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Posts com a tag "Brasileirão"

Convocações e desconfiança

21 de setembro de 2011 0

Desconfio muito, e penso que talvez isso, desconfiar, seja o máximo possível, de declarações acaloradas a cada vez que se anuncia convocação para a Seleção Brasileira.
Desconfio porque tenho o sentimento de que, ao mesmo que os cartolas bradam contra a ausência do atletas convocado em jogos importantes (e todos o são), também pegam a calculadora para projetar a porcentagem do aumento que o chamado para defender a Seleção Brasileira (a mais poderosa camisa do futebol) terá em uma futura venda.
Desconfio, infelizmente, que os dirigentes se valem da paixão do torcedor para aparecer com cara de brabo para esse apaixonado, como se o esperneio resolvesse o problema.
Desconfio e vou continuar assim até que veja um presidente de clube dizer que não vai liberar o jogador e ponto final.

Cartas

Joga D'Alessandro e joga Damião. São duas cartas que impressionam e, conforme a mão do adversário, sozinhas podem ser suficientes para garantir o jogo e bater.
Quem joga, contudo, tem obrigação de saber que, às vezes, dependendo da combinação à disposição, mesmo as mais altas cartas podem sucumbir a, digamos, uma trinca de seis.
O Figueirense terá três desfalques e não vence há quatro jogos. Virá babando. O Colorado, claro, é mais time, mas terá de botar as cartas na mesa pra voltar com as fichas.

Cariocas

Outro carioca no caminho, depois da sova em São Januário. Agora é o surpreendente (porque ausente de grandes nomes, embora bem organizado por Caio Junior) Botafogo que se impõe à frente do Grêmio, amanhã, no Olímpico.
Obrigado a montar o setor defensivo com o sempre inseguro (apesar de fazer as vezes de zagueiro-goleador) Rafael Marques e a eterna aposta Bruno Collaço, o dono da casa precisará de muita atenção.
O Glorioso joga muito em função de Loco Abreu, na área, mas é muito mais do que isso. Renato, Maicossuel e Elkeson formam o tripé de um meio-campo que está entre os melhores do Brasil. Não convém brincar com fogo.        

No Brasil

A gente sabe como funciona. Todo mundo gosta de cobrar – e principalmente de apontar com o fura-bolo quando algo dá errado. Ninguém (tá, ninguém é muito forte... a absoluta maioria) quer participar.
Por isso, é muito válida a leitura da entrevista (em www.globoesporte.globo.com/basquete) com o ala Marcelinho Machado, 36 anos e 14 a serviço da Seleção Brasileira. Um dos heróis da classificação à Olimpíada de Londres, ele avisa:
– Uma crítica que sempre fiz ao esporte brasileiro é que a gente espera ter o resultado para depois fazer o investimento. Devia ser o contrário.
Mais uma cesta de três pontos de Marcelinho.

Insatisfação

16 de julho de 2011 2

Já é corrente entre os internautas o texto que ironiza o confronto entre Brasil e Equador, pela Copa América: o time equatoriano tem o jogador Caicedo, enquanto a Seleção tem o "cai tarde" Julio Cesar, o "cai sempre" Neymar e o "cai logo" Mano Menezes.
Gozações à parte, o espírito satírico do brasileiro sinaliza insatisfação com a Seleção, que não empolga nem apresenta soluções para: a) o gol, onde Julio Cesar passa longe de empolgar; b) um irreconhecível Thiago Silva; c) as laterais - pelo menos na direita, o treinador percebeu que Daniel Alves não tem estofo para por Maicon no banco, mas André Santos jamais será herdeiro da camisa de Júnior, Branco e Roberto Carlos; d) Lucas Leiva um dia desses terá um colapso tentando cobrir os avanços de Ramires e Ganso (embora o atleta do Santos seja o cérebro do time).
Faltou o ataque, mas o ataque, pelo menos por enquanto, fez-me calar. Vamos ver contra o Paraguai.

Filho?

Frequentemente presente na parte superior da tabela de classificação do Brasileirão, o São Paulo é ameaça constante a qualquer equipe, dentro ou fora de casa.
Se nos últimos anos, em especial nos mata-matas da Libertadores, o time do Morumbi virou filho do Colorado, o mesmo não pode ser dito no Brasileiro - a estatística registra oito vitórias de vantagem para o São Paulo no confronto.
Neste jogo de domingo, porém, com técnico interino e alguns desfalques, o Inter tem uma boa chance de diminuir esses números.  

Não aproveita

Muito se falou dos dias sem jogos que o Grêmio ganharia para trabalhar, apertar parafusos que precisam de ajuste, estabelecer um esquema tático e definir o time titular.
Quando a fase não é boa, porém... o que se viu no Olímpico?
Jogadores criando caso e a já incômoda inabilidade da diretoria de futebol em lidar com tais problemas. Se o time passa por momento turbulento, a história ensina que é hora de reunir o grupo a portas fechadas e, aí, sim, lavar a roupa suja.
Bate-boca em público jamais ajudou.   

C e D

Começa neste fim de semana o ano para cinco clubes gaúchos: Brasil de Pelotas e Caxias na Série C nacional, e Cerâmica, Cruzeiro e Juventude na D.
É chover no molhado dizer que a Terceirona será briga de foice no escuro.
Pior ainda, porém, é a Quarta Divisão: só os quatro finalistas garantem-se em competição nacional no ano seguinte. Por isso, talvez mais do que qualquer outro clube, o Ju (único time da D com título nacional no currículo)  encara este torneio como de vida ou morte.

Não há fórmula perfeita

05 de dezembro de 2009 1

O Campeonato Brasileiro decide-se, neste domingo, com os resultados, entre outros jogos, das partidas de Grêmio e Internacional.
O Colorado precisa vencer o Santo André. E precisa que o Grêmio ganhe do Flamengo. A torcida gremista, porém, não quer favorecer o arquirrival com este triunfo.
Culpa dos pontos corridos, claro. A fórmula é "imoral", bradam os defensores do mata-mata.
Esquecem-se que, antes do mata-mata, há uma fase classificatória. Na qual é possível fazer acertos de resultados entre um time desinteressado e outro que luta pela classificação.
Acertos estes que já houve até em Copa do Mundo (disputa em mata-mata). Em 1974, a Alemanha Ocidental foi batida pela Alemanha Oriental, por 1 a 0. Tivesse vencido, pegaria, na fase seguinte, Argentina, Brasil e Holanda. Entrou em segundo lugar e pegou Iugoslávia, Polônia e Suécia. O fim da Copa, todos sabem: Alemanha Ocidental na cabeça, vencendo os craques da Holanda na decisão.
Não há formula perfeita se houver pessoas imperfeitas, dispostas a fazer falcatruas.
E, sim, campeonato por pontos corridos é mais justo. E, como prova o deste ano, mais emocionante. É, por fim, a melhor fórmula

Maracanã

05 de dezembro de 2009 1

Querem me chamar de otário, trouxa, o que for, façam. "Pouco se me dá", diria a minha avó.
Que tudo indica que o Grêmio perca para o Flamengo é o mais provável. Definitivo, porém, não é. Podem dizer que sou ingênuo, tolo, mas não creio (ou não quero crer, para eu mesmo não me achar bobo) que os atletas do Grêmio entrem em campo com a derrota na cabeça, contra o Rubro-Negro.
São, afinal, profissionais. Se o time do Olímpico perder, que perca jogando, não de propósito.

A queda

05 de dezembro de 2009 0

Claro que tudo pode acontecer durante os 90 minutos em um campo de futebol, mas acho difícilimo que o Santo André não deixe o Beira-Rio rebaixado à Segunda Divisão.
Resta, então, uma indesejável vaga e três clubes querendo livrar-se dela.
Pela pontuação, o Fluminense leva vantagem. Precisa empatar, mas seu time já ultrapassou o ponto da estafa. Está indo na raça. E que raça!
O Coritiba, que precisa ganhar, tem a vantagem de jogar em casa, como o Botafogo _ mas este enfrenta o Palmeiras, que ainda sonha com o título.
Como é ruim campeonato por pontos corridos...

Foi ruim

29 de outubro de 2009 1

Dos concorrentes colorados, apenas o Flamengo – justamente de quem menos se esperava erros a esta atura do campeonato – patinou. O Internacional desperdiçou o confronto direto com o São Paulo, que foi dormir como líder. Além de ver o inimigo na ponta, engoliu fumaça. Por sorte para o Inter, o Fla também dormiu no ponto. Assim, o time de Mário Sérgio permanece no G4. O agravante da derrota é que já tem o Cruzeiro bufando no cangote.

Quando?

29 de outubro de 2009 0

Já foram disputadas 32 rodadas deste Campeonato Brasileiro, e em nenhuma delas o Internacional conseguiu virar um resultado negativo.
Até já demonstrou forças para isso, é verdade, mas chances concretas para vencer este tipo de adversidade foram pouquíssimas.
Está aí mais um dos muitos desvios de rota que o novo comandante do Beira-Rio terá de corrigir. Agora só
faltam seis rodadas. E a distância para a taça aumentou. De novo.

Era obrigação

08 de outubro de 2009 1

Nem vamos perder tempo discutindo se era obrigação ganhar do Náutico. Era.

Assim como também será ganhar do Atlético-PR. Mário Sérgio, Tite, Fernando Carvalho, Guerrinha, não interessa quem escala o time – ou quem digam que é o responsável por escalá-lo.
O resultado lógico é vitória em casa. Será assim também contra o Fluminense.

A partir daí, o treinador terá de mostrar serviço. Logo no Gre-Nal, pra ninguém pensar que estou tentando pintar de cor-de-rosa a vida do Inter.

Pra mim, parece claro que o Colorado tem muito mais a perder no clássico do que o Grêmio. Valerá o futuro na competição, o que no Beira-Rio ainda é incerto. Pode até pintar uma Libertadores, se todo mundo lá caprichar. Do lado da Azenha, não, é muito mais difícil. A distância da Libertadores é de seis pontos e pode ficar em sete, hoje. Seriam necessárias, então, três rodadas em vez de duas para o time de Paulo Autuori entrar no G4.

Enfim, se tudo correr bem para os colorados, Mário Sérgio terá três jogos pra aprumar seu time e entrarem, os dois, Mário e o Inter, às ganhas na competição. 

Daqui para a frente

08 de outubro de 2009 0

O Grêmio jogar mal fora de casa nem é mais novidade para ninguém.

Analistas do óbvio dirão que "poderia ter ganho se não perdesse tantas chances". Sim, e eu poderia acertar a Mega-sena. É só começar a apostar. Ora, se um time aproveitar as oportunidades, fará gols, mais pontos e, conseqüentemente, estará nas primeiras posições.

Só que o Grêmio não tem atacantes que façam gols tendo poucas chances pra isso – privilégio de poucos times e poucos jogadores. Estes são os especialistas, os matadores, os artilheiros, os goleadores. 
Ah, mas e Jonas? Bom, vejamos o currículo do rapaz: em quatro edições do Brasileiro (55 partidas), ele tinha 14 gols. Jamais soube o que era brigar para ser goleador. O que está acontecendo é um lance de sorte. Ou alguém imagina que Jonas vai decolar deste Nacional para a Seleção?

Além de atacantes de primeira, faltam ao Grêmio meias de primeira. Assim, acho que o Grêmio se encaminha para mais um jogo fora sem vitória, sábado, contra o Corinthians. Ronaldo estará de volta e, em condições normais de temperatura e pressão, Marcelo Grohe não será páreo para o Fenômeno (mesmo gordo).  

E é bom o Grêmio se preparar para fazer bonito papel na Sul-Americana em 2010.

Acredite... se quiser

13 de setembro de 2009 0

Hoje é domingo e estou de folga, por isso vou matar dois assuntos em um só texto. E o título do programa de TV aplica-se aos dois.

Primeiro: acredite se quiser, mas Rubens Barrichello venceu pela segunda vez no ano (é a quarta vez que ele ganha  mais de uma corrida na mesma temporada) e pela terceira vez em Monza, circuito conhecido pela altíssima velocidade dos carros. Foi a 11ª  vitória de Rubinho em 17 anos de F1. Mais uma vez, ele tem chances de tentar o título. Alguém aí aposta um tostão furado nele?

Segundo: acredite se quiser, mas na 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Grêmio conseguiu ganhar uma partida fora de casa. Certo, o adversário era o Náutico, notório freguês, mas que gremista se importa com este mero detalhe? Importante é que o time tirou o selo e se fortalece para brigar pela vaga na Segunda Div... ops! Copa Sul-Americana. Ou alguém aposta um tostão furado que o Grêmio tem chance de jogar a Libertadores?

P.S.: não faz parte do acredite se quiser, mas não: apesar de fazer gracinha com o Grêmio, não sou colorado. Gremista tampouco. Um pouco de humor não faz mal a ninguém, só isso.