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Um ano após epidemia de zika, governo decide distribuir repelente a gestantes

17 de fevereiro de 2017 0

Por Sibeli Fagundes

 Risco a partir do terceiro trimestre de gestação é considerado insignificante

Sem repelente, risco de contrair zika vírus é maior

Um ano (!!!!)  após a epidemia de zika e o crescimento expressivo dos casos de microcefalia em recém-nascido relacionada ao vírus , o governo federal decidiu distribuir repelentes para gestantes beneficiárias do Bolsa Família em todo o Brasil. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, a partir de março (!!!!) , mais de 484 mil gestantes do programa receberão os repelentes. Ao todo, serão distribuídos 15,9 milhões de frascos. Serão sete lotes, sendo que o último será distribuído em dezembro.

“Na primeira etapa, serão entregues quase 1 milhão de unidades. As prefeituras ficarão responsáveis por escolher a melhor forma de distribuição – ou no Centro de Referência de Assistência Social [Cras] ou na unidade de saúde”, diz nota divulgada pelo ministério.

Em 2015 e 2016 foram notificados 10,2 mil casos de crianças nascidas com alterações no crescimento e desenvolvimento relacionadas à infecção pelo vírus zika no Brasil, sendo 2,2 mil confirmados. Neste período, foram concedidos 1,9 mil Benefícios de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com microcefalia.

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14 de dezembro de 2016 0

Saiba o que é mito e o que é verdade

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Em Santa Maria, alunos aprendem a combater o mosquito. Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

O verão começa na semana que vem e com ele voltam também as incômodas picadas de mosquito. E aumenta a preocupação dos pais com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Por isso, o blog preparou um material com perguntas e respostas aos pais, baseado em dados do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual da Saúde.

Como o mosquito se prolifera?

As fêmeas colocam ovos e, a partir daí, começa a proliferação. Os depósitos preferenciais para os ovos são recipientes domiciliares com água parada ou até na parede destes, mesmo quando secos. Os principais exemplos são pneus, latas, vidros, cacos de garrafa, pratos de vasos, caixas d’água ou outros reservatórios mal tampados.

Como é o comportamento do Aedes aegypti?

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico, vive dentro de casa, e perto do homem. Ele tem hábitos diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. A reprodução acontece em água limpa e parada. Os ovos são distribuídos por diversos criadouros pela fêmea – estratégia que garante a dispersão da espécie. Se a fêmea estiver infectada pelo vírus da dengue quando realizar a postura de ovos, há a possibilidade de as larvas já nascerem com o vírus – a chamada transmissão vertical.

Ovos ressecados do Aedes também são perigosos?

Sim. Mesmo ressecados, os ovos são perigosos. Eles sobrevivem até um ano sem água. Se neste período, o ovo entrar em contato com a água, o ciclo recomeça.

Quais cuidados devem ser tomados?

Além de evitar o acúmulo de água, outras medidas também exigem atenção:
- Verifique se os ralos estão desentupidos e, se não estiver usando, deixe-os fechados ou com telas.
- Observe a bandeja externa de água na parte de trás da geladeira

Imagem: Secretaria Estadual da Saúde

Imagem: Secretaria Estadual da Saúde

É suficiente apenas tirar a água dos potinhos que ficam sobre os vasos?

Não. Os ovos ficam grudados nas laterais internas dos pratos ou ainda nas laterais externas dos vasos. O ideal é optar por pratos que fiquem bem justos ao vaso e lavá-los com água e sabão, utilizando uma bucha para retirada de possíveis ovos.

Água de piscina é uma ameaça?

Se estiver recebendo o tratamento adequado, com aplicação da quantidade correta de cloro, não há problema. Caso contrário, será um criadouro de mosquitos.

Borrifar inseticidas mata os ovos ou apenas os mosquitos adultos?

A aplicação de inseticidas elimina apenas os mosquitos adultos. Por isso, a borrifação dos químicos só é eficaz no caso de surtos ou epidemias. Para matar os mosquitos, é preciso acabar com os ovos e as larvas. Caso contrário, outros mosquitos nascerão.

Velas e incensos ajudam a espantar o Aedes?
Velas de citronela ou andiroba têm efeito paliativo. O raio de alcance e a duração são restritos.

Aplicar borra de café na água das plantas e sobre a terra ajuda a combater o mosquito?

A eficácia da borra de café não foi comprovada e a sua utilização não simplifica os cuidados atualmente recomendados que são: a eliminação dos pratos ou a utilização de pratos justos aos vasos, a colocação de areia até as bordas dos pratos, ou eliminar a água e lavar os pratos com bucha e sabão semanalmente.

O que devemos fazer ao encontrar larvas do mosquito em um recipiente?

Não devemos jogar em ralos, mas diretamente na terra.

Quais os principais sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes?

Dengue, Zika e Chikungunya possuem sintomas parecidos, mas algumas caraterísticas podem ajudar a diferenciá-las. Não existe tratamento específico para as infecções por estes vírus. A orientação é que, na presença de qualquer sintoma, o paciente procure a unidade de saúde mais próxima. Além disso, deve fazer repouso, e ingerir de bastante líquido durante os dias de manifestação desses sinais.
Clique no quadro abaixo e veja a diferença entre as doenças.

sintomas

É verdade que só a fêmea pica?

Sim, a fêmea precisa de sangue para a produção de ovos. Tanto o macho, quanto a fêmea, se alimentam de substâncias que contêm açúcar (néctar, seiva, entre outros), mas como o macho não produz ovos, não necessita de sangue.

Usar calças compridas e meias pode colaborar para a prevenção à picada do mosquito?

Sim, porque o Aedes aegypti pica as pessoas preferencialmente nas pernas e nos pés. Ele tem rejeição à claridade e é atraído pelo calor, por isso teria preferência por tecidos escuros. O importante é eliminar os criadouros do mosquito, para que ele não circule.

Quantas pessoas um mosquito é capaz de infectar?

O mosquito fêmea suga sangue para produzir ovos. Se o mosquito da dengue estiver infectado, poderá transmitir o vírus da dengue neste processo. Em geral, mosquitos sugam uma só pessoa a cada lote de ovos que produzem. Mas ele é capaz de picar mais de uma pessoa. Há relatos de que um só mosquito já transmitiu dengue para cinco pessoas de uma mesma família, no mesmo dia.

O aumento de casos de microcefalia está relacionado ao uso de mosquitos com bactéria?

Não é verdadeira a informação de relação entre a incidência do vírus Zika com os mosquitos portadores da bactéria Wolbachia. Desde 2014, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, desenvolve o projeto “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil” que propõe o uso de uma bactéria naturalmente encontrada no meio ambiente, inclusive no pernilongo, chamada Wolbachia. Quando presente no Aedes, a bactéria é capaz de impedir a transmissão da dengue pelo mosquito.

Os casos de microcefalia estão relacionados ao uso de vacinas estragadas?

O Ministério da Saúde esclarece que todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imuização (PNI) são seguras e não há nenhuma evidência na literatura nacional e internacional de que possam  causar  microcefalia.

É possível afirmar que a presença do vírus Zika na saliva pode infectar outras pessoas?

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, constatou a presença do vírus Zika ativo (com potencial de provocar a infecção) em amostras de saliva e de urina de pacientes. Mas isso não é suficiente para afirmar que é possível transmitir o vírus pela saliva. Serão necessários outros estudos para analisar, por exemplo, qual o tempo de sobrevivência do vírus Zika e, após passar pelos sucos gástricos, se tem capacidade de infectar as pessoas.

O vírus Zika pode ser transmitido por relação sexual?

Com base na crescente evidência de que o vírus pode ser sexualmente transmissível, em maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o guia interino de prevenção da transmissão sexual do vírus Zika. A OMS recomenda, dentre outras medidas, a prática de sexo seguro por mulheres gestantes que vivem em áreas de alta transmissão do vírus.

Como denunciar os focos do mosquitos?

As ações de controle da dengue ocorrem, principalmente, na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

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Como as grávidas podem se proteger do mosquito transmissor da zika

29 de novembro de 2016 0
Foto: Adriana Franciosi

Foto: Adriana Franciosi

Verão chegando e cresce a preocupação com a proliferação do mosquito que transmite o vírus da zika. Preocupação maior ainda para as gestantes, já que o Brasil enfrentou uma epidemia de microcefalia causada por este vírus. Recentemente a Organização Mundial da Saúde retirou a situação de alerta mundial, mas este não é motivo para descuidar.

Quem mora na região Sul deve ficar bem alerta, pois ainda não teve o contato massivo com a doença, alerta o médico ginecologista e obstetra Jorge Alberto Telles: “Realmente temos que reforçar os cuidados no nosso verão. O primeiro cuidado é atentarmos para as medidas de combate ao mosquito em casa, relacionados a água parada, já bem divulgados. Segundo atentar que não sabemos como a zika vai evoluir nosso país. No Nordeste a epidemia recuou expressivamente, possivelmente pelo aumento do número de pessoas que tiveram contato com o vírus e ficaram imunes. Não é a nossa situação imunológica e cogita-se inclusive iniciar a vacinação nacional pelo nosso estado para diminuir a chance de disseminação dessas doenças por aqui”, explicou o médico.

O profissional esclarece também que o uso de repelentes costuma ser uma medida eficaz. O mercado disponibiliza três tipos de produtos: A Icaridina, que é o mais indicado, segundo Telles, e tem duração de cerca de dez horas. O DEET, que pode durar até seis horas  e o IR3535, que tem curta duração, cerca de duas horas. Tem também os repelentes ditos naturais, que tem duração menor que uma hora.

Apesar de não sabermos como será a proliferação do vírus no Estado, Telles acredita que não há motivos para adiar uma gestação planejada. Também não é necessário pânico, caso a gestante perceba que foi picada pelo inseto transmissor: “O mosquito Aedes é muito comum no nosso meio. Assim não deve-se ter pânico… em caso de dúvida, consulte seu obstetra”, tranquiliza.

Dicas do Ministério da Saúde

• Adoção de medidas que eliminem a presença de mosquitos transmissores de doenças e seus criadouros (retirar recipientes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento de água);

• Proteção contra mosquitos, com portas e janelas fechadas ou teladas;

• Uso de calça e camisa de manga comprida e com cores claras;

• Denúncia de locais com focos do mosquito à prefeitura;

• Mosquiteiros proporcionam boa proteção pra aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos);

• Uso de repelentes indicados para gestantes;

O Ministério da Saúde orienta as mães também através da Caderneta da Gestante:

caderneta

 

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21 de novembro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Ivo Gonçalves / PMPA / Divulgação

Foto: Ivo Gonçalves / PMPA / Divulgação

O calor está chegando e, com ele, voltam os mosquitos e as doenças transmitidas pelo vilão dos últimos verões: o Aedes aegypti. Sabemos, e o blog tem reforçado, da importância das medidas de prevenção. No entanto, não é possível evitar 100% que nossos filhos sejam picados por mosquitos. O que fazer diante disso? Quando se preocupar? O Fralda Cheia foi buscar as respostas. Confira:

Que tipo de reações após uma picada de mosquito exigem atenção dos pais?

De acordo com o médico pediatra Benjamin Roitman, da Coordenação da Equipe de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, em geral a picada de mosquito causa apenas uma reação local. É importante pontuar que nem toda picada leva a alguma doença:

“Para se pensar em dengue, zika ou chikungunya, deve-se avaliar a criança que apresenta febre de início súbito, dores no corpo (irritabilidade em crianças pequenas), dores articulares, cefaleia, manchas no corpo. A presença de dengue, zika ou chikungunya em outras pessoas da casa ou vizinhança, assim como viagem recente para área endêmica (Nordeste, Rio de Janeiro, por exemplo), leva a pensar no diagnóstico. Geralmente, o mosquito pica e contamina outros familiares”.

O presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Hélio Miguel Lopes Simão, explica que as reações após uma picada de mosquito são diversas:

“A criança pode ter somente uma lesão no local da picada, com leve vermelhidão e coceira, e neste caso aplica-se somente uma loção com substâncias (exemplo: cânfora, mentol, calamina) para alívio deste desconforto. Quando o paciente apresenta uma picada de mosquito com lesões no local e à distância em outras partes do corpo, caracteriza uma reação de sensibilidade alérgica. Nesta situação, necessita antialérgico por via oral e também essas loções que se aplica nas lesões de pele para alívio da coceira”.

Os sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti são característicos. Confira a explicação do médico Hélio Miguel Lopes Simão:

“Caso o mosquito seja um transmissor de uma doença viral, ou seja, o mosquito tem em sua saliva o vírus da dengue, vírus da zika ou chikungunya, vai transmitir uma destas infecções. A atenção dos pais deve estar centrada nos sintomas que aparecem 3 a 15 dias após a picada. As diferenças na apresentação destas três infecções, chamadas arboviroses, é discreta. Os pacientes apresentam sinais e sintomas comuns nas três situações: febre, mal estar, dor nas articulações e manchas avermelhadas na pele, na dengue o que chama a atenção é a febre alta, o zika vírus tem como característica as manchas avermelhadas com coceira e na infecção por chikungunya é comum as dores articulares. Esses achados orientam o diagnóstico, mas necessitam de exames laboratoriais para comprovar, como também a situação epidemiológica através da vigilância, com notificações dos casos por distritos regionais auxilia no diagnóstico”.

Nem todo mosquito transmite doença!

O médico pediatra Benjamin Roitman destaca que nem toda picada de mosquito é motivo de preocupação:

“Nem toda a picada por Aedes transmitirá uma doença. Ao contrário, há muito Aedes, muitas picadas mas poucos são os mosquitos com o vírus. Principalmente neste momento em que Porto Alegre não tem apresentado casos da doença e a população de mosquitos ainda é baixa”.

O presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Hélio Miguel Lopes Simão, explica que o mosquito Aedes Aegypti é um mosquito de cor café ou preto com listras brancas no corpo e pernas, hábitos diurnos (inicio da manhã ou final da tarde), procria em água parada, próxima ao domicílio. O ideal para o mosquito é clima quente e úmido. O tempo de vida do mosquito é de 30 dias e é a fêmea infectada que transmite o vírus pela saliva, quando pica a criança.

“Quando esse mosquito está infectado por um dos vírus, a criança vai desenvolver a doença. Caso a criança tenha sido picada por um mosquito Aedes Aegypti não infectado por vírus, a criança não terá essas infecções, poderá ter uma reação alérgica como comentamos anteriormente. É bom lembrar que não ocorre transmissão dessas infecções através do contato entre o doente e uma pessoa sadia”.

Caso mosquito que picou a criança esteja infectado por uma das viroses, quando os sintomas aparecem?

Quem responde é o presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Estado, Hélio Miguel Lopes Simão:

“O período entre a picada e o aparecimento da doença é de 3 a 15 dias, o chamado período de incubação, os sintomas dependem do tipo de vírus transmitido ao paciente, no caso da dengue, a chamada apresentação clássica, a febre é alta com início rápido, dor de cabeça, perda de apetite, dor nos olhos, manchas avermelhadas na pele, vômitos, cansaço e dores no corpo. Na dengue hemorrágica, os sintomas são parecidos, a diferença é que quando a febre desaparece, iniciam os sinais de alerta: manchas vermelhas na pele, podem ser puntiformes, sangramentos diversos, vômitos mais intensos e dores abdominais, sonolência e perda de consciência, dificuldade para respirar e pulso fraco, ou seja sintomas e sinais de maior gravidade. Nas infecções por chikungunya ocorre praticamente todo este quadro em maior ou menor intensidade mas o marcante é o comprometimento das articulações com fortes dores mais intensas que nas outras infecções, assim como na infecção por zika vírus o quadro mais chamativo são as manchas avermelhadas com intensa coceira”.

No caso do aparecimento de sintomas, quando os pais devem levar a criança ao médico?

O médico pediatra Benjamin Roitman, da Coordenação da Equipe de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, destaca que é importante procurar atendimento diante do aparecimento dos seguintes sintomas:

“A presença de febre com dor pelo corpo, cefaleia, dores articulares, manchas pelo corpo deve levar a criança a atendimento, que pode ser em unidade de saúde, consultório de seu pediatra ou pronto atendimento. Lembramos que a epidemiologia é importante: se não há história de viagem, outros casos em familiares ou vizinhos, em época de baixa endemicidade, o diagnóstico é pouco provável. Ao contrário, história de viagem recente para área endêmica, presença de outros casos na família ou no bairro tornam mais provável a doença”.

Tratamento

Quem explica o tratamento às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti é o médico Hélio Miguel Lopes Simão, presidente do Comitê de Alergia e Imunologia da Sociedade de Pediatria do Estado:

“O tratamento para essas infecções é sintomático, por exemplo: baixar a febre, hidratar o paciente, corrigir sangramentos. Esse tratamento não se modifica com o resultado laboratorial positivo ou negativo. Nos casos das gestantes, a confirmação do teste é valiosa, pelo risco de associação do vírus zika e microcefalia ou outras alterações neurológicas. Lembrar de evitar o uso de anti inflamatórios como o acido acetil salicílico e derivados em pacientes com essas infecções, pelo risco de aumentar o sangramento”.

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Gestantes beneficiárias do Bolsa Família receberão repelentes a partir de dezembro

10 de novembro de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Reprodução / TV Brasil

Foto: Reprodução / TV Brasil

O Ministério da Saúde anunciou que a partir de dezembro as gestantes beneficiárias do Bolsa Família começarão a receber repelentes. A expectativa do governo é distribuir o produto para mais de 480 mil mulheres.

A medida foi oficializada em abril, por meio de um decreto que criou o programa de prevenção e proteção individual de gestantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica contra o mosquito Aedes aegypti. O objetivo do governo é reduzir os casos de infecção pelo zika vírus, associado ao aumento de casos de microcefalia em bebês no Brasil.

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Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a meta do governo é avaliar a ampliação da estratégia mas, inicialmente, somente as beneficiárias do Bolsa Família receberão os repelentes.

“Proibida a venda”

No edital de compra dos repelentes, o Ministério da Saúde definiu a necessidade de uma embalagem especial da própria pasta com os dizeres “proibida a venda”. Contido, a embalagem precisa de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), processo que pode levar até 60 dias para ser concluído.

Para evitar a demora na entrega, o governo promete dispensar a exigência de embalagem especial nas primeiras entregas.

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30 de agosto de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Um estudo publicado nesta terça-feira (30) relacionou a surdez em bebês com a infecção pelo zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A pesquisa acompanhou 70 bebês de mães que contraíram a doença e revelou que quase 6% deles tiveram perda de audição sem outra causa plausível.

Outros tipos de infecção viral também podem afetar a audição, como rubéola e citomegalovírus. O estudo da Fundação Oswaldo Cruz de Pernambuco inclui a zika à lista.

Os cientistas destacam que crianças expostas ao vírus durante a gestação e que nasceram com a audição normal devem ser avaliadas regularmente, porque podem perder a audição progressivamente.

O zika vírus é mais conhecido por provocar microcefalia em bebês de mães infectadas, mas outras pesquisas estão mostrando outros efeitos, como problemas de visão e alterações nas juntas.

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Vai viajar para o exterior? Prepare o repelente! 70 países já reportaram casos de Zika

22 de agosto de 2016 0

Por Elisandra Borba

Mapa OMS

Mapa OMS

Não pensem as grávidas do nosso país que viajar ao exterior é a solução para fugir da Zika. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 70 países já reportaram casos da doença e 17 países e territórios reportaram casos de microcefalia e/ou malformação do sistema nervoso central associados ao vírus. Ao fazer a mala para viajar para fora do país, as gestantes devem ter os mesmos cuidados que ao embarcar para regiões endêmicas do Brasil.

Prevenção

As formas de prevenção seguem sendo as mesmas, ou seja, não permitir ser picada pelo mosquito transmissor. Tentar eliminar os focos, limpando os ambientes, também é primordial. Vale cobrir a pele com roupas de mangas compridas e calças; dormir em locais protegidos por mosqueteiros; e usar telas nas janelas e portas para reduzir o contato com mosquitos. O uso de repelentes também é um meio de prevenção eficaz. No caso de gestantes, a OPAS/OMS recomenda aqueles que contêm o princípio ativo DEET (N N-dietil-3-metilbenzamida), IR3535 (3-[N-acetil-N-butil]-éster etil ácido aminopropiónico) ou Icaridina (ácido-1 piperidinecarboxílico, 2-(2-hidroxietil)-1-metilpropilester). Esses produtos podem ser aplicados na pele exposta e devem ser usados em conformidade com as instruções do rótulo.

Onde há zika

Países com um primeiro surto de zika transmitido por mosquitos relatado a partir de 2015
Anguilla; Antígua e Barbuda; Argentina; Aruba; Bahamas; Barbados; Belize; Bolívia; Bonaire, Sint Eustatius e Saba (Países Baixos); Brasil; Cabo Verde; Colômbia; Costa Rica; Cuba; Curaçao; Dominica; República Dominicana; Equador; El Salvador; Estados Unidos; Fiji; Guiana Francesa; Granada; Guadalupe; Guatemala; Guiana; Guiné-Bissau; Haiti; Honduras; Ilhas Cayman; Jamaica; Ilhas Marshall; Ilhas Turcas e Caicos; Ilhas Virgens Americanas; Martinica; México; Micronésia; Nicarágua; Panamá; Paraguai; Peru; Porto Rico; Samoa; Samoa Americana; São Bartolomeu; Santa Lúcia; Saint Martin; São Vicente e Granadinas; Sint Maarten; Suriname; Tonga; Trinidad e Tobago; Venezuela.

Países com possível transmissão endêmica ou evidência de infecções locais por zika causadas por mosquitos em 2016
Filipinas; Indonésia; Tailândia; Vietnã.

Países com evidência de infecções locais por zika causadas por mosquitos em 2015 ou antes, mas sem registro de casos em 2016 ou com surto finalizado
Bangladesh; Camboja; Ilhas Cook; Ilha de Páscoa (Chile); Ilhas Salomão; Gabão; Laos; Malásia; Maldivas; Nova Caledônia; Papua-Nova Guiné; Polinésia Francesa; Vanuatu.

Países que reportaram transmissão do zika de pessoa para pessoa, sem que fosse por mosquitos, desde fevereiro de 2016
Alemanha; Argentina; Canadá; Chile; Espanha; Estados Unidos; França; Itália; Nova Zelândia; Peru; Portugal.

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24 de junho de 2016 0

Por Marcela Panke

Foto: Carlinhos Rodrigues / Agencia RBS

Foto: Carlinhos Rodrigues / Agencia RBS

Os pedidos por pílulas abortivas mais que dobraram no Brasil após o início da epidemia do zika vírus. A informação foi divulgada nesta semana pelo coletivo internacional Women on Web, que é favorável ao aborto. O Brasil foi o país da América Latina que teve o maior aumento no número de solicitações de medicação abortiva feitas à entidade: os pedidos cresceram 108%.

Essa ONG tem sede em Amsterdã, na Holanda, e envia pelo correio pílulas abortivas para mulheres que vivem em países onde o aborto é limitado ou proibido, caso do Brasil. A Women on Web lançou uma campanha para ajudar grávidas contaminadas pelo zika a interromper a gestação, pelo risco do bebê nascer com microcefalia.

Polêmica

O assunto é muito polêmico. Em fevereiro deste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu que os países atingidos pelo zika vírus permitissem o acesso de mulheres à contracepção e ao aborto. O Alto Comissário para os Direitos Humanos da ONU, o jordaniano Zeid Ra’ad al-Hussein, apelou principalmente aos países sul-americanos.

Os governos de alguns países chegaram a recomendar que as mulheres adiassem a gravidez em função da proliferação do zika vírus. O Rio Grande do Sul deu essa orientação à população.

Uma pesquisa Datafolha, divulgada em fevereiro, mostrou que a maioria dos brasileiros é contra o aborto por grávidas infectadas pelo zika vírus, mesmo com a confirmação da microcefalia no bebê. Conforme o levantamento, 58% se posicionaram contra a interrupção da gestação nesses casos, 32% defenderam o aborto e 10% não opinaram.

E você? O que pensa sobre o assunto? Deixe a sua opinião para a gente!

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29 de abril de 2016 0

Por Mateus Ferraz

Anderson Fetter/Agência RBS

O Estado teve 69 casos de bebês com microcefalia em 2016. Desses, 31 ainda não foram analisados sobre a possibilidade de ligação da malformação com o vírus zika. Por isso, o Hospital de Clínicas vai realizar um mutirão médico neste sábado (30), a partir das 9h, para examinar as crianças. O objetivo é oferecer o atendimento personalizado para cada caso.

Ao todo, mais de 20 profissionais realizarão os atendimentos, entre radiologistas, geneticistas, neurologistas, fonoaudiólogos e assistentes sociais, entre outros. As famílias das 31 crianças foram orientadas a comparecer no hospital para a ação.

Casos

Entre os 69 casos de microcefalia registrado no Rio Grande do Sul em 2016, há comprovação de que dois possuem ligação com o zika vírus e 36 foram causados por outros motivos.

Zika vírus

De acordo com balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde nesta sexta-feira (29), o Estado possui 25 casos confirmados de zika vírus em 2016, quatro a mais do que na última semana. Desses, 18 são importados e sete foram contraídos no RS.

Porto Alegre registra o primeiro caso autóctone de Zika

15 de abril de 2016 0

Confira dicas para proteger os pequenos

Por Milena Schoeller

Fonte: Agência RBS

Fonte: Agência RBS

A Secretaria Estadual da Saúde divulgou nesta sexta-feira (15) um boletim epidemiológico atualizado sobre a situação do Zika vírus, Dengue, e Febre Chikungunya no Rio grande do Sul. E a notícia não é boa. Porto Alegre registra o primeiro caso autóctone de Zika, ou seja, contraído dentro da própria região. Isso significa que os mosquitos transmissores foram contaminados. É uma mulher de 21 anos, que teve a doença comprovada por exames, e não viajou. É moradora do bairro Belém Novo, e não é gestante.

Por isso, devemos redobrar os cuidados!

Reproduzo aqui algumas postagens que já fizemos no blog  Fralda Cheia sobre este assunto:

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Fonte: Secretaria Estadual da Saúde