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Posts na categoria "Zika"

Teste rápido de zika é incluído na tabela de procedimentos do SUS

03 de abril de 2017 0

Por Elisandra Borba

Reprodução Youtube

Reprodução Youtube

A partir de agora os testes rápidos para detecção do zika vírus fazem parte da tabela de procedimentos do SUS. A determinação foi divulgada nesta segunda-feira (03) no Diário Oficial da União. O objetivo é otimizar o diagnóstico laboratorial para triagem inicial de amostras suspeitas zika e tratar o mais rapidamente possível.

De acordo com o Ministério da Saúde, a tecnologia confirma em 20 minutos se o paciente está ou já foi infectado pelo vírus zika em algum momento da vida. Será possível identificar o vírus no organismo, independente do tempo de infecção. Atualmente, o teste ofertado no Sistema Único de Saúde só detecta a doença quando o vírus está presente na corrente sanguínea.

O teste será realizado em pessoas que tiverem sintomas da doença e com indicação médica, sendo que as gestantes e crianças terão preferência.

O zika vírus é apontado como responsável pela epidemia de microcefalia que o país viveu em 2015.

Um ano após epidemia de zika, governo decide distribuir repelente a gestantes

17 de fevereiro de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

 Risco a partir do terceiro trimestre de gestação é considerado insignificante

Sem repelente, risco de contrair zika vírus é maior

Um ano (!!!!)  após a epidemia de zika e o crescimento expressivo dos casos de microcefalia em recém-nascido relacionada ao vírus , o governo federal decidiu distribuir repelentes para gestantes beneficiárias do Bolsa Família em todo o Brasil. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, a partir de março (!!!!) , mais de 484 mil gestantes do programa receberão os repelentes. Ao todo, serão distribuídos 15,9 milhões de frascos. Serão sete lotes, sendo que o último será distribuído em dezembro.

“Na primeira etapa, serão entregues quase 1 milhão de unidades. As prefeituras ficarão responsáveis por escolher a melhor forma de distribuição – ou no Centro de Referência de Assistência Social [Cras] ou na unidade de saúde”, diz nota divulgada pelo ministério.

Em 2015 e 2016 foram notificados 10,2 mil casos de crianças nascidas com alterações no crescimento e desenvolvimento relacionadas à infecção pelo vírus zika no Brasil, sendo 2,2 mil confirmados. Neste período, foram concedidos 1,9 mil Benefícios de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com microcefalia.

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Quais são as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti?

05 de dezembro de 2016 0
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Como a informação é a maior arma na promoção da saúde e no combate às doenças, o blog Fralda Cheia foi buscar mais informações sobre as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, que vem preocupando pais e mães já há alguns anos, especialmente no verão. Confira as informações:

1- Quais as doenças transmitidas pelo mosquito?

A diretora do Centro Estadual da Vigilância em Saúde, Marilina Bercini, explica que o mosquito transmite três doenças, causadas por vírus diferentes, porém com sintomas semelhantes.

Dengue: caracterizada por febre alta que começa de forma repentina, associada a dores no corpo e articulações, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, e – em 50% dos casos – manchas vermelhas no corpo;

Chikungunya: febre alta e abrupta, acompanhada de dores intensas e inchaço nas articulações e dificuldade em realizar atividades cotidianas (como escovar os dentes e tomar banho), e – em 50% dos casos – manchas vermelhas no corpo;

Zika: febre leve ou mesmo inexistente, olhos avermelhados (conjuntivite), presença das manchas avermelhadas em 100% dos casos (acompanhadas de coceira). No entanto, 80% dos casos são assintomáticos (não apresentam sintomas).

Clinicamente, é difícil de diferenciar uma doença da outra. A recomendação é consultar o médico para a avaliação clínica e realização de diagnóstico laboratorial.

 

2- O mosquito Aedes aegypti transmite também a Febre Mayaro? 

A diretora do Centro Estadual da Vigilância em Saúde, Marilina Bercini, explica que essa relação ainda não está comprovada:

“No Brasil, os casos detectados vêm ocorrendo em áreas de mata e rural, em pessoas que frequentam espaços onde vivem macacos e outros animais silvestres por motivo de trabalho ou lazer. O vírus é transmitido preferencialmente por mosquitos silvestres do gênero Haemagogus. Pesquisas estudam se há alguma adaptação do vírus ao mosquito vetor urbano (Aedes).
As manifestações clínicas são semelhantes à dengue e chikungunya. A doença inicia com quadro febril agudo, podendo apresentar cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular) e manchas avermelhadas. A artralgia (dor nas articulações), que pode ser acompanhada de edema, é o principal sintoma das formas severas e, ocasionalmente, pode ser incapacitante ou limitante, persistindo por meses”.

3- Quais as consequências das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti

Mais uma vez, a diretora do Centro Estadual da Vigilância em Saúde, Marilina Bercini, responde:

Dengue: a maioria dos casos apresenta recuperação completa em sete dias, mas podemos ter complicações como meningite, encefalite e miocardite e dengue grave com sinais de choque e alterações hemorrágicas, o que pode levar ao óbito;

Chikungunya: artrite crônica com dor, edema, limitação de movimento e deformidade das articulações;

Zika: alterações neurológicas como síndrome de Guillian-Barré e encefalites, microcefalia e/ou outras alterações do Sistema Nervoso Central em crianças nascidas de mães infectadas pelo zika vírus durante a gravidez.

4- Como está o desenvolvimento de vacinas para essas doenças?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma vacina contra a dengue para uso no Brasil, produzida pela Sanofi Pasteur, liberada para indivíduos de 9 a 45 anos. Conforme Marilina Bercini, necessita aplicação de 3 doses para conferir proteção.

O Instituto Butantan, de São Paulo, está desenvolvendo uma outra vacina contra a dengue, em parceria com o National Institute of Health, dos Estados Unidos, que está em fase de testes com voluntários e necessitará de apenas uma dose para prevenir a doença.

Para Chikungunya e Zika vírus não há vacinas disponíveis.

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Como as grávidas podem se proteger do mosquito transmissor da zika

29 de novembro de 2016 0
Foto: Adriana Franciosi

Foto: Adriana Franciosi

Verão chegando e cresce a preocupação com a proliferação do mosquito que transmite o vírus da zika. Preocupação maior ainda para as gestantes, já que o Brasil enfrentou uma epidemia de microcefalia causada por este vírus. Recentemente a Organização Mundial da Saúde retirou a situação de alerta mundial, mas este não é motivo para descuidar.

Quem mora na região Sul deve ficar bem alerta, pois ainda não teve o contato massivo com a doença, alerta o médico ginecologista e obstetra Jorge Alberto Telles: “Realmente temos que reforçar os cuidados no nosso verão. O primeiro cuidado é atentarmos para as medidas de combate ao mosquito em casa, relacionados a água parada, já bem divulgados. Segundo atentar que não sabemos como a zika vai evoluir nosso país. No Nordeste a epidemia recuou expressivamente, possivelmente pelo aumento do número de pessoas que tiveram contato com o vírus e ficaram imunes. Não é a nossa situação imunológica e cogita-se inclusive iniciar a vacinação nacional pelo nosso estado para diminuir a chance de disseminação dessas doenças por aqui”, explicou o médico.

O profissional esclarece também que o uso de repelentes costuma ser uma medida eficaz. O mercado disponibiliza três tipos de produtos: A Icaridina, que é o mais indicado, segundo Telles, e tem duração de cerca de dez horas. O DEET, que pode durar até seis horas  e o IR3535, que tem curta duração, cerca de duas horas. Tem também os repelentes ditos naturais, que tem duração menor que uma hora.

Apesar de não sabermos como será a proliferação do vírus no Estado, Telles acredita que não há motivos para adiar uma gestação planejada. Também não é necessário pânico, caso a gestante perceba que foi picada pelo inseto transmissor: “O mosquito Aedes é muito comum no nosso meio. Assim não deve-se ter pânico… em caso de dúvida, consulte seu obstetra”, tranquiliza.

Dicas do Ministério da Saúde

• Adoção de medidas que eliminem a presença de mosquitos transmissores de doenças e seus criadouros (retirar recipientes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento de água);

• Proteção contra mosquitos, com portas e janelas fechadas ou teladas;

• Uso de calça e camisa de manga comprida e com cores claras;

• Denúncia de locais com focos do mosquito à prefeitura;

• Mosquiteiros proporcionam boa proteção pra aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos);

• Uso de repelentes indicados para gestantes;

O Ministério da Saúde orienta as mães também através da Caderneta da Gestante:

caderneta

 

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Meu filho foi picado por mosquitos: e agora? Que sintomas exigem atenção?

21 de novembro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Ivo Gonçalves / PMPA / Divulgação

Foto: Ivo Gonçalves / PMPA / Divulgação

O calor está chegando e, com ele, voltam os mosquitos e as doenças transmitidas pelo vilão dos últimos verões: o Aedes aegypti. Sabemos, e o blog tem reforçado, da importância das medidas de prevenção. No entanto, não é possível evitar 100% que nossos filhos sejam picados por mosquitos. O que fazer diante disso? Quando se preocupar? O Fralda Cheia foi buscar as respostas. Confira:

Que tipo de reações após uma picada de mosquito exigem atenção dos pais?

De acordo com o médico pediatra Benjamin Roitman, da Coordenação da Equipe de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, em geral a picada de mosquito causa apenas uma reação local. É importante pontuar que nem toda picada leva a alguma doença:

“Para se pensar em dengue, zika ou chikungunya, deve-se avaliar a criança que apresenta febre de início súbito, dores no corpo (irritabilidade em crianças pequenas), dores articulares, cefaleia, manchas no corpo. A presença de dengue, zika ou chikungunya em outras pessoas da casa ou vizinhança, assim como viagem recente para área endêmica (Nordeste, Rio de Janeiro, por exemplo), leva a pensar no diagnóstico. Geralmente, o mosquito pica e contamina outros familiares”.

O presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Hélio Miguel Lopes Simão, explica que as reações após uma picada de mosquito são diversas:

“A criança pode ter somente uma lesão no local da picada, com leve vermelhidão e coceira, e neste caso aplica-se somente uma loção com substâncias (exemplo: cânfora, mentol, calamina) para alívio deste desconforto. Quando o paciente apresenta uma picada de mosquito com lesões no local e à distância em outras partes do corpo, caracteriza uma reação de sensibilidade alérgica. Nesta situação, necessita antialérgico por via oral e também essas loções que se aplica nas lesões de pele para alívio da coceira”.

Os sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti são característicos. Confira a explicação do médico Hélio Miguel Lopes Simão:

“Caso o mosquito seja um transmissor de uma doença viral, ou seja, o mosquito tem em sua saliva o vírus da dengue, vírus da zika ou chikungunya, vai transmitir uma destas infecções. A atenção dos pais deve estar centrada nos sintomas que aparecem 3 a 15 dias após a picada. As diferenças na apresentação destas três infecções, chamadas arboviroses, é discreta. Os pacientes apresentam sinais e sintomas comuns nas três situações: febre, mal estar, dor nas articulações e manchas avermelhadas na pele, na dengue o que chama a atenção é a febre alta, o zika vírus tem como característica as manchas avermelhadas com coceira e na infecção por chikungunya é comum as dores articulares. Esses achados orientam o diagnóstico, mas necessitam de exames laboratoriais para comprovar, como também a situação epidemiológica através da vigilância, com notificações dos casos por distritos regionais auxilia no diagnóstico”.

Nem todo mosquito transmite doença!

O médico pediatra Benjamin Roitman destaca que nem toda picada de mosquito é motivo de preocupação:

“Nem toda a picada por Aedes transmitirá uma doença. Ao contrário, há muito Aedes, muitas picadas mas poucos são os mosquitos com o vírus. Principalmente neste momento em que Porto Alegre não tem apresentado casos da doença e a população de mosquitos ainda é baixa”.

O presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Hélio Miguel Lopes Simão, explica que o mosquito Aedes Aegypti é um mosquito de cor café ou preto com listras brancas no corpo e pernas, hábitos diurnos (inicio da manhã ou final da tarde), procria em água parada, próxima ao domicílio. O ideal para o mosquito é clima quente e úmido. O tempo de vida do mosquito é de 30 dias e é a fêmea infectada que transmite o vírus pela saliva, quando pica a criança.

“Quando esse mosquito está infectado por um dos vírus, a criança vai desenvolver a doença. Caso a criança tenha sido picada por um mosquito Aedes Aegypti não infectado por vírus, a criança não terá essas infecções, poderá ter uma reação alérgica como comentamos anteriormente. É bom lembrar que não ocorre transmissão dessas infecções através do contato entre o doente e uma pessoa sadia”.

Caso mosquito que picou a criança esteja infectado por uma das viroses, quando os sintomas aparecem?

Quem responde é o presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Estado, Hélio Miguel Lopes Simão:

“O período entre a picada e o aparecimento da doença é de 3 a 15 dias, o chamado período de incubação, os sintomas dependem do tipo de vírus transmitido ao paciente, no caso da dengue, a chamada apresentação clássica, a febre é alta com início rápido, dor de cabeça, perda de apetite, dor nos olhos, manchas avermelhadas na pele, vômitos, cansaço e dores no corpo. Na dengue hemorrágica, os sintomas são parecidos, a diferença é que quando a febre desaparece, iniciam os sinais de alerta: manchas vermelhas na pele, podem ser puntiformes, sangramentos diversos, vômitos mais intensos e dores abdominais, sonolência e perda de consciência, dificuldade para respirar e pulso fraco, ou seja sintomas e sinais de maior gravidade. Nas infecções por chikungunya ocorre praticamente todo este quadro em maior ou menor intensidade mas o marcante é o comprometimento das articulações com fortes dores mais intensas que nas outras infecções, assim como na infecção por zika vírus o quadro mais chamativo são as manchas avermelhadas com intensa coceira”.

No caso do aparecimento de sintomas, quando os pais devem levar a criança ao médico?

O médico pediatra Benjamin Roitman, da Coordenação da Equipe de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, destaca que é importante procurar atendimento diante do aparecimento dos seguintes sintomas:

“A presença de febre com dor pelo corpo, cefaleia, dores articulares, manchas pelo corpo deve levar a criança a atendimento, que pode ser em unidade de saúde, consultório de seu pediatra ou pronto atendimento. Lembramos que a epidemiologia é importante: se não há história de viagem, outros casos em familiares ou vizinhos, em época de baixa endemicidade, o diagnóstico é pouco provável. Ao contrário, história de viagem recente para área endêmica, presença de outros casos na família ou no bairro tornam mais provável a doença”.

Tratamento

Quem explica o tratamento às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti é o médico Hélio Miguel Lopes Simão, presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Estado:

“O tratamento para essas infecções é sintomático, por exemplo: baixar a febre, hidratar o paciente, corrigir sangramentos. Esse tratamento não se modifica com o resultado laboratorial positivo ou negativo. Nos casos das gestantes, a confirmação do teste é valiosa, pelo risco de associação do vírus zika e microcefalia ou outras alterações neurológicas. Lembrar de evitar o uso de anti inflamatórios como o acido acetil salicílico e derivados em pacientes com essas infecções, pelo risco de aumentar o sangramento”.

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Evitar a proliferação do Aedes aegypti é a melhor forma de prevenção

14 de novembro de 2016 0
Melhor maneira é acabar com focos  Foto: Germano Rorato Agência RBS RORATO/AGÊNCIA RBS

Melhor maneira é acabar com focos Foto: Germano Rorato Agência RBS

O tempo começou a esquentar e o zumbido intermitente dos mosquitos dá um alerta: não podemos deixar a prevenção de lado. De nada adianta só passar repelente. É eficiente, mas sem combater os focos de Aedes aegypti, um descuido coloca tudo por a perder. Reunimos algumas dicas do Ministério da Saúde de como deve ser feita o combate ao mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Aproveite e chame seus filhos para ajudar na ‘caça’ aos focos e explique as doenças que o Aedes transmite e como atitudes simples podem evitar que isso ocorra. As crianças vão adorar ajudar a encontrar garrafas, tampas e outros locais que servem de criadouros.

Mãos à obra! Comece explicando e identificando os principais tipos de criadouro e o que fazer:
- Guardar ou jogar no lixo os objetos que podem acumular água: tampas de garrafa, folhas secas, brinquedos;
- Guardar garrafas, baldes e outros vasilhames com a boca virada para baixo;
- Certificar que caixa d’água e outros reservatórios de água estejam devidamente tampados;
- Retirar folhas ou outro tipo de sujeira que podem gerar acúmulo de água nas calhas;
- Guardar pneus em locais cobertos. Se usados para fazer balanços, artesanato ou na jardinagem, faça furos para que a água não acumule;
- Realizar limpeza periódica em ralos, canaletas e outros tipos escoamentos de água;
- Limpar e retirar acúmulo de água de bandejas de ar-condicionado e de geladeiras;
- Utilizar areia nos pratos de vasos de plantas ou realizar limpeza semanal;
- Retirar água e fazer limpeza periódica em plantas e árvores que podem acumular água, como bambu e bromélias;
- Esticar lonas usadas para cobrir objetos, como pneus e entulhos;
- Manter limpas as piscinas;

Agora, está na hora de explicar como eliminar os focos:

- Lavar as bordas dos recipientes que acumulam água com sabão e escova/bucha;
- Jogar as larvas na terra ou no chão seco;
- Para grandes depósitos de água e outros reservatórios de água para consumo humano é necessária a presença de agente de saúde para aplicação do larvicida;
- Em recipientes com larvas onde não é possível eliminar ou dar a destinação adequada, colocar produtos de limpeza (sabão em pó, detergente, desinfetante e cloro de piscina) e inspecionar semanalmente o recipiente, desde que a água não seja destinada a consumo humano ou animal. Importante solicitar a presença de agente de saúde para realizar o tratamento com larvicida.

Utilização da água sanitária:

tabelavalida

Água sanitária também poder ser utilizada no combate às larvas. Mas é importante lembrar que ela NÃO PODE ser utilizada em recipientes usados para armazenamento de água para consumo humano e de animais.

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Estudo brasileiro relaciona zika vírus com surdez em bebês

30 de agosto de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Um estudo publicado nesta terça-feira (30) relacionou a surdez em bebês com a infecção pelo zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A pesquisa acompanhou 70 bebês de mães que contraíram a doença e revelou que quase 6% deles tiveram perda de audição sem outra causa plausível.

Outros tipos de infecção viral também podem afetar a audição, como rubéola e citomegalovírus. O estudo da Fundação Oswaldo Cruz de Pernambuco inclui a zika à lista.

Os cientistas destacam que crianças expostas ao vírus durante a gestação e que nasceram com a audição normal devem ser avaliadas regularmente, porque podem perder a audição progressivamente.

O zika vírus é mais conhecido por provocar microcefalia em bebês de mães infectadas, mas outras pesquisas estão mostrando outros efeitos, como problemas de visão e alterações nas juntas.

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Pesquisa mostra que efeitos do zika vírus vão além da microcefalia

27 de agosto de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Sumaia Villela / Agência Brasil

Foto: Sumaia Villela / Agência Brasil

Uma nova pesquisa realizada em parceria entre Brasil, Estados Unidos e Israel revelou que os efeitos do zika vírus em bebês vão além da microcefalia.

Foram analisados 45 cérebros de bebês brasileiros que foram infectados pelo vírus. Todos foram tratados no Instituto de Pesquisa de Campina Grande, na Paraíba, um dos estados com o maior número de casos de microcefalia.

A pesquisa aponta para danos ainda mais graves do que a malformação, já que o zika vírus é capaz de destruir áreas importantes do cérebro. A pesquisa comprovou que o vírus causa alterações no corpo caloso, responsável pela comunicação entre os lados esquerdo e direito do cérebro; no cerebelo, que estabelece o equilíbrio e tem influência na atividade motora; nos gânglios da base, também ligados ao controle motor, além do córtex cerebral, onde ficam as áreas que comandam a audição e a visão.

O estudo foi feita pelo Instituto D’or de Pesquisa e Ensino e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com participação da Universidade Federal de São Paulo, em parceria com a universidade de Tel-Aviv, em Israel, e com o Children´s Hospital de Boston, nos Estados Unidos.

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22 de agosto de 2016 0

Por Elisandra Borba

Mapa OMS

Mapa OMS

Não pensem as grávidas do nosso país que viajar ao exterior é a solução para fugir da Zika. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 70 países já reportaram casos da doença e 17 países e territórios reportaram casos de microcefalia e/ou malformação do sistema nervoso central associados ao vírus. Ao fazer a mala para viajar para fora do país, as gestantes devem ter os mesmos cuidados que ao embarcar para regiões endêmicas do Brasil.

Prevenção

As formas de prevenção seguem sendo as mesmas, ou seja, não permitir ser picada pelo mosquito transmissor. Tentar eliminar os focos, limpando os ambientes, também é primordial. Vale cobrir a pele com roupas de mangas compridas e calças; dormir em locais protegidos por mosqueteiros; e usar telas nas janelas e portas para reduzir o contato com mosquitos. O uso de repelentes também é um meio de prevenção eficaz. No caso de gestantes, a OPAS/OMS recomenda aqueles que contêm o princípio ativo DEET (N N-dietil-3-metilbenzamida), IR3535 (3-[N-acetil-N-butil]-éster etil ácido aminopropiónico) ou Icaridina (ácido-1 piperidinecarboxílico, 2-(2-hidroxietil)-1-metilpropilester). Esses produtos podem ser aplicados na pele exposta e devem ser usados em conformidade com as instruções do rótulo.

Onde há zika

Países com um primeiro surto de zika transmitido por mosquitos relatado a partir de 2015
Anguilla; Antígua e Barbuda; Argentina; Aruba; Bahamas; Barbados; Belize; Bolívia; Bonaire, Sint Eustatius e Saba (Países Baixos); Brasil; Cabo Verde; Colômbia; Costa Rica; Cuba; Curaçao; Dominica; República Dominicana; Equador; El Salvador; Estados Unidos; Fiji; Guiana Francesa; Granada; Guadalupe; Guatemala; Guiana; Guiné-Bissau; Haiti; Honduras; Ilhas Cayman; Jamaica; Ilhas Marshall; Ilhas Turcas e Caicos; Ilhas Virgens Americanas; Martinica; México; Micronésia; Nicarágua; Panamá; Paraguai; Peru; Porto Rico; Samoa; Samoa Americana; São Bartolomeu; Santa Lúcia; Saint Martin; São Vicente e Granadinas; Sint Maarten; Suriname; Tonga; Trinidad e Tobago; Venezuela.

Países com possível transmissão endêmica ou evidência de infecções locais por zika causadas por mosquitos em 2016
Filipinas; Indonésia; Tailândia; Vietnã.

Países com evidência de infecções locais por zika causadas por mosquitos em 2015 ou antes, mas sem registro de casos em 2016 ou com surto finalizado
Bangladesh; Camboja; Ilhas Cook; Ilha de Páscoa (Chile); Ilhas Salomão; Gabão; Laos; Malásia; Maldivas; Nova Caledônia; Papua-Nova Guiné; Polinésia Francesa; Vanuatu.

Países que reportaram transmissão do zika de pessoa para pessoa, sem que fosse por mosquitos, desde fevereiro de 2016
Alemanha; Argentina; Canadá; Chile; Espanha; Estados Unidos; França; Itália; Nova Zelândia; Peru; Portugal.

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03 de julho de 2016 0

Por Sibeli Fagundes

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

A partir desta quarta-feira,  os planos de saúde tem obrigação de cobrir três exames de detecção do zika vírus. Os procedimentos deverão ser disponibilizados para gestantes, bebês – filhos de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus – e recém-nascidos com malformação congênita sugestivas de infecção pelo zika.

A escolha destes grupos levou em conta o risco de bebês nascerem com microcefalia devido à infecção da grávida pelo vírus durante a gestação. Segundo a norma é da Agência Nacional de Saúde Suplementar, são esses os exames com cobertura obrigatória:

- PCR, indicado para a detecção do vírus nos primeiros dias da doença

- Teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea

- IgG, para verificar se a pessoa teve contato com o zika em algum momento da vida.