Na serra, ladrões fazem arrastão em residências do interior. Um casa foi furtada a cada cinco dias no último mês. Segurança é uma das maiores demandas das regiões por onde passou o Gaúcha debates do Rio Grande.
Comunidades de diferentes regiões do Estado pedem mais policiamento nas ruas para tentar frear a violência. Na localidade de Nova Palmira, no interior de Caxias do Sul, a tranquilidade da zona rural já não é mais a mesma. Seis residências foram furtadas à luz do dia no último mês. As 22 famílias da região afirmam que não há policiamento ostensivo e que os bandidos agem tranquilamente, levando tudo que podem das residências.
A Brigada Militar afirma que já tem informações e que possivelmente se trata da mesma quadrilha. Na próxima semana será realizada reunião com os moradores para repassar algumas orientações. O comandante do batalhão de Caxias do Sul, Major Jorge Ribas, afirma que é difícil fazer patrulhamento constante nas regiões do interior.
O problema não está somente na serra. A falta de estrutura também atinge outros locais que não concentram grandes populações. No Litoral Norte, as deficiências também se estendem à falta de estrutura para o trabalho de investigação da Polícia Civil. Além disso, o contigente de policiais só é suficiente nos meses de verão. Nesta tarde, uma caminhada em Capão da Canoa irá cobrar reforço no policiamento. A mobilização será a partir das duas da tarde em frente ao Baronda. Segundo o prefeito Amauri Germano, é necessária uma política permanente para os municípios do litoral.
Capão da Canoa registrou 16 homicídios neste ano. A Secretaria de Segurança promete voltar a discutir a situação do Litoral em fevereiro, após a temporada de verão. Com relação a falta de efetivo, promete abrir concurso público para 2 mil vagas. O edital aguarda liberação da Procuradoria Geral do Estado.
Reportagem de Álvaro Andrade/Rádio gaúcha






Nas três primeiras etapas deste ano do Gaúcha Debates do Rio Grande um problema recorrente foi apontado: os jovens das regiões visitadas (Litoral, Paranhana e Missões) abandonam as cidades de origem para buscar oportunidades no mercado de trabalho na Capital. Este não parece ser o problema da Serra. De acordo com a peinelista Nádia Emer Grasselli, a região tem investido bastante em educação. Um exemplo disso é a vinda do campus da UFRGS, cujo protocolo de intenções foi assinado em abril deste ano. A expectativa é que em 2013 estudantes da Serra possam estudar no campus.
A região da Encosta Nordeste do Rio Grande do Sul, mais conhecida como a Serra Gaúcha, tem índices de desenvolvimento positivos. Está em primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento Socioeconômico do Estado (Idese), com um Pib per capta de R$ 25.265, taxa de analfabetismo de 2,66% e expectativa de vida ao nascer de 74,59 anos. Apesar disso, há muito para melhorar.

