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Alimentos e bebidas terão alerta sobre presença de lactose

07 de fevereiro de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

Medida traz mais segurança Divulgação/Anvisa

Medida traz mais segurança Divulgação/Anvisa

Aos poucos, a legislação está se adaptando à restrição de certos tipos de alimentos que causam alergias ou intolerâncias a algumas pessoas. Agora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária estipulou que a declaração da presença de lactose será obrigatória nos alimentos com mais de 100 mg de lactose para cada 100 gramas ou mililitros do produto. Ou seja, qualquer produto que contenha o ingrediente em quantidade acima de 0,1% deverá trazer a expressão “Contém lactose” em seu rótulo.

O limite de 100 mg foi definido com base na experiência de outros países que já adotam esta regulação há bastante tempo, como Alemanha e Hungria. De acordo com a Anvisa, esse limite tem se mostrado seguro para as pessoas com intolerância à lactose.

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Os fabricantes de alimentos poderão também empregar a expressão “baixo teor de lactose” nos casos em que a quantidade de lactose for reduzida para valores entre 100 mg e 1 g por 100 g ou mililitros do alimento pronto conforme instruções do fabricante.

Com a instituição dessas regras, o mercado brasileiro de alimentos terá três tipos de rotulagem para a lactose: “zero lactose” ou “baixo teor”, para os produtos cujo teor de lactose tenha sido reduzido e “contém lactose”, nos demais alimentos com presença desse açúcar.

Mas isso não é para já e não abrange todos locais. A indústria tem até 24 meses para se adaptar e esgotar os estoques já existentes. Estabelecimentos que preparam os alimentos, sejam eles sem embalagens ou embalados no próprio ponto de venda a pedido do consumidor, não estão obrigados a informarem sobre o conteúdo de lactose.

O que é lactose?
A lactose é o principal açúcar presente no leite de mamíferos. Quando alimentos contendo lactose são ingeridos, esse açúcar é processado pela enzima lactase e transformada em glicose e galactose. Na maioria das pessoas, a atividade da lactase diminui após o desmame e leva as pessoas a se tornarem menos tolerante à enzima com o passar dos anos.
Os principais sintomas da intolerância são abdominais, como dor e distensão, flatulência, diarreia, náusea, vômitos ou constipação. A intolerância é diferente das alergias. Nesse último caso as reações do organismo podem ser mais graves e o limite de ingestão não tem como ser definido.

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Cardápio APLV - veja uma receita de lasanha sem leite

27 de agosto de 2016 0

Por Elisandra Borba

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

Quem está fazendo dieta de exclusão de leite fica muitas vezes perdida, achando que não poderá comer nada. Pensando nessas mamães, vou publicar aqui uma receita minha, criada quando estava em dieta e aprovada por toda a família. A gente não precisa passar fome e nem comer coisas sem graça. Jantinha para o fim de semana está garantida!

Fiz de frango, pois também tinha restrição à carne, mas pode ser com o recheio que desejar.

Molho vermelho

-Meio peito de frango cozido e desfiado
-Duas cebolas
-Um tomate
-Tempero verde a gosto
-Sal
-Meia colher de Extrato de tomate ou tomate pelado, se preferir. Também pode aumentar o número de tomates do molho e não usar o extrato

Preparo

Faz o molho refogando a cebola, acrescenta o tomate, tempero verde e sal. Usei a água do cozimento do frango para fazer o molho.

Molho branco

-Meia xícara de óleo (usei de canola que é um pouco mais saudável, mas pode ser qualquer um)
-Dois terços de xícara de farinha de trigo
-Sal a gosto
-Tempero verde a gosto
-Água (usei uma xícara e meia. Isto depende de quanto quer de molho. Quanto mais água, mais molho)

Preparo

Mistura o óleo, farinha, sal e tempero e leve ao fogo até misturar bem. Aí vai colocando a água e deixa ficar na textura que desejar. É bom não deixar endurecer muito, pois fica difícil de espalhar sobre a lasanha. Desliga o fogo.

Massa

Para a massa, pode usar panquecas - Bata no liquidificador uma xícara de xícara de farinha, uma xícara de água, um ovo, uma colher de óleo e uma colherinha de sal. Vai colocando camadas finas na frigideira quente até começar a dourar. Vira para dourar o outro lado. Se conhecer alguma marca de pastel limpa, pode utilizar também.

Montagem

Pra montar, começa com o molho vermelho no prato, massa de panqueca e molho vermelho de novo. Até acabar o molho. A camada de cima é molho vermelho e cobre com o molho branco. Coloca no fogo e pronto. O gosto é incrível.

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ANVISA nega prorrogação de prazo para adequação de rótulos de produtos que causam alergia

01 de junho de 2016 0

Por Elisandra Borba

Divulgação: Põe no Rótulo

Divulgação: Põe no Rótulo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária negou nesta quarta-feira (1º) o pedido de prorrogação de prazo para as empresas adequarem os rótulos de produtos que contenham alergênicos. O prazo começa a valer a partir do dia 03 de julho, mas as empresas tentavam empurrar este prazo para mais adiante. Por decisão unânime (5×0), a Anvisa negou o pedido.

A partir desta data, todas as embalagens de alimentos e bebidas deverão exibir os alertas “Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”, “Alérgicos: Contém derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)” ou “Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados”.

Para quem nunca se deparou com este problema, pode parecer entranha a frase - nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares -, mas muitas embalagens utilizam nomes menos conhecidos de ingredientes que causam alergia. É o caso do leite, por exemplo, pode aparecer como lactoalbumina, lactoglobulina, caseína, caseinato de cálcio e por aí vai… Fácil de confundir e causar uma reação alérgica que pode ser grave.

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Um grupo de mães de alérgicos esteve na reunião e pediu pela não prorrogação do prazo.  Daniela Teixeira, mãe de criança alérgica e vice-presidente da OAB/DF fez uma explanação. A cobertura foi realizada pela página Põe  no Rótulo, grupo de famílias mobilizadas para garantir o destaque dos principais alérgenos nos rótulos dos produtos:

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Indústria tenta adiar mudanças nos rótulos de alimentos

27 de maio de 2016 0

Alteração é reivindicação antiga de pais de crianças alérgicas

Por Milena Schoeller

Ator Mateus Solano aderiu à campanha Põe no Rótulo. Reprodução Internet

Ator Mateus Solano aderiu à campanha Põe no Rótulo. Reprodução Internet.

Quem é pai ou mãe de alérgico sabe das dificuldades na compra de um produto industrializado. Eu já contei aqui no blog da mudança dos meus hábitos de consumo após a descoberta da Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) nos meus dois filhos. Acabei virando leitora de rótulos quando ia a qualquer supermercado. Mas as embalagens não são claras, na maioria das vezes. Após pressão em uma campanha que ganhou apoio até de famosos na internet, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou resolução com alterações em 03 de julho de 2015, dando prazo de um ano para a indústria se adaptar.  A medida determina que todas as embalagens de alimentos e bebidas deverão exibir o alerta “alérgicos: contém…” em letras maiúsculas e em negrito logo após a lista de ingredientes, ao lado do já conhecido “contém glúten”. Leite, ovos, trigo, peixe, crustáceos, soja, castanha, por exemplo, são alguns dos alergênicos que devem ser informados.

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Mas a pouco mais de um mês para o fim do prazo, agências de notícias do centro do país divulgam que a indústria quer mais tempo. As empresas alegam que o prazo não foi suficiente para a busca de informações sobre todos os ingredientes, e precisam até um ano a mais.

Por outro lado, a Proteste Associação de Consumidores pediu à Anvisa para que a medida entre em vigor na data prevista. A associação e os organizadores da campanha Põe no Rótulo lançaram uma cartilha com dicas para ajudar a proteger a saúde dos consumidores que convivem com este tipo de alergia. Acesse aqui.

Campanha na Internet

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Pesquisa aponta benefício na inclusão de leite e ovos na alimentação do bebê

24 de maio de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Uma pesquisa realizada na Universidade McMaster, no Canadá, apontou benefício na inclusão de alimentos considerados alergênicos na dieta de bebês.

O estudo indica que crianças que ingerem leite de vaca, amendoim e ovos, antes do primeiro ano de vida, são menos suscetíveis a desenvolver alergias alimentares.

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O levantamento acompanhou 1.421 crianças. Nesses casos, a maioria recebeu leite de vaca antes de um ano de idade (48% entre 0 e 6 meses, 48% entre 7 e 12 meses e 4% depois de um ano).

A maior parte dos pais, no entanto, preferiu atrasar a introdução do ovo (6% entre 0 e 6 meses, 76% entre 7 e 12 meses e 19% com mais de um ano) e do amendoim (1% entre 0 e 6 meses, 41% entre 7 e 12 meses e 58% depois de um ano).

Com um ano de idade, 10% das crianças analisadas na pesquisa tinham sensibilidade a algum tipo de alimento, sendo o ovo responsável pela maior parte dos casos.

Contudo, segundo os pesquisadores, a introdução do ovo na alimentação de bebês menores de um ano reduziu a probabilidade de desenvolvimento de sensibilização a qualquer um dos três alergênicos alimentares testados.

O aleitamento materno exclusivo até seis meses não alterou significativamente o risco de sensibilidade ao ovo ou amendoim, mas aumentou o risco de sensibilização ao leite de vaca.

Os pesquisadores agora pretendem investigar a possibilidade de alergias alimentares em crianças de até cinco anos de idade.

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Nestle é condenada a pagar indenização após criança ter reação alérgica a ingrediente não informado na embalagem

14 de março de 2016 0

Por Elisandra Borba

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A justiça de São Paulo condenou a Nestle a pagar R$ 90 mil a uma família após uma criança ter reações alérgicas ao consumir biscoitos Cream Cracker – Água e Sal e Bono. A criança tem alergia à proteína do leite da vaca (APLV) e a embalagem não informava a presente de leite como ingrediente. Além disso, segundo a decisão, os pais ligaram para o Serviço de Atendimento ao Consumidor, que reiterou não conter leite nos produtos.

Após ingerir os biscoitos, a criança teve reações severas e precisou ser hospitalizada. O caso aconteceu em 2009, quando ainda não havia a obrigatoriedade de informar no rotulo a possibilidade do produto conter traços de alimentos alergênicos, mas o juiz considerou negligência por parte da empresa não prestar os esclarecimentos, mesmo após a mãe da menina entrar em contato com o SAC, avisando que ela possui uma alergia grave desde os três anos de idade: “Evidente, pois, que a NESTLE ao deixar de informar, precisamente, na embalagem do produto as substâncias nele contidas, afrontou direito básico do consumidor, expondo a sua saúde, considerando-se, portanto, o produto defeituoso já que não oferece a segurança que dele se espera”, explica o relator do processo, João Francisco Moreira Viegas.

A Nestle alega não estar comprovada a reação alérgica da criança com a ingestão do produto e diz que agiu em atenção estrita à legislação que regulamenta o tema, a qual não exige a referência sobre produtos alergênicos, com exceção da obrigatoriedade da presença ou não de glúten. A mudança na regulamentação aconteceu em 2015, quando a Anvisa determinou que os rótulos informem a existência de 17 alimentos considerados alergênicos.

A empresa ainda pode recorrer da decisão.

Intolerância à Lactose e Alergia à Proteína do Leite de Vaca são a mesma coisa?

16 de dezembro de 2015 0

Entenda a diferença entre os dois problemas.

Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS

Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS

Por Milena Schoeller

A reposta para a pergunta da manchete é Não! Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) e Intolerância à Lactose não são a mesma coisa. Aliás, são bem diferentes. Já contei aqui sobre a minha experiência com dois filhos alérgicos, e sobre a dieta de exclusão rigorosa que fiz. E realmente, no início, há muita confusão entre os dois problemas, e é até difícil para algumas pessoas entenderem a diferença.

No caso da APLV, a pessoa alérgica não pode entrar em contato com o leite, derivados, ou qualquer outro produto que contenha leite ou derivados. Não importa se ele contenha ou não lactose, não pode ser consumido. Não pode, sequer, passar um creme que contenha leite na composição, por exemplo. O corpo reage. Já no caso dos intolerantes, o corpo não produz em quantidade suficiente a enzima responsável pela digestão do açúcar do leite, a lactose. Mas se o produto for sem lactose, pode ser consumido normalmente, na maior parte das vezes.

O blog conversou com a gastroenterologista Cristina Targa Ferreira sobre o assunto. Acompanhe as principais orientações e explicações da médica presidente do Departamento de Gastropediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ela esclarece diversas questões, inclusive, sobre a utilização de leites nos primeiros anos de vida.

 

Alergia à proteína do leite é a mesma coisa que intolerância à lactose?

São duas coisas bem diferentes. O maior erro que se vê por aí é dizer que a criança tem “alergia à lactose” – isso não existe! A lactose é o açúcar do leite e não causa alergia. Tem muita lactose no leite materno e nenhuma criança se torna intolerante ao leite materno. A intolerância à lactose é um fenômeno de pessoas mais velhas, em geral, adultos. É a falta de uma enzima, chamada lactase, que ocorre nos adultos.

Já a alergia às proteínas do leite de vaca é um tipo de reação que ocorre quando a criança entra em contato com essas proteínas. É uma reação imunológica, reprodutível (ou seja, se repete cada vez que ocorre) , em que as nossas células reconhecem essas proteínas como estranhas e reagem contra elas.

São comuns casos de alergia à proteína do leite?

As alergias aumentaram muito no mundo atual. A asma, as rinites, a dermatite atópica e as alergias alimentares estão cada vez mais comuns.

Entre as alergias alimentares, a alergia à proteína do leite de vaca é a mais comum, pois a proteína do leite de vaca é uma das primeiras proteínas que o bebê entra em contato na vida. Além disso, as alergias alimentares ocorre m com maior frequência no primeiro ano de vida, pois o intestino do bebê, ainda imaturo, não se protege adequadamente contra a presença de proteínas “estranhas” (não humanas).

Existem dois tipos de alergia: a alergia imediata, que ocorre nas primeiras duas horas após o contato, e a alergia tardia, que dá mais sintomas intestinais, e que pode ocorrer até 72 horas após o contato com a proteína desencadeadora.

Qual é o tratamento para a alergia ao leite de vaca?

O tratamento da APLV é a exclusão do leite de vaca da dieta, até que o intestino da criança se recupere e amadureça, para poder se defender contra a entrada de proteínas estranhas. Então, a boa notícia é que, na maioria das vezes, a APLV é transitória, e o bebê vai poder voltar a tomar leite ou comer coisas com leite de vaca, depois de um tempo com dieta de exclusão.

Para as crianças alérgicas à proteína do leite de vaca e que mamam no seio materno, está indicado que a mãe faça a dieta sem leite de vaca e/ou derivados, e o bebê deve seguir mamando no peito. Não suspender a amamentação é muito importante.

Pode-se usar leite de vaca integral no primeiro ano de vida?

Não. O leite de vaca, integral, não deve ser usado no primeiro ano de vida, pois não é adequado para bebês, por ter excesso de algumas substâncias como, por exemplo, gordura e proteína. É um dos maiores fatores de risco para obesidade infantil. E também causa mais alergias, pois há sobrecarga de proteínas.

O leite de soja pode ser usado como leite substituto para os alérgicos?

As fórmulas de soja não são as mais indicadas nos primeiros seis meses de vida. Nesta idade, o bebê ingere grande quantidade de leite, como alimentação exclusiva, e a soja não tem nenhuma vantagem sobre as fórmulas de leite de vaca.

O mais indicado para as crianças que não mamam no seio é utilizar as fórmulas especiais para alergia, que se chamam fórmulas hidrolisadas ou fórmulas de aminoácidos.

Como identificar se o filho tem alergia à proteína do leite?

Os sintomas principais são sangue nas fezes, dor e choro importantes, cólicas, diarreia, constipação, outras alergias, tipo dermatite atópica e alergias de pele no bebê nos primeiros meses de vida.

Quais testes podem ser feitos pelo médico para ver se a criança tem esse problema?

Para essas alergias tardias, que dão sintomas gastrointestinais, não existem exames laboratoriais. O diagnóstico é clínico, ou seja, se retira a proteína do leite da dieta, e se observa se o bebê melhora. Depois de 2 a 4 semanas, coloca-se o leite na dieta (da mãe ou do bebê) e verifica-se se os sintomas retornam, ou não.

Como evitar o problema?

Na verdade, o maior fator de prevenção é o aleitamento materno. Parece que outro fator importante é não dar fórmulas de leite de vaca na maternidade. Deve-se dar, para aquelas crianças que são grupo de risco (que têm pais ou irmãos alérgicos) fórmulas hidrolisadas na maternidade, quando nasce o bebê.

Muitas crianças precisam receber um pouco de fórmula quando nascem, por que fazem hipoglicemia, ou por outros motivos. Nesses casos, deve-se dar fórmula hidrolisada, se essas crianças forem do grupo de risco (que têm pais ou irmãos alérgicos). Pode-se também dar fórmulas HA (hipoalergênicas).

Uma mãe que tem filho com alergia à proteína do leite tem maiores chances de ter outro com o mesmo problema, ou não há relação?

Sim. O maior “fator de risco”, como nós chamamos, é ter irmão, ou o pai, ou a mãe alérgicos. Se ambos forem alérgicos, a probabilidade é ainda maior. Esses bebês que têm familiares de primeiro grau alérgicos são os que vão ter maior risco de ter alergia também.

 

 

 

Dieta de Exclusão: algumas dicas para quem tem filho APLV

09 de novembro de 2015 1
Foto: Adriana Franciosi/Agencia RBS

Foto: Adriana Franciosi/Agencia RBS

Por Milena Schoeller

Desde que postei aqui a minha experiência com dois filhos Alérgicos à Proteína de Leite de Vaca, e desde que contei da rigorosa dieta de exclusão que fiz, muita gente tem me perguntado: “Mas afinal, o que tu comias?”. Por isso, resolvi dividir com as mamães, e com os demais interessados, as alternativas de alimentos que encontrei, e algumas dicas. Além do leite, cortei também carne bovina, e soja, por 1 ano. Realmente, no início, a situação assusta. Em alguns momentos, eu chorava de fome. Praticamente tudo que estamos acostumados a comer leva leite. E o que não tem leite, contém traços. O mesmo vale para a soja. E a dieta de exclusão tem que ser rigorosa, 100%, o alérgico não pode ter contato com aquela substância, mesmo sendo em quantidade mínima. Ouvi muito “tem leite, mas bem pouquinho, pode comer”. E ao longo da dieta, descobri que não basta apenas cortar estes alimentos, temos é que criar novos hábitos de alimentação, alterar nossa rotina alimentar. Cortei muitos industrializados, a grande maioria. Passei a frequentar lojas de produtos naturais, onde normalmente há alguns produtos feitos especificamente para alérgicos, produtos que não encontramos em supermercados. Passei a frequentar o Mercado Público de Porto Alegre, onde há algumas opções.

CAFÉ DA MANHÃ

Pão: ou eu fazia ou comprava de marcas limpas, ou seja, sem leite ou traços de leite. Para saber se uma marca pode ou não, eu ligava para o SAC de cada empresa e perguntava. Porém, já aconteceu de meu filho reagir a um produto que a empresa garantia o consumo. Passei a usar bastante geleias de frutas. E quando tinha vontade de comer algo salgado com o pão, fritava um ovo.
Bolachas: passei a comer bastante bolachas de arroz e milho, uma das poucas comidas industrializadas que consumia.
Bolos: passei a fazer muitos bolos em casa. Inclusive, descobri receitas tão gostosas, que hoje sigo fazendo, e elas fazem sucesso na minha família: bolo de cacau, bolo de limão, bolo integral de açúcar mascavo, bolo com frutas cristalizadas.
Bebidas: sucos naturais, café preto, chás. Para quem não tem restrição de soja, há alternativa do leite de soja. Eu tentei leite de arroz, mas confesso que não curti o gosto. Fora que não são baratos. Há alternativa também de leites feitos a partir de aveia, amêndoa, entre outros.
E muitas, muitas frutas.

ALMOÇO/JANTA

Passei a cozinhar bastante em casa, e a congelar pequenas porções para os dias em que eu não pudesse cozinhar. Muito arroz, feijão, frango, peixe, porco. Legumes e Verduras em abundância para tentar suprir a falta do que estava deixando de consumir. Por vezes, macarrão de alguma marca limpa de leite. Cozinhava no final de semana em grande quantidade, para ter o alimento ao longo da semana. Não comi mais fora. Não pedi mais tele-entrega. Tinha medo que utilizassem, por exemplo, banha na preparação dos alimentos. Alguns colocam leite para que a banha fique mais cremosa. E também, há quem deixe a carne de molho no leite para que fique mais macia.
Também encontrei, em algumas casas de produtos naturais, congelados feitos para alérgicos. Lasanhas, empadas, totalmente sem leite. Utilizei poucas vezes, mas é uma alternativa.
E nos almoços e festas de família, levava minha própria comida.
Quando eu estava no auge da dieta, a minha colega Sara Bodowsky me convidou para ir a um restaurante, onde a chef responsável faria um almoço especialmente pra mim, com todos os cuidados necessários. A ida rendeu esta matéria bem bacana:
Refeições fora de casa são um desafio para mães com bebês alérgicos

LANCHES

Passei a consumir muitas frutas secas, castanhas, amendoim, amêndoas. Tinha sempre comigo para beliscar quando a fome batesse. Existem algumas barras de cereais que são limpas. Também carregava ainda algumas mariolas, para comer no intervalo das refeições.

SOBREMESAS

Frutas em calda, passas, ou cristalizadas. Chocolates sem leite não me adiantavam, pois boa parte tem soja. Descobri alguns doces de coco, industrializados, limpos. E passei a fazer doces substituindo o leite normal por leite de coco, pudim, por exemplo.

 

O Pedro, meu segundo filho, demorou três meses até melhorar bem, e não apresentar mais reações. Por três meses, tive dúvidas se a dieta estava funcionando. Mas estava. Infelizmente, não há prazo definido. Depende do metabolismo, do funcionamento, de cada bebê/criança. E quando temos algum furo na dieta, e o bebê reage, temos que erguer a cabeça, e começar tudo de novo.

Mães que enfrentam este problema: adorei as mensagens que recebi, e estou à disposição para ajudar vocês. Graças a Deus, para os meus filhos esta situação já passou. E com certeza, vai passar com os bebês de vocês também. S2

Alergia à Proteína do Leite de Vaca tem cura!

27 de outubro de 2015 3
Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Por Milena Schoeller

Caros leitores, hoje peço licença para dividir com vocês uma experiência/fato da minha vida: eu tive dois filhos alérgicos à proteína do leite de vaca, a APLV. E quem está nesta situação sabe que não é fácil. Começando pelo diagnóstico: não há exames que detectem com exatidão se um bebê é alérgico ou não à proteína do leite de vaca, ou a outras proteínas. O diagnóstico, na maioria das vezes, é clínico. Ou seja, o médico conclui através do acompanhamento dos sintomas apresentados. Se determinado alimento causa variados sintomas quando ingerido (intestinais, respiratórios e cutâneos, normalmente), e se os sintomas param quando a ingestão é suspensa, provavelmente se trata de alergia àquele produto.

Talvez nem todas saibam, mas quando a mãe amamenta, a proteína do leite passa através do leite materno, causando reações no bebê. Por isso, a mãe tem que fazer uma dieta de exclusão da proteína do leite. E aí começa a confusão: não pode nada nada nada com leite, derivados, qualquer produto que tenha contato com outro produto com leite, ou que foi feito na mesma máquina onde foi processado um alimento com leite. E não se trata da lactose. Há uma confusão neste sentido. Produtos sem lactose não podem ser consumidos por mães em dieta ou por APLVs. Intolerância à lactose é um outro problema.

Eu amamentei meu primeiro filho, o Antônio, até 1 ano e 3 meses. Com 8 meses foi diagnosticado com APLV, e comecei a fazer a dieta de exclusão, que durou 7 meses. Com 1 ano e meio, estava curado da alergia. Meu segundo filho, o Pedro, tem 1 ano e 5 meses, e ainda mama. Por 1 ano, fiz a dieta de exclusão do leite, e por 10 meses fiquei também sem a proteína da soja e da carne vermelha. Foi um período difícil, por muitas vezes pensei em parar de amamentar, e fui até orientada a isso, já que o Pedro só melhorou dos sintomas da alergia após 3 meses de total exclusão das proteínas. Eu emagreci, fiquei anêmica, e alterei completamente minha rotina de alimentação. Tive que reforçar, inclusive, exercícios fonoaudiológicos para não sofrer alterações na voz, devido ao emagrecimento rápido, e a perda de massa. Passei a ser leitora de rótulos, que por sinal, poderiam ser muito mais informativos. Fora que, muitas vezes, algumas pessoas duvidam da alergia, e tratam como se fosse “frescura de mãe”, ou tentam dar algo escondido ao teu filho. Alergia não é frescura. É coisa séria que pode levar à hospitalização de bebês e crianças.  Há dois meses, meu segundo filho está curado da alergia, e eu sigo amamentando até quando ele não quiser mais.

Deixo aqui meu depoimentos para todas a mães que passam por esta situação. Fazer a dieta de exclusão não é fácil, mas é possível. E se tiver que parar de amamentar por algum motivo, também é super compreensível.

Há luz no fim do túnel. APLV tem cura. :)

Refluxo: Vomitar é normal?

07 de julho de 2015 0

Por Elisandra Borba

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Sempre ouvi que criança vomita mesmo e que é normal. Quando a minha filha vomitava, sempre tinha alguém para dizer que tudo bem, pois criança vomita. O problema é que ela chorava também. E bebês choram mesmo, dizem os mais “experientes”. E chorava enquanto mamava. E se contorcia enquanto mamava. Meu coração de mãe, mesmo sendo de primeira viagem, sabia que não era normal. Como pode um bebê vomitar todas as vezes que mama e chorar enquanto se alimenta?

Mas e agora? Vomitar é normal?

O Dr. José Vicente Spolidoro, gastroenterologista e especialista em gastropediatra, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, explica que sim. Bebês podem vomitar. É fisiológico. Desde que não esteja interferindo no bem-estar dele. Segundo o médico, 60% dos bebês até quatro meses de vida vomitam ou regurgitam. E não deve haver nenhuma interferência medicamentosa nos casos em que não há prejuízo ao bebê. O que deve ser observado é se o refluxo causa dor ou prejudica o ganho de peso. Por isso a importância do acompanhamento mensal com pediatra. Segundo Spolidoro, a maioria dos bebês que vomita é “feliz”. O importante é ficar atento aos sinais. Choro em demasia, arquear as costas, jogar a cabeça para trás, empurrar com as perninhas. Tudo isso pode ser sinal de dor. O segundo passo é identificar de onde é a dor, se cólicas, refluxo ou alguma outra.

Doença do Refluxo gastroesofágico

O refluxo acontece quando uma válvula localizada na entrada do estômago não fecha depois da criança se alimentar e o alimento volta. Em alguns casos pode evoluir para esofagites (inflamação produzida pelo ácido do estômago), se não tratado de forma correta. O pediatra e o gastroenterologista são os médicos que vão auxiliar neste momento. Regurgitações, vômitos, irritabilidade, distúrbios do sono, recusa alimentar, perda ou ganho insuficiente de peso, comportamento de ruminação, queimação ou dor no peito, chiado, tosse, rouquidão, apneias são alguns dos sintomas. A maioria dos bebês melhora quando começa a introdução alimentar.

Refluxo e APLV

De acordo com o médico gastroenterologista José Vicente Spolidoro, 40% dos casos de refluxo são relacionados com alergia ao leite de vaca (APLV). A alergia desenvolve alterações no trato digestivo, com redução do esvaziamento do estômago, promovendo o refluxo. Muitos sintomas do refluxo e APLV são semelhantes, por isso nem sempre é fácil identificar. Nesses casos, basta uma dieta alimentar para se livrar do problema. Para bebês amamentados exclusivamente no peito, as mães fazem a dieta eliminando totalmente a proteína do leite de vaca da alimentação. Para alimentados através de fórmulas infantis, o mercado disponibiliza produtos livres da proteína. A indicação é testar, por pelo menos duas semanas, a dieta de exclusão para avaliar se o refluxo está sendo causado pela alergia.

Com quase dez meses, a Sara ainda sofre com o refluxo. Está reduzindo gradativamente a quantidade de remédios. Se me perguntarem o que aprendi de mais importante na maternidade, respondo que foi acreditar na intuição de mãe. Nessas horas devemos acreditar no que sentimos e procurar ajuda de especialista para resolver, em vez de aceitar que tudo é normal.