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Posts com a tag "alimentação"

Brasil tenta frear obesidade infantil

20 de março de 2017 0

Por Milena Schoeller

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O Brasil está assumindo metas para frear a obesidade. E os números apresentados pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, em Brasília, chamam bastante a atenção:

- A ingestão de alimentos ultraprocessados começa já nos primeiros anos de vida. A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (2006) sinaliza que 40,5% das crianças menores de cinco anos consomem refrigerante com frequência.

- Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2013) apontam que 60,8% das crianças menores de 2 anos comem biscoitos ou bolachas recheadas.

- Uma em cada três crianças brasileiras apresentam excesso de peso (POF 2008/2009).

Neste link você acompanha os dados apresentados durante o encontro.

ministério da saúde

Durante o encontro, o Brasil assumiu três metas para a redução da obesidade:

- Deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional.

- Reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019.

- Ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.

E os cuidados para que a meta seja alcançada começam já na infância, com melhores hábitos alimentares. Recentemente foi lançada a “Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição”. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 800 milhões de pessoas permanecem cronicamente subalimentadas e mais de 2 bilhões sofrem de deficiências de micronutrientes. Ao mesmo tempo, 1,9 bilhão de pessoas estão acima do peso, e 600 milhões são obesas.

- A década da nutrição é para todos. É um momento muito oportuno para construir formas para lutar contra a má nutrição. É hora de agir. -  Afirmou Francesco Branca, Diretor do Departamento de Nutrição para Saúde e Desenvolvimento da Organização Mundial de Saúde.

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Cinco dicas para seu filho comer o lanche na escola

Sono x obesidade infantil

Cinco dicas para seu filho comer o lanche na escola

14 de março de 2017 0

Por Milena Schoeller

Foto: Maicon Damasceno / Agencia RBS

Foto: Maicon Damasceno / Agencia RBS

Muitas vezes recebemos dúvidas e angústias dos nossos ouvintes e leitores através do e-mail do blog e das redes sociais. E uma delas diz respeito ao lanche da criança na escola. Desde o começo das aulas tenho recebido relatos de algumas mães pedindo dicas para os filhos, pois eles não comem o lanche que elas enviam. Eu confesso que já tive problemas neste sentido com meu filho maior. E adotei algumas estratégias que têm dado certo até o momento, para que ele coma todo o lanche que eu envio. E divido agora com vocês! Espero poder ajudar as mamães e papais com dúvidas. Claro que estas são dicas baseadas na minha experiência como mãe, e pode ser que não funcionem com todas as crianças.

1) Combine com a criança o que será levado de lanche
Independente do que a criança vai levar, é bacana que ela saiba com antecedência o que estará na lancheira. Eu sempre procuro enviar: um suco, iogurte ou térmica com leite + fruta (inteira ou picada) + sanduíche, bolo ou bolacha, entre outros. Preparo no dia anterior, já que ele sai cedo. E mostro para ele o que eu preparei, para que ele não seja pego de surpresa.

2) Dê opções para a criança
Gosto de deixá-lo escolher o que levar de lanche, dentro de algumas possibilidades. Para decidir a fruta por exemplo, costumo mostrar pra ele as que tem em casa, para que ele decida qual delas quer.

3) Deixe que a criança ajude a preparar
Quando faço sanduíche, por exemplo, peço pra que ele me ajude a preparar, ou ao menos deixo ele me observar para aprender. Ele se sente estimulado a comer desta maneira.

4) Compre potinhos divertidos
Existem potes de diversos personagens e as crianças adoram. E comprei também gelinhos artificiais coloridos. Ele acha divertido, e são necessários para conservar o alimento até a hora do lanche, quando não há oportunidade de colocar na geladeira.

5) Estipule regras
Lá em casa nós temos algumas combinações caso ele não coma o lanche. Às vezes ele deixa de olhar TV naquele dia, ou fica menos tempo no videogame. Como normalmente o que é “lanche de geladeira” vai fora se ele não come, procuro também explicar sobre desperdício.

E você? Como faz em casa? Mande pra gente. :)

Publicadas regras de alerta à lactose nos rótulos de bebidas e alimentos

12 de fevereiro de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

Rótulo terá de seguir regras Divulgação/Anvisa

Rótulo terá de seguir regras Divulgação/Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou as novas regras para rotulagem de produtos com lactose. São duas resoluções. A primeira é a RDC 135/2017 que inclui os alimentos para dietas com restrição de lactose no regulamento de alimentos para fins especiais. A segunda é aRDC 136/2017 que define como as informações devem ser colocadas no rótulo.

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Como há um prazo de até dois anos de transição, os fabricantes serão obrigados a cumprir as resoluções a partir de 2019. Qualquer alimento que contenha lactose em quantidade acima de 0,1% deverá trazer a expressão “Contém lactose” no rótulo.

Os fabricantes de alimentos poderão também empregar a expressão “baixo teor de lactose” ou “baixo em lactose” nos casos em que a quantidade de lactose estiver entre 100 mg e 1 g por 100 g ou mililitros do alimento pronto .

Com as novas regras, o mercado brasileiro de alimentos terá três tipos de rotulagem para a lactose: “zero lactose“, “baixo teor”, ou “contém lactose”.

O rótulo dos alimentos que contém lactose devem trazer a informação desta forma:

  • Ser escrito em caixa alta e em negrito.
  • A impressão deve ser em contraste com o fundo da caixa.
  • A altura mínima deve ser de 2mm e não pode ser menor que a letra utilizada na lista de ingredientes.
  • A declaração deve ficar em um local da embalagem que não seja encoberto, que seja removível pela abertura do lacre ou de difícil visualização, como área de selagem e de torção.

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07 de fevereiro de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

Medida traz mais segurança Divulgação/Anvisa

Medida traz mais segurança Divulgação/Anvisa

Aos poucos, a legislação está se adaptando à restrição de certos tipos de alimentos que causam alergias ou intolerâncias a algumas pessoas. Agora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária estipulou que a declaração da presença de lactose será obrigatória nos alimentos com mais de 100 mg de lactose para cada 100 gramas ou mililitros do produto. Ou seja, qualquer produto que contenha o ingrediente em quantidade acima de 0,1% deverá trazer a expressão “Contém lactose” em seu rótulo.

O limite de 100 mg foi definido com base na experiência de outros países que já adotam esta regulação há bastante tempo, como Alemanha e Hungria. De acordo com a Anvisa, esse limite tem se mostrado seguro para as pessoas com intolerância à lactose.

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Os fabricantes de alimentos poderão também empregar a expressão “baixo teor de lactose” nos casos em que a quantidade de lactose for reduzida para valores entre 100 mg e 1 g por 100 g ou mililitros do alimento pronto conforme instruções do fabricante.

Com a instituição dessas regras, o mercado brasileiro de alimentos terá três tipos de rotulagem para a lactose: “zero lactose” ou “baixo teor”, para os produtos cujo teor de lactose tenha sido reduzido e “contém lactose”, nos demais alimentos com presença desse açúcar.

Mas isso não é para já e não abrange todos locais. A indústria tem até 24 meses para se adaptar e esgotar os estoques já existentes. Estabelecimentos que preparam os alimentos, sejam eles sem embalagens ou embalados no próprio ponto de venda a pedido do consumidor, não estão obrigados a informarem sobre o conteúdo de lactose.

O que é lactose?
A lactose é o principal açúcar presente no leite de mamíferos. Quando alimentos contendo lactose são ingeridos, esse açúcar é processado pela enzima lactase e transformada em glicose e galactose. Na maioria das pessoas, a atividade da lactase diminui após o desmame e leva as pessoas a se tornarem menos tolerante à enzima com o passar dos anos.
Os principais sintomas da intolerância são abdominais, como dor e distensão, flatulência, diarreia, náusea, vômitos ou constipação. A intolerância é diferente das alergias. Nesse último caso as reações do organismo podem ser mais graves e o limite de ingestão não tem como ser definido.

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27 de janeiro de 2017 0

Todas as sextas, nós postamos pra você um resumo dos assuntos que geraram maior interesse dos nossos leitores e ouvintes na semana. Fique bem informado acompanhando o Top5 do blog Fralda Cheia.

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1º Mãe de primeira viagem tem bebê de 6kg por parto normal

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Foto: Reprodução Instagram

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Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

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5º Bebê nasce na Free Way

Reprodução Facebook

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Acompanhe as reportagens mais acessadas da semana passada!

As mais acessadas da semana!

16 de dezembro de 2016 0

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21 de outubro de 2016 0

Unicef aponta que menos de 20% das crianças até 2 anos recebe nutrientes suficientes

14 de outubro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Emerson Souza / Agência RBS

Foto: Emerson Souza / Agência RBS

Relatório divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mostrou que somente uma em cada seis crianças com menos de 2 anos recebe alimentos em quantidade e diversidade suficientes para a idade. O número corresponde a pouco mais de 16% das crianças nessa faixa etária.

Segundo o Unicef, os bebês têm necessidade de nutrientes maior do que qualquer outra fase da vida, quando o cérebro, os ossos e o físico estão em desenvolvimento. Conforme o órgão, as crianças que não recebem quantidade e qualidade de alimentos indicados, correm risco de ter danos mentais e físicos irreversíveis.

Falta quantidade e falta variedade

Conforme o relatório, chamado “Desde a primeira hora de vida”, a introdução alimentar tardia, o número reduzido de refeições e a falta de variedade de alimentos são comuns no mundo. A recomendação é que os alimentos sólidos sejam introduzidos na alimentação do bebê a partir dos 6 meses de idade. Contudo, conforme o levantamento do Unicef, um terço de todas as crianças do planeta só começa a consumi-los mais tarde. Um em cada cinco bebês só recebe alimentos sólidos depois dos 11 meses de vida!

O relatório mostra ainda que apenas 52% das crianças entre 6 e 23 meses recebem o número mínimo de refeições diárias indicados para a sua idade. Além disso, menos de metade das crianças recebe diariamente alimentos de pelo menos quatro grupos diferentes.

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Quase metade das crianças sofre de anemia

O levantamento da Unicef revela que quase metade das crianças do mundo em idade pré-escolar sofre de anemia e metade das crianças entre os 6 e os 11 meses não recebe nenhum tipo de alimento de origem animal.

O Unicef projeta que melhora da nutrição as crianças menores de 2 anos poderia salvar 100 mil vidas por ano. A organização sugere investimentos dos governos e do setor privado para mudar esse quadro, com transferências em dinheiro ou alimentos para as famílias em situação de vulnerabilidade social, além de estímulo em programas de diversificação de colheitas e enriquecimento de alimentos básicos.

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Qual a importância do café da manhã para a saúde das crianças?

13 de outubro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Qual é a importância do café da manhã para a saúde das crianças? Eu conversei com um especialista para saber mais informações! Confira a entrevista que eu fiz com o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, coordenador do Centro de Nutrologia e Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi – Hospital Infantil Sabará e do departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria:

Fralda Cheia: qual é a importância do café da manhã para a saúde das crianças?

Mauro Fisberg: O café da manhã é uma das refeições mais importantes, isso por que ela acontece após o jejum que acontece durante o sono e assim é possível fornecer nutrientes importantes para um bom funcionamento do cérebro e do organismo, dando energia e disposição para as atividades do dia. Alguns estudos também apontam que crianças que têm o hábito de tomar o café da manhã apresentam um melhor desempenho escolar, principalmente com relação à memória e à atenção, além de relatarem maior disposição e humor. Além disso, criar o hábito de tomar o café da manhã contribui na prevenção da obesidade nos demais estágios da vida dessas crianças.

Fralda Cheia: a partir de que idade o café da manhã deve ser um hábito? Na introdução alimentar do bebê, o leite materno pode ser o café da manhã?

Mauro Fisberg: Um bebê deve ser alimentado exclusivamente de leite materno até os 6 meses de idade. Após esse momento é possível iniciar a introdução de outros alimentos, mantendo-se o aleitamento materno até os 2 anos de idade ou mais. O café da manhã passa a ocorrer a partir da introdução alimentar, aos seis meses de idade. Mas, como essa introdução alimentar deve ser gradual, nos primeiros meses o café é composto de leite materno e de frutas (amassadas ou em pedaços). Com a evolução da introdução alimentar, o café da manhã também terá introdução de novos alimentos, como pão integral ou cereais (como aveia), por exemplo – já que aos 12 meses, a criança deve ter uma alimentação similar à da família.

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Fralda Cheia: que alimentos são indispensáveis no café da manhã da criança?

Mauro Fisberg: A regra para uma alimentação equilibrada, de uma forma geral, é qualidade e variedade. Desta forma, um café da manhã equilibrado deve fornecer 25% do valor energético total do dia, contendo, portanto, 1 alimento fonte de carboidratos, preferencialmente integrais (pães, biscoitos, cereais matinais, aveia), responsável pelo fornecimento de energia necessária para as atividades diárias, 1 alimento fonte de proteínas, de preferência fontes de cálcio (leite, queijos, bebidas à base de soja), necessário para o crescimento adequado das crianças e 1 fruta. As quantidades de cada um desses elementos vai depender da idade e estágio de vida da criança.

Fralda Cheia: os alimentos que compõe o café da manhã ideal são diferentes de acordo com a idade?

Mauro Fisberg: Não. Os tipos de alimentos que vão compor o café da manhã são os mesmos ao longo da infância e da vida adulta. O que vai diferenciar são as quantidades que serão consumidas, dependendo da idade, altura e peso da criança, de modo que as recomendações nutricionais e necessidades energéticas sejam atendidas.

Fralda Cheia: por que se deve dar preferência aos carboidratos integrais?

Mauro Fisberg: Os carboidratos integrais contêm mais fibras em sua composição quando comparado aos alimentos refinados. Sendo assim, os carboidratos têm a função de fornecer energia para o bom funcionamento do organismo. E as fibras, por sua vez, retardam a absorção destes carboidratos, fazendo com que o organismo receba quantidades deste nutriente de forma gradual, prolongando a sensação de saciedade do indivíduo.

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26 de setembro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

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Um estudo realizado em todas as regiões do Brasil mostrou que os lanches das crianças em idade pré-escolar quase sempre contêm frutas. A pesquisa levou em conta as respostas dos pais ou responsáveis de 1.391 crianças, com idade entre 4 e 6 anos. Conforme o levantamento, o lanche da tarde, no geral, foi mais frequente (96,69%) do que o lanche da manhã (71,17%).

A pesquisa revelou ainda que os lanches intermediários, que são aqueles feitos entre as principais refeições, são consumidos por 98,20% das crianças brasileiras, sendo compostos, em média, por três grupos de alimentos: frutas, biscoitos e iogurtes.

O consumo de frutas em geral esteve presente em 98,8% das composições de lanches estudados. O dado foi avaliada pelos pesquisadores como uma tendência de melhoria da educação nutricional no Brasil.

Segundo as respostas pais ou responsáveis, a ingestão de leite e bebidas à base de leite estiveram presentes em quase 10% dos lanches e o suco, em 8,3% deles. Além disso, a pesquisa mostra que 5% das crianças consomem refrigerante no lanche da tarde.

Consumo de açúcar

Se considerados os lanches da manhã e da tarde, o consumo do chamado açúcar de adição ficou próximo do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a dieta de uma criança de 4 a 6 anos: 22,5 gramas por dia.

“O lanche da tarde mostrou-se mais calórico e com consumo mais frequente de alimentos variados com baixo valor nutricional e com alto teor de açúcares de adição, como balas, sorvetes e chocolates”, revela um dos coordenadores do estudo, o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg.

Na Região Centro-Oeste, por exemplo, os lanches intermediários atingiram sozinhos o limite recomendado pela OMS para a alimentação de todo o dia, apresentando um consumo de 29,6 gramas/dia.

Somente o lanche da tarde (21,4 g) contribuiu com quase toda a recomendação para o dia. Nessa região, o lanche da tarde é formado por alimentos como biscoitos doces com recheio, bananas e sucos de frutas industrializados.

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O estudo

A pesquisa sobre os hábitos alimentares das crianças nos lanches intermediários foi feita em conjunto por professores e pós-graduandos do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de Sao Paulo (EPM/Unifesp), da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP), do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi (Hospital Infantil Sabará) e do curso de Nutrição da Universidade São Judas Tadeu, com o apoio da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

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