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Posts com a tag "Aedes Aegypti"

Grávidas podem tomar vacina contra a febre amarela?

07 de março de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

 

Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

A recomendação de especialistas é de evitar a vacina e também ir a regiões endêmicas. No entanto, se a viagem a esses lugares for inevitável, a gestante deve tomar a vacina, devido ao risco significante de a febre amarela levar à morte.

A vacina é preparada a partir de um vírus vivo, atenuado. A febre amarela é uma doença infecciosa severa com alta morbidade e mortalidade. O risco da vacina para a saúde embrio-fetal é desconhecido. Por isso, o American College of Obstetricians and Gynecologists classifica a imunização como contra-indicada na gestação, exceto se a exposição da gestante em áreas endêmicas é inevitável.

Um estudo realizado no Brasil em 2007, avaliando 304 recém-nascidos de mães que receberam a vacina da febre amarela na gravidez, concluiu que a imunização com a vacina para febre amarela não aumenta o risco de malformações maiores.

As informações são do site gravidez-segura.org , mantido pelo Sistema Nacional de Informação sobre Agentes Teratogênicos,  projeto de extensão do Departamento de Genética e do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Antes de tomar uma decisão, discuta os prós e contras com seu obstetra.

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Um ano após epidemia de zika, governo decide distribuir repelente a gestantes

17 de fevereiro de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

 Risco a partir do terceiro trimestre de gestação é considerado insignificante

Sem repelente, risco de contrair zika vírus é maior

Um ano (!!!!)  após a epidemia de zika e o crescimento expressivo dos casos de microcefalia em recém-nascido relacionada ao vírus , o governo federal decidiu distribuir repelentes para gestantes beneficiárias do Bolsa Família em todo o Brasil. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, a partir de março (!!!!) , mais de 484 mil gestantes do programa receberão os repelentes. Ao todo, serão distribuídos 15,9 milhões de frascos. Serão sete lotes, sendo que o último será distribuído em dezembro.

“Na primeira etapa, serão entregues quase 1 milhão de unidades. As prefeituras ficarão responsáveis por escolher a melhor forma de distribuição – ou no Centro de Referência de Assistência Social [Cras] ou na unidade de saúde”, diz nota divulgada pelo ministério.

Em 2015 e 2016 foram notificados 10,2 mil casos de crianças nascidas com alterações no crescimento e desenvolvimento relacionadas à infecção pelo vírus zika no Brasil, sendo 2,2 mil confirmados. Neste período, foram concedidos 1,9 mil Benefícios de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com microcefalia.

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Tire suas dúvidas sobre o Aedes aegypti

14 de dezembro de 2016 0

Saiba o que é mito e o que é verdade

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Em Santa Maria, alunos aprendem a combater o mosquito. Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

O verão começa na semana que vem e com ele voltam também as incômodas picadas de mosquito. E aumenta a preocupação dos pais com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Por isso, o blog preparou um material com perguntas e respostas aos pais, baseado em dados do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual da Saúde.

Como o mosquito se prolifera?

As fêmeas colocam ovos e, a partir daí, começa a proliferação. Os depósitos preferenciais para os ovos são recipientes domiciliares com água parada ou até na parede destes, mesmo quando secos. Os principais exemplos são pneus, latas, vidros, cacos de garrafa, pratos de vasos, caixas d’água ou outros reservatórios mal tampados.

Como é o comportamento do Aedes aegypti?

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico, vive dentro de casa, e perto do homem. Ele tem hábitos diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. A reprodução acontece em água limpa e parada. Os ovos são distribuídos por diversos criadouros pela fêmea – estratégia que garante a dispersão da espécie. Se a fêmea estiver infectada pelo vírus da dengue quando realizar a postura de ovos, há a possibilidade de as larvas já nascerem com o vírus – a chamada transmissão vertical.

Ovos ressecados do Aedes também são perigosos?

Sim. Mesmo ressecados, os ovos são perigosos. Eles sobrevivem até um ano sem água. Se neste período, o ovo entrar em contato com a água, o ciclo recomeça.

Quais cuidados devem ser tomados?

Além de evitar o acúmulo de água, outras medidas também exigem atenção:
- Verifique se os ralos estão desentupidos e, se não estiver usando, deixe-os fechados ou com telas.
- Observe a bandeja externa de água na parte de trás da geladeira

Imagem: Secretaria Estadual da Saúde

Imagem: Secretaria Estadual da Saúde

É suficiente apenas tirar a água dos potinhos que ficam sobre os vasos?

Não. Os ovos ficam grudados nas laterais internas dos pratos ou ainda nas laterais externas dos vasos. O ideal é optar por pratos que fiquem bem justos ao vaso e lavá-los com água e sabão, utilizando uma bucha para retirada de possíveis ovos.

Água de piscina é uma ameaça?

Se estiver recebendo o tratamento adequado, com aplicação da quantidade correta de cloro, não há problema. Caso contrário, será um criadouro de mosquitos.

Borrifar inseticidas mata os ovos ou apenas os mosquitos adultos?

A aplicação de inseticidas elimina apenas os mosquitos adultos. Por isso, a borrifação dos químicos só é eficaz no caso de surtos ou epidemias. Para matar os mosquitos, é preciso acabar com os ovos e as larvas. Caso contrário, outros mosquitos nascerão.

Velas e incensos ajudam a espantar o Aedes?
Velas de citronela ou andiroba têm efeito paliativo. O raio de alcance e a duração são restritos.

Aplicar borra de café na água das plantas e sobre a terra ajuda a combater o mosquito?

A eficácia da borra de café não foi comprovada e a sua utilização não simplifica os cuidados atualmente recomendados que são: a eliminação dos pratos ou a utilização de pratos justos aos vasos, a colocação de areia até as bordas dos pratos, ou eliminar a água e lavar os pratos com bucha e sabão semanalmente.

O que devemos fazer ao encontrar larvas do mosquito em um recipiente?

Não devemos jogar em ralos, mas diretamente na terra.

Quais os principais sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes?

Dengue, Zika e Chikungunya possuem sintomas parecidos, mas algumas caraterísticas podem ajudar a diferenciá-las. Não existe tratamento específico para as infecções por estes vírus. A orientação é que, na presença de qualquer sintoma, o paciente procure a unidade de saúde mais próxima. Além disso, deve fazer repouso, e ingerir de bastante líquido durante os dias de manifestação desses sinais.
Clique no quadro abaixo e veja a diferença entre as doenças.

sintomas

É verdade que só a fêmea pica?

Sim, a fêmea precisa de sangue para a produção de ovos. Tanto o macho, quanto a fêmea, se alimentam de substâncias que contêm açúcar (néctar, seiva, entre outros), mas como o macho não produz ovos, não necessita de sangue.

Usar calças compridas e meias pode colaborar para a prevenção à picada do mosquito?

Sim, porque o Aedes aegypti pica as pessoas preferencialmente nas pernas e nos pés. Ele tem rejeição à claridade e é atraído pelo calor, por isso teria preferência por tecidos escuros. O importante é eliminar os criadouros do mosquito, para que ele não circule.

Quantas pessoas um mosquito é capaz de infectar?

O mosquito fêmea suga sangue para produzir ovos. Se o mosquito da dengue estiver infectado, poderá transmitir o vírus da dengue neste processo. Em geral, mosquitos sugam uma só pessoa a cada lote de ovos que produzem. Mas ele é capaz de picar mais de uma pessoa. Há relatos de que um só mosquito já transmitiu dengue para cinco pessoas de uma mesma família, no mesmo dia.

O aumento de casos de microcefalia está relacionado ao uso de mosquitos com bactéria?

Não é verdadeira a informação de relação entre a incidência do vírus Zika com os mosquitos portadores da bactéria Wolbachia. Desde 2014, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, desenvolve o projeto “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil” que propõe o uso de uma bactéria naturalmente encontrada no meio ambiente, inclusive no pernilongo, chamada Wolbachia. Quando presente no Aedes, a bactéria é capaz de impedir a transmissão da dengue pelo mosquito.

Os casos de microcefalia estão relacionados ao uso de vacinas estragadas?

O Ministério da Saúde esclarece que todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imuização (PNI) são seguras e não há nenhuma evidência na literatura nacional e internacional de que possam  causar  microcefalia.

É possível afirmar que a presença do vírus Zika na saliva pode infectar outras pessoas?

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, constatou a presença do vírus Zika ativo (com potencial de provocar a infecção) em amostras de saliva e de urina de pacientes. Mas isso não é suficiente para afirmar que é possível transmitir o vírus pela saliva. Serão necessários outros estudos para analisar, por exemplo, qual o tempo de sobrevivência do vírus Zika e, após passar pelos sucos gástricos, se tem capacidade de infectar as pessoas.

O vírus Zika pode ser transmitido por relação sexual?

Com base na crescente evidência de que o vírus pode ser sexualmente transmissível, em maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o guia interino de prevenção da transmissão sexual do vírus Zika. A OMS recomenda, dentre outras medidas, a prática de sexo seguro por mulheres gestantes que vivem em áreas de alta transmissão do vírus.

Como denunciar os focos do mosquitos?

As ações de controle da dengue ocorrem, principalmente, na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

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Meu filho foi picado por mosquitos: e agora? Que sintomas exigem atenção?

21 de novembro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Ivo Gonçalves / PMPA / Divulgação

Foto: Ivo Gonçalves / PMPA / Divulgação

O calor está chegando e, com ele, voltam os mosquitos e as doenças transmitidas pelo vilão dos últimos verões: o Aedes aegypti. Sabemos, e o blog tem reforçado, da importância das medidas de prevenção. No entanto, não é possível evitar 100% que nossos filhos sejam picados por mosquitos. O que fazer diante disso? Quando se preocupar? O Fralda Cheia foi buscar as respostas. Confira:

Que tipo de reações após uma picada de mosquito exigem atenção dos pais?

De acordo com o médico pediatra Benjamin Roitman, da Coordenação da Equipe de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, em geral a picada de mosquito causa apenas uma reação local. É importante pontuar que nem toda picada leva a alguma doença:

“Para se pensar em dengue, zika ou chikungunya, deve-se avaliar a criança que apresenta febre de início súbito, dores no corpo (irritabilidade em crianças pequenas), dores articulares, cefaleia, manchas no corpo. A presença de dengue, zika ou chikungunya em outras pessoas da casa ou vizinhança, assim como viagem recente para área endêmica (Nordeste, Rio de Janeiro, por exemplo), leva a pensar no diagnóstico. Geralmente, o mosquito pica e contamina outros familiares”.

O presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Hélio Miguel Lopes Simão, explica que as reações após uma picada de mosquito são diversas:

“A criança pode ter somente uma lesão no local da picada, com leve vermelhidão e coceira, e neste caso aplica-se somente uma loção com substâncias (exemplo: cânfora, mentol, calamina) para alívio deste desconforto. Quando o paciente apresenta uma picada de mosquito com lesões no local e à distância em outras partes do corpo, caracteriza uma reação de sensibilidade alérgica. Nesta situação, necessita antialérgico por via oral e também essas loções que se aplica nas lesões de pele para alívio da coceira”.

Os sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti são característicos. Confira a explicação do médico Hélio Miguel Lopes Simão:

“Caso o mosquito seja um transmissor de uma doença viral, ou seja, o mosquito tem em sua saliva o vírus da dengue, vírus da zika ou chikungunya, vai transmitir uma destas infecções. A atenção dos pais deve estar centrada nos sintomas que aparecem 3 a 15 dias após a picada. As diferenças na apresentação destas três infecções, chamadas arboviroses, é discreta. Os pacientes apresentam sinais e sintomas comuns nas três situações: febre, mal estar, dor nas articulações e manchas avermelhadas na pele, na dengue o que chama a atenção é a febre alta, o zika vírus tem como característica as manchas avermelhadas com coceira e na infecção por chikungunya é comum as dores articulares. Esses achados orientam o diagnóstico, mas necessitam de exames laboratoriais para comprovar, como também a situação epidemiológica através da vigilância, com notificações dos casos por distritos regionais auxilia no diagnóstico”.

Nem todo mosquito transmite doença!

O médico pediatra Benjamin Roitman destaca que nem toda picada de mosquito é motivo de preocupação:

“Nem toda a picada por Aedes transmitirá uma doença. Ao contrário, há muito Aedes, muitas picadas mas poucos são os mosquitos com o vírus. Principalmente neste momento em que Porto Alegre não tem apresentado casos da doença e a população de mosquitos ainda é baixa”.

O presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Hélio Miguel Lopes Simão, explica que o mosquito Aedes Aegypti é um mosquito de cor café ou preto com listras brancas no corpo e pernas, hábitos diurnos (inicio da manhã ou final da tarde), procria em água parada, próxima ao domicílio. O ideal para o mosquito é clima quente e úmido. O tempo de vida do mosquito é de 30 dias e é a fêmea infectada que transmite o vírus pela saliva, quando pica a criança.

“Quando esse mosquito está infectado por um dos vírus, a criança vai desenvolver a doença. Caso a criança tenha sido picada por um mosquito Aedes Aegypti não infectado por vírus, a criança não terá essas infecções, poderá ter uma reação alérgica como comentamos anteriormente. É bom lembrar que não ocorre transmissão dessas infecções através do contato entre o doente e uma pessoa sadia”.

Caso mosquito que picou a criança esteja infectado por uma das viroses, quando os sintomas aparecem?

Quem responde é o presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Estado, Hélio Miguel Lopes Simão:

“O período entre a picada e o aparecimento da doença é de 3 a 15 dias, o chamado período de incubação, os sintomas dependem do tipo de vírus transmitido ao paciente, no caso da dengue, a chamada apresentação clássica, a febre é alta com início rápido, dor de cabeça, perda de apetite, dor nos olhos, manchas avermelhadas na pele, vômitos, cansaço e dores no corpo. Na dengue hemorrágica, os sintomas são parecidos, a diferença é que quando a febre desaparece, iniciam os sinais de alerta: manchas vermelhas na pele, podem ser puntiformes, sangramentos diversos, vômitos mais intensos e dores abdominais, sonolência e perda de consciência, dificuldade para respirar e pulso fraco, ou seja sintomas e sinais de maior gravidade. Nas infecções por chikungunya ocorre praticamente todo este quadro em maior ou menor intensidade mas o marcante é o comprometimento das articulações com fortes dores mais intensas que nas outras infecções, assim como na infecção por zika vírus o quadro mais chamativo são as manchas avermelhadas com intensa coceira”.

No caso do aparecimento de sintomas, quando os pais devem levar a criança ao médico?

O médico pediatra Benjamin Roitman, da Coordenação da Equipe de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, destaca que é importante procurar atendimento diante do aparecimento dos seguintes sintomas:

“A presença de febre com dor pelo corpo, cefaleia, dores articulares, manchas pelo corpo deve levar a criança a atendimento, que pode ser em unidade de saúde, consultório de seu pediatra ou pronto atendimento. Lembramos que a epidemiologia é importante: se não há história de viagem, outros casos em familiares ou vizinhos, em época de baixa endemicidade, o diagnóstico é pouco provável. Ao contrário, história de viagem recente para área endêmica, presença de outros casos na família ou no bairro tornam mais provável a doença”.

Tratamento

Quem explica o tratamento às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti é o médico Hélio Miguel Lopes Simão, presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Estado:

“O tratamento para essas infecções é sintomático, por exemplo: baixar a febre, hidratar o paciente, corrigir sangramentos. Esse tratamento não se modifica com o resultado laboratorial positivo ou negativo. Nos casos das gestantes, a confirmação do teste é valiosa, pelo risco de associação do vírus zika e microcefalia ou outras alterações neurológicas. Lembrar de evitar o uso de anti inflamatórios como o acido acetil salicílico e derivados em pacientes com essas infecções, pelo risco de aumentar o sangramento”.

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Evitar a proliferação do Aedes aegypti é a melhor forma de prevenção

14 de novembro de 2016 0
Melhor maneira é acabar com focos  Foto: Germano Rorato Agência RBS RORATO/AGÊNCIA RBS

Melhor maneira é acabar com focos Foto: Germano Rorato Agência RBS

O tempo começou a esquentar e o zumbido intermitente dos mosquitos dá um alerta: não podemos deixar a prevenção de lado. De nada adianta só passar repelente. É eficiente, mas sem combater os focos de Aedes aegypti, um descuido coloca tudo por a perder. Reunimos algumas dicas do Ministério da Saúde de como deve ser feita o combate ao mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Aproveite e chame seus filhos para ajudar na ‘caça’ aos focos e explique as doenças que o Aedes transmite e como atitudes simples podem evitar que isso ocorra. As crianças vão adorar ajudar a encontrar garrafas, tampas e outros locais que servem de criadouros.

Mãos à obra! Comece explicando e identificando os principais tipos de criadouro e o que fazer:
- Guardar ou jogar no lixo os objetos que podem acumular água: tampas de garrafa, folhas secas, brinquedos;
- Guardar garrafas, baldes e outros vasilhames com a boca virada para baixo;
- Certificar que caixa d’água e outros reservatórios de água estejam devidamente tampados;
- Retirar folhas ou outro tipo de sujeira que podem gerar acúmulo de água nas calhas;
- Guardar pneus em locais cobertos. Se usados para fazer balanços, artesanato ou na jardinagem, faça furos para que a água não acumule;
- Realizar limpeza periódica em ralos, canaletas e outros tipos escoamentos de água;
- Limpar e retirar acúmulo de água de bandejas de ar-condicionado e de geladeiras;
- Utilizar areia nos pratos de vasos de plantas ou realizar limpeza semanal;
- Retirar água e fazer limpeza periódica em plantas e árvores que podem acumular água, como bambu e bromélias;
- Esticar lonas usadas para cobrir objetos, como pneus e entulhos;
- Manter limpas as piscinas;

Agora, está na hora de explicar como eliminar os focos:

- Lavar as bordas dos recipientes que acumulam água com sabão e escova/bucha;
- Jogar as larvas na terra ou no chão seco;
- Para grandes depósitos de água e outros reservatórios de água para consumo humano é necessária a presença de agente de saúde para aplicação do larvicida;
- Em recipientes com larvas onde não é possível eliminar ou dar a destinação adequada, colocar produtos de limpeza (sabão em pó, detergente, desinfetante e cloro de piscina) e inspecionar semanalmente o recipiente, desde que a água não seja destinada a consumo humano ou animal. Importante solicitar a presença de agente de saúde para realizar o tratamento com larvicida.

Utilização da água sanitária:

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Água sanitária também poder ser utilizada no combate às larvas. Mas é importante lembrar que ela NÃO PODE ser utilizada em recipientes usados para armazenamento de água para consumo humano e de animais.

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Gestantes beneficiárias do Bolsa Família receberão repelentes a partir de dezembro

10 de novembro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Reprodução / TV Brasil

Foto: Reprodução / TV Brasil

O Ministério da Saúde anunciou que a partir de dezembro as gestantes beneficiárias do Bolsa Família começarão a receber repelentes. A expectativa do governo é distribuir o produto para mais de 480 mil mulheres.

A medida foi oficializada em abril, por meio de um decreto que criou o programa de prevenção e proteção individual de gestantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica contra o mosquito Aedes aegypti. O objetivo do governo é reduzir os casos de infecção pelo zika vírus, associado ao aumento de casos de microcefalia em bebês no Brasil.

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Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a meta do governo é avaliar a ampliação da estratégia mas, inicialmente, somente as beneficiárias do Bolsa Família receberão os repelentes.

“Proibida a venda”

No edital de compra dos repelentes, o Ministério da Saúde definiu a necessidade de uma embalagem especial da própria pasta com os dizeres “proibida a venda”. Contido, a embalagem precisa de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), processo que pode levar até 60 dias para ser concluído.

Para evitar a demora na entrega, o governo promete dispensar a exigência de embalagem especial nas primeiras entregas.

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Pesquisa mostra que efeitos do zika vírus vão além da microcefalia

Zika vírus faz dobrar pedidos por pílulas abortivas no Brasil

Brasil vai participar de estudo sobre efeitos do zika vírus em grávidas e bebês

21 de junho de 2016 0

Por Sibeli Fagundes

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Milhares de grávidas vão ser acompanhadas Foto: Guto Kuerten/Agência RBS

Pesquisadores norte-americanos vão lançar um amplo estudo sobre o zika vírus e os efeitos para as mulheres grávidas nas zonas afetadas pela doença, principalmente na América Latina. No Brasil, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos fará parceria com a Fundação Oswaldo Cruz.

O objetivo da pesquisa é determinar o alcance dos riscos para a saúde que o zika representa para as gestantes, os fetos e os bebês. Os trabalhos começam por Porto Rico e depois serão estendidos para Brasil, Colômbia e outros países onde a transmissão do vírus é ativa. Cerca de dez mil mulheres grávidas foram selecionadas para participar do estudo.

As participantes do estudo, que estarão no seu primeiro trimestre da gravidez, serão submetidas a um acompanhamento até o parto. Os pesquisadores também estudarão os bebês durante ao menos um ano após o nascimento.

O vírus está ligado a um aumento de casos de microcefalia e outros problemas neurológicos. Infecções pelo zika já foram constatadas em 60 países e territórios. No Brasil, o país mais afetado, foram detectados 1.581 casos de microcefalia desde o início da epidemia, em outubro passado.

Risco de feto infectado pelo zika ter microcefalia varia entre 1% e 13% no primeiro trimestre da gestação

26 de maio de 2016 0

Por Sibeli Fagundes

Anderson Fetter / Agência RBS

Risco a partir do 3º trimestre de gestação é insignificante – Anderson Fetter / Agência RBS

O risco de um feto infetado com o zika vírus desenvolver microcefalia varia de UM a 13% durante o primeiro trimestre de gravidez. Esse é o resultado de um estudo publicado em uma revista científica, feito por pesquisadores dos centros norte-americanos de controle de doenças. Eles chegaram a essa índice baseado em estatísticas de infeções pelo zika e de casos de microcefalia na Polinésia francesa, que sofreu um surto em 2013, e na Bahia. Essa é a primeira estimativa de risco da doença em fetos de mulheres que foram infetadas durante a atual epidemia.

De acordo com os pesquisadores dos centros de controle de doenças e da Universidade de Harvard, há uma relação muito forte de causa-efeito entre uma infecção pelo vírus durante o primeiro trimestre da gravidez e o risco de microcefalia, que se torna irrelevante no restante da gestação.

No Brasil, há registo de cerca de 3,6 mil grávidas infectadas pelo zika desde janeiro. Desde o início da epidemia, em 2015, são mais de 1,4 mil casos de microcefalia e de outros problemas neurológicos confirmados.

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Bebês com microcefalia serão avaliados em mutirão neste sábado na Capital

29 de abril de 2016 0

Por Mateus Ferraz

Anderson Fetter/Agência RBS

O Estado teve 69 casos de bebês com microcefalia em 2016. Desses, 31 ainda não foram analisados sobre a possibilidade de ligação da malformação com o vírus zika. Por isso, o Hospital de Clínicas vai realizar um mutirão médico neste sábado (30), a partir das 9h, para examinar as crianças. O objetivo é oferecer o atendimento personalizado para cada caso.

Ao todo, mais de 20 profissionais realizarão os atendimentos, entre radiologistas, geneticistas, neurologistas, fonoaudiólogos e assistentes sociais, entre outros. As famílias das 31 crianças foram orientadas a comparecer no hospital para a ação.

Casos

Entre os 69 casos de microcefalia registrado no Rio Grande do Sul em 2016, há comprovação de que dois possuem ligação com o zika vírus e 36 foram causados por outros motivos.

Zika vírus

De acordo com balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde nesta sexta-feira (29), o Estado possui 25 casos confirmados de zika vírus em 2016, quatro a mais do que na última semana. Desses, 18 são importados e sete foram contraídos no RS.

1 ano de Zika vírus no Brasil

18 de abril de 2016 0

Primeiro caso oficial da doença foi registrado em abril de 2015

Por Milena Schoeller

Imagem: Agência RBS

Mosquito que transmite o Zika. Imagem: Agência RBS

Ainda não se conhecem todas as consequências da contaminação pelo Zika vírus, principalmente nas crianças pequenas. Mas a principal delas é a microcefalia em bebês, cuja mãe teve a doença durante a gestação. A circulação do vírus no Brasil foi confirmada laboratorialmente em abril de 2015, em amostras de pacientes  do município de Camaçari, Bahia. E em setembro começaram a nascer os bebês com microcefalia. A médica pernambucana Vanessa van der Linden foi a primeira a identificar um aumento do número de casos de má-formação entre bebês. Ela esteve em Porto Alegre na última semana conversando com médicos gaúchos sobre o assunto. Em novembro de 2015, o Ministério da Saúde declarou a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. E a partir daí, milhares de casos de microcefalia começaram a ser registrados em todo o Brasil, e também no mundo, o que levou ao decreto de emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde.

Uma das lições que ainda temos que aprender é que devemos intensificar o combate ao mosquito transmissor da doença. Sem ele, não há contaminação. Por isso, acompanhe aqui as principais orientações para terminar com o Aedes aegypti.

Conheça os sintomas da infecção pelo Zika:

Fonte: Zero Hora

Fonte: Zero Hora

Neste 1 ano, acompanhe as principais informações e o que já se descobriu sobre o Zika:

Passa de mil o número de casos de microcefalia no Brasil

Porto Alegre registra o primeiro caso autóctone de Zika

Estudo americano comprova ligação do Zika com a microcefalia

Pesquisa mostra que danos do Zika em bebês podem ser ainda mais graves

OMS recomenda que mães com Zika continuem amamentando

Mulheres devem adiar gravidez, orienta Secretaria Estadual da Saúde

OMS decreta emergência internacional devido ao Zika vírus

Soro contra o Zika para grávidas ficará pronto em um ano

Laboratório começa pesquisa para vacina contra o Zika

Mitos e Verdades sobre a infecção pelo Zika

Você ainda tem dúvidas? O Ministério da Saúde tem um material bem bacana sobre todo o histórico do vírus, tratamentos, formas de agir, etc. Acesse aqui.