Garota Verão 2004: Eliza Porciúncula Justo
Eliza Porciúncula Justo tinha 18 anos quando venceu o Garota Verão 2004. Representando Jaguarão, da RBS TV Pelotas, disputou o título com outras 79 candidatas e levou para casa a faixa e um carro 0KM. A morena foi escolhida em uma tarde chuvosa e ventosa, que não a impediu de brilhar.
Confira o relato da bela.
– Qual menina nunca sonhou um dia estar lá em Capão da Canoa representando a sua cidade em um evento tão grandioso, estampar a capa da Zero Hora, no dia seguinte dar entrevista para o Patrola e Jornal do Almoço, ganhar como prêmio um carro 0 km?
Eu tinha 18 anos na época, e muito antes disso já acompanhava ansiosa a grande final do Garota Verão, apostando nas vencedoras, torcendo e imaginando como seria estar lá em Capão desfilando. Em 2004 chegou a minha vez de viver esse momento. Subir a passarela com a clássica trilha sonora do concurso, enxergar as torcidas vibrando pelas suas candidatas, sentir o frio na barriga na frente dos jurados e, finalmente, ouvir a famosa frase “E a Garota Verão 2004 é... A candidata de número 32”.
É inexplicável a sensação deste momento. Talvez as fotos, com meus gestos nos 3 segundos seguintes ao anúncio, que vi na contracapa da Zero Hora do dia seguinte, dêem uma ideia do que eu senti. Foi incrível.
Ser Garota Verão é ser uma guria determinada, inteligente, bela e carismática, capaz de usar essas suas grandes qualidades harmoniosamente para mostrar a todos que ela pode ser o símbolo do verão. Acho que eu fui iluminada naquela tarde. Acredito que as pessoas têm os "seus" dias de vencer, e aquele era o meu.
Aquele ano, 2004, foi um ano muito diferente na minha vida. Eu já estava preparada para iniciar o cursinho para Medicina em Porto Alegre, mas com o título e os compromissos, decidi que deveria aproveitar aquele momento. Viajei muito, conheci muitas cidades, minha agenda era lotada, toda sexta-feira e sábado participava de eventos pelo interior do Rio Grande do Sul. E, durante a semana, na capital.
Oportunidade de trabalho como modelo é o que não falta para uma Garota Verão. As pessoas descobrem o teu telefone no dia seguinte do concurso e te fazem muitos convites para trabalhar. Eu tinha uma agenda apenas para esses compromissos. Participei de diversos desfiles, festas, eventos e propagandas. Eu lembro o quanto aquilo tudo era diferente pra mim. Quando acabou o concurso, eu só fui chegar na minha casa, em Jaguarão, uns 3 dias depois, pois tive que ficar em Porto alegre para fotos, gravação do Jornal do Almoço entre outros compromissos. Foi uma fase na minha vida que guardo boas recordações.
A minha vida não mudou depois do concurso, mas eu certamente mudei. Percebi como é importante ter em mente o que se quer e o que se deve fazer para alcançar aquilo. Eu procuro aplicar isso em todas as situações que vivencio até hoje.
Atualmente moro em Porto Alegre, me formo em Medicina no final de 2012 – e já estou me preparando para residência. Minha vida é corrida, com muitas horas dedicadas ao meu trabalho, mas me sinto gratificada, pois amo a profissão que escolhi. Gosto de praticar exercícios e faço ballet clássico. Uma das minhas paixões é viajar, faço isso sempre que posso.
Para quem vai entrar na disputa... Como se destacar em meio a tantas gurias num concurso como esse? A cor do verão, a simpatia, um cabelo e corpo bem cuidados, isso todas já sabem né? Mas o mais importante naqueles dias lá em Capão é o que a menina é, e se ela tem personalidade o suficiente para ser pura e simplesmente natural. A Garota Verão não é uma mulher produzida, sempre impecável, mas sim uma menina que gosta de praia e que tem a sua beleza natural ainda mais exacerbada quando chega o verão.
Então, a dica que deixo aqui, pra todas vocês, é dedicação máxima – com cabelo, ginástica, passarela – antes do evento. Em março, na grande final é hora de desfrutar disso tudo, e ser essencialmente natural!
Fotos: Adriana Franciosi/Agência RBS e arquivo pessoal