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Posts na categoria "Clima"

Como evitar e tratar as brotoejas nas crianças?

30 de dezembro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS

Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS

As brotoejas, aquelas bolinhas vermelhas, são bem comuns no verão. Para entender melhor o que são, como evitar e qual o tratamento indicado, o blog recorreu à médica dermatologista pediátrica e integrante da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Ana Elisa Kiszewski Bau. Confira as orientações:

FRALDA CHEIA – O que é brotoeja?

DRA ANA ELISA – A brotoeja é o nome popular da miliária. É bastante comum nos meses de verão e mais frequente em crianças pequenas.

FRALDA CHEIA - O que causa a brotoeja?

DRA ANA ELISA - O excesso de transpiração pode levar a obstrução e inflamação dos ductos sudoríparos écrinos (parte da glândula que produz o suor), causando a brotoeja. Em geral, isso ocorre na vigência de sudorese excessiva por calor e umidade extremas (clima tropical, incubadoras e febre).

Os lactentes são particularmente suscetíveis pela imaturidade da glândula sudorípara écrina.

FRALDA CHEIA - Quais são os sintomas mais comuns?

DRA ANA ELISA - O sinal encontrado são numerosas pápulas eritematosas (minúsculas bolinhas vermelhas) que medem de 1 a 4 mm de diâmetro. O sintoma mais frequente é o prurido (as lesões podem causar coceira).

As lesões se localizam principalmente no dorso superior, região do pescoço, e tórax superior.

Há uma tendência a resolução espontânea após alguns dias (principalmente se ocorrer mudança do clima), mas em alguns casos, as lesões podem durar várias semanas.

FRALDA CHEIA - Como tratar e como evitar? Medidas caseiras como uso de maizena ou aveia podem ser utilizadas?

DRA ANA ELISA - Medidas para evitar o excesso de sudorese devem ser estimuladas como utilizar ar condicionado, usar somente roupas de algodão leves, tomar vários banhos ao dia (somente com água) e limitar a atividade física.

O uso de maizena ou talco líquido pode ajudar, mas não irá resolver o problema se as outras medidas não forem tomadas simultaneamente.

Caso as lesões persistam apesar desses cuidados, alguns medicamentos podem ser utilizados com prescrição médica.

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19 de janeiro de 2016 0

Por Elisandra Borba

Foto: Diorgenes Pandini

Foto: Diorgenes Pandini

Os dias estão escaldantes e a previsão é de mais calor ainda para as próximas semanas. E a gente percebe o quanto os pequenos sofrem com calor extremo. A temperatura ideal, inclusive para os recém-nascidos, é de 24°, segundo a pediatra da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Lucia Diehl. Com os termômetros chegando aos 38°, não tem como eles não se sentirem desconfortáveis. Para tentar amenizar os efeitos do calor, a pediatra dá algumas dicas:

-A primeira é proteger do sol – para isto, é necessário usar filtro solar (a partir dos seis meses), roupas adequadas, chapéu ou boné e evitar exposição ao sol entre às 10h e 16h.

-Oferecer bastante líquido. Para os que ainda mamam no peito, não há com o que se preocupar, pois o leite materno supre a demanda de hidratação necessária, explica Lúcia.

-Manter o ambiente arejado, seja com ar condicionado ou ventiladores.

- Cuidado com manchas de limão na praia. É uma alergia causada pelo contato de determinadas frutas e plantas com a pele e a exposição ao sol a seguir.

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Foto: arquivo pessoal

Outro problema que aparece com o verão são as brotoejas. Elas são bolinhas vermelhas provocadas por obstrução das glândulas do suor. Para trata-las, é importante usar roupas arejadas e dar banhos com frequência, segundo a pediatra.

“Não cometeria a insensatez de desejar zika pra ninguém”, diz ministro da Saúde após polêmica

14 de janeiro de 2016 3
Foto: Laycer Tomaz / Agência Câmara.

Foto: Laycer Tomaz / Agência Câmara.

Por Mateus Ferraz

O ministro da Saúde explicou nesta quinta-feira (14), em entrevista ao programa Time Line da Rádio Gaúcha, a declaração polêmica de que iria torcer para que pessoas peguem zika antes do período fértil para evitar o risco de microcefalia em bebês. Marcelo Castro disse que “não cometeria a insensatez de desejar zika para ninguém”. Mas ele destacou que o vírus está circulando e que as pessoas estão sujeitas a serem infectadas.

“Foi nesse sentido que eu falei. Se a pessoa vai pegar zika, então vamos torcer pra que isso seja antes do período fértil, por que qualquer pessoa que pegue uma virose, o normal é que ela fique imune”, relata o ministro.

A declaração que gerou polêmica foi dada depois de uma entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (13). Castro foi ouvido na saída de uma reunião na Sala de Comando e Controle Nacional, criada emergencialmente para desenvolver ações contra o aumento de casos de microcefalia no Brasil, doença que possui ligação com a infecção do zika pela gestante.

Mesmo acreditando na imunização após o contágio, o titular da Saúde disse que ainda não há a certeza de que isso ocorra, já que o zika apareceu recentemente. O primeiro caso foi detectado em maio. No entanto, ele afirma que cientistas acreditam na possibilidade de que uma pessoa só seja infectado uma vez.

Vacina

A reunião que teve a presença do ministro em Brasília foi pautada pela possibilidade da criação de uma vacina contra o zika. De acordo com o titular da Saúde, três laboratórios estatais estão em busca de parceiros para o desenvolvimento da droga. De acordo com informações do jornal O Globo, o Instituto Evandro Chagas é o mais adiantado. Nas próximas semanas, pesquisadores da instituição irão para o estado norte-americano do Texas para começar estudos conjuntos. O Instituto Butantã e o Biomanguinhos também atuam no mesmo sentido.

 

Pais perguntam: Esterilizador de ar funciona mesmo?

07 de janeiro de 2016 0
Imagem: Reprodução Google Shopping.

Imagem: Reprodução Google Shopping.

Custando de R$ 57 a R$ 379 na internet, os esterilizadores de ar prometem eliminar cheiro, mofo e ácaro. Mães aqui do Fralda Cheia ficam em dúvida. Ainda mais depois desse inverno chuvoso no Rio Grande do Sul. Lá em casa, mofou até maquiagem.

Será que funciona mesmo? Ajuda no combate aos problemas respiratórios? E será que vale pagar esse valor, gastar luz e ter mais um eletrônico dentro de casa?

Confira a resposta de três profissionais consultados pelo blog:

Diretor-técnico da Associação Sul Brasileira de Refrigeração Ar Condicionado Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), ​Ricardo Vaz de Souza:

- Fiz uma pesquisa no próprio site da Sterilair (marca mais conhecida). Queria entender o princípio de funcionamento. Mas não explica qual o princípio de eliminação dos fungos, bactérias e mofo. Difícil dar um parecer técnico se as informações do site não são claras. De qualquer forma, o que posso afirmar é que um sistema de climatização (ar condicionado) bem dimensionado e projetado tende a manter a umidade relativa do ar em 50%. Há diversas publicações que afirmam que os fungos, bactérias, mofo e outros contaminantes do ar têm facilidade de se proliferar em baixo grau de umidade relativa (menor que 30%) ou alto grau (maior que 70%). Então, um ambiente bem climatizado irá reduzir a chance de desenvolvimento destes contaminantes nocivos à vida humana. Também é importante enfatizar que o sistema de climatização deve englobar um sistema de renovação de ar, que captará ar externo e expulsará do ambiente o ar contaminado, além de um sistema de filtragem de ar que esteja de acordo com a ABNT NBR 16401.

Pediatra Lia Brasil:

- Este assunto de esterilizadores de ar não tem muita comprovação científica sobre benefícios. Mas a Sociedade Brasileira de Pneumologia tem algumas orientações para casos de alergia que podem ajudar:
Ácaros: Lavar a roupa de cama semanalmente e secar ao sol ou calor. Uso de fronhas e capa de colchão antiácaro. Substituir carpete por outro tipo de piso, especialmente nos quartos de dormir. O uso de acaricidas deve ser feito sem a presença do paciente. Os filtros de ar (HEPA) e esterilizadores de ambiente não são recomendados.
Pelos de animal doméstico: A remoção do animal da casa é a medida mais eficaz. Pelo menos, bloquear o acesso do animal ao quarto de dormir. Lavar semanalmente o animal.
Mofo: Redução da umidade e infiltrações.

 

Pediatra José Paulo Ferreira, da Sociedade de Pediatra do Rio Grande do Sul:

- Importante diferenciar que temos dois tipos de aparelhos:
* Esterilizador – Tira os germes porque tem capacidade de queimá-los. Indicado para quem tem imunidade mais baixa e sofre com infecções por repetição, como otites, asma e insuficiência renal.
* Purificador – Elimina partículas de sujeira, como poeira e mofo. É indicado para alérgicos.
Há ainda aparelhos que fazem as duas coisas. Mas não adianta colocar em espaços muito abertos. Em mais de 9 metros quadrados, já não é tão eficiente. Já indiquei mais este tipo de aparelho para meus pacientes. Mas hoje há mais recursos, como lençóis antialérgicos, consciência contra o fumo, etc.

 

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Como reforçar a imunidade das crianças

A tal vitamina "S"

22 de julho de 2015 2

Por Karolina Nogueira

Com o tempo chuvoso que passamos nos últimos dias acredito que a maior dificuldade que as mães enfrentam é a umidade e não ter como sair com as crianças para gastarem energia.

A minha colega Elisandra Borba fez um post muito legal na semana passada com sugestões de como entreter as crianças em casa, inclusive testei algumas brincadeiras com o Pietro e aproveitamos muito, você pode ler aqui.

Já a umidade não temos muito o que fazer, é rezar pelo sol, e indico muito pra quem tem filho pequeno comprar, se condições, uma máquina de secar roupa, ela salva-vidas. O Pietro tem 1 ano e 7 meses, troca de roupa umas três vezes por dia, seja por vazar fraldas ou porque tá sempre se jogando no chão para brincar, e é este ponto que quero abordar hoje: A tal vitamina “S”, a sujeira.

Fui e continuo sendo uma pessoa neurótica com limpeza, daquelas que se joga para não deixar o fio de cabelo cair, mas depois que tive filho precisei muito controlar os meus impulsos de sair limpando e passando pano em tudo. Cada vez que o “bibi” (apelido da chupeta) caía no chão eu ia lá e esterilizava, dava mamadeira e esterilizava, dava a papinha no prato e esterilizava. Tinha diversos tubos de álcool gel espalhados pela casa.

Quem não se identifica né?!

Até que ele começou a colocar os brinquedos na boca, sentar, engatinhar e comer a papinha, cada vez que os grãos de arroz caíam no chão eu ficava tensa ao ponto de estragar o momento lindo que era ver o meu filho comer. Utilizei o método BLW (Baby Led Weaning) que incentiva os bebês a comerem sozinhos com as mãos para sentirem a textura dos alimentos, imaginem só, era fruta e legumes para tudo que era lado.

Quando o Pietro começou a ir para a escola, a querer comer sozinho sem a minha ajuda e brincar na pracinha chegou um momento que parei e refleti que precisava parar de limpar, uma porque ia enlouquecer e outra, eu não podia impedir a criança de ser feliz. Então acabei mudando, hoje fecho os olhos para algumas coisas e até procuro pensar que se sujar, faz bem, faz parte da infância e quero que o Pietro viva todas as etapas como deve ser.

Neste domingo que passou resolvemos fazer um churrasco com alguns amigos, que apesar do dia feio, não estava chovendo, mas obviamente embarrado, visualizei o Pietro nesse momento… Quase não fui! Mas parei e pensei que para ele seria legal correr e brincar na rua depois de muitos dias sem sair de casa ou da sala de aula. Eis que o meu medo se torna realidade, olhem como ele ficou para o desespero da mamãe aqui:

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Quero saber de vocês o que fazem em uma situação assim? Até para eu não me sentir culpada de ser “meio neurótica”.

A. Não se importam, afinal a infância é para ser vivida!
B. Senta e chora, senta e chora?!
C. Coloca o bebê dentro da máquina com roupa e tudo?!
D. Surta e vai embora, não deixa a criança brincar.

Eu escolhi a letra A.

Depois eu conto o resultado para vocês.

Beijo Karol

 

 

Atividades para crianças em dia de chuva

17 de julho de 2015 0

Por Elisandra Borba

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Tivemos uma semana de muita chuva e o peralta do El Niño* não dá folga e já avisa que a próxima semana também será de muita água no Rio Grande do Sul. Para quem tem filhos maiores, é quase um pesadelo. Muita energia represada dentro de casa. O que fazer com as crianças em dia de chuva?

Das lembranças mais legais que tenho da infância, estão os dias em que faltava luz e meu pai contava histórias. Eram “causos” como só ele sabia contar. Lembro de vários até hoje. Espero saber reproduzir para Sara um dia. Além das histórias, algumas brincadeiras podem ser feitas em casa para gastar a energia dos pequenos. Confira algumas dicas:

Teatro de fantoche

Se não tiver os bonequinhos em casa, terá duas atividades. Poderá fazer junto as crianças os fantoches com meias. Pinte olhos e boca em uma meia branca e use a imaginação.

Ping-pongue de balão

Ao invés de usar uma bola e quebrar todos enfeites da casa, encha um balão e joguem um para o outro. Podem criar regras como “quem deixar cair paga uma prenda”.

Maratona de filmes

Escolha os filmes preferidos de vocês, faça uma pipoca (ou troque por frutas secas, caso prefira uma alimentação mais saudável), pulem todos para cima do sofá ou da cama dos pais e aproveitem o momento juntos.

Artesanato

Papel picado, gliter, potinhos usados, fita. Solte a imaginação e crie brinquedos com seus filhos.

Quebra-cabeça e jogos de tabuleiro

Os tradicionais jogos de tabuleiro e quebra-cabeça são ótimas pedidas para os dias de chuva. Damas, dominó, jogo da vlha, cartas… O mais importante é que vocês trocarão experiências divertidas.

Barraca

Que tal transformar a mesa numa barraca divertida? Utilize lençóis para fechar os lados e monte sob a mesa um acampamento.

Piquenique

Separe um lanche, suco e uma toalha e faça um acampamento em um dos cômodos da casa. Será o piquenique “indoor”.

Todos na cozinha

Que tal ensinar as crianças a fazerem um lanche gostoso e divertido? Todos com a mão na massa.

Aí estão algumas ideias. E vocês, o que fazem em casa nestes dias de chuva?

 

*(fenômeno climático caracterizado por longos períodos de chuva)

Alagamentos no Rio Grande do Sul: quando as crianças sofrem!

15 de julho de 2015 0

Relato de menino que teve a casa alagada em Montenegro chama a atenção para o problema das cheias.

Por Milena Schoeller

Quando o repórter está na rua em busca de informações para atualizar nossos ouvintes, muitas vezes se depara com situações que nos deixam sem reação. A repórter Julia Finamor se deparou com uma destas situações nesta terça-feira. Ela estava acompanhando a situação da enchente no município de Montenegro, e ao conversar com uma criança foi surpreendida com as perguntas inocentes de um menino cansado de tanta cheia:

- Onde tu moras pega água? Não? Então deixa eu ir morar contigo. Aqui entra muita água.

O relato pode ser conferido no vídeo abaixo. O menino Elói Oliveira, de 11 anos, não deixa de sorrir, mesmo com o drama vivido pelas famílias do município.

Todas as informações sobre a cobertura da chuva com os repórteres da Gaúcha em gaucha.com.br. Você encontra também, no site, a lista de locais onde doações podem ser feitas.