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O que meu filho precisa comer?

25 de setembro de 2015 0

Por Karolina Nogueira

Reprodução

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Quem me conhece sabe que sou “mãe chata”, sempre controlando o que o filho está comendo. Crio o Pietro com uma alimentação saudável e vou liberando os alimentos gradativamente de acordo com os interesses dele.  Evito sempre açúcar refinado, dando preferência para o açúcar mascavo ou melado nos bolos e biscoitos que preparo para ele. Gorduras desnecessárias também não permito, como salgadinhos, biscoitos, bolachas recheadas, batata-frita e fast foods em um geral, evitando quase tudo que seja industrializado.

Apesar de todo esse cuidado, tenho dúvidas sobre qual o melhor momento para poder liberar os alimentos. Hoje ele está com 1 ano e 9 meses e não sei se já pode comer requeijão ou a partir de qual idade o leite de caixinha pode ser introduzido. Será que em algum momento ele poderá comer bisnaguinha integral? Dou preferência por fazer pão integral em casa, mas e quando não puder fazer?

A partir dessas dúvidas, conversei com a nutricionista Ana Carolina Terrazan, nutricionista infantil da clínica Crescer Contigo/SM para entender um pouco mais sobre a alimentação indicada para cada idade. Confira abaixo a entrevista:

Dra. Ana, qual a importância de iniciar uma alimentação saudável na infância?

​A alimentação adequada desde  o inicio da vida é  fundamental para a formação do paladar infantil, e consequentemente dos hábitos alimentares. Hoje falamos muito sobre os primeiros 1000 dias de vida, que compreende o período da gestação até os 24 meses de vida, e este período é crucial para a saúde materno infantil. Crianças que são mais bem nutridas neste período tem mais chances de terem um melhor desenvolvimento cerebral, e consequentemente melhores perspectivas futuras. É claro que não podemos deixar de lado os fatores ambientais e genéticos, mas, a alimentação é com certeza um fator fundamental para os melhores prognósticos.

A formação de paladar tem início ainda durante o período intrauterino, e por isto as gestantes devem estar atentas à alimentação nesta fase (os bebês agradecem!!).  Esta formação continua nos primeiros anos de vida, quando a criança é expostas à novas experiências gastronômicas, em termos de sabor, textura e odor. Quanto mais variada a alimentação no início da vida, maior a probabilidade de a criança manter esta aceitação mais variada durante a infância adolescência e vida adulta. Ainda, as pesquisas mostram que crianças com alimentação mais rica em termos nutricionais, associada à uma boa qualidade de vida, estão menos predispostas à obesidade, hipertensão e diabetes na vida adulta.

Se filtrarmos por faixas etárias, qual seria alimentação mais adequada para cada idade?

 0 a 6 meses

​ Somente leite materno até o 6 mês ou, para aquelas crianças  não amamentadas, fórmula infantil adequada para idade. ​

6 meses a 12 meses

​Aos 6 meses devemos iniciar a introdução da alimentação complementar, de forma lenta e gradual. Incluindo grupo das frutas, cereais, massas e tubérculos, leguminosas, carnes e ovos, verduras e legumes. Neste período não há necessidade de utilizar biscoitos, bolachas, bolos ou assemelhados, bem como farináceos acrescidos de sacarose (Neston, Farinha Láctea, Cremogema e Mucilon). Proibido até 12 meses: MEL, LEITE DE VACA e seus derivados ou preparações com leite.

​A partir dos 12 meses

​A partir dos 12 meses alimentação deve se manter variada e  contemplar os grupos alimentares. Neste momento, podem fazer parte da rotina alimentar alguns derivados lácteos, e até mesmo o leite de vaca ou preparações que o contenham. Ainda, podemos introduzir alguns tipos de biscoitos e pães, desde que tenham baixo teor de gordura  e sódio, e preferencialmente sem adição de açúcares.  -Os doces e guloseimas devem ficar fora do cardápio da criança pelo menos até os 24 meses, e após este período não devem ser de consumo rotineiro.  Refrigerante é outro item que não devem fazer parte da alimentação infantil.

Uma dúvida que muitas mães tem: a partir de qual idade podemos utilizar o leite de vaca?

​A int​rodução do leite de vaca e seus derivados somente está liberada após os 12 meses de idade. Porém, a escolha entre utilizar leite de vaca (caixa ou pó) ou leite de de vaca modificado (composto lácteo) deve ser feita pelo pediatra ou nutricionista infantil, conforme as necessidades específicas de cada criança.

A Ana ainda complementa, que é  importante lembrar que os pais devem iniciar a oferta de água tão logo a criança comece a receber a alimentação complementar; E também, lembrar que a família é o melhor exemplo, portanto todos devem se alimentar da melhor maneira possível.

Essa última recomendação é o que praticamos lá em casa, comemos todos as mesmas coisas em todas refeições. E é bacana pois nos obrigada a darmos o exemplo, fazendo com que todos se alimentem de forma correta.

E me conta, como é na tua casa?

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22 de setembro de 2015 5

Por Elisandra Borba

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal. Sara comendo uma das três fatias de melão que comeu naquela refeição.

Os desafios de ter um filho são maiores que podem supor os que ainda pensam em imergir neste mundo maravilhoso, porém desafiador. Não há um pai ou mãe neste mundo que se satisfaça em ser mediano. Todos querem ser os melhores. E cada um é o melhor que consegue ser. O problema é que nem sempre o seu melhor é o melhor que os outros esperam de ti. E nessa hora o desafio é ser firme nas convicções.

Decidi que quero que minha filha tenha uma alimentação saudável até a hora que ela decidir sozinha se quer ou não continuar assim. Com isso, acredito que vou ajudá-la a não desenvolver doenças no futuro e vou permitir que ela tenha um paladar que aceite determinados alimentos que comumente crianças não aceitam. Minha meta é ensina-la a comer bem e não proibi-la de comer o que desejar. Hoje ela tem um ano. Completou no último dia 17. Ou seja, nunca me pediu um doce e nunca ofereci a ela. Come legumes, carne, verduras, carboidratos, frutas e é amamentada no peito. Até que a ciência descubra algo contrariando isso, tudo que precisa para viver bem. O problema é que já perdi a conta de quantas vezes ouvi que minha filha é uma coitadinha por nunca ter comido doces.

Minha atitude tem me dado apelidos carinhosos como megera, exagerada e cruel. Confesso que não é fácil lutar contra a sociedade do refrigerante e da bolacha recheada. Eu mesma não tenho uma alimentação regrada, mas quero justamente que minha filha tenha mais oportunidades que eu. Espero que ela não precise fazer reeducação alimentar no futuro, como eu fiz e que não lute contra a balança como o pai dela luta. E quero menos ainda que ela seja hipertensa como o avô e o pai ou diabética como boa parte da minha família. Claro que minha decisão não é algo que partiu pura e simplesmente da minha cabeça. É embasada em orientações médicas e em pesquisas que faço sobre o assunto, além de conversas com amigas que tem um modo semelhante de pensar.

A médica pediatra Rosângela Silveira D’Ávila conversou sobre o assunto com o Blog Fralda Cheia. A profissional, que atua no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, explica que a nutrição nos primeiros mil dias de vida de uma criança são fundamentais para uma vida saudável: “Os pais precisam moderar o consumo de açúcar, principalmente para as crianças que estão em fase de crescimento nos primeiros dois anos. Os doces, chamados de calorias vazias, não oferecem benefícios nutricionais, pelo contrário, podem estimular uma paladar seletivo, dando preferencia para cada vez mais alimentos doces. A alta ingestão de açúcar pode provocar cáries dentárias, obesidade e complicações como diabetes e deficiências de micronutrientes, principalmente ferro”, salienta a pediatra.

Sei claramente que eu tenho razão, mas não peço que ninguém copie minha maneira de criar minha filha, apenas respeite.

Dei Danoninho ao meu filho. Vou para o inferno?

27 de julho de 2015 0

Por Sibeli Fagundes

danoninho

tabela danoninho

Nesse fim de semana, fui ao supermercado e o Vicente foi junto. Em frente à prateleira dos iogurtes, os olhinhos dele brilharam e ele disse que queria Danoninho.  Confesso que quase disse não. Sei que o petit suisse dessa marca é um amontoado de açúcar e corantes. Mas, como não é algo que não faz parte do cardápio dele, deixei.

Ele foi para casa segurando os potinhos e comeu sem parcimônias. Procuro fazer escolhas saudáveis para meu filho, mas não vou enlouquecer se nem sempre dá certo. Provavelmente ele não comerá Danoninho por meses, ou nunca mais. Se outro dia ele pedir, vou aconselhar a levar outra marca. Vale lembrar que não é aconselhável dar esse tipo de alimento antes dos 4 anos.

Segundo a avaliação do blog Fechando o Zíper, o Petit Suisse Grego Morango Vigor Kids e o Chambinho Ninho Morango Nestlé, são melhores que o Danoninho. Os dois tiveram nota acima de 5, enquanto o da Danone ficou em 3,7. Sei que poderia fazer a receita caseira, mas não me dou bem na cozinha e meu tempo é bem escasso. Que me perdoem as extremistas, mas acho que não vou para o inferno.

Alimentação saudável, eu consegui!

06 de julho de 2015 1

 Por Karolina Nogueira

Crédito: Emerson Souza/Agência RBS

Crédito: Emerson Souza/Agência RBS

Recentemente me submeti a uma reeducação alimentar eliminando no primeiro mês em torno de 6 kg. Muita gente fica espantada e me pergunta como consegui alcançar esse número apenas com mudança na alimentação, sem exercícios físicos. Tenho vários motivos do por que busquei esse novo momento, além de ter uma vida mais saudável, consequentemente, mais saúde e um corpo mais bonito, mas o principal deles se chama: Pietro.

Sim, o meu filho é o principal influenciador dessa minha nova fase! Desde que ele nasceu em dezembro de 2013, elenquei na minha cabeça algumas metas que eu gostaria de atingir para que tivesse a melhor criação possível, entre elas e com muito destaque, ter uma alimentação saudável. Como eu poderia dar exemplo ao meu filho, se eu eu não era exemplo, e por isso resolvi mudar e mudar radicalmente.

E quando falo em alimentação saudável, falo em experimentação, dar ao meu filho a oportunidade de comer todos os alimentos de acordo com a idade dele. Diversas nutricionistas apontam que a criança deve experimentar no mínimo 10 vezes cada alimento para que seja aceito. O que tenho feito com o meu filho é isso, em cada fase, vou oferecendo todos os alimentos possíveis para que ele possa optar ou até mesmo gostar de todos eles.

Como sou uma pessoa fissurada em listas, enumerei 10 pontos que para mim são essenciais para o sucesso na introdução alimentar:

1. Assim que seu filho completar 6 meses, ofereça, aos poucos, os alimentos mais variados;

2. O método BLW (Baby Led Weaning) funciona muito, basta não ter medo, e acredite, seu filho é mais esperto do que você imagina;

3. Não force seu filho a comer, se ele rejeitar o alimento, tente em outro momento e apresente de uma outra forma. Se cru, tente cozido!;

4. Não desanime, tem crianças que são mais comilonas que as outras, lembre-se que cada uma tem o seu tempo;

5. Tempere a comida do seu filho. O meu come açafrão, orégano e até mesmo pimenta desde o início. O sal deve ser usado com moderação, na minha experiência introduzi com 1 ano, quando passou a comer a comida da família;

6. Cozinhe com gorduras boas, se necessário. Cozinhei apenas com água até um 1 ano, hoje utilizo óleo de coco, ghee e azeite de oliva;

7. Açúcar refinado, salgadinhos, bolachinhas e exageros nem pensar até os 2 anos. Neste quesito é onde sou mais radical, o Pietro tem 18 meses e nunca comeu açúcar refinado e outras porcarias. Quando faço um bolo, uso mel, melado e/ou uma pitada de açúcar mascavo. Entendo que ele terá a vida inteira para comer essas coisas e além disso, ele não conhece o gosto, então porquê oferecer?! (Esse tema vai render outros posts!);

8. Tenha lanchinhos saudáveis SEMPRE dentro da bolsa da criança, assim evita que na rua tenha que recorrer a opções ruins e industrializadas. Uma banana leva 2 segundos para ser guardada na bolsa;

9. Ofereça água. Refrigerantes e sucos de caixinhas não são boas opções, salvo exceções eventuais;

10. Seja persistente, não desista, não dê ouvido aos que criticam, ninguém sabe o que é melhor para o seu filho mais do que você!

Eu consegui! E você, conseguiu?

Beijos da Karol