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10 de março de 2017 0

Justiça determina que prazo de licença-maternidade comece a contar a partir da saída do bebê da UTI

10 de fevereiro de 2017 0

Por Elisandra Borba

Foto: Prematuridade.com / Divulgação

Foto: Prematuridade.com / Divulgação

Um juiz de São Paulo determinou que a licença-maternidade de uma servidora da prefeitura de Santa Fé do Sul (SP) começasse a contar após a alta hospitalar do bebê. A mulher estava grávida de gêmeos e teve um parto prematuro. Apenas um dos bebês sobreviveu, mas passou quatro meses internado no hospital.

O juiz Rafael Almeida Moreira de Souza, do Juizado Especial Cível, entendeu que a servidora tem direito a “criar laço afetivo com o bebê”, fora do ambiente hospitalar.

Os advogados responsáveis pela ação usaram como argumento uma proposta de emenda à constituição que foi aprovada em dezembro de 2015 no Senado e tramita agora na Câmara dos deputados. A proposta pretende ampliar o tempo de licença-maternidade para mães de bebês prematuros passando a contar apenas a partir da alta hospitalar da criança.

A decisão é apenas para este caso, mas pode servir de referência para novas ações, no entanto, no ano passado o Tribunal Regional Federal da 1ª Região cassou uma decisão semelhante por entender que não há disposição legal para amparar o pedido.

Como prevenir o parto prematuro

17 de novembro de 2016 2

Por Elisandra Borba

Foto: Dixon Comunicação / Divulgação

Foto: Prematuridade.com/ Divulgação

Hoje, dia 17 de novembro, é o Dia Nacional da Prematuridade. De acordo com o portal Prematuridade.com, o Brasil é 10º país no ranking mundial de casos de bebês que nascem antes da hora. Gestação na adolescência, falta de cuidados pré-natais, tabagismo e a desinformação são algumas das causas. Em parceria com o portal Prematuridade.com, que ajuda pais e familiares de prematuros, fizemos uma lista de medidas que podem evitar que o bebê nasça antes do tempo.

- Converse com seu gineco/obstetra antes mesmo de engravidar. Ele poderá lhe dar conselhos muito úteis para que você inicie a gravidez de maneira saudável e evite um parto antes da hora.

- Assim que o resultado der positivo, avise seu médico imediatamente! Quanto antes o pré-natal for iniciado, melhor para a mãe e para o desenvolvimento do feto.

- Revele ao médico o seu histórico de saúde. Doenças crônicas e reações alérgicas que você já apresentou, história familiar, assim como o histórico de saúde do pai do bebê. Tente lembrar dos mínimos detalhes; eles podem ser importantes!

- Siga as consultas e exames do pré-natal rigorosamente!

- Esteja vigilante sobre sua pressão arterial e cheque-a sempre que achar conveniente.

- Mantenha uma dieta equilibrada.

- Mantenha-se numa faixa de peso adequada. Converse com o obstetra e, se preciso, faça acompanhamento com nutricionista.

- Evite bebidas alcoólicas: o álcool durante a gestação, mesmo em doses muito pequenas, pode ter efeitos bastante nocivos para a criança, incluindo retardo mental, dificuldades de aprendizagem, defeitos na face e problemas de desenvolvimento.

- Seja responsável e não fume, por favor!!! O fumo aumenta chances de parto prematuro, do bebê nascer com baixo peso e da morbimortalidade dos recém-nascidos.

- Não se auto-medique! Alguns remédios são altamente perigosos para as gestantes e esses avisos, via de regra, estão escritos com letras bem pequenininhas nas bulas dos medicamentos.

- Exercite-se! Se o seu médico autorizar e sempre com acompanhamento profissional!

- Mantenha seu calendário de vacinação atualizado! Converse com seu obstetra sobre o assunto: algumas vacinas estão contra-indicadas na gravidez e outras necessitam reforço.

- Não se esqueça do ácido fólico e da vitamina B12! Eles vão garantir que seu bebê não desenvolva malformações e danos no sistema nervoso. O consumo do ácido fólico deve ser iniciado antes mesmo da concepção do bebê. Esses nutrientes são facilmente encontrados em alimentos de origem animal (carnes, laticínios, ovos) e em vegetais verde-escuros.

- Esteja alerta para sangramentos e observe líquidos e secreções vaginais.

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No próximo domingo, dia 20, será realizada em Porto Alegre a primeira caminhada da prematuridade. Será no parque da Redenção, às 10h. A iluminação da Assembleia Legislativa e do estágio Beira Rio serão alusivas à campanha.

Foto: Ana Paula Dixon/Divulgação

Foto: Ana Paula Dixon/Divulgação

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Tire dúvidas sobre o vírus que já causou mais de 100 internações neste ano no RS

08 de junho de 2016 0

Por Milena Schoeller

Vírus Respiratório é mais forte em prematuros. Foto Nereu de Almeida/Agencia RBS

O Vírus Sincicial Respiratório assusta pais. Ele afeta de forma mais grave crianças de até dois anos. Os sintomas são praticamente os mesmos da gripe. Na semana passada, a Secretaria Estadual da Saúde divulgou levantamento mostrando que 102 casos já foram registrados no Rio Grande do Sul neste ano. Uma morte foi confirmada até agora. Por isso, o blog levantou uma série de perguntas sobre o vírus respiratório, e traz agora as respostas do médico Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

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O que é a infecção causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR)?

O Vírus Sincicial Respiratório é a causa mais frequente de infecções respiratórias do trato respiratório inferior de bebês prematuros, duas vezes mais comum que o rinovírus, causador do resfriado comum. É responsável por cerca de  66,7% dos casos mais graves de hospitalização de bebês por problemas respiratórios, especialmente aqueles nascidos com ou abaixo de 35 semanas de gestação. Para bebês prematuros, portadores de doenças cardíacas congênitas ou doenças pulmonares, o vírus pode dobrar o tempo de hospitalização e de permanência em unidades de tratamento intensivo, devido aos problemas respiratórios que causa. Além disso, o VSR é também responsável por re-hospitalizações constantes de prematuros (três vezes mais do que bebês nascidos no tempo).

Quais os principais sintomas da doença?

O quadro clínico é bastante variável, desde quadro leves, lembrando um resfriado comum, até quadros mais graves com bronquiolite e pneumonia. Normalmente, a gravidade da infecção está relacionada com a idade: quanto menor a criança, maior o risco de desenvolver complicações.

Como ocorre o contágio?

O VSR é um vírus comum, que circula em determinadas épocas do ano, mas altamente contagioso, que infecta as vias respiratórias. A transmissão é de pessoa para pessoa, em contato com secreções de pessoas infectadas, seja por via direta (espirros, tosse), ou através de objetos – como brinquedos, principalmente aqueles com superfície porosa.

Qual a faixa etária mais atingida pela doença?

Para crianças acima de dois anos de idade, ou adultos saudáveis, a infecção por VSR normalmente é leve, e pode ser confundida com um simples resfriado. Mas em crianças prematuras ou portadoras de doenças cardíacas congênitas ou doenças pulmonares crônicas, o vírus pode dobrar o tempo de hospitalização da criança, devido a problemas respiratórios.

Como é o tratamento? E existe vacina?

Não há tratamento específico para a infecção por VSR, somente prevenção. Depois de infectada, a criança recebe tratamento somente para amenizar os sintomas. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda a imunização com um anticorpo monoclonal específico para o VSR, o palivizumabe, que reduz em até 70% a necessidade de internação de prematuros. A imunização com o anticorpo está disponível pelo SUS, em todos os estados brasileiros, e é recomendada nos meses de maior circulação do vírus. Mas não são todas as crianças que precisam receber a imunização, e sim prematuros, com menos de 29 semanas de idade gestacional, portadoras de doença cardíaca congênita ou doença pulmonar crônica da prematuridade. O próprio médico deve fazer a recomendação e encaminha para a imunização.

Qual a eficácia da imunização?

A correta imunização, durante a estação do vírus, com as doses mensais preconizadas consecutivas, é capaz de evitar em até 70% as formas graves da doença, ou seja, a hospitalização destes bebês de maior risco.

A infecção pode ser evitada? Como os pais podem fazer esta prevenção (além, é claro, da imunização)?

Como não há tratamento específico para a infecção por VSR, recomendam-se medidas profiláticas para evitar o contágio e a transmissão do vírus: Lavar as mãos frequentemente e sempre antes de tocar no bebê (o vírus permanece vivo nas mãos por mais de uma hora), evitar aglomerações, sempre higienizar os objetos do bebê (em superfícies não porosas, o VSR pode sobreviver por mais de 24 horas), evitar o contato do bebê com crianças mais velhas e adultos com sintomas de resfriados ou gripes, não expor a criança a fumantes e ambientes poluídos, amamentar, e, se possível, evitar frequentar creches ou berçários no primeiro ano de vida.

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INSS terá de indenizar gestante por negar auxílio-doença

07 de junho de 2016 0

Por Sibeli Fagundes

Foto: Lucas Correia / Agência RBS

Foto ilustrativa: Lucas Correia / Agência RBS

O INSS vai ter que indenizar em R$ 80 mil uma empregada doméstica de Carazinho, no Planalto gaúcho, por ter negado concessão de auxílio-doença quando ela estava grávida e necessitava ficar de repouso absoluto. O instituto indeferiu o pedido feito em abril de 2014, mesmo ela tendo apresentado diversos atestados médicos e tivesse histórico de risco. Ela havia sofrido dois abortos. Ela entrou com ação mas, antes de ter obter o auxílio via judicial, teve um bebê prematuro, com 30 semanas de gestação. A criança morreu dias depois.

No primeiro julgamento, a indenização foi fixada em R$ 50 mil. Tanto ela, como o INSS recorreram. A empregada doméstica pediu que o valor fosse elevado para R$ 100 mil. O instituto alegou que ela estava apta para o trabalho. O relator do processo na 4ª Turma, desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Junior, aceitou apenas o apelo da mulher e aumentou a indenização para R$ 80 mil.

Ainda cabe recurso da decisão do Tribunal Regional Federal.

Lutando pela vida: pai filma primeiro ano de bebê prematuro

19 de maio de 2016 0

Por Sibeli Fagundes

bebezinho

Um bebê nasceu quatro meses antes do esperado e a luta dele pela sobrevivência foi filmada pelo pai. Mais do que isso, o vídeo mostra como o amor ajuda os pequenos. Mesmo com tantos fios e aparelhos, o contatado entre mãe e filho era incentivado.

O vídeo foi postado pelo blogueiro espanhol Salvador Raya e já foi visto mais de 9,5 milhões de vezes. Peguem os lencinhos e assistam!

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Prematuro: o que fazer quando o bebê nasce antes da hora?

13 de abril de 2016 0

Por Marcela Panke

Julio Cordeiro / Agência RBS

Julio Cordeiro / Agência RBS

Era dia 11 de agosto de 2015 quando a bolsa rompeu. Eu estava com 36 semanas e cinco dias de gestação e fiquei muito preocupada, pois sabia que era uma questão de horas para o Nícolas nascer! O problema é que ainda era cedo…

O pediatra e neonatologista da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Ilson Enk, explica que, pelos critérios tradicionais, se o bebê nasce antes de completas 37 semanas de gestação, ele é considerado prematuro.

“Existe uma tendência de ampliar essa classificação, em função das cesárias eletivas. Em geral, o bebê que nasce com 37 ou 38 semanas não tem a mesma desenvoltura de um bebê de 39 a 40 semanas”, complementou.

Embora o bebê prematuro exija mais cuidados por não ter tido tempo suficiente para o amadurecimento do seu organismo, não há motivo para pânico (digo isso hoje, porque na hora eu me apavorei!). Com o tempo, o bebê passa a se desenvolver normalmente e com saúde.

Nícolas nasceu com 2,4 kg

Nícolas nasceu com 2,4 kg

Incidência de partos prematuros

No Brasil, a incidência de partos prematuros é alta na comparação com países desenvolvidos. Segundo estudo da Organização Mundial da Saúde, divulgado em 2012, o Brasil estava entre os dez países com maior número de partos prematuros.

Somente em 2012, segundo dados do SUS e Ministério da Saúde, nasceram 40 bebês prematuros por hora no país. A taxa de prematuridade, portanto, foi de 12,4%, o dobro do índice de alguns países europeus.

Causas da prematuridade

Até hoje não sei por que o Nícolas nasceu antes da hora! Lembro que assim que cheguei ao hospital, foi coletado o meu sangue para verificar se havia alguma infecção.

De acordo com o pediatra e neonatologista da Sociedade de Pediatria, Ilson Enk, a causa mais comum de parto prematuro são as infecções.

“Seja infecção urinária ou outro tipo de infecção, uma infecção congênita ou ovular. Isso nos casos em que a mulher entra espontaneamente em trabalho de parto prematuro. A segunda causa mais frequente é quando é feita cesárea por pré-eclâmpsia”, explicou.

Prematuro precisa de UTI Neonatal?

Uma das primeiras coisas que eu pensei quando me preparava para ir ao hospital, no dia do nascimento do Nícolas, era que talvez ele precisasse ficar na UTI Neonatal. Esse era o meu maior medo. Felizmente isso não foi necessário. Nem sempre é, como explica o neonatologista Ilson Enk, que atende prematuros há 35 anos:

“O primeiro critério para saber se o bebê prematuro precisa de internação em UTI neonatal é o peso. Normalmente o bebê que nasce com menos de 2kg precisa ficar na UTI neonatal, mesmo que esteja bem, porque o bebê vai perder peso no início, isso é fisiológico. Ele não vai ter condição de alimentação via oral, precisa de sonda, precisa ser controlado, pois pode ter hipoglicemia e outros distúrbios”.

O segundo critério para internação na UTI Neonatal, conforme o Dr. Ilson Enk, são complicações clínicas:

“A mais frequente é a dificuldade respiratória, muitas vezes os prematuros não têm o pulmão preparado para a vida fora do útero. Podem desenvolver a doença da membrana hialina, pneumonia congênita e outros quadros respiratórios de menor gravidade. Às vezes o bebê entra na UTI Neonatal com quadro respiratório e depois aparecem outras complicações, às vezes cardíacas, renais, intestinais…”

Cuidados com a saúde do prematuro

Embora observe que, após a alta hospitalar, o bebê que nasceu prematuro já está mais resistente, o especialista recomenda que pelo menos no primeiro mês em casa a família tenha alguns cuidados.

“É bom controlar as visitas, atentar para a rigorosa lavagem das mãos, evitar sair de casa com o bebê, especialmente para locais com aglomerado de pessoas, como shoppings. Além disso, pessoas com quadros respiratórios não devem se aproximar da criança”.

Risco da bronquiolite

Os bebês que nasceram antes da hora são mais suscetíveis a contrair infecções, como explica o neonatologista Ilson Enk:

“Os prematuros têm mais chance de ter bronquiolite no primeiro ano de vida que um bebê que nasceu a termo (a partir das 37 semanas). É uma doença muito frequente. Se você for hoje a uma unidade de internação pediátrica, vai encontrar mais crianças internadas por bronquiolite do que por gripe”.

A bronquilite é causada por vírus, mais frequentemente pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Os primeiros sintomas são coriza, espirros e febre. O quadro evolui para acessos de tosse e dificuldade na respiração. A doença é altamente transmissível.

“A maioria dos bebês não precisa ficar internado em hospital por causa da bronquiolite, embora não tenha tratamento específico, por ser causada por um vírus. A indicação é que a criança fique reclusa em casa, com medidas terapêuticas de conforto”.

Atraso no desenvolvimento

Uma das minhas preocupações com o Nícolas é o tamanho dele. Embora a pediatra já tenha tentado me tranquilizar, explicando que ele está dentro da média e que a curva de crescimento dele está ascendente, sempre acho que ele é pequeno em relação a outros bebês da mesma idade. O Dr. Ilson Enk destaca que a comparação que eu faço é indevida!

“Pode haver um atraso no desenvolvimento do prematuro, sim. Isso vale para peso, altura e aquisições psicomotoras. Mas tens que levar em conta que a comparação tem que ser feita não com outros bebês, mas com ele mesmo. Há que se observar como ele estava há um mês, há dois meses, como ele está evoluindo”.

O neonatologista afirma que prematuros extremos podem demorar a atingir marcos de desenvolvimento, mas de maneira geral, acabam se equiparando a crianças da mesma idade mais adiante.

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Banco de Leite Humano do Hospital Presidente Vargas de Porto Alegre precisa de doações

17 de março de 2016 0

Por Milena Schoeller

Profissionais catalogam leite recebido no Banco de Leite Humano.   Foto:  Cristine Rochol/PMPA

Profissionais catalogam leite recebido no Banco de Leite Humano
Foto: Cristine Rochol/PMPA

Todos conhecemos os benefícios do leite materno para os bebês, principalmente nos primeiros dias e meses de vida. Ele traz, por exemplo, proteção contra doenças infecciosas e diarreias, além de atuar no desenvolvimento dos órgãos e do sistema cognitivo. E para os bebês prematuros, o leite materno é fundamental na luta pela sobrevivência. Por isso, o blog Fralda Cheia reproduz aqui um apelo do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV), em Porto Alegre. O Banco de Leite Humano do hospital tem capacidade para processar a demanda de 100 litros de leite por mês, quantidade que seria suficiente para suprir as necessidades dos bebês internados no setor de neonatologia. Mas os estoques estão baixos nos últimos dias.

Toda mãe que estiver amamentando e quiser ser doadora pode entrar em contato com o Banco de Leite Humano, quando será feito um cadastro com informações de identificação e do pré-natal. Não é necessário ir até o local. Serão avaliados os dados clínicos, com orientações iniciais para esgotar as mamas manualmente, e armazenar o leite com segurança. Depois, uma equipe busca o leite em casa. O leite recebido é pasteurizado e analisado, enviado ao laboratório do hospital e, só após, é liberado para o consumo dos bebês.

Banco de Leite Humano do HMIPV
Avenida Independência, 661, esquina com rua Garibaldi.
Telefone: 51 32893334

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Bebê nasce 63 dias após rompimento de bolsa em Santa Catarina

10 de novembro de 2015 0
Foto: Micheli Pacheco / Divulgação

Foto: Micheli Pacheco / Divulgação

Por Milena Schoeller

Li hoje uma história impressionante e emocionante no jornal Diário Catarinense, e divido com vocês.

Bebê nasce 63 dias após rompimento de bolsa!

É isso mesmo. E sem sequelas.

Maria Clara nasceu na sexta-feira (06) em São Joaquim, pesando 1,5 kg. A mãe, Charlô Pereira da Silva, 27 anos, ficou internada após o rompimento da bolsa, o que ocorreu com 21 semanas e quatro dias. Quando a bolsa rompe precocemente, há risco de infecção para a mãe e para o bebê, que podem levar até mesmo à morte. Na época, a menina pesava 300 gramas no ventre materno.

Durante a internação, no Hospital de Caridade Sagrado Coração de Jesus, Charlô praticamente só se levantava para ir ao banheiro. Quando ela estava prestes a fechar 31 semanas (uma gestação pode ir até 41/42), na semana passada, médicos detectaram alterações na circulação sanguínea do feto, e por isso, tiveram que fazer uma cesárea.

A mãe recebeu alta nesta segunda-feira (09). A menina está na incubadora, e precisa ganhar peso para receber alta. O obstetra Frederico Vieira afirma que o bebê se recupera bem, sem sequelas, e deve ser liberado em três semanas.

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Bebê que nasceu com 380 gramas recebe alta em Porto Alegre

04 de novembro de 2015 0

Por Elisandra Borba

Foto: Divulgação PMPA

Foto: Divulgação PMPA

Hoje é um dia mais que especial para a família da pequena guerreira Vitória. Ela recebeu alta do Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (HMIPV), em Porto Alegre. Nascida no dia 07 de julho deste ano, Vitória foi considerada a menor bebê da história da instituição: apenas 380 gramas. Devido a um quadro de hipertensão da mãe, foram apenas 24 semanas de gestação, os partos costumam acontecer a partir das 38 semanas.

Já falamos na Vitória aqui no Blog. A Mãe dela, Lisandra, de 25 anos, participa do projeto Mãe Canguru. Graças ao esforço de toda a família e dos profissionais que cuidaram dela, hoje já pesa 2,2 kg.

Em entrevista ao programa Gaúcha repórter desta quarta-feira (04), a mãe contou que a bebê se chamaria Rafaela, mas depois de tanta luta, não teria nome melhor para dar à menina. Ela contou também que a família toda está ansiosa pela chegada da Vitória.

Ouça as entrevistas com a coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Presidente Vargas, Silvana Streit Pires e com a mãe da menina Vitória, Lisandra Perna.

 Confira mais fotos da Vitória