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Confira a sinopse do enredo da Unidos da Tijuca para 2015

18 de julho de 2014 0

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Enredo: “Um conto marcado no tempo – O olhar suíço de Clóvis Bornay”

Ainda me lembro, sentado aos pés do meu pai… entre as páginas dos livros, ouvindo suas histórias de uma terra mágica, viajava nos contos encantados que davam vida aos cavaleiros medievais montados em ginetes, cavalgando em direção aos montes gelados e brancos. Dragões alados sobrevoavam castelos e aldeias, o povo aterrorizado, fez um pacto até mesmo com o diabo para construir uma ponte e, assim, seguir seu caminho. Minha imaginação me embalava; ali eu estava, guardado pelas emoções o tempo não passava. Os ponteiros do relógio bailavam em prosa e verso, eu ali continuava, despertando personagens sem fronteiras nesse universo.

Fiquei admirado com um bravo caçador, de pontaria certa, salvou seu filho da tirania fatal. Homem de bem, respeitado por todos, lutou pela independência de sua terra e pela liberdade de seu povo. Subindo aqueles montes gélidos, forrados por nobres estrelas brancas que caiam do céu, vivia um lendário gigante soprando ventos frios, congelando plantações e lagos ao léu. Eis que surge para salvar os que estavam a precisar, o anjo dos Alpes sempre pronto a zelar.

A cada instante, minhas lembranças giravam como engrenagens de uma caixinha de música, dando vida a uma variedade de proezas e façanhas que jamais pude imaginar, onde em um instante tudo cabia no bolso, na palma da mão, tantas ferramentas em uma só. Em outra caixa, curioso fiquei, nelas senhas secretas que nem mesmo o tempo era capaz de apagar.

De repente, deparo-me com um novo tempo que se forma, ponteiros a girar em todas as direções. “Uma nova hora começou! Aproveite-a sabiamente” – assim o cuco falou. Livros, então, passaram a registrar pensamentos e teorias escritas por um homem de mente brilhante e coração puro, que, no girar dos ponteiros, viajou a um futuro, transformando o tempo em fórmulas, fórmulas em sonhos, e sonhos em realidades. O tempo voa, o tempo vai, o tempo me leva na brilhante história de um viajante a planar entre o céu e o mar na aeronave que tem o sol a te alimentar.

Assim, um novo tempo se anuncia. Pessoas que passam pessoas que vêm e que ficam. Bandeiras que voam, dançam e giram acompanhadas de trompas gigantes encantadas, soando uma melodia em perfeita harmonia. Mas vejam só: nessa história fascinante, um escultor transformou o movimento, alcançando todos seus desejos, fazendo com que sua arte fosse importante para aquela terra de cores. Cores que protegiam, em tempos distantes em que guardas fardados defendiam igrejas, vestindo ricos trajes. Cores que brincavam sobre folhas brancas, riscos e traços que conduziam a cadência pintavam o que eu não via. Atravesso, então, para um tempo futuro, nos filmes de máquinas e seres viajantes.

Gotas de chuva caem do céu, passeiam entre as nuvens, descem montanhas, alimentam pastos e fontes. Entro em uma página que uma fábrica se faz presente. Sinto o gosto de tudo que já comi, de tudo que já bebi. Litros e mais litros do mais puro leite, repleto de aromas e sabores, são transformados em passe de mágica em queijos empilhados. E lá do alto vejo uma coroa a reluzir, nossa… existe um rei ali! Percebo o giro dos ponteiros, como a colher do cozinheiro mexendo sem parar. Cachos de uvas enfeitam todos os cantos. São cascatas e rios dos mais deliciosos chocolates, levando meu paladar a percorrer minhas lembranças. E o cuco? Novamente alegre a cantar, anuncia “A fábrica não pode parar!”

As páginas do livro vão se acabando. Vejo que as histórias de ontem e de hoje misturam-se com as do amanhã. Percebo diante dos meus olhos uma avenida estendendo-se a mim, aqui e acolá, festas que duram o ano inteiro, até o sol brilhar. Foliões fantasiados fazem soar instrumentos, girando os ponteiros da engrenagem do tempo, bailando em versos despertando luzes acesas e o brilho das cores. Agora não mais uma criança e sim um folião a desfilar, ainda fascinado pelos contos daquele lugar. Encontro-me em meio à Sapucaí, de tantos carnavais, que sempre festejei. Escrevo mais um conto marcado no tempo, neste lugar de riquezas mil, laços Suíça-Tijuca-Brasil.

Clóvis Bornay

Departamento de Carnaval:
Mauro Quintaes
Annik Salmon
Hélcio Paim
Marcus Paulo
Carlos Carvalho

Lierj define data para as escolhas de samba das escolas da Série A

18 de julho de 2014 0

A Lierj anunciou o calendário oficial das finais das disputas de samba das escolas da Série A do Carnaval. Com início no dia 7 de setembro, com a Inocente de Belford Roxo, a agenda faz com que todas as agremiações do grupo estejam com sambas escolhidos no mês de setembro, tendo o Império Serrano como última a definir o hino para 2015, no dia 29.

Pouco mais de um mês após definir a ordem dos desfiles de sexta e sábado de Carnaval de 2015, a Lierj tem o calendário das finais como o segundo grande passo para o cronograma rumo a mais um ano de desfiles na Passarela do Samba.

Vila Isabel Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

 Foto: Juliano Vieira

Confira a agenda completa das finais:

07 de setembro
Inocentes de Belford Roxo

08 de setembro
Cubango

12 de setembro
Paraíso do Tuiuti
Porto da Pedra

13 de setembro
Em Cima da Hora

18 de setembro
Renascer de Jacarepaguá

19 de setembro
Unidos de Padre Miguel
Caprichosos de Pilares

20 de setembro
Unidos de Bangu

25 de setembro
Curicica

26 de setembro
Estácio de Sá
Império da Tijuca
Santa Cruz

28 de setembro
Alegria da Zona Sul

29 de setembro
Império Serrano

Sinopse do enredo do Salgueiro para o Carnaval de 2015

01 de julho de 2014 0
Salgueiro Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Salgueiro Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Agora é a vez do Salgueiro aqui no Gaúcha no Carnaval. Você lê, comenta e participa. Nós prometemos que no domingo o comandante Cláudio Brito analisa na Rádio Gaúcha dentro do Bom dia Segunda-feira. Ok? Pode nos cobrar pelo WhatsApp 9503.3848.  Bom: vamos ao que interessa:

Salgueiro:

Enredo: “Do fundo do quintal, saberes e sabores na Sapucaí”

Os primeiros habitantes

Afastada do litoral, a região do Serro do Frio, em Minas Gerais, antes da chegada dos colonizadores, era habitada pelos índios botocudos. Tratava-se de uma tribo conhecida pelas enormes argolas enfiadas nos lábios e nos lóbulos das orelhas. Da presença indígena, a cozinha mineira herdou muitos elementos, como o uso de raízes e brotos, os frutos encontrados no mato, a caça, a pesca, os utensílios, os modos de preparo e tempero dos alimentos, enfim, o aproveitamento dos recursos que a terra dava.

Conta certa crônica escrita por um viajante europeu que os índios desta região tinham como hábito degustar um verme que vivia no broto da taquara, uma espécie de bambu. Os nativos faziam com ele uma excelente iguaria parecida com um creme que ressaltava o sabor dos alimentos. Usado de outra forma, o “bicho-da-taquara”, como era também conhecido, uma vez seco e triturado em pó, servia como poderoso sonífero. Isto proporcionava longas noites de sono repletas de sonhos maravilhosos por terras desconhecidas e de exuberantes paisagens, paraíso de cores e sensações inesperadas. Aquele que o consumia, era transportado para um mundo imaginário fascinante!

A corrida do ouro

Os bandeirantes avançaram pelo território brasileiro em busca de riquezas. Levavam na bagagem, nos lombos dos burros, o modo de cozinhar dos tropeiros que produziam uma comida seca e fácil de ser transportada. Comida não perecível, de quem fica pouco tempo em um só lugar. As bandeiras tinham que se virar com o pouco que tinham à mão, daí recorrerem à caça e à pesca, aos talos e folhas e outras tantas ervas que encontravam pelos caminhos.

Por volta de 1693, foi descoberto ouro em Minas Gerais. Logo teve início uma corrida
desenfreada atrás de seus veios. Esmeraldas e diamantes atraíram gente de toda parte do Brasil e da Europa. Portugal teve que abrir o olho, mandou fiscais, militares e estabeleceu uma alfândega para evitar o contrabando dos metais e pedras preciosas.

Nesse período a população cresceu, os pequenos povoados viraram vilas com casas de alvenaria e sobrados de dois andares que ocuparam o lugar das palhoças de pau-a-pique. Modos e modas da metrópole se espelhavam no comportamento das sinhás e sinhazinhas, que trouxeram tecidos e rendas, louças e talheres, novos ingredientes para aprimorar ainda mais a cozinha mineira.

Alucinados pela febre do ouro muitos abandonaram a lavoura e se dedicaram à exploração das minas. Logo a escassez de alimentos se fez sentir. Havia ouro, mas faltava comida. Com o preço dos alimentos subindo sem parar, muita gente passou fome. E como a necessidade é mãe da invenção, o mineiro daqueles tempos foi buscar soluções até então impensadas. Exigia-se o aproveitamento de tudo. O que antes era rejeitado, agora era incorporado num novo prato, num novo modo de preparo. Daí vem o jeito mineiro, sempre cauteloso e prevenido. Ou seja, a abundante cozinha típica mineira surgiu da fome.

Os escravos das minas

A notícia da descoberta do ouro trouxe para Minas milhares de escravos vindos de outras regiões do Brasil, principalmente daquelas onde a cana-de-açúcar prosperava. Outros vieram diretamente do continente africano, o que causou um espantoso aumento da população negra em Minas. Esta migração forçada e sofrida deixou sua marca indelével na cultura mineira, seja na religiosidade, na música e na dança e, sobretudo, na cozinha, formando junto com o indígena e o branco colonizador a “Saborosíssima Trindade” da tão variada culinária de Minas.

“Depois do idioma, a comida é o mais importante elo entre o homem e a cultura”. – Raul Lody

A cozinha

“O cartāo de visitas de um local é a sua cozinha. Ela ensina, pelo sabor, seus saberes”.

Um prato típico é aquele que preserva e envolve muitos saberes no seu conteúdo, saberes que não se perderam no tempo. Cada utensílio de cozinha, como pilões, tachos, gamelas, colheres de pau, panelas de ferro ou de pedra sabão. Cada tempero como o imprescindível alho e sal, o urucum, a pimenta, cada folha vinda do mato ou da horta, como o “ora-pro-nobis” e a couve, cada ingrediente como a gordura de porco, a farinha ou a cachaça, tudo guarda em si um conhecimento ancestral, que atravessa as gerações e faz sentir no presente as lembranças e os afetos que nos remetem a outros tempos e lugares vividos.

As receitas culinárias de Minas são inumeráveis. Misturas de magia afro-indígena, da sofisticação luso-europeias, mas o princípio fundamental em todas elas, dito com propriedade, é: “O primeiro ingrediente que vai na panela é o amor”.

A comida e a fé, sustentáculos do homem da terra…

Era preciso ter disposição e força para encarar o trabalho duro. E haja angu e rapadura para vencer a lida! Mas mesmo quando a comida era pouca, havia a fé, havia a crença, que superava as dificuldades e enchia de esperança o futuro.

Em Minas, a devoção está para o homem como o sol está para a vida. Sob a luz de Nossa Senhora do Rosário o “ora-pro-nobis” toma gosto e ganha tom! Todos em uma só voz entoam as angústias e as glórias de um povo que sobreviveu à escravidão. Todos honram à padroeira da cidade do Serro, nas figuras de índios, reis, juízes e marujos. Aqui as três raças se consagram: índios, brancos e negros louvam em uníssono àquela que guarda e protege a todos sem fazer distinção. Homens e mulheres unem-se num ato de amor e gratidão por tudo o que a terra e a vida lhes deram sob a bênção de Nossa Senhora, cantando, seguindo em procissão, e, é claro, compartilhando os quitutes da boa mesa, da divina comida mineira, temperada com uma boa pitada de generosidade.

E eis o grande milagre:
Colher de pau, pilão, tacho de cobre.
Fogo de chão, gamela, fogão de lenha.
É com amor que o mineiro põe a mesa,
É atiçar o fogo e manter a chama acesa!

Renato Lage e Márcia Lage

Este enredo é baseado no livro “História da Arte da Cozinha Mineira”, de Dona Lucinha (Maria Lúcia Clementino Nunes). Folhear essa obra é fazer um aprendizado sobre os costumes de Minas Gerais, suas tradições, suas deliciosas receitas. É seguir os caminhos que levaram à descoberta do ouro e se aprofundar na história do Brasil. Nosso enredo para o carnaval de 2015 é uma viagem através dos sabores que Minas Gerais oferece e resguarda nos saberes que cada prato típico preserva através do tempo.

Sinopse do enredo da Beija-Flor para o Carnaval de 2015

01 de julho de 2014 0
Beija-Flor Carnaval 2014. Foto: Vinicius Brito

Beija-Flor Carnaval 2014. Foto: Vinicius Brito

Como diz o nosso mestre Cláudio Brito: Boa noite pra quem é da noite, bom dia pra quem é do dia e Saravá pra quem é de saravá.

A partir de hoje vamos começar a apresentação das sinopses dos enredos das escolas de samba para 2015. Neste primeiro momento vamos falar sobre os enredos cariocas.

E começamos pela Beija-Flor:

Enredo: “Um Griô Conta a História: Um Olhar Sobre a África e o Despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos Sobre a Trilha de Nossa Felicidade”

INTRODUÇÃO

Para conseguirmos entender o que fomos e o que somos, é necessário que se conheça a herança da África no Brasil e a África que ficou do outro A história da África – ou melhor, das várias Áfricas, faz parte da história do Brasil. É importante para nós, brasileiros, porque ajuda a explicar e entender a nossa história. Mas é importante também, por seu valor próprio, e porque nos faz melhor compreender o grande continente de onde proveio quase metade de nossos antepassados.

A importância e a magnitude da África é algo tão impressionante, que por mais que se fale de África com frequência, o tema é tão rico, que parece não se esgotar nunca; permanece despertando a curiosidade e o interesse de pessoas comuns e estudiosos.

No passado, as tribos regionais, com suas tradições e costumes, despertaram o interesse de distintos povos europeus, que em busca de especiarias, terminaram por fomentar o tráfico de escravos.

Hoje, ao revisitar o sofrido continente africano, nossa proposta principal é mostrar que é possível sim ter esperança de que um povo massacrado, cansado e desiludido, seja capaz de renascer, aos poucos, com sonhos vigorosos, planos precisos e metas concretas; projetando uma nova África, ou uma nova perspectiva para a África, calcada no progresso propiciado pelo “ouro negro” e nos ideais de unidade, paz e justiça, reafirmados tal qual um mantra.

Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade, porque neste carnaval, os caminhos da África nos conduzem à Guiné Equatorial.

Laíla, Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Victor Santos, André Cezari, Bianca Behrends e Claudio Russo – Departamento de Carnaval e Comissão de Carnaval

SINOPSE

A conversa que ora inicia, poderia muito bem versar sobre religião e a fé em nossos ancestrais ou, quem sabe, sobre liberdade e este verde sem fim; alguns poderiam dizer que é o passado que se revela do outro lado do Mar Tenebroso, ou por que não a África animista por natureza em sua história de exploração, luta e dor. Esta conversa é tudo isso e um pouco mais, diálogo entre um pequeno filho da Guiné Equatorial e um Griô, um ancião, senhor do passado, mais um daqueles sábios que guardam, de pai para filho, a história viva do continente africano, e mais precisamente, de A criança, olhos fixos no velho homem, não deixa passar um detalhe
sequer, e o contador de histórias, em um tom tranquilo, porém com a voz firme, devaneia… Declama… Recita… o livro aberto da memória:

Foi num tempo primitivo, no albor de toda raça, sob um verde inimaginável, que nossa gente surgiu. Foi muito antes deles chegarem, os brancos, em seus grandes barcos, guiados pela mais voraz ambição, sedentos de ouro e de gente, nossa gente!

Antes era tudo verde, toda vida, tambores e tribos…

A natureza pulsava em cada elemento; as raízes das árvores entrelaçavam-se com a nossa raiz, e crescíamos , vivíamos e cultuávamos a liberdade, cada um com sua fé. Os ritos refletiam a força e a ligação do povo com a natureza, e a Ceiba, árvore sagrada da vida, testemunhou cada momento do florescer de nossa história.

Mas um dia, esta paz sucumbiu… Eles chegaram rasgando o Mar Tenebroso, e com as marés trouxeram a cobiça, sua força e seus costumes tão diferentes das nossas tradições; eles sangraram os corações de nossos ancestrais!

Falavam outra língua, buscavam riquezas… Escravizaram homens, mulheres, crianças… Em nome do Rei de Portugal.

A jóia da Coroa era a Casa da Guiné…

E do litoral, nossas mães observaram, onda após onda, seus filhos vendidos… Quantos reis comerciados, escravos por um trocado, objetos da opressão, no mercado de gente, mercadoria humana.

Mas a grandeza de nossa terra atrai outras bandeiras da maldade, e a engenharia da ambição ergue a sua companhia, leva o continente negro, através de nossa cultura, por um oceano de mágoas. Os filhos da África constroem a evolução da humanidade; o sangue negro foi a argamassa do edifício da escravidão.

Papéis assinados, destinos trocados, nossa terra por um tratado:

“Habla Espanhol”!

A raça negra, que transpiramos em cada poro, resiste, enfrenta a dor, não se entrega jamais, e a cada grilhão, nos tornamos mais fortes; a cada opressão, a cultura se manifesta.

Nada é mais degradante do que a ausência da liberdade!

Nada é mais libertador do que a força de um povo!

Menino, nós temos sangue dos Bengas! Somos herança do reino

Bubi! Corremos nas terras Fang!

Temos influência de Oyó!

A África é a Mãe da Humanidade!

Filho, o suor negro construiu a civilização moderna. Enquanto a empresa da escravidão possibilitou o acúmulo de riquezas, nosso mar de gente sangrou os mares. Ah! Quantos Zumbis, quantos Mandelas surgiram aqui no Golfo da Guiné? Nossa gente ensinou ao mundo o perfeito significado da palavra liberdade…

Senhor! (Fala a criança): E agora que eles foram embora?

O Grió aponta para o Mar e diz:

O que você vê?

O Oceano!

E depois?

O horizonte!

A África hoje enxerga o horizonte da reconstrução, respeitando a história daqueles que resistiram, observando a luta de quem um dia venceu a dor; símbolos de um continente desapropriado de grande parte de sua gente, mas acima de tudo, um continente guerreiro.

A nova face da África se lança rumo ao progresso; respeita a natureza, mas se engrandece com as riquezas que afloram deste chão.

Nova face em meio a grande floresta e a imensidão do mar em que se encontra a Guiné Equatorial; o país que emerge da Costa da Guiné, terra intimamente ligada à história do Brasil, vivendo o presente, como nação amiga e ansiando um futuro de unidade, paz e justiça.

Meu filho, orgulhe-se desta raça, de sua dignidade e sua contribuição para a humanidade! Lute, pois lutar sempre foi nossa verdade, para que assim, “caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade”.

JUSTIFICATIVA

África: a paisagem que mais parece uma miragem. Aquela imensidão verde, deslumbrante, intocada, hipnotizante. A força da selva e a importância de Ceiba, a Árvore da Vida.

As frondosas raízes das árvores se confundem, se misturam, se mesclam com as origens de nossos ancestrais, e com todo o legado por eles deixado.

Com a tez escura como o ébano, nativos e guerreiros de tribos primitivas, guardiões dos costumes e dos ritos tradicionais, preservam as informações, as práticas, as estórias e os costumes, que são registrados através da oralidade, na memória e nos corações dos homens. Totens, máscaras, carrancas, esculturas, peças de marfim e técnicas específicas, como a taiba, são alguns dos símbolos diversos que cruzaram o oceano a propagar uma cultura magnânima.

Diferentes povos demonstraram interesse em explorar, colonizar e extrair as riquezas da terra, destacando-se as investidas europeias, onde marcaram presença portugueses, holandeses, franceses, espanhóis e ingleses; sendo o Golfo da Guiné, o berço da herança cultural deixada pelos medievais reinos tribais dos Benga, dos Bubi e pelos clãs Fang.

Ao explorar o Golfo da Guiné, Portugal, na busca pelo caminho das Índias, coloca a Formosa Bioko nos mapas europeus. D. João II de Portugal, proclamado Senhor da Guiné, junto com os portugueses, inicia a colonização das ilhas de Bioko, Ano Bom e Corisco, convertendo-nas em postos destinados ao tráfico de escravos.

Na travessia do Mar Tenebroso, enjaulados em sombrios navios, e acorrentados à grilhões e às lembranças da terra natal, negros serviçais, humilhados, desacreditados e açoitados, terminam por se dispersar pelo mundo. São braços fortes, construtores, massacrados pelos opressores; pobres sofredores à mercê da sorte e da vontade de seus mercadores.

Um ode à liberdade anuncia o grito de independência: rompam-se as algemas! Abaixo a dominação! De braços dados, revela-se uma nação fraterna, ávida por união. Paralelamente à uma África antiga, primitiva, rústica, observa-se o despertar de uma nova face da África. Nascida na história recente, revela-se expoente a Guiné Equatorial.

Dotada de rica biodiversidade, com belezas naturais estonteantes e riquezas minerais abundantes, fauna e flora revelam as diferentes nuances da Guiné que saltam aos nossos olhos, refletidas em cores e estampas, tecidos e sabores, no ritmo, no gingado e nos penteados, que imprimem à essa gente uma negritude de traços tão marcantes.

Na iminência de completar meio século, a Guiné Equatorial é uma região de solo fértil. A terra, generosa, produz gêneros agrícolas diversos: cana-de-açúcar, café, cacau, banana, abacaxi, abóbora, milho, mandioca e algodão, são apenas alguns dos produtos que engrandecem a agricultura e brotam desse chão!

A extração de madeira, a existência de diamantes, e a descoberta do “ouro negro”, com o conseguinte fomento do petróleo, ocorrem com demonstrações de respeito ao meio ambiente.

Empenhados em promover o encontro das bandeiras de duas nações fraternas, num majestoso festejo popular, onde a língua portuguesa é apenas mais um elemento de afinidade, objetivamos consagrar o enlace cultural entre o Brasil e a Guiné Equatorial, brindando os ideais de unidade, paz e justiça.

Abordando as distintas influências, sem discriminação, cantemos liberdade! E “Caminhemos sobre a trilha de nossa imensa felicidade”.

SETORIZAÇÃO INICIAL – CARNAVAL 2015

SETOR 01 – ABERTURA
A Árvore da Vida e a Floresta Equatorial Africana

SETOR 02
África – O Berço Negro do Mundo – Tradições e Realeza

SETOR 03
Rota para as Índias – O Caminho das Especiarias – A Descoberta de um Novo Território

SETOR 04
As Investidas Européias em Terras da Guiné

SETOR 05
A Cultura de um Povo Atravessa o Mar Tenebroso – Navio Negreiro

SETOR 06
Guiné Equatorial – A Ascensão de uma Nação

SETOR 07
O Enlace Cultural Entre o Brasil e a Guiné Equatorial

Rio, São Paulo e Porto Alegre definem ordem de desfiles para o Carnaval de 2015

18 de junho de 2014 0

As ligas e associações responsáveis pelo Carnaval realizaram os sorteios que definiram o calendário dos desfiles do próximo ano. E a equipe mais carnavalesca do Rádio Brasileiro já está preparada para contar todos os detalhes pra você. Aqui neste espaço e também na Rádio Gaúcha no programa Bom dia Segunda-feira apresentado pelo jornalista Cláudio Brito.

Aqui no blog você confere a partir deste mês até a data dos desfiles: fotos, textos e vídeos dos comentaristas e repórteres de carnaval da Rádio Gaúcha.  E fica por dentro dos bastidores e novidades das escolas de samba do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Caxias do Sul, Santa Maria, Uruguaiana, Cruz Alta, São Leopoldo, São Paulo, Florianópolis e muito mais.

Começamos pela ordem dos desfiles do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre:

No Rio de Janeiro:

Escola a ficar fora da noite das campeãs. Foto: Vinicius Brito

Beija-Flor em 2014 Foto: Vinicius Brito

 Ordem de Desfiles do Rio de Janeiro: Grupo Especial 2015

DOMINGO, 15 de fevereiro

1 – Viradouro: 21h

2 – Mangueira: entre 22h05 e 22h22

3 – Mocidade: entre 23h10 e 23h44

4 – Vila Isabel: entre 00h15 e 01h06

5 – Salgueiro: entre 01h20 e 02h28

6 – Grande Rio: entre 02h25 e 03h50

 

SEGUNDA-FEIRA, 16 de fevereiro 

1 – São Clemente: 21h

2 – Portela: entre 22h05 e 22h22

3 – Beija-Flor: entre 00h15 e 01h06

4 – Ilha: entre 01h20 e 02h28

5 – Imperatriz: entre 01h20 e 02h28

6 – Unidos de Tijuca: entre 02h25 e 03h50

 

Série A – Rio 2015

Ordem de Desfiles do Rio – Série A – 2015

Sexta-feira, 13 de fevereiro

- Unidos de Bangu

- Em Cima da Hora

- Império Serrano

- Paraíso do Tuiuti

- União do Parque Curicica

- Porto da Pedra

- Caprichosos de Pilares

Sábado, 14 de fevereiro

- Alegria da Zona Sul

- Acadêmicos de Santa Cruz

- Inocentes de Belford Roxo

- Unidos de Padre Miguel

- Império da Tijuca

- Renascer de Jacarepaguá

- Acadêmicos do Cubango

- Estácio de Sá

 

Imperadores do Samba Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Imperadores do Samba Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Em Porto Alegre:

Porto Alegre – Grupo Especial 

Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

- Estado Maior da Restinga

- Acadêmicos do Gravataí

- União da Vila do IAPI

- Copacabana

- Bambas da Orgia

Sábado, 14 de fevereiro de 2015

- Unidos de Vila Isabel

- Embaixadores do Ritmo

- Imperadores do Samba

- Império da Zona Norte

- Imperatriz Dona Leopoldina

Mancha Verde

Em São Paulo:

São Paulo – Carnaval 2015

Ordem de desfile da sexta-feira do Grupo Especial para o Carnaval de 2015

 13 de fevereiro:

1 – Mancha Verde

2 – Tucuruvi

3 – Tom Maior

4 – Dragões da Real

5 – Rosas de Ouro

6 – Águia de Ouro

7 – Nenê da Vila Matilde

 

14 de fevereiro:

1 – Vila Maria

2 – Gaviões da Fiel

3 – Mocidade Alegre

4 – Império de Casa Verde

5 – Acadêmicos do Tatuapé

6 – Vai-Vai

7 – X-9 Paulistana

 

Ordem do Grupo de Acesso de São Paulo para o Carnaval de 2015 (desfilam no domingo):

1 – Independente

2 – Colorado do Brás

3 – Unidos do Peruche

4 – Camisa Verde e Branco

5 – Imperador do Ipiranga

6 – Morro da Casa Verde

7 – Leandro de Itaquera

8 – Pérola Negra

Ilha do Marduque é a campeã do Carnaval de Uruguaiana

23 de março de 2014 0
Ilha do Marduque Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Ilha do Marduque Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

A festa é azul em Uruguaiana! A Ilha do Marduque é a nova campeã do Carnaval uruguaianense impedindo o pentacampeonato da Cova da Onça. A escola teve como tema ” Terra, vida e esperança” e obteve 436, 4 pontos no total. Bambas da Alegria foi a vice-campeã, atingindo seu melhor resultado da história. A Cova ficou em 3º com Rouxinóis em 4º. São Miguel foi a rebaixada.

Confira a classificação final:

1. Ilha do Marduque – 436,4
2. Bambas da Alegria – 435,8
3. Cova da Onça – 435,4
4. Os Rouxinóis – 434,4
5. Deu Chucha na Zebra – 427,1
6. Acadêmicos de São Miguel – 425,5

 

Cova da Onça repete belo desfile, mas peca em evolução novamente

23 de março de 2014 0
Cova da Onça Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Cova da Onça Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Opinião da Gaúcha

Lutando pelo penta, a Cova entrou com muito vigor na avenida. No entanto, a escola voltou a repetir os erros de evolução da primeira noite. A escola não fluiu naturalmente e teve deixou alguns espaços pela pista.  A luta pelo penta terá como forte adversária a Ilha do Marduque

Ilha do Marduque confirma grande desfile e é candidata ao título

23 de março de 2014 3
Ilha do Marduque Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Ilha do Marduque Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Opinião da Gaúcha

Confirmando o desfile da noite de quinta-feira, a Ilha do Marduque fez um desfile luxuoso e vibrante. Desta vez, a escola conseguiu  trazer o tripé da comissão de frente que não veio no primeiro dia. A Ilha é favorita ao título.

Rouxinóis repete desfile empolgado na segunda noite

23 de março de 2014 0
Os Rouxinóis Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Os Rouxinóis Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Opinião da Gaúcha

A empolgação foi a grande marca da participação de Os Rouxinóis no Carnaval 2014. A escola cantou com força o seu bom samba-enredo e evoluiu com fluidez na pista. A bateria Galáctica fez belas bossas na avenida. A escola deve atingir uma boa colocação

Bambas da Alegria faz desfile animado e melhora em relação à primeira noite

23 de março de 2014 0
Bambas da Alegria Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Bambas da Alegria Carnaval 2014. Foto: Juliano Vieira

Opinião da Gaúcha

Corrigindo os erros da primeira noite, os Bambas da Alegria fizeram um desfile melhor que o da primeira noite. No fim, um pequeno problema para retirar a última alegoria. Bambas deve garantir uma boa colocação