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Brasil fecha mais de 10 mil leitos pediátricos em seis anos

28 de março de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

Foto: Rafaela Martins/Agência RBS

Foto: Rafaela Martins/Agência RBS

Mais de 10 mil leitos de internação em pediatria clínica foram desativados na rede pública de saúde desde 2010. O país tinha 48,3 mil vagas destinadas a crianças que precisam permanecer num hospital por mais de 24h horas. Em novembro do ano passado (último dado disponível), o SUS ofereciam 38,2 mil – como se a cada dia cinco leitos fossem fechados.

A análise é da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que também identificou que 40% dos municípios brasileiros não possuem nenhum leito de internação na especialidade.

As informações preocupam os especialistas, mas não surpreendem quem vive com os dilemas das limitações do SUS. “A redução do número de leitos tem um impacto direto no atendimento, provocando atrasos no diagnóstico e no início do tratamento de uma população que vem aumentando bastante”, critica a presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Luciana Rodrigues Silva.

De acordo com ela, as doenças que prevalecem em crianças são sazonais e nos primeiros semestres de cada ano, geralmente, acentuam-se as viroses gastrointestinais. Estas, em muitos casos, demandam internações. Além disso, a presidente destaca que casos mais sérios de dengue, que afetam crianças e adolescentes, bem como o aumento na recorrência dos casos de alergias, infecções respiratórias e pneumonia também contribuem para o crescimento da demanda por internações.

Das 5.570 cidades do Brasil, 2.169 não possuem nenhum leito. Entre as que possuem pelo menos uma unidade de terapia intensiva infantil, um terço tem menos de cinco leitos em todo o território municipal e 66 deles contam com apenas um leito.

Em números absolutos, os estados das regiões Nordeste e Sudeste foram os que mais sofreram redução no período. Na região  Sul, foram fechados 1.873 leitos. O Rio grande do Sul perdeu 521 vagas.

Apenas o Amapá criou vagas de internação pediátrica pelo SUS, passado de 180 leitos pediátricos para 230 no fim do ano passado.

Não é só o SUS

Quem conta com um plano de saúde ou procura atendimento em unidades privadas também viu cair em 1.036 o número de leitos no mesmo período. Ao todo, 20 estados perderam leitos pediátricos. As capitais foram as mais afetadas e perderam, ao todo, pouco mais de 400 leitos, metade deles apenas na capital paulista.

No Rio Grande do Sul, 114 leitos pediátricos privados foram fechados.

Veja a tabela:

tabela

Antibióticos durante a gravidez aumentam chance de otite em crianças

27 de março de 2017 0

Por Elisandra Borba

Foto: Radu Bercan

Foto: Radu Bercan

Uma pesquisa divulgada pelo The Journal of Pediatrics, publicação científica voltada para a área infantil, concluiu que o uso de antibióticos durante a gravidez aumenta a possibilidade da criança desenvolver otite média. Os riscos são ainda maiores quando a ingestão acontece na fase final da gravidez, aumentando a necessidade de colocação de tubos de ventilação (drenos).

O estudo foi feito com 700 crianças. As informações sobre o uso de antibióticos maternos e outras exposições durante a gravidez foram coletadas e os episódios de otite média foram registrados em um diário por 3 anos. 37% das mães receberam antibióticos durante a gravidez, o que foi associado a um risco aumentado de otite média. O risco de receber tubo de ventilação foi especialmente associado aos antibióticos do terceiro trimestre.

Segundo o artigo, os antibióticos podem perturbar a colonização bacteriana materna e uma nova contaminação bacteriana da mãe podem desencadear processos de doença duradoura na vida perinatal ou afetar a colonização mais precoce da criança por transmissão vertical. A otite média é uma das infecções mais comuns na primeira infância.

A imunidade mais baixa da gestante é uma porta aberta para infecções e enfermidades. Muitas vezes os tratamentos podem ser realizados sem a necessidade de antibiótico, mas o médico é o profissional que vai avaliar a real necessidade da gestante ingerir o medicamento. Os riscos x benefícios são avaliados pelo profissional. A gravidez, mas do que nunca, não é momento para automedicação.

 

Pediatra toca música e menina em tratamento contra o câncer encanta dançando

26 de março de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

dança

Era para ser apenas mais um dia de tratamento contra o câncer para crianças internadas no Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto, São Paulo, mas um pediatra fez a diferença. Paulo Martins contou em sua página no Facebook que ao visitar a enfermaria viu que muitos adolescente internados sofriam com a ociosidade, além das agruras do tratamento.

Ele, então, combinou que no outro dia iria levar um ukelele pra tocar. Martins cumpriu a promessa e fez o tour musical pela enfermaria da oncologia, atendendo pedidos dos pacientes. O pediatra foi de quarto em quarto tocando e cantando por duas horas sertanejo, rock e até música gospel.

No caminho, ele notou que um menininha acompanhava os passos dele com o olhar, dançando do lado de fora da porta de um dos quartos. Quando o pediatra saiu do último local, ela estava na porta esperando, curiosa.

Paulo Martins disse que ficou envergonhado quando pediram para cantar para a garotinha, porque não sabia nenhuma música infantil. O pai da menina então falou que ela gostava de Marília Mendonça. Ele tocou e cantou e ela dançou sem parar, uma música após outra.

“Comecei a tocar, baixinho, e na medida que os acordes e a letra iam fluindo, seus passos magicais foram me acompanhando”, relata. “Toquei e ela dançou divinamente bem. ”

Paulo Martins pediu permissão ao pai dela para publicar o vídeo, mas nunca imaginou que ele teria tanta repercussão. Na página dele, havia hoje mais de 217 mil visualizações me mais de 3,2 mil compartilhamentos. Uma clínica de vacinas também compartilhou e as imagens já foram vistas por mais de 8,3 milhões de pessoas.

“Hoje, dias após, vejo que essa tarde, aparentemente tão simples, ganhou uma repercussão que eu jamais imaginaria. Mensagens, ligações, apoio. Me lembrei de todas as vezes em que meu jeito foi criticado, desde a graduação, até mesmo na residência. Mas não há dúvidas: quando a gente faz o que gosta, do jeito que gosta, dá certo. Nesta tarde, todos ganhamos.”

Banco de leite do Hospital Fêmina recebe um terço de doações necessárias

24 de março de 2017 0

Por Elisandra Borba

Foto: Artur Moser

Foto: Artur Moser

As mães que amamentam e têm leite em excesso podem ajudar a melhorar os estoques do Hospital Fêmina, em Porto Alegre. A instituição está com o volume abaixo do necessário para atender aos bebês internados na neonatologia. O banco de leite tem recebido cerca de 20 litros de doação, enquanto o ideal é receber 60 litros. Um litro de leite humano pode beneficiar até 50 recém-nascidos.

A doação proporciona os benefícios do aleitamento para os bebês impossibilitados de mamar direto no seio materno, segundo o hospital: “Esse alimento auxilia na recuperação dos recém-nascidos prematuros e/ou com baixo peso e os internados na neonatologia”.

As mães interessadas em doar devem ligar para o telefone (51) 3314-5353, preferencialmente das 8h às 17h, que uma equipe preparada fará o cadastro e as orientará em relação aos procedimentos adequados.

As mais acessadas da semana!

24 de março de 2017 0

Clínicas particulares já têm vacina contra a gripe em Porto Alegre

23 de março de 2017 0

Secretaria Estadual de Saúde divulga na sexta-feira campanha de vacinação no Rio Grande do Sul

Foto: Roberto Witte

Foto: Roberto Witte

Por Francine Silva

Custando entre R$ 80 a R$ 120, as doses de vacina contra a gripe já estão disponíveis na rede privada da Capital. As opções mais baratas são da trivalente. Já as mais caras, chamadas de tetravalente, protegem contra mais cepas da doença.

Os lotes da vacina chegaram quarta-feira (22) nas clínicas particulares. E conforme levantamento da Rádio Gaúcha, a procura pela imunização está intensa.

Já na rede pública, o secretário estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis, vai detalhar nesta sexta-feira (24) a campanha de vacinação contra a gripe no Rio Grande do Sul. A expectativa é conhecer o calendário de vacinação e os grupos beneficiados.

Os locais

Imune
Avenida João Walling, 1800, bairro Passo d’Areia, no Shopping Center Iguatemi
(51) 3328-5322

Imunoclin
Avenisda Dr. Nilo Peçanha, 3228, no Viva Open Mall
(51) 3517-5755

MDC Vacinas
Avenida Soledade, 569, bairro Petrópolis
(51) 3378-9802

MultiVacinas
Avenida Assis Brasil, 3940, bairro São Sebastião
(51) 3028-2538

Prophylaxis
Avenida Cristóvão Colombo, 545, bairro Floresta, no Shopping Total
(51) 3018-8236

Vacine
Rua Oscar Bittencourt, 324, bairro Menino Deus
(51) 3233-9090

Núcloe de Vacinas Hospital Moinhos de Vento
Avenida João Walling, 1800, bairro Passo d’Areia, no Shopping Center Iguatemi
(51) 3537-8400

Como problemas na audição atrapalham o desenvolvimento das crianças

22 de março de 2017 0

Por Elisandra Borna

Foto: Rogerio da Silva

Foto: Rogerio da Silva

Demorei muito para descobrir que minha filha tinha problemas de audição. Pra mim, ela tinha muita coisa, menos problema de audição. Já com mais de um ano a Sara não falava nada, nem mesmo mamãe e não atendia quando a chamava pelo nome, mas quando os desenhos tocavam na TV as músicas preferidas, ela corria para assistir. O diagnóstico do Dr. Google não acreditava se tratar de problemas de audição, falava em doenças que envolvem a cognição. Procuramos especialistas, bati pé com a pediatra que precisávamos tratar, procuramos terapias e aceitamos a sugestão para ir em um otorrino. Já com dois anos sem pronunciar uma palavra, fizemos uma audiometria e uma imitanciometria e descobrimos que tinha um líquido atrás no tímpano. Este líquido não tinha como ser diagnosticado em consultório com exame de rotina. Precisava deste aparelho que mede a presença de líquido no interior do ouvido média. O diagnóstico veio em outubro, devido a problemas de agenda conseguimos fazer o procedimento de colocação de dreno só em dezembro e hoje, três meses depois, ela já fala todas as cores, sabe contar até dez se vira bem pra pedir o que deseja. Não tem um vasto vocabulário ainda, mas está se desenvolvendo.

O líquido não deixa a criança surda, mas prejudica a forma de ouvir. Ela ouve de forma alterada, como se estivesse falando de dentro de uma caixa abafada. Isto causa irritação e desconforto. A minha filha era uma criança chata, não gostava de quase nada, não comia direito, não gostava de se relacionar com outras pessoas. A situação melhorou muito nestes três meses.

O médico e Presidente da Associação Gaúcha de Otorrinolaringologia Eduardo Otavio Hausen de Souza explica que problemas de audição prejudicam vários aspectos do desenvolvimento da criança: “A criança que não tem o sentido desenvolvido, perde capacidade de desenvolver a linguagem e desenvolver cognição de forma eficaz. Quando mais nova a criança, mais vai atrapalhar o desenvolvimento dela”, salienta o especialista.

Sinais de alerta
-A criança que tem entre um e dois anos e tem dificuldade de compreender comando, não tenta imitar vozes, usa mais gestos que palavras.
-Após os dois anos a criança não produz palavras ou frases espontâneas, não repete o que ouve, não tem bom sentido pra comunicação, tem tom de voz anormal ou anasalado.

Este é o momento para, segundo Souza, realizar uma audiometria infantil condicionada (observação das respostas comportamentais a estímulos acústicos em situação controlada). Se o resultado não for satisfatório, é preciso fazer o exame chamado Bera (avalia a integridade funcional das vias auditivas nervosas desde a orelha interna até o córtex cerebral).

O problema pode vir desde o nascimento e não ter sido identificado pelo teste da orelhinha, pode aparecer por resfriados mal curados ou até por leite que migra para a tuba auditiva, que liga o nariz ao ouvido. O tratamento é definido pelo médico, que pode optar pela utilização de medicamentos ou colocação de drenos.

Pré-disposição e cuidados

Crianças alérgicas e/ou com refluxo podem ter mais propensão a desenvolver o problema. Evitar causadores de alergia é importante – fumar próximo da criança, contato com animais de estimação, tapetes, cortinas, bichos de pelúcia… Tudo deve ser evitado, pois contribui para a formação de muco.
Outra dica importante do médico é amamentar a criança não totalmente deitada para evitar que o leite migre para onde não deve e provoque o acúmulo de líquido.

A parte boa, segundo o dr. Eduardo é que quanto maior a criança, menores as chances de desenvolver otite.

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Será que meu filho tem problemas para falar?

Papinha infantil é proibida pela Anvisa

21 de março de 2017 0

Por Elisandra Borba

Foto: Ricardo Duarte

Foto: Ricardo Duarte

Está proibida a venda e fabricação dos produtos da marca Papa no Prato. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão porque a empresa não possui registro na Anvisa. Os alimentos são vendidos pela internet e não há informações sobre o fabricante, segundo a agência.

Os alimentos fazem sucesso com as mães, pois são produzidos, segundo a empresa, com produtos orgânicos e saudáveis, selecionados cuidadosamente. No entanto, a Anvisa exige que os alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira infância tenham registro para que possam atestar a segurança dos produtos.

 

Pais ficam furiosos por escola enviar bilhetes dizendo que filhos estão obesos

21 de março de 2017 5

Por Sibeli Fagundes

Reprodução/Mirror

Reprodução/Mirror

Você ficaria furiosa se a escola do seu filho enviasse um bilhete com um alerta sobre o sobrepeso ou obesidade dele? Os pais de estudantes de uma escola primária de Plymouth, na Inglaterra, ficaram. As crianças têm quatro anos de idade e foram avaliadas seguindo regras do serviço público de saúde do Reino Unido.

Na avaliação enviada aos pais, havia as medidas da criança a avaliação do IMC (índice de massa corporal). Também indicava o serviço de saúde para que pudessem procurar auxílio.

O pai de Roxanne, Martin John Tall, considerada com excesso de peso, desabafou. Disse que ficou chocado e questionou que a atitude da escola, que poderia desencadear um complexo em uma criança tão nova sobre o peso dela.

Reprodução/facebook

Reprodução/facebook

Kelly Franklin, mãe de Jake, também ficou indignada. Disse que o filho, além de ter passado recentemente por um cirurgia no cérebro (nasceu com Sagittal Craniosynostosis, que provoca o fechamento das placas ósseas do crânio mais cedo ) e tem outras doenças, que afetam o processamento sensorial, além de déficit de atenção.

Olhando as fotos das crianças, nenhuma parece obesa. No entanto, pela calculadora de IMC, estão realmente acima do peso, mas nada que não possa ser revertido facilmente. A escolas, inclusive, pede atenção à alimentação e à prática de atividade física.

Quando meu filho tinha 4 anos, o pediatra também alertou que estava acima do peso. Quem o via, enxergava um criança magra (o excesso era pequeno, mas havia). Eu dei atenção ao alerta e cuidei mais ainda da alimentação dele. Hoje, está dentro da normalidade.

Talvez tenha havido falta de sensibilidade da escola. Procurada pelo jornal Mirror, a direção não se pronunciou.

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Brasil tenta frear obesidade infantil

Brasil tenta frear obesidade infantil

20 de março de 2017 0

Por Milena Schoeller

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O Brasil está assumindo metas para frear a obesidade. E os números apresentados pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, em Brasília, chamam bastante a atenção:

- A ingestão de alimentos ultraprocessados começa já nos primeiros anos de vida. A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (2006) sinaliza que 40,5% das crianças menores de cinco anos consomem refrigerante com frequência.

- Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2013) apontam que 60,8% das crianças menores de 2 anos comem biscoitos ou bolachas recheadas.

- Uma em cada três crianças brasileiras apresentam excesso de peso (POF 2008/2009).

Neste link você acompanha os dados apresentados durante o encontro.

ministério da saúde

Durante o encontro, o Brasil assumiu três metas para a redução da obesidade:

- Deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional.

- Reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019.

- Ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.

E os cuidados para que a meta seja alcançada começam já na infância, com melhores hábitos alimentares. Recentemente foi lançada a “Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição”. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 800 milhões de pessoas permanecem cronicamente subalimentadas e mais de 2 bilhões sofrem de deficiências de micronutrientes. Ao mesmo tempo, 1,9 bilhão de pessoas estão acima do peso, e 600 milhões são obesas.

- A década da nutrição é para todos. É um momento muito oportuno para construir formas para lutar contra a má nutrição. É hora de agir. -  Afirmou Francesco Branca, Diretor do Departamento de Nutrição para Saúde e Desenvolvimento da Organização Mundial de Saúde.

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