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Posts na categoria "Tempo"

Pais perguntam: Esterilizador de ar funciona mesmo?

07 de janeiro de 2016 0
Imagem: Reprodução Google Shopping.

Imagem: Reprodução Google Shopping.

Custando de R$ 57 a R$ 379 na internet, os esterilizadores de ar prometem eliminar cheiro, mofo e ácaro. Mães aqui do Fralda Cheia ficam em dúvida. Ainda mais depois desse inverno chuvoso no Rio Grande do Sul. Lá em casa, mofou até maquiagem.

Será que funciona mesmo? Ajuda no combate aos problemas respiratórios? E será que vale pagar esse valor, gastar luz e ter mais um eletrônico dentro de casa?

Confira a resposta de três profissionais consultados pelo blog:

Diretor-técnico da Associação Sul Brasileira de Refrigeração Ar Condicionado Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), ​Ricardo Vaz de Souza:

- Fiz uma pesquisa no próprio site da Sterilair (marca mais conhecida). Queria entender o princípio de funcionamento. Mas não explica qual o princípio de eliminação dos fungos, bactérias e mofo. Difícil dar um parecer técnico se as informações do site não são claras. De qualquer forma, o que posso afirmar é que um sistema de climatização (ar condicionado) bem dimensionado e projetado tende a manter a umidade relativa do ar em 50%. Há diversas publicações que afirmam que os fungos, bactérias, mofo e outros contaminantes do ar têm facilidade de se proliferar em baixo grau de umidade relativa (menor que 30%) ou alto grau (maior que 70%). Então, um ambiente bem climatizado irá reduzir a chance de desenvolvimento destes contaminantes nocivos à vida humana. Também é importante enfatizar que o sistema de climatização deve englobar um sistema de renovação de ar, que captará ar externo e expulsará do ambiente o ar contaminado, além de um sistema de filtragem de ar que esteja de acordo com a ABNT NBR 16401.

Pediatra Lia Brasil:

- Este assunto de esterilizadores de ar não tem muita comprovação científica sobre benefícios. Mas a Sociedade Brasileira de Pneumologia tem algumas orientações para casos de alergia que podem ajudar:
Ácaros: Lavar a roupa de cama semanalmente e secar ao sol ou calor. Uso de fronhas e capa de colchão antiácaro. Substituir carpete por outro tipo de piso, especialmente nos quartos de dormir. O uso de acaricidas deve ser feito sem a presença do paciente. Os filtros de ar (HEPA) e esterilizadores de ambiente não são recomendados.
Pelos de animal doméstico: A remoção do animal da casa é a medida mais eficaz. Pelo menos, bloquear o acesso do animal ao quarto de dormir. Lavar semanalmente o animal.
Mofo: Redução da umidade e infiltrações.

 

Pediatra José Paulo Ferreira, da Sociedade de Pediatra do Rio Grande do Sul:

- Importante diferenciar que temos dois tipos de aparelhos:
* Esterilizador – Tira os germes porque tem capacidade de queimá-los. Indicado para quem tem imunidade mais baixa e sofre com infecções por repetição, como otites, asma e insuficiência renal.
* Purificador – Elimina partículas de sujeira, como poeira e mofo. É indicado para alérgicos.
Há ainda aparelhos que fazem as duas coisas. Mas não adianta colocar em espaços muito abertos. Em mais de 9 metros quadrados, já não é tão eficiente. Já indiquei mais este tipo de aparelho para meus pacientes. Mas hoje há mais recursos, como lençóis antialérgicos, consciência contra o fumo, etc.

 

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Brincadeiras que quero ensinar a meus filhos

27 de agosto de 2015 1

Por Elisandra Borba

Não sou do tipo saudosista que acha que o que tinha no passado era mais interessante que a atualidade. Ou que pensa que a geração de hoje é infeliz porque não vai vivenciar o que pude vivenciar nos anos 80 e 90. Penso que cada época é a melhor época para se viver, basta fazer dela a melhor. Porém, tenho na lembrança algumas brincadeiras da infância que gostara de repeti-las com minha filha. Quem se lembra delas?

Fla-i-ci

Eu chamava assim. Pesquisando agora em busca de imagens, achei o nome de “brincadeira de mãos”. Tinha as variações, batendo uma palma e depois batendo nas mãos da amiga, enquanto ela faz a mesma coisa. Ou ainda batendo na transversal na mão da amiga e depois a palma. Super complexo.

E tinham as músicas que acompanhavam as palmas

Fla-i-ci, o ci-o-lai. É isso aí. O fla-i-ci

Vai começar, o tititi. Do Vanderlei, da Vanderleia

A véia caiu. O véio viu. A calcinha dela. Era verde-amarela…

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Ovo Podre

Todos sentados em roda e um caminhado em volta com o “ovo podre” e cantando: “Ovo podre”. A roda responde: “Está fedendo”. Ele pergunta: “Onde eu coloco?”. E o grupo responde: “Na lata do lixo”. Pergunta: “O lixeiro não veio?”. E todos respondem: “Só na semana que vem”. Quando acaba a música ele deixa o “ovo podre” atrás de um dos participantes da roda. A criança escolhida tem que sair correndo atrás de quem largou o ovo, enquanto este tenta sentar no lugar do que está correndo. Ufa! que correria gostosa. Se aquele que estava do lado de fora conseguir sentar, o outro deverá ficar do lado de fora cantando a música. Se não conseguir, voltará a cantar, até que consiga se sentar no lugar de alguém.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Morto e Vivo

Ao gritar vivo a criança levanta e ao gritar morto a criança abaixa. Quem errar paga uma prenda.

Brincadeira de roda

Adorava essas. Tinha viuvinha, atirei o pau no gato, ciranda-cirandinha…

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Nosso rei mandou pedir

Um grupo de pessoas ficava de um lado e os soldados do outro. Os soldados chegavam e pediam uma das pessoas do grupo cantando: “nosso rei mandou pedir uma de suas filhas”. O pai respondia: “minhas filhas eu não dou, nem por ouro, nem por prata, nem por sangue da lagarta”. Os soldados reclamavam: “tão felizes viemos, tão triste voltaremos” e o pai mudava de ideia: “volte, volte cavalheiro, escolhei a que vós quiseres, escolhei a que vós quiseres”. E eles iam cantando e encostando em cada uma das participantes até a acabar a música: “essa sim, essa não. Essa come requeijão. Essa tira o pão da mesa. Vem buscar meu coração”. A última era a escolhida.

São tantas brincadeiras! Não imaginava que lembraria de tantas. Esconde-esconde; pega-pega; amarelinha, pular corda, só nós quatro, o mestre mandou, estátua; stop…

E você, quais brincadeiras da sua infância quer ensinar ou já ensina seu filho?

 

Febre, o que é e quando devo medicar?

28 de julho de 2015 2

Por Karolina Nogueira

Foto: Thinkstock

Foto: Thinkstock

Com essa mudança de temperatura a tendência é muito grande dos nossos pequenos ficarem gripados, congestionados e cheios de doenças respiratórias, e acompanhado a isso vem a temida febre. Se tem algo que me deixa apreensiva e que me faz mudar toda a minha rotina para acompanhar o meu filho é quando está em estado febril, pois é a certeza que algo está errado, eu realmente fico muito assustada e prefiro pecar pelo excesso, do que deixar evoluir para algo pior.

Recentemente o Pietro teve febre de 39,7 graus, ele tremia e suava como nunca vi em seus 1 ano e 7 meses, confesso que a primeira vontade que tive foi de correr para uma emergência, mas depois pensei que além de lotada, muitos vírus poderiam estar por ali e ele com a imunidade baixa poderia piorar. Então para me preparar melhor sobre esses momentos e manter a calma, dei uma conversada com a pediatra dele, a Dra. Lia Brasil sobre o assunto:

O que é febre?

Febre é uma resposta fisiológica caracterizada pela elevação da temperatura corporal acima de valores normais para o indivíduo. Em casos de infecção é considerada uma reação de defesa do corpo contra a proliferação de microrganismos agressores (bactérias, vírus, fungos…) portanto, febre é um sinal de alerta de que nosso sistema imunológico esta trabalhando.

Quando podemos considerar que a criança está realmente com febre?

A temperatura corporal varia de pessoa para pessoa, varia com a faixa etária (lactentes tem temperatura maiores que escolares e adolescentes) e pode sofrer alterações ao longo do dia (temperaturas mais baixas pela manhã e mais elevadas à noite) . Varia também com o uso de medicações, atividade física, ambiente e local de medição.

A febre pode vir acompanhada de outros sinais/sintomas como: aumento da frequência respiratória e frequência cardíaca, calafrios ou tremores, prostração, mal-estar, irritabilidade, dor de cabeça e no corpo, e perda do apetite.

Quando devemos medicar?

Quando a temperatura axilar atingir 38° pode-se iniciar com anti-térmicos para melhorar a disposição e o estado geral da criança.

Em que momentos devemos levar a criança para avaliação do pediatra?

Depende da idade da criança:

Recém nascido 0 a 1 mês – Avaliação pediátrica obrigatória;

Lactentes de 2 a 3 meses – Avaliação pediátrica recomendada;

Acima de 3 meses – Observação atenta e avaliação pediátrica programada.

Além disso, atentar para os sintomas abaixo, caso persistam, é recomendada a avaliação do pediatra:

- Intensidade da febre e duração do episódio febril;
- Se após a diminuição da febre persistir estado de abatimento e alterações no comportamento: irritabilidade acentuada, sonolência exagerada, prostração, choro inconsolável, alucinações e gemência;
- Diminuição importante do apetite;
- Dificuldade para respirar e chiado no peito;
- Vômitos incontroláveis;
- Dor de cabeça acentuada;
- Manchas avermelhadas no corpo.

Caso tenham mais dúvidas, a Dra. Lia se coloca à disposição para respondê-las.

A tal vitamina "S"

22 de julho de 2015 2

Por Karolina Nogueira

Com o tempo chuvoso que passamos nos últimos dias acredito que a maior dificuldade que as mães enfrentam é a umidade e não ter como sair com as crianças para gastarem energia.

A minha colega Elisandra Borba fez um post muito legal na semana passada com sugestões de como entreter as crianças em casa, inclusive testei algumas brincadeiras com o Pietro e aproveitamos muito, você pode ler aqui.

Já a umidade não temos muito o que fazer, é rezar pelo sol, e indico muito pra quem tem filho pequeno comprar, se condições, uma máquina de secar roupa, ela salva-vidas. O Pietro tem 1 ano e 7 meses, troca de roupa umas três vezes por dia, seja por vazar fraldas ou porque tá sempre se jogando no chão para brincar, e é este ponto que quero abordar hoje: A tal vitamina “S”, a sujeira.

Fui e continuo sendo uma pessoa neurótica com limpeza, daquelas que se joga para não deixar o fio de cabelo cair, mas depois que tive filho precisei muito controlar os meus impulsos de sair limpando e passando pano em tudo. Cada vez que o “bibi” (apelido da chupeta) caía no chão eu ia lá e esterilizava, dava mamadeira e esterilizava, dava a papinha no prato e esterilizava. Tinha diversos tubos de álcool gel espalhados pela casa.

Quem não se identifica né?!

Até que ele começou a colocar os brinquedos na boca, sentar, engatinhar e comer a papinha, cada vez que os grãos de arroz caíam no chão eu ficava tensa ao ponto de estragar o momento lindo que era ver o meu filho comer. Utilizei o método BLW (Baby Led Weaning) que incentiva os bebês a comerem sozinhos com as mãos para sentirem a textura dos alimentos, imaginem só, era fruta e legumes para tudo que era lado.

Quando o Pietro começou a ir para a escola, a querer comer sozinho sem a minha ajuda e brincar na pracinha chegou um momento que parei e refleti que precisava parar de limpar, uma porque ia enlouquecer e outra, eu não podia impedir a criança de ser feliz. Então acabei mudando, hoje fecho os olhos para algumas coisas e até procuro pensar que se sujar, faz bem, faz parte da infância e quero que o Pietro viva todas as etapas como deve ser.

Neste domingo que passou resolvemos fazer um churrasco com alguns amigos, que apesar do dia feio, não estava chovendo, mas obviamente embarrado, visualizei o Pietro nesse momento… Quase não fui! Mas parei e pensei que para ele seria legal correr e brincar na rua depois de muitos dias sem sair de casa ou da sala de aula. Eis que o meu medo se torna realidade, olhem como ele ficou para o desespero da mamãe aqui:

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Quero saber de vocês o que fazem em uma situação assim? Até para eu não me sentir culpada de ser “meio neurótica”.

A. Não se importam, afinal a infância é para ser vivida!
B. Senta e chora, senta e chora?!
C. Coloca o bebê dentro da máquina com roupa e tudo?!
D. Surta e vai embora, não deixa a criança brincar.

Eu escolhi a letra A.

Depois eu conto o resultado para vocês.

Beijo Karol

 

 

Alagamentos no Rio Grande do Sul: quando as crianças sofrem!

15 de julho de 2015 0

Relato de menino que teve a casa alagada em Montenegro chama a atenção para o problema das cheias.

Por Milena Schoeller

Quando o repórter está na rua em busca de informações para atualizar nossos ouvintes, muitas vezes se depara com situações que nos deixam sem reação. A repórter Julia Finamor se deparou com uma destas situações nesta terça-feira. Ela estava acompanhando a situação da enchente no município de Montenegro, e ao conversar com uma criança foi surpreendida com as perguntas inocentes de um menino cansado de tanta cheia:

- Onde tu moras pega água? Não? Então deixa eu ir morar contigo. Aqui entra muita água.

O relato pode ser conferido no vídeo abaixo. O menino Elói Oliveira, de 11 anos, não deixa de sorrir, mesmo com o drama vivido pelas famílias do município.

Todas as informações sobre a cobertura da chuva com os repórteres da Gaúcha em gaucha.com.br. Você encontra também, no site, a lista de locais onde doações podem ser feitas.