jogador: tirar fotos do topo de prédios, provocar doenças e cortar o próprio corpo são algumas delas. Esta última, uma das mais comuns.

O Departamento Estadual da Criança e do Adolescente está alerta sobre o assunto. A diretora do Deca, Adriana Regina da Costa, explica que o departamento está iniciando um trabalho de inteligência sobre o tema e também vem trabalhando na prevenção, com palestras e rodas de conversas com pais, professores e as crianças e adolescentes.

Na noite desta terça-feira (18), um grupo de especialistas falou sobre o assunto durante o programa Estúdio Gaúcha, da Rádio Gaúcha. Além do jogo, eles falaram sobre a série 13 Reasons Why, que também trata do suicídio de jovens. A série gira em torno de uma estudante que se matou, deixando uma lista com os 13 motivos que a fizeram chegar a este ponto.

O médico psiquiatra e coordenador do Centro de Promoção à Vida e Prevenção do Suicídio do Hospital Mãe de Deus, Ricardo Nogueira, trouxe números alarmantes. Segundo ele, Porto Alegre e Curitiba são as cidades campeãs de suicídio entre adolescentes no país. No último ano, houve aumento de 44% de tentativa de suicídio por intoxicação medicamentosa. A principal queixa, segundo ele, é a falta de atenção dos pais.

Mudanças no comportamento e isolamento precisam ser investigados. A coordenadora da regional Gaúcha do Centro de Valorização da Vida, Nilsa Maria Madsen, explica que mais de 90% dos atendimentos via internet na instituição são de adolescentes e nos últimos anos cresceu substancialmente o número de jovens que entram em contato. A queixa geral é que os pais não os compreendem. Estabelecer um diálogo franco com os filhos é o passo mais importante, segundo Nilsa. Ouvir e não relativizar o sofrimento são fundamentais.

Marcos Eduardo Eberhardt, professor de direito penal da PUC, tem tratado do assunto em sala de aula. Sob o aspecto jurídico, induzir o suicídio é crime doloso (com intenção) e será julgado pelo tribunal do juri.

Correntes e boatos

Está circulando nas redes o que seria um dos desafios: distribuir balas envenenadas para crianças de escolas. Sobre isto, a diretora do Deca, Adriana Regina da Costa, diz que é muito cedo para atestar a veracidade e as mensagens são idênticas a outras enviadas em outros estados brasileiros, apenas trocando a localização.

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Ouça o debate completo:

Comentários (11)

  • pedro diz: 19 de abril de 2017

    Com as perspectivas futuras ZERO da nossa infanto/juventude , só pode dar nisso , vem qualquer um e leva eles todos no papo .
    Essa ” baleia azul ” nada mais é que uma idiotice para desviar a atenção do que esta acontecendo no Brasil . E viva o governo

  • Zecão da 49 diz: 19 de abril de 2017

    E ainda tem gente que linca politica com este tipo de assunto… tem de se internar mesmo…

  • Jegue diz: 19 de abril de 2017

    “linca” kkkkk

  • Maicon diz: 19 de abril de 2017

    Como assim “não posso sair mais”?

  • cledison diz: 19 de abril de 2017

    Acho que existem muitas coisas acontecendo nos dias de hoje a juventude esta seguindo um caminho onde o maior vilão é não ter atenção dos pais que não enxergam o que realmente se passa na sua casa a maior arma para esta juventude de hoje é o dialogo menos game e celular mais tempo junto e principalmente mais carinho amor !!!

  • Cledison soares diz: 19 de abril de 2017

    Acho que devemos nos preocupar mais com nossas crianças muito game e celular
    menos bolinha de gude pega pega !!!

  • luis carlos diz: 19 de abril de 2017

    Pelo contrário, pode, sim sair dessa brincadeira de mau gosto entre os aborrecentes… esse jogo começou na Russia em 2015 como uma jogada de marketing por uma operadora de telefones…
    porém foi desvirtuado… e se a pessoa quiser, pode sair sim… não tem essa que te pegaremos na rua no final da aula….
    e denuncias devem ser feitos ao site safernet na web…

  • Coice de Mula diz: 19 de abril de 2017

    Pandorga, bola, bicicleta, bolinha de gude, carrinhos de lata, de rolimãs, fundas, pescarias, casa na árvore, taco, corridas… me machuquei, briguei, quebrei vidraças, apanhei… eu vivi!!

    Onde foi parar a infância?

  • isaque diz: 19 de abril de 2017

    “Linca”, de lincar, associar, relacionar, aportuguesamento do inglês “to link”. Completamente correto.

  • Rogério diz: 20 de abril de 2017

    @Pedro: o jogo não foi inventado no Brasil. O jogo começou na Russia e fez 130 vítimas lá… garotas que saltaram de cima de prédios, outra que se atirou em baixo de um trem.

    Notícia no TheSun da Inglaterra sobre isso
    https://www.thesun.co.uk/tech/3003805/blue-whale-suicide-game-online-russia-victims/

    Há possibilidade do jogo estar ligado a suicídios tb em países do oeste Europeu e EUA.

  • kaline diz: 20 de abril de 2017

    “nao posso sair” se vcs pesquisarem. mais a respeito do que esta acontecendo em relacao a este jogo macabro. vcs entenderiam que eles nao entram pq querem eles sao colocados no grupo e se eles saírem a família da pessoa começa a ser ameaçada… a família os amigos…
    por isso “nao posso sair”.

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