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Posts com a tag "pesquisa"

Pesquisa identifica as 10 carreiras dos sonhos das crianças

12 de outubro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS

Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS

A empresa de recrutamento Michael Page fez uma pesquisa no Reino Unido para identificar as carreiras dos sonhos das crianças. Participaram do estudo 100 crianças, de 7 a 11 anos. Elas foram convidadas a desenhar a profissão que imaginam que vão exercer quando forem adultas.

Entre as meninas, a maioria deseja ser professora; o sonho da maior parte dos meninos é ser jogador de futebol.

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Veja aqui a lista das carreiras dos sonhos das meninas e dos meninos:

Meninas:
- Professora;
- Veterinária;
- Cientista;
- Designer;
- Dançarina;
- Enfermeira;
- Cabelereira;
- Ginasta;
- Padeira;
- Artista.

Meninos:
- Jogador de Futebol;
- Policial;
- Cientista;
- Designer;
- Explorador;
- Bombeiro;
- Paleontólogo;
- Piloto;
- Piloto de Rally;
- Jogador de Rugby.

O diretor executivo da Michael Page no Reino Unido, Oliver Watson, avaliou que as meninas mostraram preferência por profissões mais colaborativas, como professoras e enfermeiras, e também no entretenimento, como músicas e artistas. Já os meninos revelaram tendência a carreiras relacionadas ao esporte, como jogador de futebol e piloto de rally.

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Pesquisa mostra que efeitos do zika vírus vão além da microcefalia

27 de agosto de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Sumaia Villela / Agência Brasil

Foto: Sumaia Villela / Agência Brasil

Uma nova pesquisa realizada em parceria entre Brasil, Estados Unidos e Israel revelou que os efeitos do zika vírus em bebês vão além da microcefalia.

Foram analisados 45 cérebros de bebês brasileiros que foram infectados pelo vírus. Todos foram tratados no Instituto de Pesquisa de Campina Grande, na Paraíba, um dos estados com o maior número de casos de microcefalia.

A pesquisa aponta para danos ainda mais graves do que a malformação, já que o zika vírus é capaz de destruir áreas importantes do cérebro. A pesquisa comprovou que o vírus causa alterações no corpo caloso, responsável pela comunicação entre os lados esquerdo e direito do cérebro; no cerebelo, que estabelece o equilíbrio e tem influência na atividade motora; nos gânglios da base, também ligados ao controle motor, além do córtex cerebral, onde ficam as áreas que comandam a audição e a visão.

O estudo foi feita pelo Instituto D’or de Pesquisa e Ensino e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com participação da Universidade Federal de São Paulo, em parceria com a universidade de Tel-Aviv, em Israel, e com o Children´s Hospital de Boston, nos Estados Unidos.

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Pesquisa relaciona suicídio a abuso emocional na infância

09 de agosto de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Uma pesquisa realizada pelo professor Rafael Moreno, da Univates, no Vale do Taquari, relacionou o suicídio ao abuso emocional na infância. O coordenador da área de saúde mental do curso de Medicina da universidade publicou o resultado da sua dissertação de mestrado na European Psychiatry, que é a principal publicação na área de psiquiatria na Europa. O professor fez o mestrado na PUCRS.

Em conversa com o blog Fralda Cheia, o professor Rafael Moreno contou que a pesquisa revelou que, das pessoas que relataram não ter sofrido abuso emocional quando crianças, cerca de 0,8% tentaram suicídio. Já entre as que disseram ter sido xingadas ou ouvido palavras negativas dos pais, 22% tentou “seriamente” se matar. A taxa é considerada muito elevada, sendo que a média da população brasileira que tenta o suicídio é de 3% a 5%.

Outro dado importante é que o abuso emocional é muito comum na infância: um terço dos participantes da pesquisa passou por isso.

“O interessante é que a análise que a gente fez foi inovadora, porque o abuso físico e o emocional em geral ocorrem juntos, a mãe ou o pai bate na criança e xinga ao mesmo tempo. Os trabalhos antigos não faziam essa separação, diziam que o que fazia mal era o físico. Na verdade, o que faz mal mesmo é o abuso emocional. Na nossa amostra, tem muitos que só sofreram abuso emocional. Dessas pessoas, várias tentaram se matar”, destaca o professor.

Alerta aos pais

O professor Rafael Moreno, que também é coordenador da Comissão de Prevenção ao Suicídio da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, afirma que o resultado desse levantamento serve de alerta aos pais sobre o que falam para os seus filhos, e até sobre a maneira com que falam.

“Queremos alertar os pais e até professores, que às vezes dizem coisas que ficam, que marcam. Por isso temos que pensar na importância de realmente cuidar o que se fala. Outra coisa que estamos vendo também é a importância de outros tipos de estímulo, auditivos e visuais, a importância da conversa, do tom da voz, de não gritar”.

A pesquisa

O levantamento do professor Rafael Moreno foi feito entre 2011 e 2014 e levou em conta as respostas de 71.429 pessoas em todo o Brasil a questionários do projeto Temperamento, que faz uma avaliação psicológica online e gratuita. Foram considerados adultos entre 18 e 50 anos, que relataram ter sofrido abuso emocional quando crianças.

Os questionários avaliaram o nível de abuso emocional sofrido na infância, além dos abusos físico e sexual, da negligência emocional e da negligência física. O trabalho relacionou essas respostas aos questionários que revelaram comportamento suicida. Entre as opções apresentadas aos participantes do levantamento, estavam “nunca pensou em se matar”, “pensou ligeiramente”, “teve um plano” ou “tentou seriamente o suicídio”.

Para os pais e mães terem ideia do que foi levado em consideração para caracterizar o abuso emocional, seguem as questões apontadas por aqueles que sofreram na infância:

- as pessoas da minha família me chamavam de coisas como “estúpido, preguiçoso ou feio”;
- as pessoas da minha família disseram coisas que me machucaram ou ofenderam;
- eu achei que meus pais preferiam que eu nunca tivesse nascido;
- eu senti que alguém da minha família me odiava;
- eu acredito que fui maltratado emocionalmente.

Fica a dica: vamos refletir sobre aquilo que dizemos aos nossos filhos, desde bebês. Eles entendem e internalizam mais do que imaginamos. Queremos que eles sejam adultos saudáveis e felizes, não é mesmo?!

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Pesquisa mostra que 90% das crianças asmáticas não fazem tratamento adequado

10 de junho de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Assessoria de Comunicação da PUCRS

Foto: Assessoria de Comunicação da PUCRS

Uma pesquisa que está em fase de finalização no Centro Infantil da PUCRS mostrou que 92% das crianças asmáticas não faz o tratamento adequado. O coordenador da pesquisa, o pneumologista pediátrico Paulo Pitrez, contou ao blog que o dado confirma o que ele já vinha percebendo no consultório.

Lembrando que a asma é uma doença crônica, popularmente conhecida como bronquite. Ela não tem cura, mas o tratamento correto permite ao paciente viver com qualidade de vida. A asma é caracterizada pela inflamação dos brônquios e os sintomas são tosse, chiado e falta de ar.

“O asmático pode ser campeão de natação, pode jogar na escolinha do Grêmio e Inter, desde que seja tratado corretamente. O que percebemos é que 90% não sabem usar o dispositivo inalatório com medicamento preventivo e não usam todos os dias”, relata.

Responderam ao questionário do estudo 62 pacientes, que possuem entre seis e 16 anos, atendidos no Ambulatório de Asma Infantil do Hospital São Lucas da PUCRS. Segundo a pesquisa, 89% deles relataram acordar com falta de ar à noite e 61% tiveram sintomas ao praticar exercícios no último ano.

Importância do tratamento

De acordo com o pneumologista pediátrico Paulo Pitrez, um “asmático moderado” tem em média uma crise por mês. A tendência, com a adesão ao tratamento, é de redução nesses episódios. O coordenador da pesquisa destaca que, entre os meses de maio e setembro, com a intensificação do frio e aumento dos casos de viroses, os pacientes estão mais suscetíveis às crises.

“A melhora na qualidade de vida é muito grande com o tratamento adequado. A inalação com medicamento preventivo deve ser feita todos os dias, eu costumo comparar com um paciente hipertenso. Ele precisa tomar o remédio para a pressão diariamente. Também digo aos pais que o tratamento da asma é como a escovação dos dentes para evitar cáries, tem que ser todos os dias”.

Medo da “bombinha”

Um dos principais motivos para a não adesão ao tratamento da asma é o medo de possíveis reações causadas pelos medicamentos, seja o preventivo, seja o indicado para uso em crises.

“Sendo prescrito por um médico, são medicamentos absolutamente seguros, usados há mais de 40 anos. Os pais tem medo que os filhos fiquem viciados nessas substâncias, o que é uma bobagem, não há nenhuma evidência disso. Também há o receio de que o remédio faz ‘mal para o coração’. Isso acontece porque o medicamento usado na crise acelera um pouco a frequência cardíaca, mas não traz nenhum prejuízo para a criança”, explicou o Dr. Paulo Pitrez.

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Incidência de asma

A asma é uma doença bem comum: duas crianças em cada dez tem a doença em Porto Alegre. Isso se deve a diversos fatores, como explica o pneumologista pediátrico Paulo Pitrez:

“É uma mistura de fatores, tem a genética, mas aqui tem muitas viroses, que são desencadeantes de crises”

Mortalidade da doença

No Brasil, sete pessoas morrem POR DIA em função da asma. O Dr. Paulo Pitrez destaca que 90% das vítimas são adultos.

“A criança hospitaliza muito, perde aula e os pais perdem o trabalho, é um transtorno. Por isso é tão importante fazer o tratamento corretamente”.

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Pesquisa aponta benefício na inclusão de leite e ovos na alimentação do bebê

24 de maio de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Uma pesquisa realizada na Universidade McMaster, no Canadá, apontou benefício na inclusão de alimentos considerados alergênicos na dieta de bebês.

O estudo indica que crianças que ingerem leite de vaca, amendoim e ovos, antes do primeiro ano de vida, são menos suscetíveis a desenvolver alergias alimentares.

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O levantamento acompanhou 1.421 crianças. Nesses casos, a maioria recebeu leite de vaca antes de um ano de idade (48% entre 0 e 6 meses, 48% entre 7 e 12 meses e 4% depois de um ano).

A maior parte dos pais, no entanto, preferiu atrasar a introdução do ovo (6% entre 0 e 6 meses, 76% entre 7 e 12 meses e 19% com mais de um ano) e do amendoim (1% entre 0 e 6 meses, 41% entre 7 e 12 meses e 58% depois de um ano).

Com um ano de idade, 10% das crianças analisadas na pesquisa tinham sensibilidade a algum tipo de alimento, sendo o ovo responsável pela maior parte dos casos.

Contudo, segundo os pesquisadores, a introdução do ovo na alimentação de bebês menores de um ano reduziu a probabilidade de desenvolvimento de sensibilização a qualquer um dos três alergênicos alimentares testados.

O aleitamento materno exclusivo até seis meses não alterou significativamente o risco de sensibilidade ao ovo ou amendoim, mas aumentou o risco de sensibilização ao leite de vaca.

Os pesquisadores agora pretendem investigar a possibilidade de alergias alimentares em crianças de até cinco anos de idade.

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30% dos jovens começam a consumir bebida alcoólica com regularidade entre 12 e 13 anos

24 de maio de 2016 0

Por Milena Schoeller

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Algumas agências de notícias divulgaram nesta segunda-feira (23) uma informação que surpreende e deixa pais em alerta: Três em cada 10 jovens começam a consumir bebidas alcoólicas com regularidade entre 12 e 13 anos de idade. É um estudo da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais feito no México e na Costa Rica.

O levantamento analisou os padrões de consumo de bebidas alcoólicas em jovens entre 12 e 17 anos. A análise “Estudo de padrões de consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos” consiste em uma pesquisa realizada no México em 2014 e na Costa Rica em 2015, com quase 1300 estudantes.

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Alguns destaques do estudo:

- 30% dos jovens entrevistados afirmaram que começaram o consumo regular de bebidas alcoólicas entre 12 e 13 anos.

- O percentual de consumo vai aumentando até os 17 anos, quando mais da metade dos jovens da Costa Rica, e cerca de 70% do México, afirmam ter consumido bebidas alcoólicas pelo menos uma vez na vida.

- Motivos que os jovens justificam para começar a beber: consumo por parte dos amigos, o hábito de beber em festas, a facilidade de acesso a bebidas alcoólicas, e o consumo de álcool em casa.

O estudo apresentado faz parte de um projeto mais amplo de análise do consumo de bebidas alcoólicas na América Latina, realizado de maneira periódica em 14 países por meio de uma pesquisa com mais de 1.800 pessoas entre 18 e 65 anos. Para adultos, a pesquisa mostra que na América Latina é de 5,3 litros de etanol puro por ano. Nos Estados Unidos este índice é de 9,2 litros, e na Europa 10,9 litros.

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Pesquisa revela que a chegada dos filhos aumenta brigas entre casais

21 de abril de 2016 0

Por Elisandra Borba

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Quando o casal decide ter filhos, sabe que alguns aspectos mudarão após a chegada deles. O tempo que era apenas dos dois, será dividido agora com um ser que precisa, nos primeiros anos, de atenção total. Essa percepção dos casais, agora foi confirmada por uma pesquisa inédita realizada no Rio Grande do Sul. Cinco universidades gaúchas (UFCSPA, UFRGS, Unisinos, Faccat e UFSM) aplicaram questionário a 750 casais e 180 filhos, entre sete e dezesseis anos.

De acordo com a pesquisadora Mariana Boeckel, isto acontece porque aumenta a necessidade de negociações e afloram as diferenças trazidas pela criação de cada um.

A pesquisa também revela os filhos percebem que os pais brigam, mesmo que eles não se deem conta. Eles relataram que se sentem no meio da briga, demonstrando culpa e em um dilema de lealdade, tendo que escolher apenas um lado da briga.

Para a professora, isto é uma carga muito grande para os filhos: “aprimorar as estrategias de resolução de conflitos é um dos principais caminhos para melhorar a vida conjugal e os impactos nos filhos”, explica Mariana.

Esta estratégia será o assunto das oficinas que a pesquisa está realizando em Porto Alegre: o programa Viver a Dois: Compartilhando este Desafio. O espaço é para casais interessados em investir no relacionamento. Quem quiser participar, pode se inscrever nas oficinas. É necessário que o casal participe e não apenas um dos dois. Serão seis oficinas semanais, realizadas em grupos. As inscrições podem ser feitas pelo email: programaviveradois@gmail.com ou pelo telefone 51.92302927. No dia 25/04, às 18h, será realizada uma reunião informativa para a comunidade, detalhando o funcionamento. Será no Auditório do Prédio III da UFCSPA (Rua Sarmento Leite, 245).

Veja outros dados interessantes da pesquisa:

· Metade dos participantes (50%) referiram ter níveis de qualidade conjugal entre bom e muito bom. Cerca de 17% avaliaram o seu relacionamento como estando “na média”, e 32% indicaram a presença de problemas ou dificuldades no relacionamento, o que indica baixa qualidade conjugal. Fica evidente em nossa amostra a predominância de bons e médios níveis de qualidade na relação conjugal vivenciada pelos sujeitos pesquisados. Porém, não podemos desconsiderar que um terço dos participantes (32%) indicou a presença de problemas ou dificuldades no relacionamento.
· Aqueles participantes com maior tempo de união e com mais idade tenderam a reportar melhores níveis de qualidade conjugal em seu relacionamento. Identificamos também que as pessoas que referem se sentir mais satisfeitas, percebendo maior qualidade conjugal, são aquelas que apresentam maior escolaridade e trabalham fora de casa.
· A variável “filhos”, isso é, ter filhos apareceu associada à percepção de mais problemas no relacionamento, isto é, a baixos níveis de qualidade conjugal. No que diz respeito ao conflito conjugal, encontramos que a falta de tempo para a realização de atividades de lazer compartilhadas entre os cônjuges foi o principal motivo de desentendimentos conjugais, conforme apontado por homens e mulheres. Esse motivo superou, inclusive, aquelas temáticas tradicionalmente consideradas motivadoras de conflito entre os casais, como as tarefas domésticas, a criação dos filhos, o uso do dinheiro e o exercício da sexualidade.
· Nossos resultados indicam que, quanto mais os casais discutiam, independentemente do tema do conflito, menor era a qualidade do relacionamento. Isso aconteceu tanto para homens quanto para mulheres. De forma similar, o uso de estratégias positivas de resolução de conflito se associou com maiores níveis de qualidade conjugal, enquanto o uso de estratégias destrutivas de resolução de conflitos se associou com níveis mais baixos de qualidade conjugal.
· Constatou-se que, do total de participantes da pesquisa, 83,5% já agrediram psicologicamente seus companheiros(as), sendo o insulto a agressão psicológica mais praticada por 64% dos respondentes.

Resultado da pesquisa pela perspectiva dos filhos
· Mais de 90% dos filhos que responderam ao questionário avaliou que seus pais se relacionam bem. No entanto, metade dos participantes revelou que percebem que seus pais brigam (49%), sendo que uma parcela de menos de 10% da amostra informou que vê o casal discutir intensamente ou gritar um com o outro.
· Os filhos identificaram reciprocidade quanto ao início das brigas – metade deles (50,6%) referiu que tanto o pai quanto a mãe começam as brigas.
· A maioria dos filhos relatou que os pais, geralmente, não gritam (44%) ou utilizam violência física (90,6%) ou verbal (69,4%) durante as discussões, mas 77,6% indicaram que os pais ficam muito bravos quando brigam. Embora 90% da amostra tenha dito que os pais nunca se empurraram durante um conflito, é preciso atentar para os 10% restantes que reportaram alta intensidade de conflito nas brigas entre seus pais.
· Encontramos ainda que os filhos não se sentem diretamente chamados a participar do conflito de seus pais (97%), mas um número expressivo de crianças e adolescentes (52,5%) referiu a sensação de estar no meio do casal durante as discussões ou de ter que escolher apoiar um dos membros do casal na ocasião do conflito (25,2%). Essa inclusão do filho como um terceiro na relação do casal, embora muito comum no cotidiano conjugal, deve ser evitada pelo par parental, pois ocasiona fortes conflitos de lealdade nas crianças e adolescentes, que se sentem muito culpados frente a uma escolha impossível de ser equacionada. Prova disso foi a constatação de culpa (23,5%) e ameaça (56%) reportada pelas crianças e adolescentes entrevistadas frente aos conflitos de seus pais.

Ouça a entrevista com uma das pesquisadoras:

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Preço do material escolar sobe acima da inflação em Porto Alegre

11 de janeiro de 2016 0
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS.

Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS.

Por Giane Guerra

Bolso preparado, pais? O material escolar ficou, em média, 13% mais caro neste ano. O Sindicato dos Lojistas de Porto Alegre fez a pesquisa e explica que muitos itens são importados. Ou seja, o dólar alto tem impacto nestes produtos.

Onde está o maior impacto: mochilas, estojos, papel branco e cadernos. A notícia com mais detalhes está publicada no meu blog, o Acerto de Conta$Preço do material escolar sobe acima da inflação em Porto Alegre

Dicas vapt-vupt:

- Pesquise na internet. Vá nos sites Zoom e Google Shopping, por exemplo. Ainda dá tempo de entregar.

- Dê um pulo nos atacados.

- Junte-se com outros pais e tentem comprar em maior quantidade. Mais fácil de barganhar um desconto.

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Pesquisa mostra que mães passam pouco tempo com os filhos

30 de outubro de 2015 0

Principal atividade compartilhada entre mãe e filhos é olhar televisão.

Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS

Foto: Andréa Graiz / Agencia RBS

Por Milena Schoeller

O SPC Brasil tem divulgado pesquisas bem interessantes sobre crianças. Mas a desta semana serve de alerta: 42% das mães passam menos de dez horas por semana com os filhos, descontadas já as horas de sono. A pesquisa, feita em parceria com o portal Meu Bolso Feliz mapeou como os valores estabelecidos pelas mães, e o período de convivência, incentivam e delimitam o consumo dos filhos. Foram ouvidas mães das 27 capitais brasileiras.

 

Fonte: Divulgação.

Fonte: Divulgação.

 

A principal atividade compartilhada entre mães e filhos é assistir TV: 83,8% das entrevistadas. Em segundo lugar, passear em parques e praças: 50,8%. O brincar aparece em terceiro lugar: 50,4%. Segundo o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, “não há como afirmar que essa quantidade seja insuficiente, mas o fato é que muitas mães se sentem angustiadas por não conviverem mais com suas crianças”.

O levantamento mostra ainda um sentimento que conhecemos bem: 32,7% das mães se sentem culpadas por não estarem tão presentes na vida dos filhos. Porém, há um outro dado que chama muito a atenção: 12,1% das mães admitem que não têm paciência para educar seus filhos. Por este motivo, o SPC orienta que as mães reflitam mais sobre o tempo dedicado à tarefa de educar, transmitindo valores e ensinamentos, inclusive, ligados aos hábitos de consumo. O que a criança aprender agora, vai refletir depois, na vida adulta.

Outra questão levantada na pesquisa do SPC Brasil é sobre os ensinamentos das mães sobre educação financeira aos filhos.

Fonte: Divulgação.

Fonte: Divulgação.

O conteúdo que se é conversado varia em função da idade e maturidade dos filhos. Entre seis e onze anos a conversa sobre planos, sonhos, e os motivos para economizar, é mais comum do que nas demais faixas etárias.

E a pesquisa ainda mostra um dado interessante: 75% das mães garantem que não há premiação ou recompensa para os filhos quando as responsabilidades são cumpridas. Por outro lado, 42,9% aplicam algum tipo de castigo, e 35,1% não adotam punição quando as tarefas impostas não são cumpridas pelas crianças. Segundo José Vignoli, “não é aconselhável condicionar o cumprimento das tarefas a qualquer tipo de recompensa, sobretudo financeira, pois as crianças podem entender que suas responsabilidades em casa são uma oportunidade de ganho, quando a tarefa deveria ser encarada como responsabilidade.”

A pesquisa entrevistou 843 mães que possuem filhos com idade entre 02 e 18 anos. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos percentuais, com confiança de 95%.

 

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