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No RJ, Beija-Flor e Unidos da Tijuca são os destaques da 1ª noite de Carnaval no Grupo Especial

08 de fevereiro de 2016 0

Juju Salimeni desfilou pela Unidos da Tijuca

 

*Juliano Vieira e João Victor Torres

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro iniciou na noite de domingo (7), na Marquês de Sapucaí. Seis agremiações que integram a elite da folia carioca, Estácio de Sá, União da Ilha do Governador, Beija-Flor, Grande Rio, Mocidade Independente de Padre Miguel e Unidos da Tijuca trouxeram à avenida seus temas para 2016.

Os desfiles 

A Estácio de Sá, escola campeã do Grupo A em 2015, teve a responsabilidade de abrir os trabalhos. A vermelho e branco do Morro de São Carlos optou por falar em São Jorge para permanecer no Especial. Os componentes da escola iniciaram o desfile com muita garra e cantando de maneira forte o samba-enredo, embalados pela bateria Medalha de Ouro, um dos destaques da apresentação. No início, o abre-alas teve dificuldades para entrar na avenida, mas fora da área de julgamento.

A União da Ilha do Governador cruzou a Sapucaí convidando os deuses do Olimpo e todos os povos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que ocorrem no mês de agosto na cidade maravilhosa. Com uma concepção irreverente, marca registrada da escola, os carnavalescos Paulo Menezes e Jack Vasconcelos apresentaram alegorias e fantasias muito coloridas, ao mesmo tempo inovadoras utilizando materiais alternativos, proporcionando um belo visual. Os ritmistas, comandados por mestre Ciça, ousaram em bossas arrojadas. Além disso, maratonista e medalhista de bronze na Olimpíada de Atenas em 2004, Vanderlei Cordeiro de Lima trouxe a tocha olímpica, marcando o início da apresentação da tricolor insulana. Outros atletas brasileiros como Robson Caetano, Maurício, Giba, Tande, Carlão, Flávio Canto, Shelda, Giovani, compuseram o sétimo e último carro da Ilha.

A Beija-Flor, terceira escola da noite, homenageou o personagem que dá nome à passarela do samba, o Marquês de Sapucaí e fez uma apresentação que a coloca entre as favoritas ao título. Destaque foi a comissão de frente, enaltecendo o período da exploração do ouro em Minas Gerais, a busca pela liberdade dos negros e também o culto das manifestações culturais e religiosas. O desfile também marcou um momento histórico para o intérprete da agremiação, Neguinho da Beija-Flor, que neste carnaval completou 40 anos de avenida.

Na sequência, a Acadêmicos do Grande Rio, como propunha o refrão do samba-enredo, pisou forte no sambódromo para falar sobre a cidade paulista de Santos. Logo na entrada, a comissão de frente trouxe a representação do Rei do Futebol, Pelé, quando criança e posteriormente adulto, mostrando as glórias do atleta com a camisa do peixe e seleção brasileira. O abre-alas trazia grandes telões com gols históricos do atleta do século, bem como pontos turísticos santistas. Ainda na temática das quatro linhas, a fantasia da bateria fazia alusão ao jogador do Barcelona e oriundo das categorias de base do alvinegro praiano, Neymar. Os pontos positivos foram a harmonia e evolução fluentes. Porém, em especial nos últimos setores, ocorreu uma queda na qualidade das fantasias e alegorias, tornando o desfile arrastado e repetitivo.

A Mocidade Independente de Padre Miguel foi a quinta escola de samba a desfilar na Sapucaí e teve como objetivo fazer um passeio pelo Brasil, por meio da literatura nacional, retratando as mazelas do povo brasileiro e teve como seu convidado de honra, o escritor espanhol Miguel Cervantes. No primeiro setor, a verde e branco da Zona Oeste trouxe uma grande escultura de Dom Quixote, com 18 metros. A obra “O Tempo e o Vento”, do gaúcho Érico Veríssimo, foi trazida à Marquês em um tripé no quarto setor. A estrela-guia teve problemas em evolução e canto dos componentes, especialmente nas primeiras alas. O último carro alegórico da Mocidade teve dificuldades para entrar na área de desfile e, além disso, parte da escultura principal foi danificada. Ao final, a escola precisou acelerar o passo para concluir a apresentação nos 82 minutos e não perder pontos por estourar o tempo máximo de desfile.

Encerrando a primeira noite, a Unidos da Tijuca veio para fechar o domingo de Carnaval e se colocar entre as favoritas para buscar o campeonato. A amarelo e azul do Borel contou com um grande samba para dissertar a vida do homem do campo. A performance fluiu de maneira leve e solta, facilitando a interação dos componentes. O enredo bem desenvolvido proporcionou um conjunto alegórico e de fantasias harmonizados. A bateria Pura Cadência, comandada pelo mestre Casagrande também foi um dos destaques tijucanos.

Jurado de bateria ausente

Um fato inusitado também marcou o domingo de Carnaval no Rio de Janeiro. O jurado de bateria do primeiro módulo, Fabiano Rocha, não compareceu aos desfiles. Portanto, neste caso conforme regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), a maior nota da escola no quesito será duplicada.

Desfiles seguem nesta segunda-feira

Os desfiles do Grupo Especial seguem hoje (8), a partir das 21h39. A primeira escola a se apresentar na Marquês de Sapucaí será a Unidos de Vila Isabel, seguida de Salgueiro, São Clemente, Portela, Imperatriz Leopoldinense e Estação Primeira de Mangueira.

Confira a galeria de fotos da noite:

Fotos: Vinícius Brito

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