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Posts com a tag "infância"

Vacinação de meninas contra o vírus HPV começa dia 3

30 de março de 2016 0

Por Sibeli Fagundes

hpv

Vamos falar do futuro das filhas com menos um risco? A vacina pode prevenir que as garotas tenham câncer de colo de útero devido ao HPV.

A vacinação de meninas de 9 a 13 anos contra o vírus HPV começa no dia três de abril em 36 mil postos no Brasil. O Ministério da Saúde planeja imunizar 80% do público alvo, de 1,7 milhão jovens até o dia 15 de abril. Também serão vacinadas garotas de 10 a 13 anos que ainda não receberam a dose ou estão com o esquema vacinal incompleto.

E não é hora de ter preconceito para falar com as filhas sobre esse vírus! O Brasil estima neste ano 16 mil novos casos de câncer de colo de útero e 5,5 mil mortes provocadas pela doença.

Saiba mais:

A vacina contra o HPV é segura?

Conheça o Estatuto da Primeira Infância

10 de março de 2016 0

Entre as medidas está a licença-paternidade de 20 dias

Por Milena Schoeller

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Você sabia que o pai tem direito a faltar ao trabalho para acompanhar a esposa grávida em exames?

Você sabe quais crianças têm atendimento médico prioritário?

E quem tem direito a ficar na sala com a mulher na hora do parto?

A Lei 13.257, sancionada pela presidente Dilma Roussef nesta semana, ganhou espaço por prever uma licença-paternidade de 20 dias.  Porém, a lei é um estatuto completo que prevê os Direitos da Primeira Infância, desde a gestação até os 6 anos, e complementa o Estatuto da Criança e do Adolescente. Entidades de proteção comemoram a publicação da lei. A ideia do marco regulatório da primeira infância é ir além do que já prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente, e não só proteger as crianças, mas promover ações que garantam o desenvolvimento pleno dos pequenos.

Por isso, o Blog Fralda Cheia  descreve agora os principais itens da nova legislação, para que fiquemos atentos e fiscalizando o cumprimento das medidas, já que agora é lei!

Responsabilidades e Direitos dos Pais

A mãe e o pai, ou os responsáveis, têm direitos iguais e deveres e responsabilidades compartilhados no cuidado e na educação da criança, devendo ser resguardado o direito de transmissão familiar de suas crenças e culturas, assegurados os direitos da criança estabelecidos nesta Lei.

Os registros e certidões necessários à inclusão, a qualquer tempo, do nome do pai no assento de nascimento são isentos de multas, custas e emolumentos, gozando de absoluta prioridade.

A lei também altera a CLT dando direito aos pais:

- Até 2 dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o período de gravidez de sua esposa ou companheira

- Por 1  dia por ano para acompanhar filho de até 6 anos em consulta médica.

- Por 15 dias a duração da licença-paternidade, nos termos desta Lei, além dos 5 dias estabelecidos, para empresas que aderirem ao programa Empresa Cidadã.

E quando os pais forem presos, deverá a autoridade policial ou judiciária:

- colher informações sobre a existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela pessoa presa.

 

Gestantes

As gestantes e as famílias com crianças na primeira infância deverão receber orientação e formação sobre maternidade e paternidade responsáveis, aleitamento materno, alimentação complementar saudável, crescimento e desenvolvimento infantil integral, prevenção de acidentes, e educação sem uso de castigos físicos, com o intuito de favorecer a formação e a consolidação de vínculos afetivos.

A atenção primária à saúde fará a busca ativa da gestante que não iniciar ou que abandonar as consultas de pré-natal, bem como da puérpera que não comparecer às consultas pós-parto.

 

Parto

A gestante e a parturiente têm direito a 1 (um) acompanhante de sua preferência durante o período do pré-natal, do trabalho de parto e do pós-parto imediato.

 

Amamentação

Os serviços de saúde onde o parto for realizado assegurarão às mulheres e aos seus filhos recém-nascidos alta hospitalar responsável e acesso a grupos de apoio à amamentação.

Os serviços de unidades de terapia intensiva neonatal deverão dispor de banco de leite humano ou unidade de coleta de leite humano.

 

Adoção

As gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude.

 

Quem terá prioridade no atendimento?

As famílias identificadas nas redes de saúde, educação e assistência social, e nos órgãos do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente que se encontrem em situação de vulnerabilidade e de risco, ou com direitos violados.

Crianças com indicadores de risco ou deficiência no desenvolvimento.

 

Medicamentos

Incumbe ao poder público fornecer gratuitamente, àqueles que necessitarem, medicamentos, órteses, próteses e outras tecnologias assistivas relativas ao tratamento, habilitação, ou reabilitação para crianças e adolescentes, de acordo com as linhas de cuidado voltadas às suas necessidades específicas.

 

Saúde Bucal

O Sistema Único de Saúde promoverá a atenção à saúde bucal das crianças e das gestantes, de forma transversal, integral e intersetorial com as demais linhas de cuidado direcionadas à mulher e à criança.

A atenção odontológica à criança terá função educativa protetiva e será prestada, inicialmente, antes de o bebê nascer, por meio de aconselhamento pré-natal, e, posteriormente, no sexto e no décimo segundo anos de vida, com orientações sobre saúde bucal.

A criança com necessidade de cuidados odontológicos especiais será atendida pelo Sistema Único de Saúde.

 

Casos de Violência

Os serviços de saúde, em suas diferentes portas de entrada, os serviços de assistência social em seu componente especializado, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, deverão conferir máxima prioridade ao atendimento das crianças na faixa etária da primeira infância com suspeita ou confirmação de violência de qualquer natureza, formulando projeto terapêutico singular que inclua intervenção em rede e, se necessário, acompanhamento domiciliar.

 

Controle de Dados Estatísticos

As políticas públicas terão, necessariamente, componentes de monitoramento e coleta sistemática de dados, avaliação periódica dos elementos que constituem a oferta dos serviços à criança e divulgação dos seus resultados.

A União informará à sociedade a soma dos recursos aplicados anualmente no conjunto dos programas e serviços para a primeira infância e o percentual que os valores representam em relação ao respectivo orçamento realizado, bem como colherá informações sobre os valores aplicados pelos demais entes da Federação.

 

Acesse a lei completa.

 

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Mães e filhos protestam por mais segurança no Parque da Redenção

28 de fevereiro de 2016 0

Por Lucas Abati

chocalhaço

Foto: Lucas Abati/Rádio Gaúcha

Um grupo de mães se reuniu na tarde deste domingo (28), no Parque da Redenção, em Porto Alegre, para confraternizar e pedir mais segurança ao governo do Estado.

O “Clube das Mães”, como o grupo é chamado, surgiu após diversas reclamações sobre o medo de levar os filhos para parques e praças.

Uma das participantes do evento, Roberta Angiononi, tem duas filhas pequenas. Ela diz sente falta da tranquilidade da infância dela e deseja o mesmo para as crianças. “Sempre  sonhei uma infância onde elas pudessem brincar na rua, pudessem conhecer as crianças da vizinhança e ter essa amizade”.

 

Além da mobilização, o grupo realiza um abaixo-assinado pedindo a intervenção da Força Nacional no Rio Grande do Sul.

Vídeo de irmão fazendo bebê dormir viraliza

18 de dezembro de 2015 4

Por Sibeli Fagundes

Tem algo mais fofo do que amor entre o irmão mais velho com o recém chegado? O vídeo abaixo mostra um menininho, pequeno ainda, com o maninho dormindo no colo. Já foi visto mais de 19 milhões de vezes. A mãe da dupla é a norte-americana Emily Ann Mattheus.
cute

Quem seu filho vai ser quando crescer?

08 de outubro de 2015 0

Por Sibeli Fagundes

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Arquivo pessoal

A pergunta é essa mesma e não: “o que seu filho vai ser quando crescer?”. Você reclama que seu marido, pai, etc deixa as tampas do vaso levantadas, não dá a descarga, deixa as roupas atiradas, não se mexe se não pedir? Algumas dessas também valem para as meninas.  O que somos e o que nosso marido é, em grande parte, fruto da educação recebida dos pais.

Hoje, quando o Vicente vai ao banheiro, escuta um mantra: “baixa a tampa do vaso, dá a descarga, lava as mãos, não deixa a torneira aberta…” É chato, eu sei, mas é aprendendo certo que um dia, quando ele dividir a vida com alguém, vai haver menos brigas por essas coisas do cotidiano.

Também ensino ele que, após tomar algo ou comer, deve colocar os utensílios na pia e as cascas ou outros restos no lixo (orgânico ou reciclável). Que deve guardar os sapatos, colocar as roupas sujas no cesto, etc.

Falo para ele ainda que não pode xingar os outros, fazer bulling, resolver as discussões no braço, que deve pedir com licença, dizer obrigado, ajudar os outros. Que não pode dirigir pelo acostamento, que deve atravessar na faixa de segurança, esperar o sinal abrir… Entre outras coisas.

Sim, ele só tem 4 anos, mas entende muita coisa. Ele desliga as luzes para economizar energia elétrica, fecha a torneira para ‘sobrar mais água para os peixinhos”, “devolve” bichinhos (como cascudinhos) “para a natureza” e está sempre disposto a ajudar. Tento preparar o meu filho para a vida, para que seja um ser humano melhor. Fiz esse texto aproveitando que o Dia da Criança está chegando, para lembrar que o melhor presente é a herança cultural que você vai deixar.

Crianças em apuros

30 de agosto de 2015 1

Por Sibeli Fagundes

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Quando somos crianças, volta e meia nos metemos em boas encrencas, que viram folclore na família.

Eu, por exemplo, sai um dia mais cedo da aula (1ª série) e tinha que esperar minhas irmãs irem me buscar. Como elas não tinham sido avisadas para ir antes, eu tive a brilhante ideia de ir para a casa de uma colega, bem perto da escola. O problema é que a mãe dela não estava em casa e nenhuma de nós sabia ver as horas. Ficamos brincando até muito depois do horário da aula terminar. Resultado: minhas irmãs estavam desesperadas atrás de mim, até que encontraram a zeladora do colégio que disse que tinha ido para a casa da minha amiga.

E meu marido, que quando era pequeno tomou vermífugo de ovelha! Ele estava na casa dos tios, na fazenda, e entrou louco de sede em casa, abriu a geladeira e pegou uma garrafa com cor de suco de abacaxi. Entornou boca abaixo. Sorte é que não deu nada nele. Talvez seja por isso que ele nunca teve vermes.

E você, tem alguma história dessas pra contar?

Brincadeiras que quero ensinar a meus filhos

27 de agosto de 2015 1

Por Elisandra Borba

Não sou do tipo saudosista que acha que o que tinha no passado era mais interessante que a atualidade. Ou que pensa que a geração de hoje é infeliz porque não vai vivenciar o que pude vivenciar nos anos 80 e 90. Penso que cada época é a melhor época para se viver, basta fazer dela a melhor. Porém, tenho na lembrança algumas brincadeiras da infância que gostara de repeti-las com minha filha. Quem se lembra delas?

Fla-i-ci

Eu chamava assim. Pesquisando agora em busca de imagens, achei o nome de “brincadeira de mãos”. Tinha as variações, batendo uma palma e depois batendo nas mãos da amiga, enquanto ela faz a mesma coisa. Ou ainda batendo na transversal na mão da amiga e depois a palma. Super complexo.

E tinham as músicas que acompanhavam as palmas

Fla-i-ci, o ci-o-lai. É isso aí. O fla-i-ci

Vai começar, o tititi. Do Vanderlei, da Vanderleia

A véia caiu. O véio viu. A calcinha dela. Era verde-amarela…

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Ovo Podre

Todos sentados em roda e um caminhado em volta com o “ovo podre” e cantando: “Ovo podre”. A roda responde: “Está fedendo”. Ele pergunta: “Onde eu coloco?”. E o grupo responde: “Na lata do lixo”. Pergunta: “O lixeiro não veio?”. E todos respondem: “Só na semana que vem”. Quando acaba a música ele deixa o “ovo podre” atrás de um dos participantes da roda. A criança escolhida tem que sair correndo atrás de quem largou o ovo, enquanto este tenta sentar no lugar do que está correndo. Ufa! que correria gostosa. Se aquele que estava do lado de fora conseguir sentar, o outro deverá ficar do lado de fora cantando a música. Se não conseguir, voltará a cantar, até que consiga se sentar no lugar de alguém.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Morto e Vivo

Ao gritar vivo a criança levanta e ao gritar morto a criança abaixa. Quem errar paga uma prenda.

Brincadeira de roda

Adorava essas. Tinha viuvinha, atirei o pau no gato, ciranda-cirandinha…

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Nosso rei mandou pedir

Um grupo de pessoas ficava de um lado e os soldados do outro. Os soldados chegavam e pediam uma das pessoas do grupo cantando: “nosso rei mandou pedir uma de suas filhas”. O pai respondia: “minhas filhas eu não dou, nem por ouro, nem por prata, nem por sangue da lagarta”. Os soldados reclamavam: “tão felizes viemos, tão triste voltaremos” e o pai mudava de ideia: “volte, volte cavalheiro, escolhei a que vós quiseres, escolhei a que vós quiseres”. E eles iam cantando e encostando em cada uma das participantes até a acabar a música: “essa sim, essa não. Essa come requeijão. Essa tira o pão da mesa. Vem buscar meu coração”. A última era a escolhida.

São tantas brincadeiras! Não imaginava que lembraria de tantas. Esconde-esconde; pega-pega; amarelinha, pular corda, só nós quatro, o mestre mandou, estátua; stop…

E você, quais brincadeiras da sua infância quer ensinar ou já ensina seu filho?