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Posts com a tag "saúde"

Ministério da Saúde não orienta uso de polvo de crochê como instrumento terapêutico em incubadoras

03 de maio de 2017 0

Por Elisandra Borba

Foto: Leo Munhoz

Foto: Leo Munhoz

É cada vez mais constante o uso de polvos feitos de crochê em UTIs Neonatal no país. Para quem não conhece, trata-se um um brinquedo feito de crochê, em formato de polvo e que é colocado dentro de incubadoras. Para os defensores do projeto “Octo”, que começou em 2013 na Dinamarca, o objeto traz diversos benefícios, como melhorar os sinais vitais; diminui a chance do prematuro puxar os fios do oxigênio, já que fica com as mãos ocupadas; além disso, os tentáculos dão a impressão de serem o cordão umbilical.

Agora, o Ministério da Saúde está divulgando um comunicado para as maternidades, informando que não há uma recomendação no ministério, tampouco tem qualquer comprovação científica de benefícios específicos para os pacientes. Segundo a nota técnica, o benefício está em posicionar o prematuro de maneira correta na incubadora, porém, isto pode ser feito, inclusive, com um lençol enrolado. O órgão defende a aplicação do método canguru, que consiste em manter o prematuro em contato com o corpo de um familiar durante algumas horas do dia. Este método proporciona estímulos sensoriais que beneficiam o desenvolvimento neuropsicomotor e a redução da morbimortalidade, comprovadamente.

Por outro lado, o Ministério acredita que a utilização do brinquedo no equipamento melhora o bem-estar da mãe, resgatando o lugar do lúdico, que acaba se perdendo durante o período de internação. Este aspecto, no entanto pode ser identificado com qualquer brinquedo: “girafas, sapos, ursos. bonecos, carros, desde que respeitadas as normas e protocolos de controle de infecção hospitalar de cada unidade”, explica a nota.

 

Brasil fecha mais de 10 mil leitos pediátricos em seis anos

28 de março de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

Foto: Rafaela Martins/Agência RBS

Foto: Rafaela Martins/Agência RBS

Mais de 10 mil leitos de internação em pediatria clínica foram desativados na rede pública de saúde desde 2010. O país tinha 48,3 mil vagas destinadas a crianças que precisam permanecer num hospital por mais de 24h horas. Em novembro do ano passado (último dado disponível), o SUS ofereciam 38,2 mil – como se a cada dia cinco leitos fossem fechados.

A análise é da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que também identificou que 40% dos municípios brasileiros não possuem nenhum leito de internação na especialidade.

As informações preocupam os especialistas, mas não surpreendem quem vive com os dilemas das limitações do SUS. “A redução do número de leitos tem um impacto direto no atendimento, provocando atrasos no diagnóstico e no início do tratamento de uma população que vem aumentando bastante”, critica a presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Luciana Rodrigues Silva.

De acordo com ela, as doenças que prevalecem em crianças são sazonais e nos primeiros semestres de cada ano, geralmente, acentuam-se as viroses gastrointestinais. Estas, em muitos casos, demandam internações. Além disso, a presidente destaca que casos mais sérios de dengue, que afetam crianças e adolescentes, bem como o aumento na recorrência dos casos de alergias, infecções respiratórias e pneumonia também contribuem para o crescimento da demanda por internações.

Das 5.570 cidades do Brasil, 2.169 não possuem nenhum leito. Entre as que possuem pelo menos uma unidade de terapia intensiva infantil, um terço tem menos de cinco leitos em todo o território municipal e 66 deles contam com apenas um leito.

Em números absolutos, os estados das regiões Nordeste e Sudeste foram os que mais sofreram redução no período. Na região  Sul, foram fechados 1.873 leitos. O Rio grande do Sul perdeu 521 vagas.

Apenas o Amapá criou vagas de internação pediátrica pelo SUS, passado de 180 leitos pediátricos para 230 no fim do ano passado.

Não é só o SUS

Quem conta com um plano de saúde ou procura atendimento em unidades privadas também viu cair em 1.036 o número de leitos no mesmo período. Ao todo, 20 estados perderam leitos pediátricos. As capitais foram as mais afetadas e perderam, ao todo, pouco mais de 400 leitos, metade deles apenas na capital paulista.

No Rio Grande do Sul, 114 leitos pediátricos privados foram fechados.

Veja a tabela:

tabela

Pediatra toca música e menina em tratamento contra o câncer encanta dançando

26 de março de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

dança

Era para ser apenas mais um dia de tratamento contra o câncer para crianças internadas no Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto, São Paulo, mas um pediatra fez a diferença. Paulo Martins contou em sua página no Facebook que ao visitar a enfermaria viu que muitos adolescente internados sofriam com a ociosidade, além das agruras do tratamento.

Ele, então, combinou que no outro dia iria levar um ukelele pra tocar. Martins cumpriu a promessa e fez o tour musical pela enfermaria da oncologia, atendendo pedidos dos pacientes. O pediatra foi de quarto em quarto tocando e cantando por duas horas sertanejo, rock e até música gospel.

No caminho, ele notou que um menininha acompanhava os passos dele com o olhar, dançando do lado de fora da porta de um dos quartos. Quando o pediatra saiu do último local, ela estava na porta esperando, curiosa.

Paulo Martins disse que ficou envergonhado quando pediram para cantar para a garotinha, porque não sabia nenhuma música infantil. O pai da menina então falou que ela gostava de Marília Mendonça. Ele tocou e cantou e ela dançou sem parar, uma música após outra.

“Comecei a tocar, baixinho, e na medida que os acordes e a letra iam fluindo, seus passos magicais foram me acompanhando”, relata. “Toquei e ela dançou divinamente bem. ”

Paulo Martins pediu permissão ao pai dela para publicar o vídeo, mas nunca imaginou que ele teria tanta repercussão. Na página dele, havia hoje mais de 217 mil visualizações me mais de 3,2 mil compartilhamentos. Uma clínica de vacinas também compartilhou e as imagens já foram vistas por mais de 8,3 milhões de pessoas.

“Hoje, dias após, vejo que essa tarde, aparentemente tão simples, ganhou uma repercussão que eu jamais imaginaria. Mensagens, ligações, apoio. Me lembrei de todas as vezes em que meu jeito foi criticado, desde a graduação, até mesmo na residência. Mas não há dúvidas: quando a gente faz o que gosta, do jeito que gosta, dá certo. Nesta tarde, todos ganhamos.”

Brasil tenta frear obesidade infantil

20 de março de 2017 0

Por Milena Schoeller

Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O Brasil está assumindo metas para frear a obesidade. E os números apresentados pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, em Brasília, chamam bastante a atenção:

- A ingestão de alimentos ultraprocessados começa já nos primeiros anos de vida. A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (2006) sinaliza que 40,5% das crianças menores de cinco anos consomem refrigerante com frequência.

- Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2013) apontam que 60,8% das crianças menores de 2 anos comem biscoitos ou bolachas recheadas.

- Uma em cada três crianças brasileiras apresentam excesso de peso (POF 2008/2009).

Neste link você acompanha os dados apresentados durante o encontro.

ministério da saúde

Durante o encontro, o Brasil assumiu três metas para a redução da obesidade:

- Deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional.

- Reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019.

- Ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.

E os cuidados para que a meta seja alcançada começam já na infância, com melhores hábitos alimentares. Recentemente foi lançada a “Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição”. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 800 milhões de pessoas permanecem cronicamente subalimentadas e mais de 2 bilhões sofrem de deficiências de micronutrientes. Ao mesmo tempo, 1,9 bilhão de pessoas estão acima do peso, e 600 milhões são obesas.

- A década da nutrição é para todos. É um momento muito oportuno para construir formas para lutar contra a má nutrição. É hora de agir. -  Afirmou Francesco Branca, Diretor do Departamento de Nutrição para Saúde e Desenvolvimento da Organização Mundial de Saúde.

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Pais e professores receberão cartas do Ministério da Saúde incentivando a vacinação contra o HPV

15 de março de 2017 0

Por Elisandra Borba

Fonte: Gabriel Lain

Fonte: Gabriel Lain

Os ministérios da Saúde e Comunicação vão lançar uma campanha nacional para incentivar a vacinação de adolescentes nas escolas. O objetivo é imunizar os adolescentes contra a meningite do Tipo C e o HPV. Os pais e professores receberão cartas do Ministério da Saúde, explicando a importância da vacinação e consequências dos vírus para o futuro dos jovens. Serão distribuídos materiais para o trabalho de incentivo em sala de aula.

A campanha será realizada em duas etapas, já que a vacina deve ser tomada em duas doses, sendo a segunda seis meses após a primeira aplicação. Também será lançado um jogo chamado “Detona Vírus”, que é considerado pelos idealizadores um dos principais atrativos da campanha. O download do aplicativo pode ser baixado gratuitamente.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem 5,5 milhões de meninas de 9 a 14 anos com o esquema vacinal contra o HPV ainda incompleto. No Brasil, são estimados 16 mil casos de câncer de colo do útero por ano e 5 mil óbitos de mulheres devido à doença. É o terceiro tipo de câncer mais comum em mulheres e a quarta causa de óbito por câncer no país.

Neste ano, os meninos também foram incluídos no calendário. Expectativa é imunizar mais de 3,6 mi de meninos em 2017. A vacina em meninos previne cânceres de pênis, ânus, garganta e verrugas genitais.

Os adolescentes de 12 a 13 anos, de ambos os sexos, também devem se imunizar contra a Meningite C. A meta da vacinação de meningite C é atingir 80% do público-alvo, formado por 7,2 milhões de adolescentes, em 2017.

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Não há perigo em comer durante o trabalho de parto

13 de fevereiro de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

Não é preciso passar fome quando está dando à luz Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Não é preciso passar fome quando está dando à luz
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Quem já teve filho ou está perto de ter um deve ter ouvido a recomendação para ir ao hospital em jejum, se possível, na hora do parto. Isso pode virar passado. Um novo estudo está mostrando que a proibição de mulheres em trabalho de parto se alimentarem ou beberem pode ser abandonada. Mas nada de ‘comer um boi’ antes de ir para o hospital, viu?

De acordo com um dos autores da revisão publicada na revista “Obstetrics and Gynecology”, Vincenzo Berghella, da Universidade Thomas Jefferson, na Filadélfia, Estados Unidos, a análise mostrou que mulheres que puderam comer antes de dar à luz tiveram um trabalho de parto mais curto (em média 16 minutos) do que aquelas que ficaram restritas a gelo e água. O estudo, porém, não pode provar que a comida fez com que a mulher desse à luz antes.

De acordo com reportagem da agência de notícias Reuters, a preocupação com o assunto surgiu na década de 1940, quando um estudo concluiu que mulheres que davam à luz sob anestesia geral tinham risco de inalar alimentos no estômago e se engasgar.

 “Se estamos bem hidratados e temos quantidade adequada de carboidrato em nosso corpo, nossos músculos funcionam melhor”, disse Berghella. O útero de uma mulher é em grande parte feito de músculo.

Hoje, o uso de anestesia geral durante o parto é muito menos comum, mas as diretrizes ainda recomendam evitar alimentos sólidos durante o parto, segundo os pesquisadores.

Além de observar  a reação de mulheres que puderam comer durante o parto e aquelas que não ingeriram alimentos, foram analisados 10 estudos que, juntos, observaram 3.982 gestantes dando à luz, nenhuma delas com risco de cesariana.

As mulheres com dietas menos restritivas não tiveram maior risco de outras complicações, incluindo vômitos ou asfixia, durante o uso da anestesia geral.

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Publicadas regras de alerta à lactose nos rótulos de bebidas e alimentos

12 de fevereiro de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

Rótulo terá de seguir regras Divulgação/Anvisa

Rótulo terá de seguir regras Divulgação/Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou as novas regras para rotulagem de produtos com lactose. São duas resoluções. A primeira é a RDC 135/2017 que inclui os alimentos para dietas com restrição de lactose no regulamento de alimentos para fins especiais. A segunda é aRDC 136/2017 que define como as informações devem ser colocadas no rótulo.

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Como há um prazo de até dois anos de transição, os fabricantes serão obrigados a cumprir as resoluções a partir de 2019. Qualquer alimento que contenha lactose em quantidade acima de 0,1% deverá trazer a expressão “Contém lactose” no rótulo.

Os fabricantes de alimentos poderão também empregar a expressão “baixo teor de lactose” ou “baixo em lactose” nos casos em que a quantidade de lactose estiver entre 100 mg e 1 g por 100 g ou mililitros do alimento pronto .

Com as novas regras, o mercado brasileiro de alimentos terá três tipos de rotulagem para a lactose: “zero lactose“, “baixo teor”, ou “contém lactose”.

O rótulo dos alimentos que contém lactose devem trazer a informação desta forma:

  • Ser escrito em caixa alta e em negrito.
  • A impressão deve ser em contraste com o fundo da caixa.
  • A altura mínima deve ser de 2mm e não pode ser menor que a letra utilizada na lista de ingredientes.
  • A declaração deve ficar em um local da embalagem que não seja encoberto, que seja removível pela abertura do lacre ou de difícil visualização, como área de selagem e de torção.

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Lote de medicamento infantil é suspenso pela Anvisa

07 de fevereiro de 2017 0

Por Elisandra Borba

anvisa

Foto ilustrativa

 

O lote 0017456 do medicamento similar DORMEC 100 MG comprimidos, da empresa IMEC, Indústria de Medicamentos Custódia, foi interditado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O medicamento é um ácido acetilsalicílico.

O laudo realizado pela Laboratório Central Dr. Almino Fernandes do Rio Grande do Norte apontou um resultado insatisfatório no ensaio de dissolução, com resultados abaixo do especificado na Farmacopeia Brasileira. “O rótulo do produto também apresentava problemas por não trazer a indicação de restrição de uso de faixa etária que deve vir com a expressão – USO PEDIÁTRICO ACIMA DE xx”, explica a Anvisa em nota.

O medicamento é utilizado para aliviar dores de cabeça, odontalgia, dor de garganta, dismenorréia, mialgia ou artralgia, lombalgia e dor artrítica de pequena intensidade. Também é comum como medicamento para aliviar os sintomas da gripe como dor e da febre.

A interdição tem prazo de 90 dias e durante este período o produto não deve ser comercializado ou utilizado no país.

Como evitar e tratar as brotoejas nas crianças?

30 de dezembro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS

Foto: Sirli Freitas / Agencia RBS

As brotoejas, aquelas bolinhas vermelhas, são bem comuns no verão. Para entender melhor o que são, como evitar e qual o tratamento indicado, o blog recorreu à médica dermatologista pediátrica e integrante da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Ana Elisa Kiszewski Bau. Confira as orientações:

FRALDA CHEIA – O que é brotoeja?

DRA ANA ELISA – A brotoeja é o nome popular da miliária. É bastante comum nos meses de verão e mais frequente em crianças pequenas.

FRALDA CHEIA - O que causa a brotoeja?

DRA ANA ELISA - O excesso de transpiração pode levar a obstrução e inflamação dos ductos sudoríparos écrinos (parte da glândula que produz o suor), causando a brotoeja. Em geral, isso ocorre na vigência de sudorese excessiva por calor e umidade extremas (clima tropical, incubadoras e febre).

Os lactentes são particularmente suscetíveis pela imaturidade da glândula sudorípara écrina.

FRALDA CHEIA - Quais são os sintomas mais comuns?

DRA ANA ELISA - O sinal encontrado são numerosas pápulas eritematosas (minúsculas bolinhas vermelhas) que medem de 1 a 4 mm de diâmetro. O sintoma mais frequente é o prurido (as lesões podem causar coceira).

As lesões se localizam principalmente no dorso superior, região do pescoço, e tórax superior.

Há uma tendência a resolução espontânea após alguns dias (principalmente se ocorrer mudança do clima), mas em alguns casos, as lesões podem durar várias semanas.

FRALDA CHEIA - Como tratar e como evitar? Medidas caseiras como uso de maizena ou aveia podem ser utilizadas?

DRA ANA ELISA - Medidas para evitar o excesso de sudorese devem ser estimuladas como utilizar ar condicionado, usar somente roupas de algodão leves, tomar vários banhos ao dia (somente com água) e limitar a atividade física.

O uso de maizena ou talco líquido pode ajudar, mas não irá resolver o problema se as outras medidas não forem tomadas simultaneamente.

Caso as lesões persistam apesar desses cuidados, alguns medicamentos podem ser utilizados com prescrição médica.

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Quais são as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti?

05 de dezembro de 2016 0
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Como a informação é a maior arma na promoção da saúde e no combate às doenças, o blog Fralda Cheia foi buscar mais informações sobre as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, que vem preocupando pais e mães já há alguns anos, especialmente no verão. Confira as informações:

1- Quais as doenças transmitidas pelo mosquito?

A diretora do Centro Estadual da Vigilância em Saúde, Marilina Bercini, explica que o mosquito transmite três doenças, causadas por vírus diferentes, porém com sintomas semelhantes.

Dengue: caracterizada por febre alta que começa de forma repentina, associada a dores no corpo e articulações, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, e – em 50% dos casos – manchas vermelhas no corpo;

Chikungunya: febre alta e abrupta, acompanhada de dores intensas e inchaço nas articulações e dificuldade em realizar atividades cotidianas (como escovar os dentes e tomar banho), e – em 50% dos casos – manchas vermelhas no corpo;

Zika: febre leve ou mesmo inexistente, olhos avermelhados (conjuntivite), presença das manchas avermelhadas em 100% dos casos (acompanhadas de coceira). No entanto, 80% dos casos são assintomáticos (não apresentam sintomas).

Clinicamente, é difícil de diferenciar uma doença da outra. A recomendação é consultar o médico para a avaliação clínica e realização de diagnóstico laboratorial.

 

2- O mosquito Aedes aegypti transmite também a Febre Mayaro? 

A diretora do Centro Estadual da Vigilância em Saúde, Marilina Bercini, explica que essa relação ainda não está comprovada:

“No Brasil, os casos detectados vêm ocorrendo em áreas de mata e rural, em pessoas que frequentam espaços onde vivem macacos e outros animais silvestres por motivo de trabalho ou lazer. O vírus é transmitido preferencialmente por mosquitos silvestres do gênero Haemagogus. Pesquisas estudam se há alguma adaptação do vírus ao mosquito vetor urbano (Aedes).
As manifestações clínicas são semelhantes à dengue e chikungunya. A doença inicia com quadro febril agudo, podendo apresentar cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular) e manchas avermelhadas. A artralgia (dor nas articulações), que pode ser acompanhada de edema, é o principal sintoma das formas severas e, ocasionalmente, pode ser incapacitante ou limitante, persistindo por meses”.

3- Quais as consequências das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti

Mais uma vez, a diretora do Centro Estadual da Vigilância em Saúde, Marilina Bercini, responde:

Dengue: a maioria dos casos apresenta recuperação completa em sete dias, mas podemos ter complicações como meningite, encefalite e miocardite e dengue grave com sinais de choque e alterações hemorrágicas, o que pode levar ao óbito;

Chikungunya: artrite crônica com dor, edema, limitação de movimento e deformidade das articulações;

Zika: alterações neurológicas como síndrome de Guillian-Barré e encefalites, microcefalia e/ou outras alterações do Sistema Nervoso Central em crianças nascidas de mães infectadas pelo zika vírus durante a gravidez.

4- Como está o desenvolvimento de vacinas para essas doenças?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma vacina contra a dengue para uso no Brasil, produzida pela Sanofi Pasteur, liberada para indivíduos de 9 a 45 anos. Conforme Marilina Bercini, necessita aplicação de 3 doses para conferir proteção.

O Instituto Butantan, de São Paulo, está desenvolvendo uma outra vacina contra a dengue, em parceria com o National Institute of Health, dos Estados Unidos, que está em fase de testes com voluntários e necessitará de apenas uma dose para prevenir a doença.

Para Chikungunya e Zika vírus não há vacinas disponíveis.

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