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Divulgados preços para camarotes e frisas do Carnaval 2015 no Rio de Janeiro

29 de setembro de 2014 0

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tabelinha 2VEJA OS PREÇOS NAS IMAGENS ACIMA

Com valores a partir de R$ 31.000,00, a Liga Independente das Escolas de Samba receberá os pedidos de reservas de camarotes e boxes especiais (exclusivamente no setor 07) para os desfiles do Carnaval Rio 2015, no dia 1º de outubro, quarta-feira.

Os interessados deverão encaminhar seus pedidos através do fax nº (21) 2122-8080, com 12 posições de recebimento simultâneo, no horário compreendido entre 9h e 13h, lembrando que o atendimento se dará pela ordem cronológica da chegada dos pedidos, de acordo com o limite de capacidade de cada setor da Avenida dos Desfiles.

Quem tiver sua reserva confirmada, no dia 16 de outubro, deverá efetuar o pagamento da primeira parcela, no valor de 50% do total, nos dias 20 e 21 de outubro, na Central Liesa de Atendimento (Rua da Alfândega, nº 25 – lojas B / C), no horário bancário. Os outros 50%, trinta dias após. Cabe registrar que o banco oficial do Carnaval carioca permanece sendo o Bradesco, que atuará como única instituição financeira arrecadadora dos ingressos para o Carnaval.

FRISAS NO DIA 28 DE OUTUBRO

Os pedidos de reserva para compra de frisas deverão ser encaminhados somente através do fax nº (21) 2122-8080, com 24 posições de recebimento simultâneo, no dia 28 de outubro, terça-feira, no horário compreendido entre 9h e 13h (horário de Brasília).

ARQUIBANCADAS ESPECIAIS E CADEIRAS INDIVIDUAIS

Previsão de venda na primeira quinzena de janeiro de 2015.

ARQUIBANCADAS POPULARES (setores 12 e 13)

Previsão de venda na primeira quinzena de fevereiro de 2015.

OUTRAS INFORMAÇÕES

Site www.liesa.com.br – ícones Notícias e Ingressos

Central Liesa de Atendimento e Vendas

Rua da Alfândega, 25 – lojas B / C – Centro

Tel. (21) 2233-8151

Com colaboração do Carnavalesco

Personagens da Folia apresenta Lupicínio Rodrigues

11 de setembro de 2014 0

Por Cláudio Brito e Voltaire Santos

A partir de hoje, a equipe mais carnavalesca do Rádio Brasileiro em parceria com a TVCOM, faz uma releitura dos principais Personagens da Folia. O programa é apresentado por Cláudio Brito. E nada melhor do que começarmos com um gênio, que escreveu o amor e o desencanto como ninguém. E começamos exibindo a edição de Lupicínio Rodrigues. O centenário de Lupicínio Rodrigues será comemorado em 16 de setembro, mas as celebrações já começaram. E você curte conosco aqui no Blog Gaúcha no Carnaval. E claro pode dar a sua opinião no programa Bom dia Segunda-feira na Rádio Gaúcha.

 

Confira o segundo bloco do programa com Lupicínio Rodrigues:

 

Confira o terceiro bloco do programa com Lupicínio Rodrigues:

Ações na cidade envolvendo o centenário de Lupi:

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> Está em produção uma escultura em tamanho natural de Lupi, que será instalada diante do Centro Municipal de Cultura. A obra apresenta o compositor batucando uma caixa de fósforos em uma mesa de bar. Ao seu lado, uma cadeira vazia para que as pessoas possam sentar e tirar fotos. Instalação prevista para o segundo semestre.

> O projeto Minha História contemplará a instalação de versos do compositor nos vidros traseiros de ônibus da Capital. A previsão é junho.

> Edição especial do projeto Viva o Centro a Pé, com visitas guiadas a pontos da Capital importantes na vida de Lupicínio, culminando com pocket show musical. A atividade foi realizada no final de março e será reprisada em setembro.

 

 

 

Rio de Janeiro: Divulgado o calendário de ensaios técnicos para o Carnaval de 2015

10 de setembro de 2014 0

Por Cláudio Brito e Voltaire Santos

A Diretoria de Carnaval da Liga Independente das Escolas de Samba apresenta o calendário de ensaios técnicos para o Carnaval de 2015. Estão incluídas, também, as agremiações que compõem a Série A, da Lierj. Mas, antes de você conferir o calendário, a Equipe Mais Carnavalesca do Rádio Brasileiro mostra pra você como foi o desfile da Unidos da Tijuca, campeã do carnaval carioca em 2014. Relembre conosco!

Relembre em vídeo como foi o desfile da campeã do Carnaval do Rio de Janeiro em 2014: Unidos da Tijuca

Confira agora o calendário:

20.12.14 (sábado) - Unidos de Bangu (19h), Em Cima da Hora (20h) e Alegria da Zona Sul (21h)
21.12.14 (domingo) – Santa Cruz (19h), Renascer (20h) e Inocentes de Belford Roxo (21h)

04.01.15 (domingo) – Caprichosos de Pilares (19h), Paraíso do Tuiuti (20h) e Estácio (21h30)

10.01.15 (sábado) – Curicica (20h) e Império Serrano (21h30)
11.01.15 (domingo) – Viradouro (20h) e Vila Isabel (21h30)

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

17.01.15 (sábado) – Império da Tijuca (20h) e Cubango (21h30)
18.01.15 (domingo) – Mocidade (20h) e Mangueira (21h30)

24.01.15 (sábado) – Porto da Pedra (20h) e Unidos de Padre Miguel (21h30)
25.01.15 (domingo) – Beija-Flor de Nilópolis (20h) e Grande Rio (21h30)

31.01.15 (sábado) – São Clemente (20h) e Imperatriz (21h30)
01.02.15 (domingo) – União da Ilha (19h30), Portela (20h30) e Salgueiro (22h)

08.02.15 (domingo) - Unidos da Tijuca (21h) *
* neste dia também teremos a lavagem, às 19h30, e o teste de som e iluminação

Divulgado pôster e trailer do filme "Trinta": Obra conta a história de Joãosinho Trinta e o 1º desfile dele em 1970

10 de setembro de 2014 0

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A Fox Film do Brasil divulgou o trailer e pôster oficial de Trinta, filme que retrata o primeiro desfile do carnavalesco Joãosinho Trinta em uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, a Salgueiro.

Confira o trailer:

Foi ali, na Sapucaí de 1974, que um carnavalesco surgiu e já entrou para a história. O tímido Joãosinho das Alegorias, pupilo de Fernando Pamplona na Salgueiro, deixou esse posto e ganhou um sobrenome de peso, para sempre marcado como um dos mais importantes do carnaval. Naquele ano, Joãosinho das Alegorias se tornou Joãosinho Trinta.

Matheus Nachtergaele dá vida ao carnavalesco, mostrando sua ida ao Rio, suas apresentações de ballet, seu desejo pelos holofotes e os aplausos, até o inovador desfile “O Rei da França na Ilha da Assombração”.

Paolla Oliveira, Ernani Moraes, Paulo Tiefenthaler, Milhem Cortaz, Fabrício Boliveira e Mariana Nunes também estão no elenco.

Trinta tem estreia prevista para 13 de novembro.

Com informações de Agências

 

Morre o intérprete de sambas-enredo Gilson Dornelles

10 de setembro de 2014 0

 

Bambista, Gilson foi intérprete da escola do coração nas vitórias dos anos 2002, 2003 e 2004

Foto: Luiz Armando Vaz- Bambista, Gilson foi intérprete da escola do coração nas vitórias dos anos 2002, 2003 e 2004

por Roberta Schuler

Foi encontrado morto, nesta segunda-feira, em sua casa no Bairro Rio Branco, na Capital, o intérprete de sambas-enredo Gilson Dornelles Teixeira. Ele tinha 45 anos, era diabético e fazia hemodiálise. A causa da morte, no entanto, não foi divulgada. O sepultamento será na terça-feira, às 11h, no Cemitério São Miguel e Almas.

Bambista, Gilson foi intérprete da escola do coração nas vitórias dos anos 2002, 2003 e 2004, mas passou por várias outras escolas de samba do Carnaval de Porto Alegre. No Carnaval deste ano, foi intérprete da Samba Puro.

O presidente da azul-e-branco, Cleomar Rosa, destaca que Gilson era uma referência para a escola. Gilson chegou a participar do festival que recentemente definiu o samba para o Carnaval de 2015, no qual a Bambas da Orgia cantará a Bahia.

Claudia Leitte é coroada rainha da bateria na Mocidade

10 de setembro de 2014 0

Por Carnavalesco (Parceira do Gaúcha no Carnaval)

É definitivo o reencontro da Mocidade Independente de Padre Miguel com sua história e sua gente. Isso independe do resultado do próximo carnaval. O resgate da alma da escola que estava esquecida havia dez anos veio para ficar. Quem pode atestar isso foram as milhares de pessoas que estiveram presentes na quadra da verde e branco, na noite deste sábado, e presenciaram a coroação da cantora Claudia Leitte como rainha da bateria.  Em entrevista ao programa Bom dia Segunda-feira  apresentado por Cláudio Brito na Rádio Gaúcha, o jornalista carioca Fábio Fabato disse que foi a maior festa pré-carnaval que ele já viu. “Foi um grande evento. A Mocidade já vive o carnaval em pleno setembro. A escola conseguiu recuperar este prestígio e a chegada de Cláudia Leite vai fortalecer muito o desfile da escola”, contou Fabato.

Veja o vídeo com a chegada de Claudia Leitte na Mocidade:

Ela foi ovacionada ao surgir no palco principal e desfilar sambando por toda a quadra. Uma catarse de sentimentos que explodiu quando a cantora disparou do alto do camarote do patrono e presidente de honra da escola, Rogério de Andrade: – A partir de hoje na minha carteira de identidade vai constar Cláudia Leitte de Padre Miguel – disse a cantora.

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Claudia subiu ao palco da Mocidade cantando um dos mais emblemáticos sambas de exaltação da escola, “Carteira de Identidade”. Em sequência, o intérprete Bruno Ribas e a bateria “Não existe mais quente” atacaram enquanto a cantora, que tirou os sapatos para sambar melhor, se acabava de sambar. Rogério de Andrade recebeu a cantora no palco ao lado da família com um buquê de flores e não economizou nas palavras de impacto.

O carnavalesco Paulo Barros também definiu o sentimento que a chegada de Claudia Leitte causa para escola. – A Mocidade sempre foi muito grande. Criou o posto de rainha de bateria nos anos 80. Sempre teve alma transgressora e isso estava esquecido. Acho que o gigante acordo definitivamente – afirmou Paulo ao CARNAVALESCO.

O artista foi muito elogiado pela cantora na coletiva de sua apresentação. – Quando soube que o carnavalesco era o Paulo me senti muito mais motivada a topar este desafio. Ele é o maior artista atualmente do carnaval – declarou

Sambista vascaíno Nelson Sargento faz 90 anos e revela pedido

26 de julho de 2014 0

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Samba…

Agoniza, mas não morre/
Alguém sempre te socorre…
Antes do suspiro derradeiro!
……….

O autor da poesia e do samba está hoje festejando 90 anos!
Feliz Aniversário, Nelson Sargento!!!
Aqui está o meu abraço …
A foto é de 2008, mas estamos aí, firmes, com a graça de Deus e de todos os Orixás…

Confira o comentário sobre o mestre Sargento no site da Gaúcha!

http://videos.clicrbs.com.br/rs/gaucha/audio/radio-gaucha/2014/07/ouca-comentario-claudio-brito-chamada-geral-edicao-25-07-2014/88538/

 

Dos milhões de vascaínos, poucos viveram tanto da história do Gigante da Colina como Nelson Sargento. O sambista carioca completa hoje 90 anos, e revela o que gostaria que o clube lhe desse de presente.

– Tem que sair daquela divisão. Tem que subir! Mas o futebol do Rio já foi mais forte. Até times como o Bonsucesso, Olaria, Madureira faziam frente – lembra.

O torcedor ilustre não vai mais aos jogos, mas já acompanhou o time de coração também em partidas longe de São Januário:

– Hoje não vou mais, mas já acompanhei o Vasco em todos os campos de futebol do Rio: contra Canto do Rio, Olaria, Bonsucesso, Madureira, Portuguesa… e em São Januário, claro.

A popularidade conquistada pela força do time cruz-maltino no início do século passado foi determinante para a escolha de Nelson, que fala também das grandes lembranças que tem do clube.

– Sou Vasco desde 1934. Havia duas entidades de futebol no estado e o Vasco foi campeão numa delas (Liga Carioca de Football). Só gritavam o nome do Vasco pela cidade. As grandes lembranças são os campeonatos invictos que ganhamos.

As fases áureas do Vasco fizeram do atual presidente do clube ídolo de Nelson Sargento, que não esquece também de outro ponta de lança vascaíno. Mas lembrando outros grandes nomes, compara o futebol da segunda metade do século XX com o dos dias de hoje:

– Meus ídolos são o Roberto (Dinamite) e o Ademir (de Menezes). Agora, o futebol mudou tanto que, hoje em dia, o Garrincha não jogava! Por que naquele tempo a marcação era individual. Hoje em dia, um pega na bola e três vão em cima. O Garrincha não ia brilhar tanto. E o Pelé?! O Pelé fazia falta e o juiz dava a favor dele.

Confira a sinopse do enredo da Unidos da Tijuca para 2015

18 de julho de 2014 0

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Enredo: “Um conto marcado no tempo – O olhar suíço de Clóvis Bornay”

Ainda me lembro, sentado aos pés do meu pai… entre as páginas dos livros, ouvindo suas histórias de uma terra mágica, viajava nos contos encantados que davam vida aos cavaleiros medievais montados em ginetes, cavalgando em direção aos montes gelados e brancos. Dragões alados sobrevoavam castelos e aldeias, o povo aterrorizado, fez um pacto até mesmo com o diabo para construir uma ponte e, assim, seguir seu caminho. Minha imaginação me embalava; ali eu estava, guardado pelas emoções o tempo não passava. Os ponteiros do relógio bailavam em prosa e verso, eu ali continuava, despertando personagens sem fronteiras nesse universo.

Fiquei admirado com um bravo caçador, de pontaria certa, salvou seu filho da tirania fatal. Homem de bem, respeitado por todos, lutou pela independência de sua terra e pela liberdade de seu povo. Subindo aqueles montes gélidos, forrados por nobres estrelas brancas que caiam do céu, vivia um lendário gigante soprando ventos frios, congelando plantações e lagos ao léu. Eis que surge para salvar os que estavam a precisar, o anjo dos Alpes sempre pronto a zelar.

A cada instante, minhas lembranças giravam como engrenagens de uma caixinha de música, dando vida a uma variedade de proezas e façanhas que jamais pude imaginar, onde em um instante tudo cabia no bolso, na palma da mão, tantas ferramentas em uma só. Em outra caixa, curioso fiquei, nelas senhas secretas que nem mesmo o tempo era capaz de apagar.

De repente, deparo-me com um novo tempo que se forma, ponteiros a girar em todas as direções. “Uma nova hora começou! Aproveite-a sabiamente” – assim o cuco falou. Livros, então, passaram a registrar pensamentos e teorias escritas por um homem de mente brilhante e coração puro, que, no girar dos ponteiros, viajou a um futuro, transformando o tempo em fórmulas, fórmulas em sonhos, e sonhos em realidades. O tempo voa, o tempo vai, o tempo me leva na brilhante história de um viajante a planar entre o céu e o mar na aeronave que tem o sol a te alimentar.

Assim, um novo tempo se anuncia. Pessoas que passam pessoas que vêm e que ficam. Bandeiras que voam, dançam e giram acompanhadas de trompas gigantes encantadas, soando uma melodia em perfeita harmonia. Mas vejam só: nessa história fascinante, um escultor transformou o movimento, alcançando todos seus desejos, fazendo com que sua arte fosse importante para aquela terra de cores. Cores que protegiam, em tempos distantes em que guardas fardados defendiam igrejas, vestindo ricos trajes. Cores que brincavam sobre folhas brancas, riscos e traços que conduziam a cadência pintavam o que eu não via. Atravesso, então, para um tempo futuro, nos filmes de máquinas e seres viajantes.

Gotas de chuva caem do céu, passeiam entre as nuvens, descem montanhas, alimentam pastos e fontes. Entro em uma página que uma fábrica se faz presente. Sinto o gosto de tudo que já comi, de tudo que já bebi. Litros e mais litros do mais puro leite, repleto de aromas e sabores, são transformados em passe de mágica em queijos empilhados. E lá do alto vejo uma coroa a reluzir, nossa… existe um rei ali! Percebo o giro dos ponteiros, como a colher do cozinheiro mexendo sem parar. Cachos de uvas enfeitam todos os cantos. São cascatas e rios dos mais deliciosos chocolates, levando meu paladar a percorrer minhas lembranças. E o cuco? Novamente alegre a cantar, anuncia “A fábrica não pode parar!”

As páginas do livro vão se acabando. Vejo que as histórias de ontem e de hoje misturam-se com as do amanhã. Percebo diante dos meus olhos uma avenida estendendo-se a mim, aqui e acolá, festas que duram o ano inteiro, até o sol brilhar. Foliões fantasiados fazem soar instrumentos, girando os ponteiros da engrenagem do tempo, bailando em versos despertando luzes acesas e o brilho das cores. Agora não mais uma criança e sim um folião a desfilar, ainda fascinado pelos contos daquele lugar. Encontro-me em meio à Sapucaí, de tantos carnavais, que sempre festejei. Escrevo mais um conto marcado no tempo, neste lugar de riquezas mil, laços Suíça-Tijuca-Brasil.

Clóvis Bornay

Departamento de Carnaval:
Mauro Quintaes
Annik Salmon
Hélcio Paim
Marcus Paulo
Carlos Carvalho

Lierj define data para as escolhas de samba das escolas da Série A

18 de julho de 2014 0

A Lierj anunciou o calendário oficial das finais das disputas de samba das escolas da Série A do Carnaval. Com início no dia 7 de setembro, com a Inocente de Belford Roxo, a agenda faz com que todas as agremiações do grupo estejam com sambas escolhidos no mês de setembro, tendo o Império Serrano como última a definir o hino para 2015, no dia 29.

Pouco mais de um mês após definir a ordem dos desfiles de sexta e sábado de Carnaval de 2015, a Lierj tem o calendário das finais como o segundo grande passo para o cronograma rumo a mais um ano de desfiles na Passarela do Samba.

Vila Isabel Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

 Foto: Juliano Vieira

Confira a agenda completa das finais:

07 de setembro
Inocentes de Belford Roxo

08 de setembro
Cubango

12 de setembro
Paraíso do Tuiuti
Porto da Pedra

13 de setembro
Em Cima da Hora

18 de setembro
Renascer de Jacarepaguá

19 de setembro
Unidos de Padre Miguel
Caprichosos de Pilares

20 de setembro
Unidos de Bangu

25 de setembro
Curicica

26 de setembro
Estácio de Sá
Império da Tijuca
Santa Cruz

28 de setembro
Alegria da Zona Sul

29 de setembro
Império Serrano

Sinopse do enredo do Salgueiro para o Carnaval de 2015

01 de julho de 2014 0
Salgueiro Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Salgueiro Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Agora é a vez do Salgueiro aqui no Gaúcha no Carnaval. Você lê, comenta e participa. Nós prometemos que no domingo o comandante Cláudio Brito analisa na Rádio Gaúcha dentro do Bom dia Segunda-feira. Ok? Pode nos cobrar pelo WhatsApp 9503.3848.  Bom: vamos ao que interessa:

Salgueiro:

Enredo: “Do fundo do quintal, saberes e sabores na Sapucaí”

Os primeiros habitantes

Afastada do litoral, a região do Serro do Frio, em Minas Gerais, antes da chegada dos colonizadores, era habitada pelos índios botocudos. Tratava-se de uma tribo conhecida pelas enormes argolas enfiadas nos lábios e nos lóbulos das orelhas. Da presença indígena, a cozinha mineira herdou muitos elementos, como o uso de raízes e brotos, os frutos encontrados no mato, a caça, a pesca, os utensílios, os modos de preparo e tempero dos alimentos, enfim, o aproveitamento dos recursos que a terra dava.

Conta certa crônica escrita por um viajante europeu que os índios desta região tinham como hábito degustar um verme que vivia no broto da taquara, uma espécie de bambu. Os nativos faziam com ele uma excelente iguaria parecida com um creme que ressaltava o sabor dos alimentos. Usado de outra forma, o “bicho-da-taquara”, como era também conhecido, uma vez seco e triturado em pó, servia como poderoso sonífero. Isto proporcionava longas noites de sono repletas de sonhos maravilhosos por terras desconhecidas e de exuberantes paisagens, paraíso de cores e sensações inesperadas. Aquele que o consumia, era transportado para um mundo imaginário fascinante!

A corrida do ouro

Os bandeirantes avançaram pelo território brasileiro em busca de riquezas. Levavam na bagagem, nos lombos dos burros, o modo de cozinhar dos tropeiros que produziam uma comida seca e fácil de ser transportada. Comida não perecível, de quem fica pouco tempo em um só lugar. As bandeiras tinham que se virar com o pouco que tinham à mão, daí recorrerem à caça e à pesca, aos talos e folhas e outras tantas ervas que encontravam pelos caminhos.

Por volta de 1693, foi descoberto ouro em Minas Gerais. Logo teve início uma corrida
desenfreada atrás de seus veios. Esmeraldas e diamantes atraíram gente de toda parte do Brasil e da Europa. Portugal teve que abrir o olho, mandou fiscais, militares e estabeleceu uma alfândega para evitar o contrabando dos metais e pedras preciosas.

Nesse período a população cresceu, os pequenos povoados viraram vilas com casas de alvenaria e sobrados de dois andares que ocuparam o lugar das palhoças de pau-a-pique. Modos e modas da metrópole se espelhavam no comportamento das sinhás e sinhazinhas, que trouxeram tecidos e rendas, louças e talheres, novos ingredientes para aprimorar ainda mais a cozinha mineira.

Alucinados pela febre do ouro muitos abandonaram a lavoura e se dedicaram à exploração das minas. Logo a escassez de alimentos se fez sentir. Havia ouro, mas faltava comida. Com o preço dos alimentos subindo sem parar, muita gente passou fome. E como a necessidade é mãe da invenção, o mineiro daqueles tempos foi buscar soluções até então impensadas. Exigia-se o aproveitamento de tudo. O que antes era rejeitado, agora era incorporado num novo prato, num novo modo de preparo. Daí vem o jeito mineiro, sempre cauteloso e prevenido. Ou seja, a abundante cozinha típica mineira surgiu da fome.

Os escravos das minas

A notícia da descoberta do ouro trouxe para Minas milhares de escravos vindos de outras regiões do Brasil, principalmente daquelas onde a cana-de-açúcar prosperava. Outros vieram diretamente do continente africano, o que causou um espantoso aumento da população negra em Minas. Esta migração forçada e sofrida deixou sua marca indelével na cultura mineira, seja na religiosidade, na música e na dança e, sobretudo, na cozinha, formando junto com o indígena e o branco colonizador a “Saborosíssima Trindade” da tão variada culinária de Minas.

“Depois do idioma, a comida é o mais importante elo entre o homem e a cultura”. – Raul Lody

A cozinha

“O cartāo de visitas de um local é a sua cozinha. Ela ensina, pelo sabor, seus saberes”.

Um prato típico é aquele que preserva e envolve muitos saberes no seu conteúdo, saberes que não se perderam no tempo. Cada utensílio de cozinha, como pilões, tachos, gamelas, colheres de pau, panelas de ferro ou de pedra sabão. Cada tempero como o imprescindível alho e sal, o urucum, a pimenta, cada folha vinda do mato ou da horta, como o “ora-pro-nobis” e a couve, cada ingrediente como a gordura de porco, a farinha ou a cachaça, tudo guarda em si um conhecimento ancestral, que atravessa as gerações e faz sentir no presente as lembranças e os afetos que nos remetem a outros tempos e lugares vividos.

As receitas culinárias de Minas são inumeráveis. Misturas de magia afro-indígena, da sofisticação luso-europeias, mas o princípio fundamental em todas elas, dito com propriedade, é: “O primeiro ingrediente que vai na panela é o amor”.

A comida e a fé, sustentáculos do homem da terra…

Era preciso ter disposição e força para encarar o trabalho duro. E haja angu e rapadura para vencer a lida! Mas mesmo quando a comida era pouca, havia a fé, havia a crença, que superava as dificuldades e enchia de esperança o futuro.

Em Minas, a devoção está para o homem como o sol está para a vida. Sob a luz de Nossa Senhora do Rosário o “ora-pro-nobis” toma gosto e ganha tom! Todos em uma só voz entoam as angústias e as glórias de um povo que sobreviveu à escravidão. Todos honram à padroeira da cidade do Serro, nas figuras de índios, reis, juízes e marujos. Aqui as três raças se consagram: índios, brancos e negros louvam em uníssono àquela que guarda e protege a todos sem fazer distinção. Homens e mulheres unem-se num ato de amor e gratidão por tudo o que a terra e a vida lhes deram sob a bênção de Nossa Senhora, cantando, seguindo em procissão, e, é claro, compartilhando os quitutes da boa mesa, da divina comida mineira, temperada com uma boa pitada de generosidade.

E eis o grande milagre:
Colher de pau, pilão, tacho de cobre.
Fogo de chão, gamela, fogão de lenha.
É com amor que o mineiro põe a mesa,
É atiçar o fogo e manter a chama acesa!

Renato Lage e Márcia Lage

Este enredo é baseado no livro “História da Arte da Cozinha Mineira”, de Dona Lucinha (Maria Lúcia Clementino Nunes). Folhear essa obra é fazer um aprendizado sobre os costumes de Minas Gerais, suas tradições, suas deliciosas receitas. É seguir os caminhos que levaram à descoberta do ouro e se aprofundar na história do Brasil. Nosso enredo para o carnaval de 2015 é uma viagem através dos sabores que Minas Gerais oferece e resguarda nos saberes que cada prato típico preserva através do tempo.